PAPA DIZ EM NOVO LIVRO QUE JESUS NÃO ERA ‘REVOLUCIONÁRIO’. (comentado)

No segundo volume de sua biografia de Cristo, o pontífice disse que Jesus estabeleceu distância entre política e religião.

No segundo volume de seu livro sobre a vida de Jesus, lançado oficialmente nesta quinta-feira, o papa Bento XVI afirma que o Cristo não era um “revolucionário”.

Jesus de Nazaré. Livro será lançada em 24 idiomas.

Em Jesus de Nazaré, da Entrada em Jerusalém até a Ressurreição, o sumo pontífice diz que Jesus “não vem (ao mundo) como um destruidor. Ele não vem empunhando a espada de um revolucionário”. Em vez disso, Jesus vem “com o dom da cura”, para revelar “o poder do amor”.

Bento XVI afirma que, na época em que Jesus viveu, não havia separação entre política e religião, e que teria sido o próprio Jesus que estabeleceu a distância entre as duas coisas.

“Naquela época as dimensões política e a religiosa eram absolutamente inseparáveis”, disse Bento XVI. “Jesus, com sua mensagem e modo de agir, inaugurou um reino não político do Messias e começou a separar uma coisa da outra.”

Extremismo

O livro, dividido em 9 capítulos, é a continuação do que Bento XVI escreveu em 2007, Jesus de Nazaré, e fala sobre a trajetória de Cristo desde a sua entrada em Jerusalém até sua morte e Ressurreição.

Este segundo volume da vida de Jesus Cristo, segundo o papa, será lançado em 24 línguas. No Brasil, ele será publicado pela editora Planeta.

No livro, Bento XVI faz referência aos extremismos religiosos, afirmando que “os terríveis resultados de uma violência motivada religiosamente estão, de modo drástico, diante dos olhos de todos nós. A violência é o instrumento preferido do anticristo, não é útil ao humanismo, mas à desumanidade”.

“Toda a atividade e a mensagem de Jesus, desde as tentações no deserto, ao batismo no Jordão, ao discurso da montanha, até a parábola do juízo final, se opõem decididamente a este imagem.”

“A subversão violenta e o assassínio de outros em nome de Deus não correspondem a seu modo de ser”, escreve Bento XVI.

O papa afirma que a imagem de Jesus como revolucionário teve relevância na década de 1960, quando autores interpretaram a passagem da purificação do Templo como um ato de violência política.

O fato de Jesus ter sido preso e justiçado seria outra prova de que foi um revolucionário, na visão de autores naquela década.

“Esta tese provocou uma onda de teologias políticas e de teologias da revolução”, escreve o papa, sem citar explicitamente movimentos como a Teologia da Libertação.

“Desde então, acalmou-se a onda das teologias da revolução que tentou legitimar a violência como meio para instaurar um mundo melhor.”

Situação atual

Na introdução do livro, o papa esclarece que também teve a preocupação de enfocar a “figura realmente histórica” de Jesus, “de modo que possa ser útil a todos os leitores que queiram encontrar Jesus e acreditar nele”.

Na parte final do livro, Bento XVI recorda uma das passagens o Evangelho e a utiliza para fazer uma comparação com a situação atual da Igreja Católica.

Ele cita a parte em que, depois de multiplicar os pães, Jesus manda os discípulos pegarem um barco e esperarem por ele no outro lado do rio. Um vento forte e o mar agitado ameaçam os discípulos e, assim, Jesus vai na direção deles caminhando sobre as águas.

“Hoje o barco da Igreja, com o vento contrário da História, navega através do oceano agitado do tempo. Muitas vezes temos a impressão que vai afundar. Mas o Senhor está presente e chega no momento oportuno.” BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,papa-diz-em-novo-livro-que-jesus-nao-era-revolucionario,690176,0.htm

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Resenha do autor

Jesus pode não ser um revolucionário hoje, mas o motivo de sua crucificação foi este. Não havia separação da política e da religião, assim como não há até hoje no Oriente Médio e nos EUA. Todos sabemos que o padrão político nos EUA é voltado ao criacionismo, ou seja, a base nos “fundamentos filosóficos cristão”. Os EUA é o único país que tem um IDH entre os 6 melhores do mundo e que tem alto grau de religiosidade, perdendo para a Alemanha, a Islândia, a Inglaterra que tem um numero maior de céticos, ateus e agnósticos. Então porque isso?

Os países com menor IDH tem um maior apreço pela religiosidade, basta ver os países da America do Sul, da África e Oriente médio, onde são menores e há um certo fundamentalismo religioso. A resposta é o padrão de colonização.

Nos EUA o criacionismo fundamentalista manda no país, por isso vemos 40% da população acreditando que os Flintstones eram reais, ou seja, dinossauros e seres humanos viveram juntos. Não só do criacionismo afeta os EUA, olhem a comunidade de mórmons que existe lá, depois de Israel os EUA é o pais que mais tem judeus, testemunhos de Jeová

As dimensões políticas eram inseparáveis e Jesus foi crucificado porque pregava uma mensagem totalmente diferente da de um Messias que os hebreus esperava,. Os hebreus esperavam um Messias líder de uma guerra, a guerra contra o mal, e Jesus nasceu com a promessa de ser o filho de Deus, mas sua mensagem não era de guerra e sim de paz, de amar uns aos outros como a ti mesmo. Essa mensagem provocou desconforto social, político e religioso. Foi crucificado por razões puramente sociais e políticas e não religiosas. Tanto que os Judeus esperam até hoje o Messia.

Quanto ao dom da cura, quem me prova que ele curou um cego? Que andou sobre a água? Maria madalena era mesmo uma prostituta? E Maria mãe de cristo, era virgem ou era somente jovem? Isso é a fé, pois é a crença as cegas.

O papa cometeu mais uma gafe, Jesus era um revolucionário e por isso foi crucificado, e não foi um revolucionário porque não conseguiu separar a política da religião. Sem conhecer o contexto histórico cultural e político não é possível descrever a vida de Cristo. Mesmo porque Cristo jamais escreveu uma palavra da Bíblia, quem escreveu foram seus seguidores. Da mesma forma os criacionistas querem opinar sobre a evolução e a biodiversidade do Cambriano sem conhecer o contexto ecológico e o nicho disponível na época. É por isso que o criacionismo não é ciência.

Scritto da Rossetti
Palavras chave: Rossetti, Netnature, Cristo, Revolucionário, Papa

One thought on “PAPA DIZ EM NOVO LIVRO QUE JESUS NÃO ERA ‘REVOLUCIONÁRIO’. (comentado)

  1. Uau! Que história!
    Ótimo texto de resenha. Meus parabéns! Amei a maneira que vc usou para se expressar, me fez se interessar pelo livro….mas vc já leu o livro reverso… se trata de um livro arrebatador…ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos…..e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história…..acesse o link da livraria cultura e digite reverso…a capa do livro é linda ela traz o universo como tema.
    http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?

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