ORIGENS DA VIDA – BLOCOS REPLICANTES. EXOBIOLOGIA.

Stanley Miller fez seu doutorado tentando simular as condições da terra durante a época em que vida teria surgido, em um frasco introduziu água (simulando o oceano), metano, amônia, gás carbônico, nitrogênio e hidrogênio que foram misturados utilizando-se do vapor de água. Foram então submetidas a pequenas descargas elétricas que simulariam relâmpagos.

Algum tempo depois formou- se uma substância avermelhada, que submetida a analises mostraram a presença de açucares, ácidos-graxos e aminoácidos, ou seja, o carbono utilizado teria sido convertido em substâncias orgânicas. Dezessete dos 20 aminoácidos essenciais contém 6 átomos de carbono ou menos. Os aminoácidos que Miller conseguiu em sua experiência continham apenas dois ou três átomos de carbono.

Do ponto de vista biológico, as primeiras células primitivas teriam sido as primeiras bactérias a aproximadamente 3,6 bilhões de anos, em uma era conhecida como Arqueano, onde não existia ainda uma litosfera rígida e nem movimentação tectônica, anterior aos primórdios continentais.

Essas células teriam surgido da interação dos elementos químicos e gerado os primeiro blocos auto-replicantes.

Sabe-se que as primeiras formas de vida não eram tão complexas, o DNA nem fazia parte delas e a hereditariedade nem existia. Teorias dizem que primordialmente nem o RNA era a molécula da vida.

Provavelmente eram blocos químicos mais simples que tinham a capacidade de servir de molde para gera uma copia de si mesma, o problema é que não sabemos qual molécula é essa. Posteriormente o RNA tomou conta dessa responsabilidade por algum motivo que também ainda não sabemos, e tornou a principal molécula que se organizara como substância componente da vida, que se isolou do mundo dentro de uma estrutura que separava-o do meio ambiente.

Como era uma molécula muito simples e instável sofria variações com maior facilidade o que permitia uma certa “variabilidade”.

O RNA serve com um catalisador (enzima) sobre ele mesmo, o que assegura dizer que talvez as primeiras formas de vida mais simples eram dadas pela presença dessa molécula auto-replicadora.

o DNA é uma molécula que serve como molde para construção dela mesmo. Considerando que o bloco A só tem afinidade com T e o bloco C com G ao abrir uma serve de modelo para a outra. Basta que o meio tenha blocos de construção a vontade e as ligações de fosfato e a pentosa que é basicamente um anel de 5 carbonos. 1) Molécula de DNA. 2) Molécula de DNA aberta ao meio com blocos de construção se unindo. 3) Duas moléculas de DNA cada uma com uma fita molde. A molécula ancestral deve ter tido o mesmo modelo de duplicação, porém não tão sofisticado como o DNA.

Para se manter viva por um longo período de tempo, essa “proto-célula” recebeu ajuda de uma rede ainda que pequena de reações químicas que asseguraram sua existência. Esse simples metabolismo primitivo dependia da oxidação de um componente que liberaria calor que catalisaria uma determinada substância em outra e assim sucessivamente. Para que isso ocorra seria necessário que essa primeira célula tivesse uma porta de entrada para a matéria-prima que promoveria a reação bioquímica e uma de saída que garantia a “excreção” de resíduos metabólicos. Além disso, com o passar do tempo novas substâncias começaram a entrar nessa célula e fazer parte do seu metabolismo, a partir daí a coisa funcionaria como um curso de água. Ou seja, se você põe uma pedra num curso de água, ela da volta e se esquiva dessa pedra continuando seu curso.

Para tal, é necessária a presença de uma barreira física que separava o meio intracelular do extracelular, um mineral que liberasse energia/calor, uma rede de reações bioquímicas que se sofistica com o passar do tempo e aumenta assim a complexidade desse sistema, essa reação deve atrair mais matéria prima do que perde-la e assim a hereditariedade é armazenada na identidade e concentração desses compostos que fazem parte de toda essa trama.

Detalhes para uma vida Panspermica

Titã e Marte apresentam condições para que haja ou no passado, para que já tenha tido vida. Acreditasse que Marte já tenha tido vida justamente porque durante 1 bilhão de anos ele apresentou as mesmas condições que a Terra.

Não só Marte e Titã, mas Vênus em tese poderia também ter tido vida ainda que precocemente. A Europa (nome do quarto maior satélite natural de Júpiter) parece possuir água líquida sob a superfície congelada. Como já disse aqui em um outro artigo ( ) é possível que a vida teria surgido em outro planeta e ter chegado aqui de carona em um meteroro.

Os materiais saem da superfície de um planeta após a colisão de um meteoro relativamente grande, como acontece com Marte a cada alguns milhões de anos. Ao se chocar o meteoro exerce uma pressão sobre um ponto específico do solo do planeta e propaga seu impacto as rochas da superfície são ejetadas como uma rocha sobre uma catapulta e então saem da atmosfera planetária em direção ao espaço. Ao entrarem no espaço pode ocorrer vários eventos.

Primeiro, o choque do meteoro sobre a superfície planetária não pode destruir o material biológico nem o organismo vivo contido naquele material, seja por calor ou pressão. Segundo, os materiais mais pesados ou maiores demoram mais para chegar a outro planeta, é o caso do meteorito ALH84001 que vagou pelo espaço durante 11 milhões de anos. Terceiro, se o material é leve e pequeno, como poeira ele viaja mais rápido demorando cerca de 4 milhões de anos.

Meteorito ALH84001, especulou-se que ele continha fósseis de vida extraterrestre. O caso até hoje é inconclusivo. Recentemente encontrou-se bactérias Arquea capaz de utilizar o Arsênio ao invés do Fósforo como moeda energética. Especam também que a vida tenha surgido mais de uma vez na Terra, isso abre espaço para estudo na exobiologia. O busca por vida fora da Terra é fundamental embora até agora não se tenha encontrado nada. Também não foi demonstrado que a vida tenha surgido mais de uma vez aqui na Terra. Scientific american Fevereiro de 2011.

Quarto, enquanto esses meteoritos perambulam pelo espaço eles recebe uma carga de radiação muito alta que pode comprometer o material de sua superfície, ou até mesmo um pequeno trecho da porção interna do meteoro já que muitas radiações (como a Raio Gama) podem penetrar nesse corpo e se espalhar. E quinto, quando o material entra na atmosfera da Terra ele é puxado pela força da gravidade que permite o atrito entre partículas da nossa própria atmosfera com o meteorito, provocando o aquecimento desse corpo e podendo destruir formas de vida presente nele. Ou seja, as formas de vida que sobrevivem estarão restritas ao núcleo desse meteorito. Dessa qualquer material biológico pode chegar a Terra durante bilhões de anos e podem ter favorecido o planeta água a dar origem as primeiras formas de vida.

Fonte: Scientific american

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Scritto da Rossetti

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