TIPOS DE GALÁXIAS.

Antes do Universo surgir as galáxias e todos os componentes do Universo estavam concentrados em um único ponto. Não que elas existissem. Mas tudo que existe hoje é resultado de uma explosão. Um ponto quente de intensa densidade que explodiu para todas as direções originou o Universo. Iniciando sua expansão há aproximadamente 13,7 bilhões de anos nosso universo surgiu.

Big Bang

De acordo com Einstein, a se acelerarmos uma massa a uma velocidade estrondosamente alta, ela se torna energia. E isso e dado pelas formula E=m.a2 (E=energia, m=massa e a2=velocidade da luz ao quadrado). Inversamente a este raciocínio percebemos que se uma quantidade de matéria sofrendo de uma gravidade enorme for acelerada a uma velocidade alta partindo de uma explosão, durante sua desaceleração a energia aplicada nesta explosão se convertera em matéria. A mesma matéria que compõe o universo. As primeiras galáxias que surgiram a partir do Big Bang apresentavam forcas gravitacionais enormes e se chocavam constantemente formando assim buracos negros que cresciam engolindo tudo que aparecia em sua frente. Conforme o universo se expandiu a distancia entre elas aumentou e a gravidade enfraqueceu diminuindo esse caos sideral. Assim, graças a energia escura as galáxias pararam de se chocar, caso contrario galáxias espirais como a nossa jamais teriam aparecido, ou até mesmo estrelas que são importantíssimas para a vida e para a formação de planetas, pois a partir delas surge materiais mais pesados como o lítio, fundamentais para as condições de hoje.

Quando as primeiras galáxias começaram a se formar, eram divididas em infravermelhas ultraluminosas e radiogalaxias. Mas durante bilhões de anos muitas galáxias anãs foram sequestradas pela nossa Via Láctea em um processo chamado de acreção, como por exemplo, Sagitário. Ela inda esta em processo de destruição deixando um rastro de estrelas que se dispersam cada vez mais e mais com o passar do tempo. Existem diversos tipos de Galáxias; as Galáxias elípticas, espirais, espirais barradas e irregulares.

As Galáxias elípticas

Cerca de um terço das galáxias são elípticas na sua forma. As galáxias elípticas têm dimensões variadas que vão desde galáxias anãs, muitas vezes difíceis de distinguir de até galáxias gigantes como é o caso de M70, uma galáxia elíptica gigante na constelação da Virgem.

Galáxia Elíptica. (clique para ampliar)

As maiores galáxias elípticas podem ter 1013 massas solares, ou seja, equivalem a 10000000000000 sóis, e tem cerca de 105 anos-luz de diâmetro, mas estas galáxias gigantes são raras.

A escala de ano-luz significa que se você sai de uma ponta da Galáxia viajando a velocidade da luz que é 300 mil quilômetros por segundo você só vai chegar a outra ponta da Galáxia daqui 105 anos.

As mais galáxias mais comuns são as elípticas anãs que contêm poucos milhões de massas solares e têm apenas cerca de alguns anos-luz de diâmetro. Por exemplo, a galáxia espiral nossa vizinha, a Galáxia de Andrômeda (M31), tem duas companheiras que são galáxias elípticas anãs.

O achatamento dessas galáxias que se pode observar não é devido à rotação das mesmas, mas sim devido aos movimentos orbitais das estrelas no interior da galáxia. Sendo um aspecto dinâmico, é de esperar que o achatamento vá variando numa escala temporal cósmica, ou seja, numa escala de bilhões de anos.

As galáxias elípticas caracterizam-se também pela quase inexistência de estrelas jovens, gás e poeiras, pelo que deverão ser as estruturas galácticas mais antigas onde formação estelar já está concluída. As estrelas normalmente são de populações do tipo II, isto é, estrelas velhas com baixa metalicidade. Isto explica que a cor azulada com cores vermelhadas, característica das regiões com estrelas jovens e formação.

Galáxias espirais (s)

As galáxias espirais apresentam uma clara estrutura espiralada, como um funil. Estas galáxias fazem parte de uma categoria chamada galáxias de disco que também inclui as galáxias espiral-barradas.

Galáxia Espiral. Nossa galáxia, a Via Láctea, recebeu este nome devido a Galileu, que disse que nossa galáxia tem uma aparência leitosa, portanto, Láctea. (clique para ampliar)

As galáxias de disco são constituídas por um disco gigantesco de estrelas e material interestelar, que pode formar padrões interessantes espiralados. Via de regra, estas galáxias apresentam as mesmas proporções de um CD, com um bojo central ligeiramente mais espesso, ou denso. Em algumas galáxias de disco estas proporções não são claramente observadas, como a galáxia do Sombrero (M104), que tem o centro lembrando uma galáxia elíptica ou, que noutros casos, parecem não possuir bojo central.

As galáxias espirais típicas possuem um núcleo, um disco, um halo e braços espirais; no entanto, apresentam diferenças entre si principalmente quanto ao tamanho do núcleo e ao grau de desenvolvimento dos braços espiralados.

Galáxias espiral-barradas (sb)

As galáxias são classificadas de acordo com o esquema proposto por Edwin Powell Hubble. Este esquema separa as galáxias espirais em dois tipos: galáxias espirais regulares (S) e galáxias espiral-barradas (SB).

Espiral barrada. Note no canto inferior e superior as barras.

As galáxias espiral-barradas distinguem-se das restantes pelo fato de possuírem uma estrutura em barra que contempla muitas das estrelas que se encontram na proximidade do centro da galáxia. Nestas galáxias, os braços parecem girar, não em torno do núcleo, sim em função do movimento de rotação da barra de estrelas, gás e poeiras.
A existência da barra que caracteriza este tipo de galáxias ainda não é clara. É possível, no entanto, que a barra seja a resposta do sistema a uma interação gravitacional periódica devido à existência de uma galáxia companheira, ou seja próxima. Não obstante, há quem também pense que o aparecimento da barra é meramente consequência da distribuição da massa no disco destas galáxias, o que também é possível.

A barra é um mecanismo que regula transferências da massa na região do bojo de uma forma semelhante a ondas estacionárias, em que as estrelas, gases e poeiras oscilam em torno de uma posição de equilíbrio. Estas oscilações funcionam como ondas de densidade que regulam a energia de rotação da galáxia.

Em consequência destas oscilações, alguns pesquisadores acreditam que as galáxias poderão passar por fases barradas alternadas com fases sem barra ao longo de uma escala de tempo cosmológica, ou seja, bilhões de anos. Deste modo se explicaria que estas galáxias que outrora foram consideradas aberrações, sejam afinal tão abundantes. As imagens no visível revelam que mais de um terço apresentam barras nítidas e cerca de metade apresentam vestígios de algo que se assemelha a uma barra. No entanto, quando vemos imagens de infravermelho, onde é possível observar gases e poeiras, a fração de galáxias que apresentam evidências de uma barra é de mais de dois terços.

Galáxias irregulares

Galáxia Irregular M81

As galáxias irregulares são aquelas que não coincidem com o esquema que Edwin Hubble desenvolveu. Um exemplo é a galáxia irregular M82, que contém um disco distorcido. A distorção é devida à interação gravitacional com a sua maior e mais massiva galáxia vizinha M81. As únicas galáxias irregulares conhecidas até 1782 eram a Grande e a Pequena Nuvens de Magalhães.

Adaptado de Astronomia on-line

Scritto da Rossetti

Palavras chave: Rossetti, Netnature, Galáxias, Espiral, Barrada, Elíptica

3 thoughts on “TIPOS DE GALÁXIAS.

  1. Adorei o texto, mas façam uma correção. Está escrito que a velocidade da luz é “300 mil metros por segundo”, entretanto é quilômetros por segundo, se não estou enganado. Em metros seria 300 milhões de metros/segundo.

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