“CHARLES DARWIN ESTAVA ERRADO” SAMUEL BOWLES (comentado)

Economista americano critica a teoria da evolução e diz que os seres humanos progrediram graças aos grupos mais altruístas

GENEROSIDADE – Bowles afirma que o mundo está se tornando mais altruísta.

Solange Azevedo

O americano Samuel Bowles, 71 anos, é dono de um currículo invejável. Ph.D. em economia pela Universidade Harvard, onde também foi professor durante quase uma década, atualmente ele dirige o Programa de Ciências Comportamentais do Instituto Santa Fé, na capital do Novo México, e leciona na Universidade de Siena, na Itália. Autor de diversos livros, Bowles foi conselheiro econômico em Cuba, na Grécia, do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela e dos ex-candidatos à Presidência dos Estados Unidos Robert F. Kennedy e Jesse Jackson. Seus estudos sobre a evolução genética e cultural dos humanos têm repercutido em publicações de prestígio, como as revistas “Nature” e “Science”, porque põem em dúvida nada menos do que a teoria da evolução, de Charles Darwin, e a ideia de que os homens são inteiramente egoístas. “O comportamento humano é muito mais complexo do que a teoria da evolução supõe”, diz Bowles. “A seleção natural pode, sim, produzir espécies altruístas e cooperativas.”

ISTOÉ O sr. defende a ideia de que a gentileza foi fundamental para a evolução humana. Por quê?

SAMUEL BOWLES A teoria da sobrevivência do mais gentil é uma crítica à teoria da sobrevivência do mais apto, de Charles Darwin. Diversas pesquisas feitas nos últimos anos, muitas delas por mim, têm mostrado que a seleção natural pode, sim, produzir espécies altruístas e cooperativas – em vez de seres humanos inteiramente egoístas. Darwin estava errado.

ISTOÉ Como o sr. chegou a essa conclusão?

SAMUEL BOWLES Por inúmeros fatores. A maioria das pessoas, em certas situações, é completamente altruísta. Muitas vezes, elas são generosas inclusive com estranhos e são extraordinariamente corajosas ao servir suas nações ou suas famílias. Como quando ocorrem desastres naturais ou para defender uma causa. Essa evidência de que os seres humanos não são inteiramente egoístas tem sido bastante estudada recentemente. Há diversos experimentos feitos em laboratórios que mostram que indivíduos que recebem dinheiro para dividir com outras pessoas, em geral, são generosos. Na maioria das vezes, eles fazem isso anonimamente, quando não estão sendo vigiados. Nesses experimentos, a maioria das pessoas não age de maneira egoísta, como costumávamos imaginar no passado, à luz da teoria da evolução.

ISTOÉComo as pessoas agem?

Filósofos e advogados fizeram e ainda fazem leis baseadas no pressuposto de que as pessoas são completamente egoístas.

SAMUEL BOWLESÀs vezes, são incondicionalmente altruístas, do tipo Madre Tereza de Calcutá. Em outros momentos, só são altruístas enquanto outras pessoas do grupo também agem assim. As pessoas têm compromissos morais. Claro que, em muitas situações, agem por interesse próprio. O egoísmo é uma parte importantíssima do repertório humano e não pode ser ignorado. Mas é fundamental ter em mente que o comportamento humano é muito mais complexo do que a teoria da evolução supõe.

ISTOÉQuais sociedades o sr. ­es­­tudou?

SAMUEL BOWLESTive o privilégio de estudar um grande número de sociedades em várias partes do mundo. Junto com um time de economistas e antropólogos, estudei 15 grupos na África, na Ásia e em países da América Latina, como Peru, Equador e Paraguai. Nesse experimento, demos dinheiro para algumas pessoas dividirem com outras. A regra era: se a segunda pessoa aceitasse a quantia que a primeira ofereceu, o jogo terminaria. Mas, se rejeitasse, as duas não ganhariam nada. Supondo que uma pessoa egoísta, que recebeu US$ 10, ofereça apenas US$ 0,50, se a segunda pessoa também é egoísta, ela vai aceitar achando que é melhor ganhar 50 centavos do que sair com os bolsos vazios. Mas isso não ocorre com frequência. Ofertas pequenas, quase sempre, são rejeitadas. E as pessoas rejeitam por raiva, para punir o egoísta. Alguém pode pensar: ‘Eram só US$ 10’. Em experimentos com grandes quantidades de dinheiro os resultados têm sido os mesmos. Por generosidade ou por medo da rejeição, quase todas as ofertas ficam próximas de 50%. Estudos como esse foram feitos em pelo menos 35 universidades e 40 países.

ISTOÉOs resultados o surpreenderam?

SAMUEL BOWLESNão, pois tenho estudado o comportamento humano durante toda a minha vida. Se assistirmos à tevê, vemos que há muita gente fazendo coisas incríveis e perigosas para defender uma causa. As manifestações nas ruas do Cairo, no Egito, são um claro exemplo. Talvez, muitos economistas se surpreendam porque acreditam que o ‘homem econômico’ é egoísta. Muitos biólogos também, porque acreditam que a seleção natural só é capaz de produzir animais egoístas. Essa interpretação equivocada da teoria de Darwin é mostrada num livro que será lançado em breve, do qual sou coautor, chamado “Uma Espécie Cooperativa: Reciprocidade Humana e sua Evolução”.

ISTOÉA espécie humana é essencialmente cooperativa?

Há muita gente fazendo coisas incríveis para defender uma causa. As manifestações nas ruas do Cairo, no Egito, são um claro exemplo disso.

SAMUEL BOWLESExatamente. A questão central não é por que pessoas egoístas agem de maneira generosa, mas como a genética e a evolução cultural produziram uma espécie em que um número substancial de pessoas se sacrifica para manter as normas éticas e para ajudar, inclusive, pessoas estranhas. A seleção natural e a transmissão genética de pais para filhos podem, sim, produzir espécies cooperativas. Os primeiros seres humanos – de 50 mil anos atrás, dez mil anos atrás e assim por diante – viveram em condições adversas, de variações climáticas e desafios diante de outros grupos, em que indivíduos egoístas teriam sido bastante prejudiciais na competição pela sobrevivência. Os grupos mais cooperativos foram mais capazes de se reproduzir em larga escala. Creio que essa foi a razão de a espécie humana ter se tornado cooperativa.

ISTOÉHá sociedades mais altruístas e outras menos?

SAMUEL BOWLES – Há algumas sociedades em que, em tese, todo mundo oferece a metade para a outra pessoa e outras em que oferece 40% ou menos. Mas, surpreendentemente, também há locais em que as pessoas oferecem mais da metade. Nós, estudiosos, ainda não sabemos o suficiente para generalizar o grau de altruísmo no mundo. O que sabemos é que, em geral, menos de um terço das pessoas é egoísta. Ao contrário do que diz o senso comum, as sociedades mais avançadas economicamente – como os Estados Unidos e países europeus – não são mais nem menos egoístas do que países africanos, asiáticos ou latino-americanos.

ISTOÉA teoria da sobrevivência do mais apto e a da sobrevivência do mais gentil é mais ou menos presente, dependendo da sociedade estudada?

SAMUEL BOWLESNão há uma única sociedade que eu estudei e onde experimentos tenham sido feitos que tenham confirmado a hipótese do “homem econômico egoísta”. Posso dizer, com certeza absoluta, que não há uma única sociedade já descoberta na qual os pressupostos dos economistas ou os da seleção natural – de que a espécie humana é inteiramente egoísta – tenham sido confirmados. O que temos são vários graus e diferentes tipos de altruísmo coexistindo com o autointeresse.

ISTOÉO altruísmo pode ser aprendido?

SAMUEL BOWLESCertamente. Acreditava-se, no passado, que o comportamento altruísta ficava restrito a membros de uma mesma tribo ou vila ou limitado a grupos linguísticos. Mas, agora, sabemos que o altruísmo pode se estender pelo mundo todo. Muitos de nossos valores são influenciados pela nossa constituição genética. Mas também somos seres culturais, aprendemos através de exemplos – com as lições de nossos pais, professores, vizinhos, líderes nacionais e internacionais. Tenho 71 anos. Na minha juventude, era impossível imaginar que um afro-americano seria eleito presidente dos Estados Unidos, já que alguns tipos de espírito cívico não existiam nos anos 1950 e 1960.

ISTOÉDe acordo com a sua teoria, como o comportamento altruísta influenciou a evolução cultural e genética dos humanos?

SAMUEL BOWLESA pessoa é altruísta, de acordo com biólogos e também segundo a minha definição, se ajuda os outros sacrificando a si mesma. Para os biólogos, isso significa ajudar as outras pessoas a se adaptar, produzir mais crianças e cuidar delas até que elas próprias possam se reproduzir. Para os biólogos, no entanto, esse tipo de sacrifício só seria possível entre irmãos ou parentes próximos. Porque, se a pessoa abrir mão do próprio sucesso reprodutivo para ajudar um desconhecido, seu tipo altruísta é eliminado. O problema é que essa teoria desconsidera uma questão importantíssima: seres humanos vivem em grupos e nós sobrevivemos por causa disso. Se estivéssemos num grupo em que todos são egoístas, ele funcionaria precariamente e acabaria extinto.

ISTOÉPaíses e empresas poderiam ser mais bem administrados à luz dessa teoria?

SAMUEL BOWLESClaro. Filósofos e advogados fizeram e ainda fazem leis baseadas no pressuposto de que as pessoas são completamente egoístas. Isso é um erro. Acredito que esse equívoco nos remeta ao filósofo Nicolau Maquiavel (1469-1527). Em um de seus escritos, Maquiavel afirmou que todo mundo é perverso, que a raiva torna as pessoas engenhosas e que a lei as tornaria boas. Pesquisas mostram que tratar as pessoas como egoístas pode ser um incentivo para que elas ajam de maneira egoísta.

ISTOÉComo assim?

SAMUEL BOWLESEssa tese foi comprovada em muitas ocasiões. Uma delas em Israel. Em várias creches de lá, foi imposta uma multa para os pais que chegassem mais de dez minutos atrasados para buscar seus filhos. A proporção de atrasados dobrou a partir do anúncio da multa. Nas creches onde não havia essa regra, no entanto, a proporção permaneceu inalterada. Quando não havia multa, os pais sentiam estar violando uma norma ética e atrapalhando o andamento da escola e a rotina dos professores. Depois, chegar atrasado virou uma mercadoria que os pais poderiam comprar.

ISTOÉO mundo está se tornando mais altruísta ou mais egoísta?

SAMUEL BOWLESEstá se tornando mais altruísta ou, pelo menos, de espírito mais público. Parte disso ocorre porque nos tornamos mais universais e menos nacionalistas. Se nós considerarmos 50 anos atrás, a maioria de nossas conexões era com nossas famílias e pouquíssimas pessoas de fora.

Fonte: http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/129045_CHARLES+DARWIN+ESTAVA+ERRADO+.htm?addCommentary=success&pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

Resenha do autor

Pode realmente ser que haja o altruísmo na natureza, mas creio que seja em casos excepcionais e não tão freqüente quanto Samuel acredita. O que na grande maioria vemos é o egoísmo, e na maioria das vezes é mascarado na forma de altruísmo, formigas tem de ser altruístas em sua sociedade pois caso não seja solidária com a próxima será expulsa, e fora de sua sociedade a formiga certamente morrerá, é o que chamamos de altruísmo forçado.

Na evolução humana é obvio que o altruísmo foi fundamental para a sobrevivência, e até hoje é, imagine você em uma sociedade onde todos sejam egoístas,  como Samuel reconhece, a sociedade seria um caos. Quando somos altruístas em sociedade somos porque no fundo queremos manter coesa a sociedade na qual vivemos, o que garante a nossa sobrevivência e a nossa capacidade de gerar próxima geração. O altruísmo que mantemos na nossa sociedade não é feito para manter a nossa relação de boa vizinhança para com o próximo e sim para manter a sociedade como um todo coesa e que se espera que qualquer individuo da sociedade veja isto como exemplo.

A rede globo fez um experimento simples deste tipo a alguns meses. Deixou algumas carteiras com dinheiro e um telefone em diversos locais da cidade, embora o numero de honestos e altruístas tenha aumentado em relação a ultima década a quantidade de pessoas não chegou a 50% do total de carteiras com dinheiro perdido.A grande maioria dos altruístas só é altruísta porque a sociedade em que estão inseridas transformou isso em valor, mas diante de tais oportunidades o egoísmo aparece.

Conforme diz Samuel “…[pessoas]generosas inclusive com estranhos e são extraordinariamente corajosas ao servir suas nações ou suas famílias. Como quando ocorrem desastres naturais ou para defender uma causa”. Até o ativismo ecologista é uma forma de egoísmo. Ecologistas fazem sacrifícios pela natureza, aparentemente é uma situação de altruísmo, mas a preservação e/ou conservação de um ecossistema trás benefícios para a cidade, sem os recursos naturais a humanidade não sobrevive, o que caracteriza o interesse de salva-la.

Quanto a salvar pessoas em situações desastrosas, que não garante que o altruísmo não esta sendo realizado com a intenção de que alguém faça isso com a família desta pessoa diante a situação catastrófica? Ou ainda, quem não garante que a pessoa não esta numa situação fragilizada? Em situações como a do Japão os países ajudam porque esperam que la na frente os japoneses quando se recuperarem vejam quem foram seu aliados e estabeleçam relações internacionais melhor consolidadas. O japão que anteriormente estava pagando para os imigrantes voltarem para seus pais provavelmente vai começar a aceitar pessoas de fora para retomar sua economia, a terceira maior do mundo. Tudo não passa de um jogo de interesses.

Em situações de perigo tomamos atitudes desastrosas em vez de pensar racionalmente, é comum em vermos situações de risco as vezes pessoas tomando atitudes ligeiramente “estupidas”. As vezes vemos pessoas reagindo a assaltos ou pulando na frente de outras para salva-las. Esse ato de heroísmo mostra que ou a pessoas foi estúpida o suficiente para não pensar que seria mais rápida do que a bala ou que a sua intenção foi de mostrar coragem para outras pessoas, e o herói que quer tomar atitudes para mostrar que é um herói, não é um herói, e sim um narcisista.

Outra forma de altruísmo é aquela proposta pelo próprio Samuel ao exemplificar Madre Tereza de Cacutá. Muitas vezes aparecemos como verdadeiros filantropos e pessoas que não querem nada em troca. De fato, muitas vezes as pessoas não esperam algo em troca da sociedade, mas esperaram algo vindo do divino, a famosa crise do papai Noel. Fui bom o ano todo no final do ano quero presente. Fui filantropo a vida todo e no final de tudo quero ir pro céu, então para o resto da população essa pessoa é vira um mártir. Não que seja consciente, mas inconscientemente as pessoas fazem isso. A pessoa deixa seu egoísmo transcender, quantas denominações religiosas não pregam a caridade (sem pedir nada em troca), mas considera que um deus veja e julgue (e reconsidere) o comportamento altruísta dela. Tenho quase certeza que a filantropia não existe, somente a misantropia.

Quanto ao experimento feito, oferecer cinqüenta centavos quanto se tem dez reais mostra o ego;ismo do dono do dinheiro, se o outro não aceita porque a quantia é baixa mostra que ele também é egoísta e gostaria de uma quantia maior. Uma forma de apaziguar situações como esta acontece com as gorjetas de garçons. Para evitar que uns ganhem mais e outros menos cria-se um preço fixo. Todos recebem gorjetas, no final do dia todos juntam suas gorjetas e dividem pelo numero de garçons, todos saem com a mesma quantia, isso evitar que aqueles que por ventura não tenham faturado muito não saiam no prejuízo, o que caracteriza o altruísmo, altruísmo que foi criado para evitar problemas de egoísmo. Caso um garçom passe a perna nos outros, isso caracteriza o egoísmo dele e passa a ser condenado pelos outros garçons já que ele esta quebrando o acordo feito para manter as condições básicas de renda de gorjetas de todos os garçons que garantiria uma sociedade mais justa.

A grande sacada do jogo de altruísmo e egoísmo é baseada no poker, blefar muito bem, o jogo da evolução é baseado na mentira, mentimos diariamente para termos uma relação boa com as pessoas ao redor, para com nosso chefe e tudo mais. Ser sincero 100% é mais problemático do que dizer mentiras. Eu poderia dizer um monte de coisas aqui nesta reportagem que me vem a cabeça, mas aposto que amanhã não teria nem metade das visitações que tenho geralmente. Só de estar falando isso pra voces e sendo sincero quanto a isso já corro um enorme risco de voces nunca mais quererem ouvir falar no meu nome. Minha sinceridade é abalada pela convivência em sociedade. Teria menos visitaçoes porque cada um tem sua forma de interpretar o mundo, é obvio que ainda bem ou o mundo seria monótono demais.

Quanto a evolução do altruísmo e egoísmo, acredito que haja sim altruísmo na natureza, em raros casos, mas a essência do homem é a empatia, e é issoque aborda Frans de Waal no seu ultimo livro e o egoísmo, disfarçado de altruísmo para manter a política de boa vizinhança. Isso ocorre pelo que o próprio Samuel diz “seres humanos vivem em grupos e nós sobrevivemos por causa disso”. Darwin pode estar errado, mas não em sua totalidade. Eu concordo em parte com Maquiavel: todo mundo é perverso, que a raiva torna as pessoas engenhosas e que a lei as tornaria boas. As leis não tornam as pessoas boas, ela cobra com punição quem é perverso. Não saímos matando as pessoas pelo mundo e no trânsito porque tememos a ira de Deus após a morte e tememos o nosso linchamento ou nossa prisão ainda em vida.

Concordo com Samuel em um quesito; existem diferentes tipos de altruísmo e egoísmo. Quanto ao mundo ser mais altruísta, concordo, mas é um fenômeno causado pela globalização, mas acima de tudo, cada país busca o que lhe falta no país vizinho, isso nunca vai deixar de ser uma questão econômica e social. As relações entre os países estão ficando mais consolidadas. Obama veio no Brasil para estabelecer relações comerciais unicamente porque o que vemos é um mutualismo, relações boas para ambos países. Obama tem interesse em algo aqui, como nós nas importações, caso contrário porque não temos relações comerciais com Gabão na África? Porque não somos altruístas e criamos relações econômicas com eles sem interesse algum, simplismente por sermos altruístas?

Scritto da Rossetti
Palavras chave: Rossetti, Netnature, Egoísmo, Altruísmo, Sociedade.

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