A SELEÇÃO ARTIFICIAL COMO MECANISMO CRIADOR DE ESPÉCIES EVIDENCIANDO A EVOLUÇÃO.

Darwin não foi o primeiro evolucionista do mundo. A idéia de que os animais se modificam ao longo do tempo é mais antiga do que Darwin e até mesmo que Jean B. Lamarck.

Mesmo Lamarck jamais foi refutado por Darwin. O médico Erasmus Darwin, avô de Charles Darwin era claramente um lamarckista e até mesmo Darwin nunca se preocupou em refutá-lo.

Darwin descreveu dois dentre tantos mecanismos que promove a evolução das espécies e para exemplificar sua tese usou evidencias até na domesticação de animal, recorrendo ao que chamamos hoje de seleção artificial.

Alguns teóricos e especuladores anti-evolucionistas afirmam que não há evidências físicas que corroborem a evolução e que a seleção natural por si só não é capaz de extrapolar o limite de uma espécie e gerar outra. Alegam então que tais modificações apenas criam subespécies ou raças que biologicamente são denominadas de ecótipos ou variações geográficas.

Não há artigo algum que demonstre que a seleção natural fica unicamente restrita ao nível da espécie impossibilitando a criação de novas.

Na seleção natural as variações que ocorrem no DNA das espécies e que são vantajosas tendem a ter um efeito na geração seguinte quando atingem as células germinativas, ou seja, os espermatozóides e óvulos.

Se essas variações conferem certa vantagem a tendência é que essas novas características passem as gerações seguintes e ao longo do tempo provoquem pequenas diferenças que podem separar populações em raças e até mesmo espécies, gêneros, famílias e assim por diante.

No caso o agente seletor é o contexto ecológico na qual o animal vive e esta sujeito, o seu papel no ecossistema, ou nicho ecológico as relações ecológicas intra-espécie e entre as espécies.

Na seleção artificial o agente seletor é o homem, e não os sistemas ecológicos.

Assim o homem pode selecionar aqueles indivíduos com características desejadas e criar indivíduos e até espécies novas.

Atualmente com a engenharia genética isso é possível criar espécies através de híbridos e inserção de genes. Razão pela qual existem mais de 30 mil espécies de orquídeas criadas em laboratório, todas pelo homem através deste processo. Há evidencias arqueológicas de rosas criadas pela domesticação do homem que datam mais de 2 mil anos e que não mais existem atualmente.

Ao longo da história o homem domesticou animais, foi o agente seletor de suas características, através da seleção artificial.

Aqui trago alguns exemplos de espécies criadas pelo homem através da seleção artificial, um mecanismo desenvolvido pelo homem que pode criar espécies em um curto espaço de tempo, que tem como fundamento os princípios básicos da seleção natural, portanto da evolução.

Lysenko, o biólogo parceiro de Stalin realizou um processo de seleção artificial usando a docilidade como foco para trazer modificações em raposas. Após selecionar raposas mais dóceis ele começou a fazer a reprodução com base na docilidade dos animais e após seis gerações as raposas haviam mudado tanto que os pesquisadores nomearam uma nova categoria de animais domesticados.

Após 10 gerações cerca de 18% dos animais faziam parte desta nova categoria, após a 20 gerações cerca de 35% das raposas já entravam nesta nova leva.

Depois de 35 gerações 78% dos animais já estavam nesta nova categoria onde os animais se comportavam como cães, anatomicamente bastante semelhantes, com uma pelagem malhada em branco e preto. As orelhas caíram semelhantemente as de um cão Cocker, a ponta da cauda fazia uma curva para cima e o cio das fêmeas ocorria a cada seis meses. Até a vocalização lembrava a dos cães.

Os traços caninos dessas raposas obviamente não estavam no objetivo dos pesquisadores, mas acompanharam o processo de seleção artificial que modificou totalmente o comportamento, a anatomia e a fisiologia do animal para uma categoria nova. No momento em que os pesquisadores começaram a cruzar animais dóceis para promover a docilidade nesta variedade os genes que eram responsáveis por tal característica mudaram seus múltiplos efeitos sob a constituição fisiológica e anatômica dos animais de tal forma a permitir a criação de uma nova categoria de animal.

O processo de domesticação dos animais na Revolução do Neolítico promoveu mudanças nesse mesmo sentido.

O javali selvagem eurasiano só foi descrito cientificamente por Linnaeus em 1758. Porém, há mais de 9.000 anos atrás esse animal já teria sido domesticado originando o porco doméstico.

A Revolução Neolítica começou 11 mil anos atrás no Oriente Médio e precedeu uma migração para o oeste da Europa onde grupos transmitiram seus conhecimentos, cultura, tradições, economias agrícolas bem como a domesticação dos animais e plantas.

Apesar de décadas de pesquisa, nenhum consenso sobre a domesticação de certos animais foi corroborada.

A transição da caça para a criação e a propagação de elementos econômicos e culturais associados ao Neolítico e sua agricultura para a Europa ocorreu entre 7 e 4 mil anos a.c e sob certos aspetos ainda permanecem mal entendidas.

Três hipóteses principais linhas de pensamento afirmam a domesticação de animais na Europa Neolítica era resultado da migração de agricultores do Oriente médio; ou a transmissão de idéias através do comércio estabelecido e redes de intercâmbio e difusão cultural; ou ainda o desenvolvimento independente da agricultura incluindo a domesticação de alguns animais, como suínos e bovinos por
culturas indígenas e européias no Mesolítico.

De fato, ossos de restos arqueológicos mostram que a primeira domesticação na Ásia ocorreu há uns dez mil anos, quando culturas sedentárias já dominavam a agricultura. Ainda sim, descobriram também que já existiam quatro domesticações independentes: na Índia, na Península que forma a Tailândia, Birmânia e Malásia e outra onde hoje é Taiwan.

Mesmo assim a linha mais aceita é a de interação entre a população do Oriente Médio e a da Europa. Evidências lingüísticas e da genética humana moderna têm defendido a mistura entre as culturas.

Debates paralelos  também tem considerado a domesticação de animais associados a a revolução neolítica, mas esses dados não são fáceis de interpretar.

Por exemplo,  nem  ovelhas selvagens (Ovis orientalis), nem cabras montesas (Capra aegagrus) foram naturalmente distribuídas em toda a Europa durante o Holoceno. Os registros arqueológicos do Neolítico europeu indicam diretamente a sua introdução desses animais a partir do Oriente Médio.

Os antepassados ​​selvagens das vacas doméstico (Bos primigenius), cães (Canis lupus) e suínos (Sus scrofa), no entanto, foram amplamente distribuídas em toda a Europa durante o Holoceno inicial e médio, deixando em aberto a possibilidade de sua domesticação indígena dentro da Europa.

Além disso, o legado genético da domesticação moderna e a criação de animais pode ter sido ainda mais complicados pelo cruzamento de forma independente da Europa e  Oriente Médio.

Dados genéticos de modernos e antigos gados europeus, por exemplo, revelaram que
embora o gado domesticado no Oriente Médio foi posteriormente introduzido na Europa.

Pesquisa em zoologia de locais como o leste da Turquia e em Chipre revelara uma intensificação da relação entre seres humanos e porcos durante a segunda metade do 9 milênio a.c.

Um estudo recente da genética dos javalis modernos e porcos domésticos revelou um padrão robusto filogeográficos a partir do qual duas  conclusões foram tiradas.

Primeiro, as seqüências genéticas dos modernos porcos europeus indicam que javalis selvagens desta região foram domesticados em algum momento no passado.

Segundo, sinais genéticos do Oriente Médio estavam ausentes em todas as amostras modernas da Europa (salvo o porco da Córsega). Portanto os porcos domésticos do Oriente Médio nunca foram ou introduzido na Europa, ou sua descendência  desapareceu.

Através do uso de DNA mitocondrial de 323 e 221 exemplares de modernos e antigos porcos amostrados da Eurásia ocidental demonstrou que os porcos domésticos tem ascendência do Oriental Médio e foram definitivamente introduzido na Europa durante no Neolítico, potencialmente ao longo de dois percursos distintos pelo menos até o início do 4 milênio a.c

O prazo da primeira introdução de variedades domésticas do Oriente Médio e a primeira aparição deles derivados do javali europeu mostra que para os cidadãos europeus a domesticação de porco pode não ter sido um evento verdadeiramente independente, mas sim uma conseqüência direta da introdução dos porcos domésticos do Oriente Médio e outros animais. Isso ocorreu na Europa pelos primeiros agricultores que estimularam tal prática a partir de então.

 Não muito depois, os europeus começaram a domesticar os seus próprios porcos selvagens, que substituíram rapidamente pelos originários do Próximo Oriente. Em apenas 500 anos, a proporção de marcadores genéticos locais nos porcos domesticados da Europa subiu de 5% a 95%.

Hoje o porco recebe o nome de Sus domesticus e o javali Sus scrofa. Charles Darwin já reconhecia sutis diferenças anatômicas entre os porcos domesticados e o javali, razão pela qual os autores separaram em duas espécies distintas. O mesmo ocorre no caso da domesticação das vacas.

O extinto auroque (Bos primigenius) era um bovino  de grandes dimensões que ocorria de Portugal à Coréia e até mesmo na Índia e Sibéria. Este animal foi extinto em 1627 devido a caça excessiva no sul e centro da Europa desde a pré-história, como relatam as pinturas rupestres encontradas nestes locais.

Linhagens mais dóceis foram selecionadas pelas populações locais e teriam dado origem ao boi europeu Bos taurus que conhecemos hoje e também constitui uma nova espécie através da domesticação.

O problema quando se analisa duas espécies distintas é que o próprio conceito de espécie é subjetivo.

Há animais que são geneticamente idênticos, mas por determinadas razões não se reproduzem. Uma simples variação no comportamento de vocalização ou na conquista de uma fêmea na seleção sexual pode separar duas populações. Teoricamente seriam espécies distintas, mas o conceito de espécie ainda as trataria como sendo da mesma uma vez que são capazes de gerar descendentes férteis.

Casos como isolamento geográfico ou domesticação afetam diretamente a constituição cariotípica das espécies. Nós humanos somos evolutivamente separados dos nossos ancestrais mais próximos cerca de 8 milhões de anos. Razão pela qual é errado dizer que o homem descende do chimpanzé.

Chimpanzés não são macacos e o homem apenas compartilha um ancestral em comum com os esses antropóides, diferentemente de afirmar que somos uma espécie que emergiu destes.

Entretanto depois de 8 milhões de anos temos 46 cromossomos em nosso cariótipo enquanto os chimpanzés possuem 48.

No caso dos suínos, os porcos têm 38 cromossomos enquanto os javalis possuem 36. Isso é relativamente comum na natureza já que há nematelmintos com no máximo 2 cromossomos e plantas pteridófitas com milhares deles dentro de uma célula. Processos de translocação, transposição, quebras cromossômicas são relativamente comuns na biologia. Muitas vezes criando animais que teoricamente são geneticamente incompatíveis pelo número de cromossomos, mas que ainda sim podem ser reproduzir, como ocorre com alguns ratos. A isso se da o nome de polimorfismo, criando indivíduos triplóides por exemplo.

Não faz sentido dizer que não há exemplos de espécies criadas recentemente. A seleção artificial é uma simulação da seleção artificial, principal mecanismo evolutivo, porém dirigida pelo homem.

Se no espaço de 35 gerações Lysenko criou uma categoria dócil de raposas em apenas alguns anos é possível que naturalmente as espécies surjam como fruto de processos adaptativos e gradativamente tendem a se isolar seguindo caminhos evolutivos independentes.

No espaço de 9 mil anos o homem conseguiu alterar o número de cromossomos, selecionar genes que favorecessem o alto teor de gordura nos porcos e criar linhagens cada vez mais direcionadas ao seu interesse, porque naturalmente isso não ocorreria? Se o homem seleciona conscientemente porque as relações ecológicas não o fariam?

É infantil crer que todas as espécies foram criadas propositadamente por um designer superior, as evidências apontam para outro sentido.

Aves do Brasil. Pantanal e Cerrado. Wildlife Conservation Society

Porque um designer criaria espécies tão idênticas, porém tão etologicamente distintas como o sangui da Mata Atlântica (Callithrix jacchus) e o sagüi de tufos pretos (Callithrix penicillata) do Cerrado?

Sob o ponto de vista evolutivo isto é claramente justificável.

Sob o ponto de vista evolutiva é bem documentado milhares de espécies próximas entre si. No Pantanal brasileiro temos milhares de exemplos de aves cuja semelhança é incrível, pois claramente vemos que espécies deram origem a outras.

A semelhança entre o pássaro olho-de-ouro (Hemitriccus margaritaceiventer) e o Sebinho-Rajado (Hemitriccus striaticollis) ou a incrível semelhança entre o pássaro relógio (Todirostrum cinereum) e o teque-teque (Todirostrum poliocephalum).

Em alguns casos são tão semelhantes que mesmo sendo geneticamente próximas geram uma infinidade de espécies distintas como os Maria-Cinza (Knipolegus striaticeps), Maria-preta-de-bica-azul (Knipolegus cyanirostris), Maria-preta-do-Nordeste (Knipolegus franciscanus), Maria-preta-de-Topete (Knipolegus lophotes), Maria-Preta-Ribeirinha (Knipolegus orenocensis), e o Pretinho-do-Igapó (Knipolegus poecilocercus).

Todas essas espécies de aves compartilham o mesmo bioma e por vezes o mesmo habitat ou microrregião, mas são claramente espécies distintas mesmo que por ventura sejam geneticamente idênticas. São espécies distintas, pois não há mais troca de genes entre elas.

Não há razão alguma para crer que foram constituídas desta forma. Uma resposta puramente naturalista explica porque espécies como estas são tão próximas, a seleção sexual, a seleção natural e outros mecanismos explicam claramente o relacionamento existente entre elas. Não é preciso esperar fósseis que relacione a Maria-preta-do-Nordeste com a Maria-Preta-Ribeirinha ou o Callithrix jacchus ou o Callithrix penicillata basta visualizar as semelhanças anatômicas e genéticas para enxergar o caminho que essas espécies estão tomando na evolução das espécies. Isso evidencia que a transição de uma espécie para outra não precisa necessariamente depender de intermediários, entretanto por vezes vemos como alguns organismos ao longo de milhões de anos podem deixar retratos estampados em rochas mostrando suas diferentes variações do passado até alcançar o estado atual.

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Scritto da Rossetti

Palavra chave: Netnature, Rossetti, porco, javali, bovinos, gado, seleção artificial, domesticação, evolução, seleção natural, espécie.

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Referências.

* Greger Larson, Umberto Albarella, Keith Dobney, Peter Rowley-Conwy, Jorg Schibler, Anne Tresse, Jean-Denis Vigne, Ceiridwen J. Edwards, Angela Schlumbaum, Alexandru Dinu, Adrian Bala çsescu, Gaynor Dolman, Antonio Tagliacozzo, Ninna Manaseryan, Preston Miracle, Louise Van Wijngaarden-Bakker, Marco Masseti, Daniel G. Bradley, and Alan Cooper. Ancient DNA, pig domestication, and the spread of the Neolithic into Europe. Proceedings of the National Academy of Sciences September 25, 2007. vol. 104. no. 39 pag.15276–15281

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* John A. Gwynne, Roberts S. Ridgely, Guy Tudor, Martha Argel. Aves do Brasil. Pantanal e Cerrado. Wildlife Conservation Society. Editora Horizonte. 2010.

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* E. Giuffra, J. M. H. Kijas, V. Amarger, O¨ . Carlborg, J.-T. Jeon and L. Andersson. The Origin of the Domestic Pig: Independent Domestication and Subsequent Introgression. Department of Animal Breeding and Genetics, Swedish University of Agricultural Sciences, Uppsala Biomedical Centre, S-751 24 Uppsala, Sweden. The Genetics Society of America. 154: 1785–1791 (April 2000)
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* Charles Darwin. Origem das espécies. Editora Itatiaia. 1859
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4 comentários sobre “A SELEÇÃO ARTIFICIAL COMO MECANISMO CRIADOR DE ESPÉCIES EVIDENCIANDO A EVOLUÇÃO.

  1. Vamos analisar o trabalho de Darwin sob outro ângulo. Não se discute a genialidade do sábio, MAS O DOGMATISMO DE SEUS PALPITES.
    A ´”Árvore da Vida”, é algo similar à Tabela Periódica dos Elementos”, isto é, MOSTRA UM CERTO GRAU DE EVOLUÇÃO SOB ALGUM CRITÉRIO, ENTRE COISAS MAIS SIMPLES E COISAS MAIS COMPLEXAS. Darwin usou a “observação” porque não dispunha de outro recurso, os químicos usarm o átomo, e talvez por isso, muito mais adiantados cientificamente, NÃO SE AVENTURARAM EM DAR PALPITES DE COMO OS ELEMENTOTS FAZEM PARA SE “EVOLUIREM”, MUITO MENOS POR “SELEÇÃO NATURAL”. Então, aí está a questão. A “teoria da evolução” e até os gregos já viram isso, a “doutrina da evolução” pela “seleção natural” é um palpite errado, COMO FOI DE ARISTÓTELES QUANDO POSTULOU O GEOCENTRISMO que também se tornou dogma de fé.
    Então as espécies não “se adaptam”? CLARO COMO ÁGUA, mas não por seleção natural alguma. Quando os primeiros fabricantes de automóveis fizeram suas “carroças motorizadas”, aos poucos seu uso foi as transformando até chegarmos aos carros modernos. É QUESTÃO DE PROJETO QUE SE ALTERAM NO TEMPO. Algumas mudanças o “próprio condutor” pode fazer, O PROJETO PREVÊ ESSA SITUAÇÃO. Quantos não modificam seus carros que os tornam quase irreconhecíveis? Contudo, o “projeto em si do carro”, é a fábrica que faz, não é motorista ou usuário.
    Se alguém consegue ‘treinar” um animal e fazer coisas diferentes do “natural”, é porque esse animal tem primeiiro, inteligência para aprender, segundo, seu “projeto orgânico” tem faculdades para conseguir colocar em prática. A burrice é quando se imagina que o animal é um burro estúpido, e o treinador é um mero mágico de milagres.
    Outro grande equívoco da “doutrina evolucionista” (diferente da “teoria”) é imaginar que as mudanças sejam para “preservar ou criar espécies”, TUDO O QUE UM SER VIVO FAZ É EXCLUSIVAMENTE PARA GARANTIR SUA VIDA ENQUANTO VIVO. Como aconteceria o surgimento de uma espécie nova, nessas condições?
    Isso demanda uma resposta científica que de fato não se encontra, porque simplesmente se espera que um “projeto se modifique por si mesmo”, a estupidez da “seleção natural”. Se o homem já consegue fazer essa modificação genética, FAZ ISSO POR ACASO, OU LEVA MILHÕES DE ANOS PARA ESPERAR ESSE ACASO? Quer dizer, OS EVOLUCIONISTAS SE PERDEM NAS PRÓPRIAS BESTEIRAS.
    O problema é “como um ser vivo faz para eventualmente produzir outro ser vivo de espécie diferente”? A questão não é o fato, que é assim e ponto final. É COMO SE CHEGA AO FATO! Nenhum ser vivo surge a não ser de OUTRO SER VIVO, e no caso normal, DE MESMA ESPÉCIE. Nenhum automóvel “gera outro automóvel”, alguém modifica seu projeto, faz um novo desenho que entra na fábrica, E POR MILAGRE, SAI OUTRO AUTOMÓVEL CUJA ORIGEM FOI O ANTIGO. Tão difícil de entender? Basta que se identifique sem dogamistmo algum, COMO FUNCIONA A FÁBRICA NA NATUREZA. Tão tecnologicamente desenvolvida, que no caso do mamífero a fábrica é a PRÓPRIA MÃE!!
    Então, a seleção natural de Darwin é uma balela para boi dormir, MAS COMO DOGMA DE FÉ, SE TORNA CRENÇA ABSOLUTA, da mesma forma como Aristótes disse que a Terra é o centro porque as coisas caíam para ela. LEVOU APENAS 2 MIL ANOS PARA ALGUÉM PROVAR QUE ELE ESTAVA ERRADO, e muita genre foi para guilhotina por discordar dos “dogmáticos” que transformaram o mero palpite errado de Aristóteles, NUM DOGMA DE FÉ.
    É isso que está acontecendo com o evolucionismo de Darwin. Meras observações equivocadas são simplesmente apresentadas como VERDADES DE UM PALPITE ERRADO.

    arioba.

  2. Ariovaldo, seus argumentos são meras falácias. Você está fazendo uso de uma falsa lógica através de analogias sem sentido que relacionam fatos totalmente desconexos.
    O modo como as modificações levam a formação dos grandes grupos de seres vivos (macroevolução) realmente ainda não são plenamente explicados. Mas a microevolução, formação de espécies semelhantes, é facilmente explicada pela seleção natural.
    Dizer que “nenhum automóvel gera um outro automóvel” e que portanto seres de uma espécie não podem originar outras espécies, é demonstrar um total desconhecimento das bases genéticas da evolução.
    Os trabalhos de Gregor Mendel foram reunidos por pesquisadores como Ernst Mayr e Theodosius Dobzhansky aos princípios darwinianos, dando origem a Teoria Sintética. Através dessa unificação, o processo de seleção natural passou a ser explicado de modo mais aprofundado.
    Os principais fatores evolutivos de base genética são a mutação e a recombinação gênica. Através da primeira, os genes sofrem modificações aleatórias, fruto da dinâmica das moléculas orgânicas que forma o DNA, mais especificamente na mutagênese das bases nitrogenadas.
    Já a recombinação gênica acontece durante as meioses gamética ou zigótica dos indivíduos, mais especificamente na Prófase I. Esse fenômeno é chamado de Crossing-Over o Permutação e realiza a fusão entre pedaços de genes mutantes e genes normais. Essa mistura resulta em novos arranjos genéticos, que levam a formação de indivíduos com características diferentes dos pais, ou seja, sua pergunta já foi respondida.
    Ao longo do tempo, a seleção natural atua sobre essas novas modificações e as mais adaptadas acabam sobrevivendo as modificações do ambiente. Esse processo se repetindo ao longo de milhões de anos leva a formação de novas espécies!
    Viu como não é difícil entender? Você precisa se aprofundar mais naquilo que está falando ao invés de inventar paradoxos sem sentido. Até mais.

    • Ola Matheus. Se quer mesmo debater com o Ariovaldo vai encontrado-lo nos textos mais recentes. Ele não visita textos antigos, publica esses paradoxos e os comentários antigos não visita mais.
      A propósito, muito boa sua explicação!!!

      Grande abraço!!!!

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