OS GENES E O SUOR. (comentado)

Se todo verão você se pergunta por que soa tanto e fica com raiva toda vez que sente sua roupa “ensopada”, pode por a culpa nos seus genes. A geneticista Anna Di Rienzo, da Universidade de Chicago viajou o mundo e comprovou: pessoas que moram em lugares com maior radiação solar têm variações no gene das glândulas sudoríparas para eliminar calor. Elas funcionam como ar-condicionados particulares.

É tudo uma questão de adaptação. Os humanos acabaram se acostumando com diferentes paisagens, diferentes climas, diferentes radiações de raios UV, comidas e doenças diferentes. A pesquisadora e sua equipe analisaram informações genéticas de pessoas de todo o mundo. O grupo dividiu as regiões do globo, classificando cada uma em categorias como: polar, seca, tropical e úmida. O tipo de alimentação também foi um fator de diferenciação.

Eles descobriram que um gene que produz uma proteína encontrada nas glândulas de suor é mais comum em pessoas que vivem em lugares quentes. O gene chamado keratin 77 foi associado a lugares que tem níveis altos de radiação solar no verão. De acordo com o pesquisador Peter Zimmerman, da Escola de Medicina de Cleveland, apesar do ambiente realmente ser um fator que contribui para a mudança no genoma, os efeitos demoram muitos anos para acontecer. [ScienceNews].

Fonte: http://hypescience.com/os-genes-e-o-suor/comment-page-1/#comment-96800

Resenha do autor

Talvez as pessoas não saibam, mas o chimpanzé não tem a pele negra e sim branca, seus pelos negros dão a aparência dele ser negro, mas a pele por baixo do pêlo é tão branca quanto a minha.

O Homo sapiens foi adquirindo a pele negra como característica graças ao seu lugar de origem. A melanina é um filtro natural, e tende a ser selecionado aqueles indivíduos que a tem, pois vivem em um ambiente de muita insolação. Finlandeses por outro lado tendem a ser brancos demais já que seu país tem mais neve do que raios de Sol.

O homem foi adquirindo características mais modernas ao longo de sua evolução até ficar fisicamente semelhante a dos Africanos de hoje, com a pele escura auxiliando a proteção contra o sol e o estreitamento das narinas.

A melanina representou um enorme passo evolutivo dentro da história do homem, ela protege o corpo contra os raios UVa e principalmente UVb, os primeiros organismos das primeiras linhagens de hominídeos apresentavam uma pigmentação fraca pois seus corpos eram cobertos por pêlos negros assim como os chimpanzés como já dissemos. A pele negra surgiu favorecendo a proteção das glândulas sudoríparas contra os raios ultra-violetas, essas glândulas são essenciais para o animal realizar processos fundamentais tais como a termorregulação do corpo. Além disso, a presença da melanina auxiliou na fotólise de nutrientes e até a espermatogênese. Além disso, as fêmeas apresentavam uma pele mais clara o que favorecia a produção de vitamina D3, fundamental para lactação durante a gravidez, que só é conseguida com a exposição ao Sol.

A presença de melanina não só favoreceu a proteção contra a radiação solar, mas também permitiu que novas substâncias fossem sintetizadas apresentando um alto potencial regulatório de vias metabólicas, atuando até na expressão gênica e favorecendo a seleção sexual como o aumento da atratividade do sexo oposto.

Evolutivamente a medida que o homem foi perdendo pêlos  das regiões do corpo houve a necessidade do aumento de glândulas sudoríparas como forma de mitigar os processos de termorregulação, além disso a melanina pode atuar como um foto-protetor estabilizador de radicais livres e de diferentes comprimentos de ondas que poderiam ser tóxicos ou carcinogênicos. A radiação eletromagnética quando se choca com a pele segue diferentes caminhos, ela pode ser refletida, ou pode penetrar na pele e mudar seu trajeto, pode reagir com a melanina e ser absorvida, pode atingir camadas profundas da pele e se dissipar ou pode entrar na melanina dentro dos melanócitos. A quantidade e o tipo de melanina do corpo podem variar de acordo com a região do corpo e com o grau de exposição que ela fica ao sol.  O albinismo entra como uma deficiência de produção da melanina devido a problemas na síntese de seus precursores.

O principal gene responsável pela produção da cor da pele é o MC1R onde na realidade ele é um alelo – várias formas que um gene pode se expressar. A expressão deste gene quando convertido pela maquinaria celular não resulta na melanina diretamente. As características fenotípicas de um organismo é dada pela expressão de um gene que seqüência uma estrutura protéica que desencadeia uma reação em cadeia X, cujo resultado é um produto que ativa uma segunda cascata de reações assim continuamente até que o resultado final é a cor da pele ou a cor amarela de uma ervilha. No caso do gene MC1R se ele é ativado ocorre a produção da eumelanina que caracteriza o negro, caso não seja ativado o resultado é a feomelanina que produz a cor amarela. A característica é sempre um resultado indireto da expressão de um gene. O que vemos na pele é o resultado de uma série de atividades biológica intra e extracelular.

Scritto da Rossetti

Palavras chave: Rossetti, Netnature, gene, evolução humana, pêlos

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