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VIA LÁCTEA TEM BILHÕES DE PLANETAS POTENCIALMENTE ‘HABITÁVEIS’ (com resenha)

abril 24, 2012 1 comentário

Bilhões de planetas potencialmente “habitáveis” existem na Via Láctea, onde está a Terra.

O anúncio foi feito nesta semana por um grupo de cientistas do Observatório de Ciências do Universo de Grenoble, na França.

Em apenas um conjunto de 102 estrelas do tipo “anãs vermelhas” foram descobertas nove ‘super Terras’. Essa é a maneira como são chamados os planetas rochosos com massa um pouco maior que a da Terra.

Já “anãs vermelhas” é o apelido das estrelas que são relativamente frágeis e frias se comparadas com o Sol. Elas são muito comuns nas galáxias e representam 80% de todas as estrelas na Via Láctea.

“Nossas novas observações significam que mais ou menos 40% de todas as anãs vermelhas têm uma ‘super Terra’ em sua zona habitável, onde a água líquida pode existir na superfície do planeta”, explicou Xavier Bonfils, coordenador da equipe de pesquisadores.

Existindo água, é possível que existam formas de vida.

“Mas as anãs vermelhas são conhecidas por estarem sujeitas a erupções estelares que podem submergir o planeta em uma onda de raios X ou de radiações ultravioletas, tornando a vida menos provável na região”, disse Stéphane Udry, do Observatório de Genebra.

Portanto resta muito caminho a percorrer para detectar uma hipotética forma de vida extraterrestre.

Fonte: Folha

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Resenha do autor

Vem se aproximando uma tendência muito grande de buscar planetas semelhantes a Terra. A banalização das “Super-terras” aposta em mostrar todas as possibilidades de surgimento da vida.

A ciência não sabe como a vida surgiu. De fato, nem a ciência e nem a filosofia conceituam o que é a vida, mas algumas exigências para que a vida exista são descritas pela ciência.

Essas Super-Terras fornecem a possibilidade real para a pergunta “Qual a possibilidade da vida? “

Durante grande parte da história da humanidade pensou-se na Terra como única, que tudo no universo conspirava a nosso favor, que as leias da física, e a beleza e ordenamento do cosmos haviam sido refinados a tal ponto de garantir a existência da vida como exclusividade da Terra.

O modelo geocêntrico expressava muito mais do que a Terra como centro do universo, mas o que ela carregava de mais importante era o centro do universo, a razão para tudo; nós.

O que vemos hoje é a banalização dos planetas capazes de suportar a vida. A Terra não é o único planeta e o Sol é somente uma miseravel estrela infame perto de gigantes como Sirus, Pollux ou Arcturus.

A Terra não é mais a única capaz de suportar a vida. Marte também deteve vida e agora as “Super-Terras” vivem a solta pela Via láctea.

Nem mesmo o nosso universo é único. Talvez nosso universo seja somente um entre todos os universos possíveis com constantes físicas distintas, com características físico-químicas diferentes dentro do multiverso.

Com universos surgindo e crescendo ou se desintegrando ao longo de sua expansão.

Sob essa concepção é possível que haja universo com maior número de galáxias e portanto, mais planetas com formas de vida diferentes.

Seguindo essa grande taxa de “Super-terras” é possível que a vida extraterrestre realmente exista em maior escala do que aquela que pensamos. Se são mais inteligentes que nós não é sabido, se é que existem.

O que sabemos é que nos quatro cantos do universo temos mais de 140 moléculas orgânicas que estão diretamente ligadas ao surgimento da vida. E isso é importante para a ciência, pois moléculas complexas como esta são criadas com muita facilidade no laboratório chamado de Universo.

Talvez assim seja possível saber se existe a possibilidade da vida ter surgido no planeta Terra ou em planetas diferentes de forma independente ou não.

Todas as possibilidades estão abertas e permaneceram por um bom tempo assim já que a ciência ainda esta á anos-luz de descobrir qual é realmente a origem da vida.

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Scritto da Rossetti

Palavra chave: NetNature, Rossetti, Galáxia, Via Láctea, Universo, Super-Terras.

EINSTEIN ESTAVA CERTO: O UNIVERSO ESTÁ MESMO EXPANDINDO. (com resenha)

abril 20, 2012 1 comentário

A visão que Albert Einstein (1879-1955) tinha sobre o universo foi posta à prova mais uma vez. E, mais uma vez, foi comprovada, só que com uma precisão até então nunca vista – uma margem de erro de apenas 1,7%, o que ajuda os cientistas a compreender melhor a misteriosa aceleração do universo.

Um grupo de cosmólogos da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, e do Instituto Max Planck para Física Extraterrestre, na Alemanha, anunciou a medição mais precisa realizada até hoje de quando a expansão do universo começou a acelerar.

Os pesquisadores analisaram o período entre 5 e 6 bilhões de anos atrás, quando o universo tinha quase metade de sua presente idade.

Isso significa que o fenômeno pode ser explicado utilizando-se apenas a Teoria Geral da Relatividade de Einstein e a constante cosmológica – a explicação teórica mais simples para a aceleração do universo, que prevê quão rápido as galáxias devem se mover e qual a taxa a que a estrutura do universo deveria estar crescendo.

De acordo com a cosmóloga Rita Tojeiro, membro da equipe de Portsmouth responsável por essa pesquisa, os resultados serão empregados para entender o que está causando a aceleração e por que, e para esclarecer novos pontos sobre a matéria escura – nome adotado para o agente fundamental que leva à aceleração, descoberto há apenas 14 anos e sobre o qual ainda se conhece pouco.

“Os resultados são a melhor medição de uma distância intergaláctica jamais feita, o que significa que cosmólogos do mundo todo estão mais perto do que nunca de entender porque a expansão do universo está acelerando”, pontuou Rita.

Para testar a teoria de Einstein, os pesquisadores examinaram mais de um quarto de um milhão de galáxias dentro de um volume de 4 bilhões de anos-luz. A pesquisa foi feita utilizando-se da Oscilação Acústica dos Bárions, um padrão no qual as galáxias estão distribuídas através do universo e que foi criado logo depois do Big Bang. Esse padrão sobreviveu conforme o universo foi envelhecendo e seu tamanho aumentou junto com a expansão.

O chefe do grupo de pesquisadores de Portsmouth, Will Percival, explica: “Imagine derrubar uma pedra em um lago que está se expandindo. Se a expansão do lago é rápida o suficiente, a distância entre as ondulações do lago simplesmente crescerá junto com a expansão. Olhando a forma como as distâncias entre essas ondulações mudam com o tempo, você poderia avaliar a taxa a qual o lago está se expandindo. Bem, o universo é o lago e as galáxias são as moléculas de água”.

O experimento foi planejado a fim de complementar uma observação feita em 1998, quando cientistas estudaram o brilho de explosões estelares para deduzir que a expansão do universo está, contra todas as probabilidades e contra nossa compreensão da física fundamental, tornando-se mais rápida.

Essa mesma pesquisa da década de 1990 foi agraciada com o último prêmio Nobel de Física, compartilhada entre os norte-americanos Saul Perlmutter, Brian Schmidt e Adam Riess (Universidade da Califórnia, Universidade Nacional Australiana e Universidade Johns Hopkins, respectivamente). [TheTelegraph eScience20]

Fonte: Hypescience

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Resenha do autor

Os físicos já detém um conjunto de evidências fortes que sustentam a ideia de que o universo esta em expansão.

Uma dessas evidências é que a luz das galáxias distantes tem um comprimento de onda maior do que devia ter. Estes comprimentos de onda maiores surgem somente quando ocorre afastamento da fonte emissora, ou seja, as galáxias se estão se afastando uma das outras a grandes velocidades e o comprimento de onda vem se modificando no caminho.

Outra evidencia forte é a existência de radiação de micro-ondas que atinge a Terra vinda de todas as direções do espaço. Ela tem uma temperatura de menos três graus e é constituída por fótons de baixa energia. De acordo com as descobertas estes fótons apareceram cerca de 300.000 anos depois do Big Bang e mantiveram-se quando o universo ofereceu o suficiente para que eles não continuassem a interagir de um modo muito forte com a matéria.

Outra evidencia vem da física nuclear. Os primeiros elementos químicos a serem sintetizados na evolução do universo foram os mais simples e leves. De fato, parte da matéria do universo ainda esta na forma de elementos leves. Através de cálculos e estimativas é possível visualizar que cerca de ¼ da matéria total do universo é composta de deutério que é um isótopo do hidrogênio, hélio e lítio.

Outras observações foram feitas, e corroboram essa previsão teórica. Os elementos químicos mais pesados e complexos são formados a partir de diversas reações nucleares que ocorrem a altas temperaturas e pressões no núcleo das estrelas, um processo denominado nucleossíntese.

Depois de formados acabam sendo armazenados no interior das estrelas, eles são espalhados pelo cosmos quando as estrelas explodem em fenômenos cosmológicos conhecidos como supernovas. Assim foi formado o carbono, nitrogênio e oxigênio. As proporções de hidrogênio, hélio e lítio ajustam-se muito bem ao Big Bang.

Muitas destas descobertas são bastante consistentes com o Big Bang e alguns outros modelos cosmológicos. Entretanto, em conjunto, estas observações mostram que o Big Bang é o melhor modelo atual para o Universo.

Somando a isso, alguns dados mostram que a nossa localização no Universo não é especial, de fato o universo parece o mesmo em todas as direções embora possa não ter uma morfologia totalmente simétrica.

A dilatação do tempo em curvas de luz de supernovas demonstra a expansão e o universo como resultado de uma explosão. Além disso, a fonte de radiação e quasares ocorrem em contra-fluxo, a radiação cósmica de fundo também evidencia o Universo evoluindo de um estado denso e isotérmico.

O espectro de potência angular da radiação cósmica de fundo existe em diversas partes por milhão  e é consistente com a matéria escura dominada pelo modelo do Big Bang que atravessou o cenário inflacionário do universo.

O universo expande devido uma série de fatores físicos. A constante cosmológica foi introduzida por Einstein no estudo da física relativista para que estas conduzissem a um universo estático eterno e imutável. Einstein abandonou tal conceito com a descoberta da expansão do universo através de uma hipótese teórica do astrônomo neerlandês Willem de Sitter que utilizou as equações da relatividade geral em 1917.

Posteriormente em 1929 foi novamente corroborada pelo astrônomo Edwin Hubble com a observação do afastamento de galáxias através do Desvio para do vermelho “redshift” que corresponde a uma alteração na forma como a freqüência das ondas de luz é observada no espectroscópio em função da velocidade relativa entre a fonte emissora e o receptor observador. Em suas observações ele desenvolveu a teoria da expansão do universo e anunciou que a velocidade de uma nebulosa em relação a outra é proporcional à distância entre elas (a chamada constante de Hubble).

Mesmo errando parece que Einstein acabou acertando. Isso porque hoje a constante cosmológica é vista como um termo que equilibra a força de atração da gravidade.

A constante cosmológica toma a forma de uma força gravitacional repulsiva.

A expansão do universo tem se acelerado por ação da energia escura, uma força oposta à gravidade. Já que o universo tem dimensões grandes elas se tornam fortes o bastante para dissipar a força gravitacional afastando tudo que esta dentro.

As principais e diferentes propostas de energia escura são a constante cosmológica que pode ser interpretada tanto como uma modificação de natureza geométrica nas equações de campo da relatividade geral quanto como um efeito da energia do vácuo a qual preenche o universo de maneira homogênea. A outra e a quintessência usualmente modelada como campo escalar cuja densidade de energia pode variar no tempo e no espaço.

Nossos corpos, objetos e mesmo o sistema solar ou a galáxia não se expandem acompanhando o universo porque as forças gravitacionais, elétricas e nucleares dos sistemas solares dentro das galáxias mantém as mesmas relações de distâncias equivalentes. Mas as distâncias entre as galáxias se alteram. Assim o universo expande e o espaço-tempo expande junto se adequando a situação. Diferente de Newton que via o universo como um palco de teatro limitado a cosmologia vê hoje o universo se esticando adequando suas dimensões a essa expansão. Assim as dimensões se ajustam conforme a expansão.

A teoria das cordas prevê que além dessas dimensões há outras minúsculas que preenchem o tecido do espaço em escalas menores se enrolando entre si.

A expansão acelerada, descoberta recentemente foi comprovada depois de cinco anos de estudo e mais de 200 mil galáxias analisadas. Algumas delas surgiram há mais de sete bilhões de anos.

Esse estudo, feito pela Universidade Tecnológica Swinburne na Austrália corroboram com diversos indícios tal tese.

Com essas estrelas os pesquisadores descobriram que os corpos estão se afastando a taxas aceleradas que condizem com a existência da energia escura.

Ao que parece a expansão do universo parece se modulada por duas forças; a gravidade que age diminuindo-a e a energia escura que a acelera de tal forma que o cosmos está se afastando a velocidades cada vez mais altas.

Isso contradiz a teoria de que a gravidade seria a força que está separando o espaço. De acordo com esta teoria refutada pelos resultados da pesquisa o conceito de gravidade estabelecido por Albert Einstein estaria errado e a gravidade se tornaria repelente ao invés de atraente quando atuando em grandes distâncias.

No entanto, ao que tudo indica, Einstein estava certo já que a energia escura é uma constante cosmológica como demonstrado no estudo.

Observações da radiação cósmica de fundo em micro-ondas realizadas pelo satélite WMAP, indicam que aproximadamente 74% da densidade atual do universo é composta pela energia escura, 22% por matéria escura e apenas 4% pela matéria conhecida, composta por bárions e léptons.

A expansão do universo aparentemente não tem influencia alguma sobre a rotação das galáxias seja qual tipo for o tipo (veja TIPOS DE GALÁXIAS) ou na orbita dos planetas. O fato de haver planetas com órbitas retrógradas não tem relação com a expansão do universo.

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Scritto da Rossetti

Palavra chave: NetNature, Rossetti, Expansão, Big Bang, Universo, Expansão acelerada, Constante cosmológica, Energia escura, Micro-ondas.

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Referências

* University of California, Los Angeles – Cosmology – What is the evidence for the Big Bang?
Energia misteriosa faz dez anos sem ganhar explicação
* Energia escura acelera expansão do Universo

MOON’S CREATION QUESTIONED BY CHEMISTRY (com resenha)

abril 10, 2012 2 comentários

The origin of the moon has been challenged, creating a new puzzle as to how the moon formed.

A study showing lunar chemistry identical to Earth could mean a review of existing theories. Click to enlarge this image.

The study reported in the journal Nature Geoscience contradicts the theory that the moon formed after the impact of a Mars-sized object named Theia with the early Earth about 4.5 billion years ago.

At the time both the Earth and Theia were still partially molten, the impact causing Theia’s core to sink into the Earth’s core, while lighter ejecta and debris was thrown into space eventually coalescing to form the moon.

The new study by Junjun Zhang, of the University of Chicago, and colleagues compared isotopic ratios of titanium in lunar and terrestrial samples.

Zhang and colleagues found the ratio of titanium isotopes on both Earth and the moon to be identical to within about four parts per million.

Because the Mars-sized impactor is expected to have been isotopically different, the measurements suggest the moon is either made entirely of material from Earth, or intense mixing occurred on both bodies after impact.

Zhang and colleagues say the similarity can’t be explained by both bodies forming in the same part of the solar system because meteorite samples show extensive diversity in titanium isotopic ratios.

They conclude the isotopes are far more likely to have come from Earth rather than another planet.

Planetary scientist Brad Carter from the University of Southern Queensland says while it’s unlikely to have two planets with the same chemical composition, it’s not impossible.

“Despite what the paper says, a planet forming very close to the early Earth could have a similar composition resulting in similar isotopic ratios,” says Carter.

“It’s also possible that Theia was essentially made of ice, something from the Kuiper belt in the outer solar system.”

“This would have provided the energy of impact, but with the ice evaporating away leaving Earth material to eject into space and form the moon.”

Another option suggested by Zhang and colleagues involved the proto-Earth spinning much faster than previously thought, allowing a greater degree of mixing.

“However we don’t really think Earth had spun rapidly enough for that to happen,” says Carter.

“And then you have the problem of slowing down the Earth’s rotation afterwards.”

“Zhang and colleagues suggest a gravitational resonance effect between the Earth, moon and sun may have provided the forces needed to slow down the Earth’s spin rate,” says Carter.

Despite the problems, Carter believes the paper makes a good point about the need for revision of the current theory.

“The simple idea of Theia slamming into Earth remains sound,” says Carter.

“But we need to refine current theories that don’t explain the incredible similarities of isotopic ratios between the Earth and the moon.”

Fonte: Discovery Channel

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Resenha do autor

O novo estudo realizado pela Universidade de Chicago comparou as proporções de isótopos de titânio em amostras lunares e terrestres.

Zhang e seus colegas descobriram a relação entre os isótopos de titânio na Terra e da Lua para ser idênticas dentro de cerca de quatro partes por milhão. As teorias atuais que não explicam as semelhanças incríveis de razões isotópicas entre a Terra e a lua.

Isso quer dizer que surgiram novidades a respeito da composição isotópica da Lua.

Acredita-se que a Lua se formou com o choque de meteoro a Terra. Esse meteoro foi chamado de Theia.

É também possível que o meteoro tenha sido formado essencialmente de gelo e veio do cinturão de Kuiper, na periferia do Sistema Solar.

A energia do impacto teria feito o gelo evaporar deixando ejetando para o espaço uma massa que veio a formar a Lua.

A outra opção sugerida pelo autor do artigo Zhang é que a proto-Terra tinha uma rotação mais rápida do que se pensava anteriormente, permitindo um maior grau de mistura das massas do meteoro e do planeta.

O problema é que se o planeta tinha a velocidade rotacional maior algo deve ter freado

Zhang sugere que o efeito da ressonância gravitacional entre a Terra, a Lua e sol pode ter fornecido as forças necessárias para diminuir a taxa de rotação da Terra.

Para saber mais veja: ÁGUA PRESA NA LUA? e TERRA JÁ TEVE UMA SEGUNDA LUA, QUE COLIDIU COM A ATUAL

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Scritto da Rossetti

Palavra chave: NetNature, Rossetti, Terra, Lua, Sol, Theia, Isótopos.

MATÉRIA ESCURA É FINALMENTE ENCONTRADA; ESTÁ EM TODOS OS LUGARES (com resenha)

fevereiro 21, 2012 10 comentários

Pela primeira foi revelado onde está a matéria escura do espaço. Um grupo de físicos japoneses revelou onde está ela está, mas não o que ela é. Ao que parece, a misteriosa substância está em quase toda parte, espalhada por todo o espaço intergaláctico e forma uma rede abrangente de matéria.

A matéria escura é invisível: ela não interage com a luz, por isso os astrônomos não conseguem vê-la. Até o momento, ela só foi observada indiretamente através da força gravitacional que exerce. Baseados na interação gravitacional, os cientistas têm inferido que a matéria escura constitui 22% da matéria-energia do universo, enquanto a matéria detectável comum constitui apenas 4,5%.

Shogo Masaki e seus colegas usaram simulações de computador para modelar os últimos dados observados de 24 milhões de galáxias. Ao determinar como a luz das galáxias se inclinava um pouco ao passar pelo espaço na rota até a Terra – um efeito conhecido como lente gravitacional – os pesquisadores foram capazes de achar a localização da matéria escura.

Um estudo detalhado sobre o assunto foi publicado no Astrophysical Journal na última sexta-feira, dia 10 de fevereiro. O modelo mostra que a matéria escura se estende de cada galáxia distante para o espaço intergaláctico, sobrepondo-se a matéria escura das galáxias adjacentes para formar uma teia difusa que envolve todo o universo.

Na verdade, “o espaço intergaláctico” é um equívoco. A pesquisa mostra que as galáxias não estão contidas em regiões com margens bem definidas e são separadas umas das outras por milhões de anos-luz. Em vez disso, elas são compostos de um amontoado de massa central, visível e rodeados por uma rede de matéria escura que se estende de forma organizada no meio do caminho até a galáxia vizinha.

Além disso, o que chamamos de “galáxias” são apenas os picos desta distribuição de matéria contínua, explicaram os pesquisadores.

O grupo de pesquisadores mapeou a distribuição da matéria escura sobre uma distância de 100 milhões de anos-luz a partir do centro de cada galáxia. Eles observaram que a distribuição da matéria nunca é aleatória ou uniforme, mas é bem organizada.

Inúmeras pesquisas de matéria escura estão sendo realizadas em todo o mundo. Os cientistas suspeitam que o material consiste em indescritível WIMPs (“partícula massiva que interage fracamente”), partículas que são muitas vezes mais pesadas do que prótons e só interagem através da gravidade e da força nuclear fraca. [MSN]

Fonte: Hypescience

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Resenha do autor

Os efeitos da matéria escura somente poderiam ser vistos através de sua interação gravitacional com a matéria comum na qual conhecemos. Ela não reflete ou absorve luz e tem uma densidade 5 vezes maior que a da matéria comum De fato foi assim que se mapeou a localização da matéria escura, através da lente gravitacional causada pela interação gravitacional.

A matéria escura tem um papel importantíssimo na constituição cosmológica de nossa galáxia. Isso porque a parte mais externa do disco de nossa galáxia é deformada. De fato isso seria melhor explicado se a Via láctea fosse rodeada por outras galáxias mostrando a interação gravitacional entre elas e por tanto justificando essas distorções periféricas.

Entretanto os únicos elementos próximos a nossa galáxia são as nuvens de Magalhães que por si só não tem a capacidade de efetuar tal distorção em nossa galáxia.

Essa distorção é absurdamente grande para ser proporcionada por duas pequenas galáxias satélites. A distorção foge do eixo central galáxico em cerca de 50 mil anos luz e distorceu para fora do seu plano cerca de 7.500 anos luz e distanciou-se cerca de 75.000 anos luz.  Esse é um efeito gigantesco que não poderia ser criado por duas pequenas galáxias consideradas anãs.

A Via Láctea gira então como uma massa no dedo de um pizzaiolo e vibra como uma um prato de bateria.

O que faz a Via Láctea vibrar e se distorcer é justamente a presença de halos de matéria escura que sofrem influencia do deslocamento das nuvens de Magalhães que é puxada pela Via Láctea. Esse deslocamento provoca irregularidades na densidade da matéria escura amplificando seus efeitos e atuando diretamente sobre a periferia da Via Láctea fazendo ela vibrar e distorcer o seu eixo, deslocando camadas de gases e hidrogênio que compõem todo o sistema galáxico.

Esses eventos embora não sejam vistos a olho nu podem ser visualizados por outros meios.

O simples fato de não podermos ver um determinado fenômeno não o torna inexistente pois é possível acessá-lo por meio de outras técnicas.

O vento ou a gravidade pode ser sentida, as árvores balanças quando o vento as toca, a gravidade pode ser sentida quando soltamos algo mas mesmo assim não podemos tocar a gravidade.

Não vemos microorganismo, mas sabemos que eles existem devido a sua atuação cotidiana, na decomposição de matéria orgânica ou no seu poder de virulência e patogenicidade. Até mesmo freqüências de luz e som incapazes de serem percebidas pelo ser humano já foram descobertas.

A ciência vem mostrando um mundo invisível que em momento algum da historia foi visto.

Há quem diga que nada disso pode ser provado, é fácil desconfiar de sistemas científicos como esses, pelo simples fato de que voce pode testa-los em sua casa por exemplo.

Mas eu gostaria de ver alguém por em teste a suas convicções de que existe realmente um Deus por exemplo.

Por exemplo, por mais metafísico que o conceito de multiversos pareça ser ele ainda sim é embasado em uma concepção física, empírica, pois seus dados não foram criados arbitrariamente e sim por medições.

A velocidade da luz, a força da gravidade não são criações humanas, são medidas e não unicamente números. Nós a medimos segundo um sistema metodológico. Por mais que não consigamos ver diretamente a matéria escura sentimos seus efeitos na aplicação prática do estudo do cosmo e vemos sua interação com os corpos celestes fazendo nossa galáxia vibrar como um gongo ao longo dos milhões e bilhões de anos.

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Scritto da Rossetti

Palavra chave: Netnature, Rossetti, Matéria Escura, Galáxia, Via Láctea.

ÁGUA DA TERRA PODE TER VINDO, EM PARTE, DE COMETAS. (com resenha)

dezembro 15, 2011 1 comentário

O Cometa Hartley 2 contém mais água parecida com a encontrada na Terra do que qualquer outro cometa que conhecemos.

Um estudo utilizando o telescópio espacial Herschel mediu a fração de deutério, um tipo raro de hidrogênio, presente na água do cometa.

Assim como os nossos oceanos, a água tinha a metade da quantidade de deutério visto em outros cometas. O resultado dá a ideia de que grande parte da água da Terra poderia ter vindo de impactos com cometas. E haja cometa!

Alguns milhões de anos após sua formação, a Terra primitiva era rochosa e seca. O mais provável é que algo tenha trazido a água que cobre a maior parte do planeta hoje.

A água tem uma espécie de impressão digital molecular a partir da quantidade de deutério que ela contém, e a medição desse elemento foi feita em apenas cerca de meia dúzia de cometas – e todas eles têm demonstrado uma fração de deutério que é o dobro dos oceanos.

Asteroides dão origem à meteoros e meteoritos que chegam à Terra, o que faz com que seja mais facilmente estabelecida a sua fração de deutério.

O material de meteoritos tem aproximadamente a mesma proporção de deutério que os oceanos da Terra contêm. Por isso, a suposição foi de que, se a água veio de outro lugar, ela chegou de asteroides.

Até agora, todos os cometas medidos foram os chamados objetos da Nuvem de Oort, que acredita-se que tenham sido formados no início da história do sistema solar, na região dos planetas gigantes Netuno e Urano, e chutados a uma grande distância, esbarrando com eles mesmos e com outros planetas.

O Cometa Hartley 2 é o primeiro objeto do Cinturão de Kuiper a ser submetido a uma análise de deutério. Os objetos desse Cinturão foram formados não muito longe do nosso sistema solar e os cometas que lá se originaram têm órbitas muito mais curtas do que as da Nuvem de Oort.

Uma equipe internacional usando o telescópio Herschel descobriu que ele tinha uma fração de deutério muito mais próxima dos nossos oceanos.

A descoberta abriu a possibilidade de que os cometas pelo menos contribuíram para o nosso abastecimento de água.

Mas resposta ainda não é definitiva, já que muito do que acreditamos ter acontecido no sistema solar é baseado em modelos de computador. Esses modelos podem necessitar de ajustes à luz de novas provas e de mais estudos para avaliar se muitos objetos do Cinturão de Kuiper são como Hartley 2.

Se os cometas de órbita curta forem como este, então essa pode ser uma fonte significativa de nossa água.

Os pesquisadores argumentam que o resultado mostra que a distinção entre as potenciais fontes de água deve ser feita. No passado, os cientistas pensavam que asteroides e cometas eram classes de corpos completamente diferentes. Agora, vários novos resultados mostram que os dois são irmãos e irmãs primitivos.

Esta nova visão muda, pelo menos, a semântica da questão sobre a origem da água da Terra. A questão torna-se mais técnica: a partir de qual região e por qual mecanismo dinâmico vieram os objetos que trouxeram água para a Terra?

Os investigadores concordam que as novas tecnologias de telescópios é que serão, em breve, capazes de resolver estas questões. [BBC]

Fonte: Hypescience

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Resenha do autor

Recentemente a descoberta do planeta Kepler 22-b trouxe questões como essa. Se há água no planeta Kepler, que se encontra na zona ecológica habitável, como ela chegou lá? É possível que a presença de água líquida esteja relacionada com a posição astronômica privilegiada dos planetas?

E se a grande maioria dos planetas posicionados nessa zona habitável tiverem água, significa que ou a água é mais comum do que pensávamos ou que os acidentes astronômicos que dão origem a sistemas solares origina o liquido precioso. De qualquer forma os acidentes astronômicos foram comuns no passado e portanto a água é comum.

De qualquer forma, a água se tornaria comum nos sistemas solares já que certamente seria formadas no momento da conformação desses sistemas.

A presença de água em Marte mostra que a água parece ser bastante comum em planetas mais próximos de suas respectivas estrelas, então porque não seria nos planetas mais afastados? Quem sabe não haja água congelada nas profundezas de Saturno?

Certamente uma explicação deve haver pra a origem da água em nosso planeta, seja ela diluviana na teologia ou simplesmente astronômica. Há muitas perguntas a serem feitas na questão da origem da água e no caso de Kepler 22-b mais ainda, afinal semelhança com a Terra só em tamanho e posicionamento, outros elementos são necessários para a formação da vida.

Scritto da Rossetti.

Palavras chave: Netnature, Rossetti, Astrobiologia, Exobiologia, vida, Kepler 22-b, Água.

SISTEMA SOLAR PODE TER TIDO 5 PLANETAS GIGANTES EM SUA ORIGEM, DIZ ESTUDO. (com resenha)

novembro 21, 2011 Deixe um comentário

Segundo estudo, um quinto planeta teria sido ejetado por uma mudança de órbita de Júpiter.

600 milhões de anos. Planetas e as luas provocavam deslocamentos entre si no espaço

O sistema solar pode ter tido em suas origens um planeta gigante a mais além dos quatro atuais, que foi ejetado por uma mudança de órbita de Júpiter, de acordo com um estudo divulgado nesta sexta-feira, 11, pela revista ‘The Astrophysical Journal Letters’.

O artigo, escrito por David Nesvorny, do Southwest Research Institute, descreve o sistema solar há 600 milhões de anos como um lugar caótico no qual os planetas e as luas provocavam deslocamentos entre si devido a órbitas instáveis.

Nesvorny desenvolveu simulações de computador baseadas em uma análise do conjunto de pequenos corpos conhecidos como Cinturão de Kuiper e das crateras da lua. O dinamismo em transformação das órbitas dos planetas gigantes e dos corpos pequenos fez com que os corpos celestes se dispersassem para diferentes lugares.

Os corpos pequenos foram na direção do Cinturão de Kuiper e do sol, gerando vários impactos na terra, Júpiter se deslocou para o interior do sistema solar, enquanto Urano e Netuno se movimentaram para o exterior.

Entretanto, Nesvorny detectou um problema neste modelo, pois se for aceita a teoria de que Júpiter mudou de órbita de maneira súbita quando se afastou de Urano e Netuno durante o período de instabilidade na zona externa do sistema solar, a conclusão é de que estes últimos planetas teriam ficado fora do sistema.

“Algo estava errado”, ressaltou. Para achar uma saída para esta encruzilhada, o pesquisador decidiu introduzir nas simulações cinco planetas gigantes ao invés dos quatro atuais (Júpiter, Urano, Netuno e Saturno).

“A possibilidade de que o sistema solar tenha tido mais de quatro planetas gigantes inicialmente, e expulsou um, parece ser mais concebível de acordo com as recentes descobertas de um grande número de planetas flutuando livremente no espaço interestelar, o que demonstraria que o processo de expulsão planetária seria bastante comum”, disse o astrofísico.

Fonte: Estadão

 

Resenha do autor

Se realmente um planeta foi expulso de nosso sistema solar não temos certeza, mas que há diversos planetas extra-solares isso é evidente.

Isso trás profundos aspectos reflexivos; se um planeta foi expulso de nosso sistema solar é evidente que todo sistema não é perfeito e que mesmo imperfeito funciona.

Existe imperfeições nesse sistema que o permitem funcionar de forma tão supostamente miraculosa quanto um criacionista pensa.

De fato, a discussão da perfeição da natureza e sua relação com o divino é profundamente antiga, se estendendo a Platão, Aristóteles e seu aluno Teofrásio.

É sabido e evidente que pessoas com o sistema imunológico com deficiência ainda sem tem certo grau de imunidade pelo simples fato de que o sistema não deixa de existir e apenas atuar de forma deficiente. Isso evidencia que até mesmo sistemas imperfeitos funcionam. A reportagem acima trás justamente essa imperfeição nas engrenagens e na mecânica astronômica de nosso sistema solar. Isso demonstra claramente que embora estejamos enxergando um sistema coeso e estável na verdade o conceito de estável estaria ligado a escala de tempo em que avaliamos o sistema.Durante alguns bilhões de anos esse sistema solar pareceu estável até que um de seus planetas foi ejetado das engrenagens do suposta relógio cosmológico, e nem por isso as orbitas subjacentes ao sistema se defasaram em um esquema de dominó como supostamente veríamos na atuação dos diversos fatores de interação do sistema imunológico.

Novamente vemos aqui o tempo como um fator determinante nos conceitos da humanidade. O tempo geológico é muito mais preciso do que o tempo de vida de um homem ou até mesmo de uma espécie.

Scritto da Rossetti

Palavras chave: Netnature, Rossetti, Astronomia, Mecânica cosmológica.

ASTRÔNOMOS DESCOBREM NUVEM DE GÁS PURO QUE DATA DO UNIVERSO PRIMITIVO (com resenha).

novembro 18, 2011 Deixe um comentário

De acordo com pesquisadores, composição do gás é totalmente compatível com o que foi previsto pela teoria do Big Bang.

Pela primeira vez na história, astrônomos encontraram duas nuvens de gás puro que se formaram nos minutos iniciais pós-Big Bang. A composição do gás corresponde às previsões teóricas, fornecendo evidências diretas de apoio à explicação cosmológica moderna sobre a origem dos elementos no universo.

Nas nuvens do gás, os pesquisadores viram apenas o hidrogênio e seu isótopo, o deutério

Apenas os elementos mais leves, principalmente hidrogênio e hélio, foram criados no Big Bang. Em seguida, algumas centenas de milhões anos se passaram antes que as nuvens deste gás primordial condensassem para formar as primeiras estrelas, em que elementos mais pesados foram forjados. Até agora, os astrônomos sempre detectaram ‘metais’ (o termo para todos os elementos mais pesados que hidrogênio e hélio) onde quer que eles tenham olhado no universo.

“Nós sempre falhamos ao tentar encontrar material puro no universo. Esta é a primeira vez que observo gás puro não contaminado por elementos mais pesados de estrelas”, disse J. Xavier Prochaska, professor de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz. Prochaska é co-autor de um artigo sobre as descobertas que foi publicado no site da revista Science nesta última quinta, 10. A autora principal é Michele Fumagalli, uma estudante de graduação da Universidade da Califórnia, e outro co-autor é John O’Meara, do Saint Michael’s College, em Vermont.

“A falta de metais nos diz que este gás é puro”, disse Fumagalli. “Isso é muito emocionante porque é a primeira evidência de que o gás é totalmente compatível com a composição do gás primordial previsto pela teoria do Big Bang.”

Os pesquisadores descobriram as duas nuvens de gás puro quando analisaram a luz de quasares distantes, usando o espectrômetro HIRES que é acoplado ao Telescópio Keck I no Observatório WM Keck, no Havaí. Ao espalhar a luz brilhante de um quasar em um espectro com diferentes extensões de ondas, os pesquisadores puderam ver quais extensões foram absorvidas pelo material entre o quasar e o telescópio.

“Nós pudemos ver as linhas de absorção no espectro onde a luz era absorvida pelo gás, o que nos permitiu medir a composição do gás”, disse Fumagalli.

Cada elemento tem uma impressão digital única. Todos eles aparecem em forma de linhas escuras no espectro. Nos espectros das nuvens de gás, os pesquisadores viram apenas o hidrogênio e seu isótopo pesado, o deutério. “Não temos qualquer sensibilidade ao hélio, mas esperaríamos vê-lo se tivéssemos”, observou. “Nós temos uma excelente sensibilidade para o carbono, oxigênio e silício, e esses elementos estão completamente ausentes.”

Antes da descoberta, os pesquisadores usavam como padrão o índice de metalicidade do Sol para saber sobre os metais existentes no universo. O conceito de ‘metalicidade’ descreve a abundância relativa de elementos mais pesados que o hélio em uma estrela. A metalicidade absoluta do Sol é 1,6% de sua massa e o índice é de [Fe / H] = 0. Todos os objetos celestes com menos metais que o Sol têm um índice de metalicidade negativo e com mais metais, positivo.

“As pessoas pensavam que havia um ‘chão’ para a metalicidade, que nada poderia ser inferior a um milésimo do enriquecimento solar. Mas isso é porque os metais produzidos em galáxias estavam dispersos no universo”, disse Fumagalli. “Esse fato inesperado desafia nossas ideias sobre como os metais estão distantes das estrelas que os produzem.”

Os pesquisadores estimaram uma metalicidade para o gás puro de cerca de um décimo de milésimo do sol. No outro extremo, estrelas e gases com maior metalicidade são quase dez vezes mais enriquecidas como o sol. “A abundância de metal em bolsos diferentes do universo abrange uma gama enorme”, disse Prochaska. “Assim, estes achados vão além da nossa compreensão de como os metais são distribuídos por todo o universo.”

A análise espectrográfica das nuvens de gás puro as coloca no tempo em cerca de 2 bilhões de anos após o Big Bang, ou quase 12 bilhões de anos atrás. Naquela época, os modelos teóricos previam que as galáxias estavam crescendo, puxados por vastas correntes de gás frio, mas estes ‘fluxos frios’ nunca foram vistos. De acordo com Fumagalli, as nuvens de gás puro são candidatas potenciais ao papel dessas correntes. Mais estudos são necessários, no entanto, para ver se as nuvens de gás recém-descobertas estão associados com as galáxias. 

Fonte: Estadão

 .

Resenha do autor

É fundamental buscar estruturas como esta para que a ciência não estude a origem do universo somente sob o seu nível quântico, sub-atômico, o passivo de se inferir, mas que as evidencias físicas podem nos fornecer.

Dan Brown, autor de diversos livros certa vez deu uma entrevista dizendo justamente que quanto mais á ciência busca explicar a origem do universo, mais ela parece se enfiar no plano metafísico e o terreno fica mais instável.

O que de fato acontece já que o passado passou e o que temos hoje é o resultado em plena evolução cósmica de um evento criador de tudo. O que não significa que só porque não sabemos exatamente a origem do universo então ele passa a ser explicado teologicamente (LA SCIENZA E LA RELIGIONE. (com resenha). O que faz desse ponto a teologia uma não ciência e a crença no divino criador como arquiteto uma verdade sustentada pela fé sem a necessidade de testa-la.

Outra questão é a mecânica quântica que esta por trás de toda a interpretação científica da origem do universo, que como sabemos depende muito mais da matemática e da modelagem física do que a observação em si, afinal, repito, o passado passou e o que pode-se fazer é descobrir eventos que podem ter constituído a universo tal como é hoje, suas propriedades sub-atômicas, seus elementos, as leis da física e suas constantes, se é que são constantes em todo universo. Para tal, estruturas como a demonstrada na reportagem, galáxias antigas, buracos negros podem revelar um pouco mais sobre a origem do cosmo, dando-nos pistas e permitindo rever conceitos da física clássica e dessa nova física sub-atômica. Da mesma forma ocorre com o estudo da evolução biológica.

Como esta trabalha no nível do individuo, mas seus efeitos podem ser vistos principalmente no nível das gerações e portanto na escala geológica as evidencias que apontam para sua ocorrência encontram-se nos fósseis, no comportamento compartilhado, na anatomia e no mar de genes que constitui uma determinada espécie, muito embora a seleção natural trabalhe no nível dos indivíduos de todas as gerações.

Estruturas como esta apontada no artigo evidenciam como características físicas que foram propostas pelos astrônomos no passado podem realmente nos dar dicas do que ocorreu nos primeiros momentos da evolução do universo e pode contribuir para refutar ou corroborar as afirmações da ciência.

 

Scritto da Rossetti

Palavras chave: Netnature, Rossetti, Cosmologia, Astronomia, Origem do universo.

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