CIENTISTAS EXPLICAM COMO GRUPO DE BACTÉRIAS FICA RESISTENTE A DROGAS. (comentado)

Proteína em bactérias ‘Staphylococcus aureus’ é chave para a resistência. Pesquisa com os micro-organismos foi publicada na revista ‘Science’.

 

Cientistas da Universidade Estadual Penn, nos Estados Unidos, descobriram como um grupo de bactérias evoluiu a ponto de se tornar resistentes a antibióticos. A pesquisa foi descrita na edição desta semana da revista “Science”.

A pesquisa foi coordenada pelo professor Squire Booker e pode ajudar os cientistas, no futuro, a criarem substâncias para prevenir infecções hospitalares e a propagação das bactérias à população.

O segredo da pesquisa de Booker está na comprensão de como a presença de um gene chamado “cfr” engana a ação dos antibióticos nos ribossomos das bactérias – “usinas” dentro dos micro-organismos responsáveis por produzir os meios necessários à sobrevivência.

O grupo de Booker possui agora um modelo em “3D” para entender exatamente – no nível molecular – como o gene torna a célula da bactéria “indestrutível” pelas drogas atuais.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/04/cientistas-explicam-como-grupo-de-bacterias-ficam-resistentes-drogas.html

 .

Resenha do autor

Aqui nesta reportagem se evidencia dois pontos cruciais para compreender como a ocorre a dinâmica da expressão gênica e as bases cientificas para se aceitar a evolução como um fato.

Primeiro, a partir do momento em que uma pessoa aceita que a grupos de bactérias se tornam resistentes a antibióticos ou que ocorre o surgimento de super-bactérias aceita-se também a proposta da evolução. Alias, a partir do momento que você aceita que a ciência interfere no seu dia a dia, você aceita que o darwinismo esteja presente na sua vida. Basta olhar o seu alimento de origem animal ou vegetal, criado pela seleção artificial intencional.

A seleção artificial pode ser não intencional, como a produção de super-bacterias, que indiretamente estamos forçando a uma corrida armamentista. Até o mais criacionista do mundo aceita isso por mais que ele negue.

A questão da expressão gênica mostra a dinâmica da informação genética. Muitos se perguntam como poderia o DNA produzir nova informação genética. Através desligamento de alguns genes, reativação de outros (especialmente em DNA junk, pseudogenes que é um desafio a inteligência de um projetista superior, pois não há explicação de porque super-gênio sobrenatural com toda sua oniciência cometeria o grosseiro erro de produzir um falso gene ou um fragmento de DNA que um dia poderia vir a ser um gene), pelo surgimento de novo material (ver La pulce d’acqua e l’animale com Il piu vasto patrimônio genético (com resenha) – https://netnature.wordpress.com/2011/04/13/la-pulce-dacqua-e-lanimale-con-il-piu-vasto-patrimonio-genetico-com-resenha/ ) e através da mudança de expressão gênica.

A mudança de expressão de um gene reflete mudança na informação genética e resulta em coisas bastante diferentes. Um mesmo grupo de genes pode ser expresso com intensidade e freqüência diferente em diferentes locais do corpo. Esse grupo pode ter uma função especifica em um órgão e pode ter funções diferentes em outros órgãos.

Gostaria de dar um exemplo na questão do sexo.

O gene SRY é o gene indutor na determinação sexual masculina. A sua expressão nas células somáticas da crista genital precede os primeiros sinais do desenvolvimento testicular. Ou seja se ele for ativado ele desencadeia a expressão de um cluster de genes cujo resultado final é o desenvolvimento de um individuo macho.

Mas e se ele não for expressão?

Esquema “morfológico” e didático de um gene.

Então desencadeia-se uma outra sequência de genes cujo resultado é uma fêmea. Um gene pode determinar o sexo de uma pessoa, depende da sua freqüência de expressão e de sua intensidade. O controle de quando, onde, como e porque um gene é expresso e determinado pela sua região promotora, ou reguladora. Assim, um mesmo gene pode ser responsável por mais de uma função, na verdade ele pode ser responsável por diversas funções diferentes que vai depender da forma na qual ele vai ser expresso e no momento em que ele vai ser expresso por exemplo, durante o desenvolvimento embrionário.

Por isso animais com poucos genes, como nós com nossos aproximados 24 mil genes podem ter estruturas complexas.

Scritto da Rossetti

Palavras chaves: Rossetti, Netnature, Expressão gênica, Super-bacterias, evolução.

2 thoughts on “CIENTISTAS EXPLICAM COMO GRUPO DE BACTÉRIAS FICA RESISTENTE A DROGAS. (comentado)

  1. Pois é, onde está a transformação em um novo ser vivo diferente aqui?
    Essas bactérias ficaram BActérias e continuam BACTÉRIAS …

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