REFORÇANDO O PILAR DA BIOLOGIA.

Sob os aspectos da saúde do Darwinismo, vão bem, de fato, há uma grande quantidade de cientistas dentro do meio acadêmico que já concordam que a evolução é um fato consolidado por mais de 150 anos de evidências.

A proposta cientifica foi embasada pelo livro A origem das espécies que oferece exemplos e mais exemplos de como a seleção natural não aleatória ocorre sobre os indivíduos que compõem uma espécie. A finalidade deste texto é desambiguar aleatoriedade e seleção.

De fato, Darwin apanhou bastante até chegar a tal conclusão proposta (DARWIN ANTES DO DARWINISMO. – https://netnature.wordpress.com/2011/05/19/darwin-antes-do-darwinismo/) e após a síntese neodarwiniana as leis de Mendel mostraram como os fatores responsáveis pelas características da espécie são passados a geração seguinte (COMPREENDER HERANÇA MENDELIANA É COMPREENDER HERANÇA POLIGÊNICA. – https://netnature.wordpress.com/2011/06/01/compreender-heranca-mendeliana-e-compreender-heranca-poligenica/) e na década de 50 a molécula que carrega tais informações.

De fato há muita controvérsia a respeito da vida de Darwin, muitas equivocadas, outras superficiais e muitas sensacionalistas (geralmente vinda de jornalistas intrometidos e incompetentes). Algumas pessoas chegam a afirmar que Darwin era ateu, outras que ele se rebelou a Deus porque perdeu uma filha, alguns dizem que seu livro não é claro sobre a origem das espécies e até mesmo não saber diferenciar aleatoriedade de seleção. Pois bem, vejamos as definições.

A aleatoriedade é um evento que não segue uma ordem, um propósito, uma causa. Um processo aleatório, ou randômico é um processo repetitivo cujo resultado não descreve um padrão determinístico. A seleção é um tipo de escolha feita seguindo um critério. A seleção natural é um fenômeno selecionista pelo qual os indivíduos que tem certas vantagens sobre outros ganham o direito de se reproduzir e passar seus genes para a próxima geração.

Estar vivo é estar sujeito a seleção natural, portanto, o simples fato de estar vivo compreende que sua geração é fruto de indivíduos que foram bem sucedidos no ato de passar seus genes para frente e você obrigatoriamente esta sujeito a morrer portanto, deve passar seus genes para frente.

Em (definições de ciência e religião) apresentei alguns exemplos de espécies criadas sob pela seleção natural, que foram visíveis a olho nu e que evidenciam a evolução, embora sejam casos raros de se verem evidenciados (evidencias; aquilo que se vê) já que a evolução trabalha em uma escala temporal superior a de minutos, horas, dias ou anos e sim em Eras.

Mesmo assim é possível ver exemplos de espécies surgindo na natureza em casos raros e em casos mais comuns vemos variedades ou ecótipos (ou ainda variações geográficas), conhecidas popularmente como raças.

Alias, se raças são criadas dentro de uma espécie por variações porque essas mesmas variações ao longo do tempo não extrapolariam de tal forma a criar uma nova espécie?

Note como muitos argumentos anti-darwinistas atuam da forma “o feitiço vira contra o feiticeiro”.

 O simples fato de encontrarmos uma espécie que deu origem a outra e que pode ser visualizada a olho nu em nossa escala de tempo é um retrato cuspido e escarrado (esculpido em Carrára de acordo com a literatura portuguesa) da evolução, é como dar a sorte de ver uma supernova acontecer.

Pois bem, sob a luz da seleção artificial, ou seja, da seletividade não-aleatória feita por um design inteligente (alias o mais inteligente de todo o universo e tudo [supondo que não haja ET’s embora sejam mais prováveis de existir do que um deus] o que há fora dele) que é o homem, as características são escolhidas, ou selecionadas para passar a próxima geração segundo o desejo de quem seleciona, o agricultor ou pecuarista ou agrônomo ou biólogo.

As variações genomicas são aleatórias (mutações), ou seja, genes podem mudar seu padrão de atuação em e refletir-se em outros genes (embora haja estudos que mostrem que determinadas áreas dos cromossomos são mais susceptíveis a mutações).

No caso da seleção natural, ocorre também a seletividade, a todos os indivíduos, afinal eles estão vivos e a seleção é para todos, sem aleatoriedade.A seleção é bastante democrática.

Mas quem é o agente seletor? Bem, o agente seletor não é um design inteligente humano nem o sobrenatural, pelo contrário é natural, é a natureza. Não há jargão na expressão “pressão seletiva” (se as pessoas pensarem no jargão de forma pejorativa).

A pressão seletiva existe e é exercida pela comunidade de animais que convivem com a espécie em questão no bioma que ela vive. A relação deste animal com indivíduos da sua espécie e de outras espécies, as questões ambientais e climáticas, a disponibilidade de parceiros sexuais, a disponibilidade de alimento e água, a questão comportamental, o nicho ecológico que o animal preenche, todos se encaixam em pressão seletiva. O jargão é um conjunto de termos específicos usados entre pessoas que compartilham a mesma profissão, portanto para os biólogos esse é um jargão e para os leigos não.

Portanto é realmente a pressõe(s) seletiva(s) que moldam a vida, moldam as bactérias criando superbacterias resistentes, animais sinantrópicos e assim por diante.

A aleatoriedade é um evento que não segue uma ordem, um propósito, uma causa. A seleção natural tem um propósito (inconsciente porque não foi criada por um Deus, basta que os animais existam e os recursos para sua manutenção sejam finitos que a disputa começa, a seleção natural é resultado da existência da vida), manter vivos os diferenciados, essa é a causa e ela segue um padrão, ou uma ordem que é a existência da vida. Aleatoriedade não tem padrão, se a seleção natural fosse aleatória ela agiria somente para alguns indivíduos ou somente a algumas gerações.

A questão da origem da vida não tem a ver com o Darwin, que jamais propôs algum estudo ou algum livro a respeito dela, pode ter especulado alguma vez, mas nada de grande valor cientifico. O estudo da origem da vida e os componentes químicos que a originaram se atrelam a bioquímicos como Stanley Muller, Oparin, Antonio Lazcano e outros bioquímicos e astrobiologos atuais.

Obviamente que se a evolução pelo mecanismo da seleção natural (dentro outros mecanismos evolutivos que há além deste) for descartada sob uma eventual reclassificação e reposicionamento cientifico, é certo que seja sob a luz de conceitos científicos, naturalistas e materialistas. De fato, a queda do darwinismo gerará uma revolução cientifica, a revolução dentro da biologia que tantas pessoas esperam. Eu espero que Darwin seja derrubado para que a biologia avance, para construir novos conhecimentos, embora a proposta de Darwin ainda esteja saudável e com poucos abalos.

Ou seja, se a evolução não for dirigida por um mecanismo como a seleção natural obviamente que esse fenômeno será dirigido por outro mecanismo que deva ser natural e atue de forma diferente (e que explique melhor o que o modelo anterior explicava ou o que não explicava segundo Thomas Kuhn e a revolução cientifica). Afinal porque haveria de ter um design inteligente para tal fenômeno?

Sob a proposta dada pelos criacionistas, ela esta fora de cogitação, de ser adotada porque o criacionismo nem mesmo é considerado ciência no ambiente academico. Basta fazer o teste, entre em algum ambiente acadêmico serio como a USP vá ao laboratório de genética de populações do Dr. Diogo Meyer e diga que a evolução é dirigida por uma entidade sobrenatural. Você perdera sua bolsa da CAPES. Vá ao IAG e diga que a Terra foi criada em 6 dias e que pretende estudá-la sob essa concepção.

Portanto, os abalos que vemos a respeito do darwinismo em sites criacionistas obviamente devem ser interpretados como artículos tendenciosos, oportunistas e sensacionalistas que tendem a apresentar cogitações fora de contexto cientifico com a finalidade de distorcer uma explicação puramente naturalista para um fenomeno natureza e que é rejeitada de forma imparcial e radical somente porque vai contra a mitologia judaica cristã que suporta o cristianismo pseuco-científico que não deveria ter relações com a cristianismo sério.

A grande verdade é que em 2009 quando completou 150 anos de publicação do livro A Origem das espécies os países da europeus fizeram grandes eventos em comemoração nos grandes ambientes acadêmicos do mundo, The Royal Society, Oxford, Harvard e outros lugares do mundo onde o desenvolvimento cientifico é sério. De fato, até hoje as pesquisas realizadas nas universidades que estudam meio ambiente, a ecologia e a zoologia dos animais que vemos nos programas educativos na TV, a medicina também, são todos estudos científicos feitos baseados na evolução e na seleção natural. Quando vemos globo reportar passar sobre os animais, quando vemo meu amigo Richard Rasmussen mostrar os bichos no SBT ou o desenvolvimento de biotecnologia em agronomia, eles tem bases evolutiva. A medicina por trás da luta contra o câncer ao desenvolver tratamentos baseiam-se em princípios darwinianos, alias existe departamentos científicos no Brasil chamado de Medicina darwiniana. Quando vemos pessoas criticando o darwinismo estão criticando uma proposta que esta altamente enriquecida de evidências e impregnada em todo o tecido social embora não seja tão visível aos leigos, de fato é preciso que profissionais da área apareçam para explicitar essas tendências.

Geralmente as pessoas intolerantes ao darwinismo o são porque a proposta cientifica bate de frente com o mito da criação de gênesis, portanto chovem acusações. Isso é facilmente visível, basta olhar os sites que postam os textos supostamente destruindo o darwinismo, todos eles são criacionistas e religiosos. Note que nenhuma das discussões que propõem a queda do darwinismo veem de alegações próprias. De fato há cientistas que não concordam com o darwinismo e podem ter evidencias que vão na contramão da proposta original mas é visível que essas pessoas pertencem a sociedades criacionistas. Veja aqui no Brasil, a grande maioria desses artigos que supostamente descartam a evolução vem de membros da Sociedade Criacionista Brasileira (que nunca postou um artigo científico em nenhum revista científica do mundo)que não tem vínculo nenhum com ambientes acadêmicos e quando tem, são feitos por cientistas que aceitam a ciência em todos os seus ramos, exceto a proposta de Darwin e no Big bang porque vai contra o mito da criação. Portanto vem alegações anti-darwinistas, alegação mitológicas tentando transformar darwinismo em religião, distorcer a visão de darwin como ateu, associar ateus com darwinismo e comunismo ou que darwin não era cientista, o reducionismo religioso aplicado a ciência, o dualismo mitologico associado a ciência e muitas vezes a incapacidade de compreender até o que é ciência, a sua essência e o seu funcionamento . De fato, os criacionistas acreditam que a queda do darwinismo é evidente e que automaticamente após sua queda ocorre o surgimento de um império criacionista, visto como ciência e como absolutamente verdadeiro. Esse é um exemplo claro de desconhecimento de como a ciência trabalha. A ciência se desvencilhou da religião no iluminismo e vem trabalhando independente da fé, alias, na contra mão da fé.

A queda do darwinismo nunca ocorreu em ambiente acadêmico (e eu espero que ocorra por questões de revolução científica) e nunca ocorreu em um ambiente religioso porque nunca foi aceita, portanto a visão criacionista reflete uma porcentagem muito baixa, com pessoas sem vínculo científico que tem uma visão amadora do que é fazer ciência e baseia-se em especulações. Assim, é evidente que a ciência trabalha de forma materialista e não há problema algum em cientificamente descartar o darwinismo desde que a substituição do modelo seja feita com base em uma segunda suposição científica o que por definição exclui o criacionista. De fato, os verdadeiros cientistas que duvidam e questionam e apunhalam o darwinismo (e são poucos considerando o apanhado de evidências que há no meio acadêmico) buscam a apresentação de uma segunda resposta puramente científica e materialista sem recorrer ao misticismo.

Por outro lado, em um ambiente acadêmico todos os estudos baseados na biologia tem fundamentação evolutiva, dizer que o tratamento de câncer não tem fundamenta;cão evolutiva é desconhecer a biologia por completo.

Há quem diga que a evolução vem se tornando um fato consolidado pela ciência, e até o momento parece ser verdade. A questão é, até quando os criacionistas vão ficar especulando e difamando uma explicação cientifica pelo luxo de crer que são os possuidores da verdade absoluta, alias,o que é a verdade no cristianismo?

Scritto da Rossetti

Palavras chave: Rossetti, Netnature, Criacionismo, Seleção natural, Seleção artificial, Desambiguação

21 thoughts on “REFORÇANDO O PILAR DA BIOLOGIA.

  1. Este foi um dos artigos mais tendenciosos que já li sobre a origem da vida. É impressionante como o autor transforma especulações metafísicas em certezas factuais. A crítica contra os criacionistas beira o ridículo, pois se os criacionistas não podem fazer ciência, então devemos rejeitar todas as grandes leis e/ou princípios enunciados por gênios como Newton, Maxwell, Pascal, Leibniz, Planck, Cauchy, dentre diversos outros cientistas, inclusive da era moderna. A única lei criada por um evolucionista foi provada como farsa, basta pesquisar a recapitulação filogênica de Haeckel. É impressionante como os naturalistas conseguem ter uma fé tamanha no absurdo da origem aleatória da vida, como se seres orgânicos precisassem apenas de matéria e energia para se formar, sem considerar a complexidade de informações organizadas necessárias para por em movimento a “máquina da vida”. Mais impressionante ainda é ver que qualquer ramo da ciência pode ser questionado, exceto os dogmas do naturalismo. Quanto à idade da Terra, as datações são imprecisas, ninguém pode afirmar 6 dias nem 6 milhões de anos, a não ser pela fé. Se houvesse um debate científico sério sobre o tema, os fanáticos do naturalismo veriam o quanto suas teorias são fantasiosas e sem nexo. Os darwinistas cuja mentalidade não seja irreversível deveriam ler John Lennox, Philip Johnson e outros autores que os fariam rever seus conceitos deturpados de ciência.

    • Talvez se parasse de ler Lenoxx e lesse artigos científicos compreenderia o que realmente a evolução é. Afinal, quantos cíticos do Darwin já parou pra ler seu livro? A grande maioria que conheço conhece darwin pelo que ouviu falar e não pelo que Darwin realmente disse.
      Quanto a Haeckel, de fato a recapitulação foi um grande erro, mas grande parte da biologia do desenvolvimento atual (a hoje chamada evo-devo) suporta exatamente aspectos da biologia evolutiva. Vá ler geneticistas como Sean B carroll antes de ser os realmente tendenciosos autores que voce citou como grandes ícones da literatura. Lenoxx é um matematico, quer usar linguagem matemática pra suportar sua crença pessoal cristã em Deus. Querem enfiar Deus em tudo quanto é local, na política, na ciência, na educação. Não me venha falar de texto tendencioso porque o criacionismo é baseado em especulação e distorção de uma série de aspectos científicos, alias, quem conhece Enézio Almeida sabe o quanto ele faz isso descaradamente. Adauto loureço então esta queimado até entre os cristãos. Se não gostou do texto não visite mais o site e se tem críticas a fazer procure uma comunidade para faze-las ou fique produzindo pseudo-conhecimento baseado em livros milenares ditos sagrados.
      Não há nada de errado com a explicação naturalista exceto para os fundamentalistas religiosos que insistem em enfiar goela abaixo aquilo que acreditam.

  2. O naturalismo não é ciência, é uma filosofia adotada por cientistas que se recusam a enxergar um plano maior da realidade. A teoria da (macro) evolução não se sustenta diante das leis naturais, uma delas é a 2ª Lei da termodinâmica, pois todo processo natural espontâneo tende à degradação e não à complexidade. Um ser vivo representa um conjunto de informações que quando degradadas caracterizam a matéria inorgânica. O contrário não pode ocorrer livre e espontaneamente. A seleção natural, como o próprio nome diz, não favorece a multiplicidade de formas de vida a partir de uma espécie, mas sim a restrição de seus atributos dentro de limites impostos pela natureza, e quanto às mutações, não há mutações de uma espécie em outra, mas somente dentro de uma mesma espécie. Se o criacionismo é especulação, serviu muito bem como base conceitual para que cientistas de verdade (aqueles que enunciaram as principais leis da natureza) pudessem elevar a ciência a um patamar que dificilmente teríamos hoje se não assumíssemos o pré-requisito de que a ordem e harmonia do universo, assim como a complexidade da vida exigem um legislador para por ordem a partir do caos, pois matéria e energia por si só simplesmente não geram vida. A vida é o resultado de informações elaboradas com ajuste finíssimo para equilibrar a matéria e a energia de modo funcional. Então, abandonar o pensamento capaz de mover a ciência de verdade com suas leis naturais (que exigem um legislador), para dar lugar a um pseudo-cientificismo com base em especulações materialistas absurdas da vida ex-nihilo sem causa específica, só para satisfazer o ego de pessoas que odeiam ter que reconhecer a realidade de um Ser Criador e Organizador do cosmos e da vida, é um insulto a inteligência até mesmo de um Einstein, que embora não acreditasse necessariamente no Deus da Bíblia, disse certa vez: “Quanto mais me aprofundo na Ciência mais me aproximo de Deus”.

    • Naturalistas somemte usam a ciencia para analisar aquilo que metodologicamente é possivel enxergar. Crença em divindades é pessoal, e quem cre deve crer pela fé. Termodinamica nao tem nada a ver com biologia, é fisica e mesmo assim se a sua ideia é que o sistemas tendem a aumentar a entropia faz sentido biologicamente porque is individuos morreme especies entram em extinção e com certeza um diaa vida na Terra cessará. Suas alegações.
      A seleção natural não é um mecanismo conservador, porque variações ocorrem, se elas sao beneficas favorecem descendencia com modificação. Não ha artigos cientificos que mostrem que o limite de espécie intransponivel.
      A vida é resultado de processos de seleção, se somente sobrevivem aqueles que apresentam alguma vantagem certamente vao parecer desenhado apra aquilo uma vez que os inaptos morrem, voce esta vendo o que quer ver e não como a ecologia de um ecossistema e suas relções é estabelecida e dinamica ao longo do tempo em espaços geograficos. Sua visualização é essencialista e fixista.
      E por favor, não ouse dizer sobre haeckel se voce é criacionista pois existem diversos criacionistas como Louiz agassiz que era defensor da poligenia e hoje temos Marcos feliciano que assumidamente se diz criacionista.

  3. Então não ouse falar sobre Darwin, precursor da eugenia, que inspirou o nazismo a expandir suas ideias, a partir de afirmações do próprio Darwin: “No futuro, não muito longínquo, se medido em termos de séculos, num determinado ponto as raças humanas civilizadas terão exterminado e substituído qua­se por completo as raças selvagens em todo o mundo.” Não bastasse o sonho que Darwin alimentava durante sua vida, ainda forjou fotografias para defender suas ideias pseudocientíficas. O mais curioso aqui é que as afirmações naturalistas são apresentadas como dogmas aos quais todo ser tem que se dobrar pela fé. Não há uma única prova de que uma espécie tenha se transformado em outra. A árvore da vida, tão cobiçada pelos naturalistas é fictícia, mas tem servido como guia espiritual deste clero filosófico, que não consegue reconhecer suas falhas, e insiste, insiste, insiste, insiste e insiste em impor sua visão de mundo a quem ousa questionar sua “santa” doutrina. Se é para ter alguma religião, então pelo menos busque a verdade e não a conveniência, pois a visão ateísta de mundo não acrescentou uma única lei da natureza para conhecimento da ciência. Gravitação, eletromagnetismo, biogênese, etc, são contribuições genuínas de cientistas para o conhecimento humano. Darwinismo só serviu como adendo de plataformas ideológicas do nazismo e do marxismo. Acreditar que todos os seres vivos em sua diversidade, incluindo todos os animais e plantas (flores, frutos, etc…) tem um ancestral em comum. Isto é uma religião! Se fosse ciência, não haveria contestação no próprio meio científico. Ninguém contesta aquilo que já foi provado. Quando os evolucionistas falam em evidências ou provas, estão falando tautologicamente, e não efetivamente.

    • Desculpe, mas ouso sim falar de Darwin, eu pelo menos conheço suas obras e sou formado na área e conheço o que estou falando. Quais livros do Darwin e de evolução voce leu pra ter certeza de que não ha como a evolução ocorrer? Cara,voce não conhece nada do Darwin… Darwin nunca falou nada sobre eugenia. Estou falando, voce deveria ler o livro cara antes de dar pitaco. Procure um ambiente academico para compreender a proposta da evolução. Quem começou com esse papinho de eugenia foi o primo do cara,.

      Desculpe, mas se voce vai enfiar nazismo no meio deveria saber que da mesma forma com que a ciência foi distorcida para sustentar as insanidades nazistas a igreja tambem fez isso (Tanto a catolica quanto a Igreja adventista) distorceram tambem as ideias da filosofia e até das artes. Va ler a filosofia de Zygmund baumann ou de Hannah aredt que voce vai entender Modernidade e Holocausto antes de opinar coisas absurdas. Agora se voce esta falando que o darwinismo justificou um monte de mortes, voce me desculpe, mas voce cre num deus de uma religião cujo simbolo é um cara crucificado e um Deus que matou a humanidade afogada a 4 mil anos atrás. Me desculpe, mas com um Deus assim ninguem precisa de dêmonio. Alias, olha que interessante, se houve um diluvio como existem peixes de água doce e salgada? Até as passagens bíblicas necessitariam que peixes de agua doce e salgada fossem de especies diferentes para existir depois do diluvio. A diferença é que a evolução biologica é fomentada por ciências, pela academica e a sua pela baraminologia barata proselitista.

      Essa frase esta descontextualizada. Cara, voce que é extremamente tendencioso. Leia o que voce esta dizendo e como por querer opinar em biologia. Voce mal conhece a historia da disciplina. Coisa de Ensino médio. Darwin jamais disse que haja superioridade em raças civilizadas, Darwin repudiou a escravidão quando passou pelo Brasil. Se Darwin fosse a favor da eugenia jamais condenaria uma monte de atrocidades que viu aqui. Darwin pertencia a uma familia liberal

      Vai ler as obras do Darwin e como a ciencia funciona e pare de transportar conceitos dogmaticos da religiao para ciencia. \ciencia, metodologia e paradigmas, religião mexe com aspectos morais, e criacionismo é fundamentalismo religioso. Sua obsessão pelo criacionismo é o minimo infantil e descontextualizada com o ambiente academico. Isso sim é tendencioso, oportunista e no minimo extremista. Se voce quiser depois te dou meu endereço pra voce colocar um carro bomba em nome de deus em frente de minha casa.

      Infelizmente, para voce, afirmar não é corroborar e negar a arvore da vida não é refuta-la,se deve refutada-la apresente suas ideias de matéria e submateria dentro de um ambiente academico e veja o que acontece quando joga suas crenças pessoas como verdade absolutas diante das evidencias moleculares, morfologicas, comportamentais, desenvolvimentistas em um ambiente academico.

      Pois é gravitação e todos essas descobertas são teorias como a evolução!!!! Explica a diversidade da vida por um mecanismo natural e não me venha falar de ideologia quando o criacionismo que voce acredita é uma manobra americanizada realizada por fundamentalistas ultra-conservadores de politica de direita. Concordo, ninguém contesta o que foi provado, por isso a evolução biológica goza de saúde no meio acadêmico. Se duvida, vai la refuta-la usando o criacionismo. Isso funciona em igreja, pra usar povo como massa de manobra, no ambiente acadêmico não cola. Sua crença criacionista é tão infantil quando fazer uma dança da chuva em períodos de seca.

      As evidencias estão ai, entre nas revistas academicas e leia os artigos e engula esses sapos meu querido. Se não gostou e quer provar suas ideia de designer inteligente prove as com argumentos coerentes ou creia pela fé.

      Quanto a tautologia, leia Stephen Jay Gould o livro Darwin e os grandes enigmas da vida capitulo 4 e entenda porque não há tatuologia alguma. E novamente, leia livros de biologia antes de soltar essas bobagens!!!

  4. Suas afirmações acerca da minha formação acadêmica são tão precisas quanto à teoria que Você defende. Sua presunção quanto à minha crença religiosa está quase tão correta quanto sua ortografia. E seu conceito sobre “teoria da gravitação” mostra o nível do seu conhecimento científico. Não compreendi porque Você quer me dar o seu endereço para que eu jogue um carro bomba, isto parece-me um desejo irracional. Ninguém em sã consciência iria desejar algo assim. Ao dizer (em vez falar, como você costuma escrever) que Física não tem nada a ver com Biologia, preocupa-me saber em que mãos os jovens alunos são entregues para serem doutrinados. Mas antes que você presuma antecipadamente como de costume, digo que não sou físico. Vou finalizar sem mais comentários, porque percebi que sua ira alcançou níveis muito agressivos, aliás, desde o começo percebi um ataque pessoal de sua parte, em vez de uma discussão no campo ideológico, como venho sugerindo em minhas palavras. Em momento algum referi diretamente à sua personalidade, mas sim às ideias que Você defende com uma fé naturalista inabalável. Vou resumir meus argumentos com as seguintes palavras: “A vida é o resultado de informações elaboradas com ajuste finíssimo para equilibrar a matéria e a energia de modo funcional. Não basta esperar que matéria e energia por si só produzam algo vivo e além disso ainda desenvolvam estruturas complexas espontaneamente. Se existe um processo auto-organizador na natureza, então este prescinde de uma causa inteligente”. De onde veio a inteligência que criou a vida com inteligência? Não precisa me responder, na verdade apenas espero que Você se acalme e reflita consigo mesmo. Um abraço.

    • Ninguém em sã consciência? Explique isso pro grupo ETA e pro KKK.

      Ira? Voce não me viu bravo, voce só me viu falar o que voce não suportar escutar, que aquilo que voce prega é infantil!!! Alias, nem é uma taque pessoal e sim a sua crença. Sinto muito se leu o que não gosta… mas o mundo é assim, temos de engolir sapos e não me venha com enxadrismo, usando termos ideologicos e doutrinarios de religião para aplicar em outro forma de pensar. Fique com sua fé, com sua crença e só tome cuidado para não fundamentar demais elas. Sinto muito se voce acha que estou xingando sua pessoa, mas em momento algum quis te xingar… se fosse te xingar pode ter certeza que voce perceberia facilmente. Se voce se sentiu ofendido, mil perdões, pois não poupo muitas palavras na forma com que escrevo, as vezes pareço grosso ou sínico, mas faz parte sim da minha personalidade.

  5. ““A vida é o resultado de informações elaboradas com ajuste finíssimo para equilibrar a matéria e a energia de modo funcional. Não basta esperar que matéria e energia por si só produzam algo vivo e além disso ainda desenvolvam estruturas complexas espontaneamente. Se existe um processo auto-organizador na natureza, então este prescinde de uma causa inteligente””

    Erro por desprezar emergência de sistemas.

    Erro clássico dos criacionistas por confundir que mesmo a vida tendo se originado por milagres em seus mecanismos mais básicos, evolui.

    Erro como argumento teológico por considerar que sua divindade tenha de ser incapaz ao ponto de não poder produzir uma natureza que produza seus desígnios e tenha que atuar como o “artesão atrapalhado” de Collins.

    Obs.: “Naturalismo” aqui, não é correlato com ateísmo, outro erro seu, desde o princípio, sem nem se falar em “demarcação”, fundamental no científico.

    Erro por desprezar os filtros, argumento contra argumentos teleológicos desde o tempo de Hume.

    Em suma, sua argumentação, mesmo resumida, é uma amontoado de erros, e o acima só em muito piora a coisa.

    Qualquer site de “erros típicos dos criacionistas” já lhe serviria de aula.

    • Este é o grande erro atual Francisco, as pessoas associam ciência ao ateísmo. A evolução somente explica a origem da vida sob uma perspectiva natural, se deus existe ou não isso não faz parte de seu fundamento.

      É como associar as atrocidades do regime comunista e do regime nazista as ideias de Darwin. Note como sempre distorcem as ideias do Darwin para que ela fomente atrocidades de dois sistemas totalitaristas que nem mesmo se correspondem ideologicamente, alias, muito pelo contrário. Dai mostra como isso é mera especulação ou coisa infundada. Os criacionistas associam darwinismo com ateísmo, e este presente fundamentando o comunismo. Por outro lado usam Darwin como o cara que fundamentou a ideia de superioridade de raças…note que os dois grupos só tem em comum o totalitarismo e como Darwin é usado para fundamenta-los.
      Darwin jamais fomentou qualquer ideia de superioridade de raças e jamais se assumiu ateu e muito menos comunista. Essa interpretações ou são meramente suportadas por grupos fundamentalistas religiosos que negam a evolução. Ser ateu é uma opção que transcende a ciência e portanto é perfeitamente possível ter evolucionistas te~istas e que tem o brilhantismo de reconhecer que talvez o que ele chame de Deus não é aquilo que esta escrito na bíblia mas algo acima de nossa compreensão e acima do limite de atuação da ciência.
      Note que o que nosso colega pois ai abaixo de fato ocorre, mas não sob a perspectiva da superioridade racial mas na forma com que culturas tradicionais estão sendo perdidas com o avanço de grandes centros urbanos, tecnológicos e aspectos políticos da globalização. Darwin acertou ao dizer “No futuro, não muito longínquo, se medido em termos de séculos, num determinado ponto as raças humanas civilizadas terão exterminado e substituído qua­se por completo as raças selvagens em todo o mundo.”

      Alias, o título completo do livro a origem das espécies nao sugere qualquer coisa que fundamente eugenia ou darwinismo social. Veja: Sobre a origem das espécies por meio da seleção natural ou a preservação de raças favorecidas na luta pela vida.

  6. Talvez eu não tenha lido a Origem das espécies de Darwin, como vocês leram, porque li o original (em inglês), mas devo admitir que como trabalho acadêmico, ele deixa muito a desejar. Um sujeito que apresenta hipóteses como leis científicas não está apto a discutir com profundidade suas ideias. A presunção de que qualquer pessoa que discorda da macro evolução tem que ser ignorante o fanático religioso, apenas demonstra o teor fundamentalista de sua crença pessoal. Os maiores cientistas da humanidade, dentre eles Max Planck (Nobel de Física), um dos maiores gênios da moderna ciência riria do argumento de vocês. Mas citarei apenas Maxwell, cuja contribuição permitiu que hoje vocês pudessem usar a internet para doutrinação extramuros: “Somente um principiante que não sabe nada sobre ciência diria que a ciência descarta a fé. Se você realmente estudar a ciência, ela certamente o levará para mais perto de Deus.” Não há um único grande cientista que tenha enunciado as principais leis da natureza (digo LEIS, e não teorias), que teria chegado a algum lugar se tivesse pensado sob os moldes dogmáticos do naturalismo. Só para finalizar, a teoria da macro evolução viola grosseiramente, SIM, a 2ª lei da Termodinâmica, porém, pela fé vocês preferem crer de outro modo. Saudações.

    • Não estou descartando a fé, (só que pra mim papo de fé não cola), sou como tomé, quero evidencias para crer…estou dizendo que do ponto de vista biológico a diversidade de espécies do mundo pode ser explicada por um fenômeno natural, consolidado não por hipóteses, mas por paradigmas que foram aceitos pela mesma academia que frequentou Newton e tantos outros cientistas importantes da historia. A concepção que tenho de que não há divindades é meramente um palpite seguindo outros pontos de vista que vão muito além da ciência. Estou aberto a ideia de que possa existir uma entidade que talvez não conheçamos. A questão é, quem pode provar isto? Que prove quem afirma que ela existe. Se ela pode ser analisada cientificamente então não é sobrenatural ou divina, simplesmente faz parte da natureza, portanto nessa perspectiva divindades não existem a não ser no plano de quem pensa que elas existem.

      Se voce interpretar a ciência de acordo com sua fé voce pode aproxima-la de Deus ou de qualquer outra divindade que quiser, porque sempre foi feito assim, nem que para isso seja preciso distorcer a natureza dos artigos científicos (Veja o tal Enézio, como ele manipula informações de artigo e diz mais coisas do que realmente um artigo diz) da mesma forma com que distorceram as próprias passagens bíblicas pra fundamentar o abuso da autoridade da igreja católica na idade média. Isso ocorreu na época de Darwin, veja o debate do Huxley com Wilberfoce…

      Macroevolução não tem relação com 2 lei da termodinâmica, e mesmo assim, a desordem aumenta, sistemas entram em colapso, sistemas biológicos morrem e grupos deles entram em extinção. Até outros criacionistas já perceberam essa sua falácia e não ha usam mais em debates. O Próprio Stephen meyer veio aqui no brasil e escutou isso do Diogo meyer da USP. Voce não aceita isto porque tem medo de perder uma ferramenta distorcida para justificar seu fundamentalismo cristão.
      Se as ideias de Darwin fossem meramente uma hipótese não teriam o prestígio que tem no meio acadêmico. não seriam aplicadas em diferentes ramos da ciência, não teria fundamento na genética, na biologia molecular, na biologia do desenvolvimento, na etologia, agronomia…. Se não concorda crie uma tese e apresente-a na academia refutando Darwin. Gostaria de ler tal trabalho e com certeza serei minucioso! Agora negar uma teoria não é refuta-la…. não adianta dizer pra mim que Darwin não presta, que fundamentou essa ou aquela atrocidade…. voce tem de apresentar isso para o meio acadêmico em forma de artigos.
      Boa pesquisa!!!

      Abraço!!!

  7. Para responder às suas afirmações a respeito da 2ª Lei da Termodinâmica, usarei as palavras de um Doutor em Bioquímica:
    “De todas as afirmações que têm sido feitas com respeito às teorias sobre a origem da vida, a afirmação de que a Segunda Lei da Termodinâmica não oferece problemas para uma origem evolutiva da vida é a mais absurda… A operação dos processos naturais em que a Segunda Lei da Termodinâmica é baseada já é suficiente, por esse motivo, para tornar impossível a origem espontânea evolutiva da imensa ordem biológica necessária para a origem da vida.” (Duane Gish, Ph.D. em bioquímica pela University of California em Berkeley).
    Já presumo que você preconceituosamente dirá que o PhD do autor acima não tem valor, porque ele rejeita as idéias que você defende. Mas ele não é o único a questionar cientificamente o darwinismo, e nem todos que questionam são criacionistas, muitos na verdade são apenas cientistas abertos à verdade, que questionam os dogmas do lobby macroevolucionista. Apenas isto, porém tudo leva a crer que ninguém tem o direito de questionar uma teoria mal ajambrada respaldada por uma sucessão de fraudes e interpretações tendenciosas da realidade, porque embora o pressuposto do darwinismo seja puramente metafísico, seus entusiastas defensores se negam a reconhecer este fato facilmente observado.

    reforçada

    • Exato, questionar as ideias do Darwin é perfeitamente natural e ser oposto a ela não ha problema algum desde que seja uma abordagem científica. Agora quem é Duane Gish? Um militante criacionista, obvio….no minimo proselitista!!! Apresente algum cientista sem segundas intenções e sua oposição a evolução biologicamente claramente será respeitada pela comunidade científica, inclusive por mim. Agora o Gish, o cara era diretor da Institute for Creation Research, uma entidade privada porque a publica não permite que tais manobras religiosas se manifestem academicamente, é anticonstitucional, fere a primeira emenda americana.
      Assim fica difícil dar credibilidade a uma critica cuja pessoa esta associada a uma entidade no minimo religiosa….É obvio que vou rejeitar a formação do cara…. até voce presumiu isto…é como o marcos eberlin, tem um prestigio acadêmico na produção de artigos, mas nenhum dos seus artigos se trata de designer inteligente ou criacionismo. Assim fica fácil, trabalha sério na academia e fora dela usa o prestigio pra fazer propaganda pseudo-científica. Comigo não colocou, se bem me lembro, da ultima vez que conversamos ele me deixou falando sozinho depois que joguei 37 artigos na cara dele que mostravam a origem e evolução das borboletas sob diversas perspectiva,s inclusive a que ele trabalha, a molecular…

      Felizmente há críticos da evolução que o fazem sem qualquer pretensão religiosa, e sim porque acredita que haja motivos científicos reais para se opor a ela. Esses tem de ser respeitado.
      Desculpe, mas o fato de não conseguirmos enxergar todo o tempo geológico não é desculpa para refutar a macroevolução, mesmo porque o nível de espécie não é intransponível. onde estão os artigos científicos de verdade (sem malandragem proselitista) em que mostram que o limite de uma espécie pode ser passado a tal ponto de gerar outra? Apresente os a nós!!
      Um policial que não da flagrante em um crime não significa que o crime não aconteceu, as evidencias apontam claramente que ali houve um crime. A evolução funciona da mesma forma. As evidencias para a policia reconstituir o crime estão presentes no local bem como o registro fóssil o DNA, o comportamento a embriologia e um serie de outros mecanismo deixam mais do que escancarado na nossa cara que o fixismo e essencialismo que voce esta aqui pregando é o que realmente se apresenta de forma metafisica.

    • Mas a segunda lei da termodinâmica não faz tais afirmações, pois a entropia da termodinâmica não mede o aumento ou diminuição da complexidade dos sistemas, nem seu aumento ou diminuição de ordem. A segunda lei apenas afirma que calor não flui espontaneamente de um corpo a mais baixa temperatura para um corpo de mais alta, equivalentemente, que a energia que pode efetivamente ser transformada em trabalho, em um sistema fechado, nunca aumenta. Visto que o planeta Terra (assim como qualquer outro) não é um sistema fechado (e é de se observar que sistemas plenamente fechados e isolados não existem na prática), a entropia termodinâmica pode diminuir. A radiação do Sol (com baixa entropia) ilumina e aquece a Terra (com alta entropia). Desse fluxo de energia, somado as mudanças de entropia que o acompanha, podem e de fato permitem que a entropia termodinâmica diminua localmente na Terra. Richard Dawkins, no seu livro “O maior espetáculo da Terra” trata deste argumento, mostrando que quando criacionistas afirmam, até frequentemente, que a evolução biológica contradiz a segunda lei da termodinâmica, estariam mostrando unicamente que não entendem tal lei, pois já não há contradição por causa óbvia da ação do Sol, pois todo sistema, quer estejamos falando sobre a vida, quer sobre as massas de água em seu ciclo na Terra, é em última análise dependente do constante fluxo de energia proveniente desta estrela. Da mesma maneira que jamais desobedece as leis da física e da química, e nunca desobedecendo à segunda lei, a energia do Sol abastece os processos da vida, de modo que, por uma complexa rede de processos, limitada por tais leis, proporciona as estruturas e processos repletos de complexidade, diversidade, e a ilusão de improbabilidade estatística e design dos quais a vida é dotada. Uma das maneiras mais simples de mostrar que o argumento criacionista é equivocado do ponto de vista químico (e consequentemente no bioquímico) é apresentar reações químicas simples, que ocorrem naturalmente com complexidade crescente formada, como a formação de ácido carbônico, sulfuroso e sulfúrico, a partir da reação de óxidos (respectivamente dióxido de carbono, dióxido e trióxido de enxofre) com água.
      Apesar de entropia termodinâmica e desordem serem muitas vezes correspondentes, nem sempre o são. Algumas vezes a ordem aumenta junto com a entropia. O aumento de entropia termodinâmica pode até produzir ordem, como ordenar moléculas por seu tamanho, incluindo o próprio DNA dos seres vivos, ou partículas coloidais em soluções de eletrólitos. Mesmo em um sistema considerado para efeitos práticos fechado, regiões de baixa entropia podem se formar se eles estão separados de outros locais com alta entropia no sistema.
      Muitas vezes, uma ordem aperentemente surpreendente aparece naturalmente, em processos geológicos, por exemplo. O Calçada dos Gigantes (Giant’s Causeway) na Irlanda do Norte consiste de grandes colunas de pedra apresentando secção reta hexagonal, dando a impressão de terem sido projetadas. Foram formadas quando o magma incandescente chegou à superfície da Terra e resfriou-se. Tais tipos de ordem originando-se do caos (emergência) podem ser vistos igualmente em círculos de cascalho e pedras que ocorrem naturalmente numa ilha do norte da Noruega. Pode-se discutir os processos específicos de organização das colunas e dos círculos de pedras, mas a a entropia do magma e das pedras diminuiu, ainda que a entropia de seus ambientes tenha aumentado.
      Ao nível microscópico ou molecular, exemplos concretos da não correspondência entre entropia e desordem são comuns:

      A comparação da entropia de gases de diferentes massas moleculares, como o hélio e o neônio, sob iguais condições físicas, por exemplo, evidenciará que as moléculas de hélio (no caso, seus átomos isolados, pois um gás nobre), sendo de menor massa, apresentarão maiores velocidades, o que implicará numa “desordem” maior. Mas realmente a entropia do neônio será mais alta.
      O fenômeno de fases reentrantes, que é observado em diversos cristais líquidos, em materiais com propriedades de supercondução, e até em sistemas mais convencionais, como as misturas de nicotina e água. Nestas misturas, entre diversas características, o diagrama temperatura–composição apresenta uma temperatura crítica de solução superior e outra inferior. Deste modo, em temperatura suficientemente elevada, uma mistura de nicotina e água forma uma fase homogênea. Com o abaixamento da temperatura, num espectro relativamente estreito de composições observa-se a separação em duas fases típicas, uma rica em água, e a outra rica em nicotina. Com a continuidade do resfriamento, a um dado ponto surgirá uma só fase homogênea. A separação destas duas fases sugere uma diminuição da “desordem”, enquanto a segunda transformação aponta para uma “ordem”. Entretanto, a entropia diminuirá continuamente ao longo de todo o processo, pois o resfriamento implica a energia ter sido continuamente retirada.
      Outro exemplo é a cristalização em soluções sobressaturadas, quando é considerada uma solução sobressaturada num recipiente adiabático, onde, espontaneamente, deverá ocorrerá a deposição de cristais do soluto. Este fenômeno sugere a diminuição da “desordem”, dado que as moléculas ou íons de soluto estarão mais organizadas no cristal do que em solução. Mas sendo o sistema isolado, a entropia deverá aumentar durante o processo, como prenuncia a Segunda Lei da Termodinâmica. Esta conclusão é válida para o caso em que a cristalização seja exotérmica e a temperatura da mistura aumente durante o processo, ou no caso em que a cristalização for endotérmica e a temperatura diminua. No caso exotérmico, o aumento da temperatura da mistura justificaria o aumento da entropia, em contrabalanço à perda associada à cristalização. Entretanto, no caso endotérmico, esse argumento não pode ser aplicado. Como exemplo: as soluções sobressaturadas de sulfato de sódio, resfriam com a formação do sal na forma sólida.
      Esta argumentação de uma associação direta entre entropia termodinâmica e a ordem ou desordem de sistemas é apresentada nos textos criacionistas seguidamente associada com uma passagem de um livro de divulgação científica de Isaac Asimov, que embora didática, é um tanto infeliz ao associar diretamente o conceito de entropia da termodinâmica com o que seja a deterioração de um sistema julgado como organizado pelo ser humano:
      Outra maneira de expressar a segunda lei é, “O universo está constantemente se tornando mais desordenado!” Visto dessa maneira nós podemos ver a segunda lei por toda parte sobre nós. Precisamos trabalhar duro para arrumar uma sala, mas quando a deixamos por si mesma ela se torna bagunçada outra vez muito rapidamente e muito facilmente. Mesmo se nunca entrarmos nela, ela fica empoeirada e mofada. Como é difícil manter casas, máquinas e nossos próprios corpos em perfeita ordem de funcionamento: e como é fácil deixá-los se deteriorarem. De fato, tudo que precisamos fazer é não fazer nada, e tudo se deteriora, entra em colapso, se quebra, desbota, tudo por si mesmo – e é disso tudo que a segunda lei trata.

      ↑ A 2a Lei da Termodinâmica invalida a TE – erros-criacionistas
      ↑ Frank Steiger; Segunda Lei da Termodinâmica, Evolução e Probabilidade – str.com.br
      ↑ Vasconcelos, L. (2005) Entropia e Segunda Lei da Termodinâmica. Projeto Evoluindo – Biociência.org.
      ↑ a b c FERREIRA, J. P. M. Como interpretar a entropia? SPQ – Sociedade Portuguesa de Química. Boletim 96, janeiro-março 2005.
      ↑ Marcus Valerio XR; A Acalorada Questão TERMODINÂMICA; Janeiro de 2001 – http://www.evo.bio.br
      ↑ Aranda-Espinoza, H., Y. Chen, N. Dan, T. C. Lubensky, P. Nelson, L. Ramos and D. A. Weitz, 1999. Electrostatic repulsion of positively charged vesicles and negatively charged objects. Science 285: 394-397.
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      ↑ Jianzhong Wu, Dusan Bratko, and John M. Prausnitz; Interaction between like-charged colloidal spheres in electrolyte solutions; PNAS; The National Academy of Sciences, 1998
      ↑ M. B. McBride and P. Baveye; Diffuse Double-Layer Models, Long-Range Forces, and Ordering in Clay Colloids; Soil Science Society of America Journal 66:1207-1217 (2002)
      ↑ Haynie, Donald, T. (2001). Biological Thermodynamics. Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 0-521-79549-4.
      ↑ Halliday D, Resnick R, Walker J. Fundamentos da Física. Vol. 2. 4 ª Edição. Livros Técnicos e Científicos.
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      ↑ Wright, P. G., Entropy and disorder. Contemp.Phys., 11 (1970) 581-588
      ↑ Styer, D. F., Insight into entropy. Am. J. Phys., 68 (2000) 1090-1096
      ↑ Isaac Asimov, “In the Game of Energy and Thermodynamics You Can’t Even Break Even”, Smithsonian Institution Journal (June 1970), p. 6

  8. Ai, por favor!

    Duane Gish e seu argumento absurdo pela Segunda lei da Termodinâmica que ele não entendeu, tão absurdo que inclusive sites criacionistas recomendam que não seja usado.

    Antes de insistir, por favor, criacionista, serve o que já tratei sobre o tema, com extensa referências, na Wikipédia.

    Boa leitura e poupe-se de vergonha em Física que claramente não possui (nem os autores insignificantes que cita).

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_lei_da_termodin%C3%A2mica#A_segunda_lei_da_termodin.C3.A2mica_e_o_criacionismo

  9. Não sei se o criacionista aí sabe,mas a segunda lei da termodinâmica se aplica a sistemas fechados.A vida não é um sistema fechado,pois ela recebe energia de outras fontes,principalmente do Sol.Aliás eu percebo que ele,assim como a maioria dos criacionistas,não consegue delimitar o assunto e mistura origem da vida,evolução biológica e origem do universo.Nós vemos a “ordem sendo gerada a partir da desordem” não só em sistemas biológicos,como também em muitos exemplos inanimados,como a fusão nuclear que acontece em uma estrela,ou a formação de uma galáxia ou sistema solar e até mesmo o sistema da tectônica de placas.Sobre a questão da idade da Terra,o princípio é de certa forma tão simples,:datação radiométrica.Se for uma questão de fé afirmar que a Terra tem milhões de anos e que organismos não podem evoluir a ponto de originarem taxons superiores,então fazendo uma afirmação dessas Roberto você teria que admitir que praticamente tudo na ciência depende de fé.A evolução não explica cada caso particular,aliás nenhuma teoria tem esse poder.Já o criacionismo,ele não explica muita coisa,afinal simplesmente dizer que seres vivos foram criados por um ser sobrenatural o coloca numa zona de conforto,pois acham que a única coisa que necessitam fazer é achar alguns furos prováveis na teoria da evolução pra provar o seu ponto de vista,como se isso fosse uma falsa dicotomia.

  10. A 2ª lei da Termodinâmica foi enunciada com base em observações da natureza. Ao afirmar que tal lei só se aplica a sistemas fechados, você quer dizer que ela não se aplica à natureza, de onde ela foi primordialmente enunciada? Poupe seus leitores. Cite um único cientista ateu que tenha enunciado alguma das leis universais da ciência. A contribuição do ateísmo à ciência se resume a algumas teorias insípidas e, quando muito, algumas especulações filosóficas contrárias a ordem natural dos fatos. O preconceito no meio acadêmico vai afastar pessoas que realmente podem contribuir, para ceder lugar a fundamentalistas que só enxergam o materialismo.

    • Ressaltando o argumento abaixo ” Visto que o planeta Terra (assim como qualquer outro) NÃO é um sistema fechado (e é de se observar que sistemas plenamente fechados e isolados não existem na prática), a entropia termodinâmica pode diminuir” (Marcus Valerio XR; A Acalorada Questão TERMODINÂMICA; Janeiro de 2001) Vai refutar este cara, não é pra mim que voce tem de dizer isto…

      Cara…quem ta falando de ateísmo? estamos falando de ciência, ou no máximo como a ciência descartaria diversidade da vida criada a partir de uma divindade. Ciência não diz e nem tem como dizer que deus não existe…ou até mesmo que ele existe, voce mesmo assumiu isso no primeiro post. Ciência é cega…e quanto a ateísmo… isso é outro papo que vai além da ciência e cai em aspectos filosoficos, historicos, inclusive do cristianismo que é o caso que acho que mais lhe interessa. mas falar de ateísmo é um saco!!!

      Einstein “A palavra Deus é para mim nada mais do que expressão e produto da fraqueza humana…uma coleção de lendas honoráveis, ainda que primitivas”

  11. Quanta confusão, Roberto.

    Para começar você confunde o ‘naturalismo ontológico ou metafísico’ com o ‘naturalismo metodológico’, ou seja, você confunde a posição filosófica de que não existe Deus e também nenhum domínio transcendente, com a simples postura pragmática amplamente adotada pelas comunidade científica que simplesmente defende que não devemo-nos valer-se de conceitos, hipóteses, causas e explicações sobrenaturais, já que estas não são passíveis do estabelecimento de de consensos operacionais mínimos, não se mostraram teoricamente e metodologicamente produtivas, além de não serem, elas mesmas, empiricamente escrutináveis.

    O naturalismo metodológico não tem nada a ver com o fato da pessoa acreditar ou não em Deus, mas apenas com atitude que ela toma ao investigar e explicar a natureza em um contexto científico. Uma postura adotada, com eu disse, a posteriori, simplesmente, como um guia geral de boa e produtiva prática científica. Caso alguém algum dia proponha uma hipótese ou modelo sobrenaturalista que não tenha as limitações e problemas que mencionei, certamente, ele será, pelo menos, avaliado pela comunidade científica, mas este não é o caso até agora. Os argumentos dos criacionistas tradicionais e do Design Inteligente têm sido sistematicamente derrubados, além do fato deles serem todos negativos, ou seja, parasitários da literatura científica, da distorção dos resultados, posições, conclusões, conceitos e métodos usados pelos cientistas e da mineração inescrupulosa de citações, o que é feito sem a perspectiva de construírem um programa de investigação científico criacionistas realmente minimante coerente e viável do ponto de vista da investigação empírica e e produtivo na descoberta de novos fenômenos e, principalmente, de novas explicações.

    Pennock, R. (2009). Can’t philosophers tell the difference between science and religion?: Demarcation revisited Synthese DOI: 10.1007/s11229-009-9547-3

    Forrest, B. (2009). The non-epistemology of intelligent design: its implications for public policy Synthese DOI: 10.1007/s11229-009-9539-3

    Boudry, M, and Braeckman, J. (2010). Immunizing strategies & epistemic defense mechanisms. Philosophia, 10.1007/s11406-010-9254-9.

    Boudry, M, Blancke, Stefaan and Braeckman, J. (2010) How Not to Attack Intelligent Design Creationism: Philosophical Misconceptions About Methodological Naturalism Foundations of Science Volume 15, Number 3 ISSN 1233-1821 DOI 10.1007/s10699-010-9178-7

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    Sober, E. What Is Wrong with Intelligent Design? Quarterly Review of Biology, 2007, 82: 3-8.
    http://www.talkorigins.org/indexcc/

    Depois você insiste que não há evidências para a macroevolução quando elas foram as evidências que originalmente estabeleceram a realidade da evolução dos seres vivos para a comunidade científica. As séries de fósseis, as análises da anatomia e embriologia comparada e as evidências da biogeografia são essencialmente evidências macroevolutivas, assim como as, muito mais atuais, evidências baseadas nos métodos filogenéticos e na bioquímica, genética e genômica comparativa. Aquilo que os cientistas chamam de ‘microevolução’ só entrou na história por volta do começo do século XX com o desenvolvimento da genética de populações (a partir do enunciação do teorema de Hard-Weinberg, mas principalmente a partir dos anos 20 e 30 do século passado, com os trabalhos de Ronald Fisher, Sewall Wright e J.B.S. Haldane) que permitiram uma abordagem quantitativa e uma modelagem matemática mais precisa dos processos de mudança evolutiva dentro das populações e seu eventual uso para explicar como a evolução se dava em escalas maiores de tempo, juntamente com as informações da ecologia, da geologia e da paleontologia.

    Theobald, Douglas L. “29+ Evidences for Macroevolution: The Scientific Case for Common Descent.”The Talk.Origins Archive. Vers. 2.83. 2004. 12 Jan, 2004 – http://www.talkorigins.org/faqs/comdesc/

    Wilkins, John, Macroevolution: Its Definition, Philosophy and History The Talk.Origins Archive. Vers. 2.1.3 Last Update: September 23, 2006. – http://www.talkorigins.org/faqs/macroevolution.html

    Padian, Kevin. (2010). How to Win the Evolution War: Teach Macroevolution!. Evolution: Education and Outreach, 3(2), pp 206-214. doi: 10.1007/s12052-010-0213-5. Retrieved from: http://www.escholarship.org/uc/item/5pp6j30k

    http://evolution.berkeley.edu/evolibrary/article/0_0_0/evo_48
    http://evolution.berkeley.edu/evolibrary/article/evo_49
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    tp://evolution.berkeley.edu/evolibrary/article/evoscales_01

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    RIDLEY, Mark. Evolução 3ª edição Porto Alegre: Artmed, 2006. 752 p.

    Você também confunde uma formulação genérica e incompleta da segunda lei e emprega como se ela fosse suficiente para refutar a evolução. Caso aceitássemos esta sua formulação, cristais de gelo não poderiam formar-se e nem mesmo a grama poderia crescer. O aumento de ‘desordem’ local associado ao aumento da entropia só é obrigatório em sistemas isolados, ou seja, que não trocam nem matéria e nem energia com suas adjacências. Não há nada na segunda lei que previna a ordem espontânea surgir localmente em sistemas abertos desde que o sistema como um todo o que inclui o sua vizinhança, ou seja, o seu ambiente sofra um aumento de entropia geral. Isso é muito bem conhecido desde o começo do século XX e foi deixado bem claro por Schrödinger já na década de 40. Mesmo Boltzmann, no século XIX, um dos principais formuladores da mecânica estatística e da nossa concepção probabilística moderna da termodinâmica, jamais levantou tal argumento contra a evolução.

    Schreiber, A., & Gimbel, S. (2010). Evolution and the Second Law of Thermodynamics: Effectively Communicating to Non-technicians Evolution: Education and Outreach, 3 (1), 99-106 DOI: 10.1007/s12052-009-0195-3
    Bunn, E. (2009). Evolution and the second law of thermodynamics American Journal of Physics, 77 (10) DOI: 10.1119/1.3119513
    Styer, D. (2008). Entropy and evolution American Journal of Physics, 76 (11) DOI: 10.1119/1.2973046
    Atkins, P. & de Paula, J. (2008) Físico-Química Biológica editora LTC ISBN: 9788521616238.
    Nelson, philip Física Biológica – energia, informação, vida (2006) editora Guadabara Koogan ISBN 8527712091.
    Atkins, P. W. The 2nd Law: Energy, Chaos, and Form W. H. Freeman, 1994.

    Isso sem esquecer que já, há muitas décadas, é bem sabido pelos cientistas que sistemas abertos longe do equilíbrio, como os submetidos a gradientes de energia podem exibir comportamentos auto-organizados e gerar espontaneamente padrões complexos. Veja por exemplo as famosas reações de belousov-zhabotinsky ou as células de convecção de Rayleigh–Bénard. Este tipo de fenômeno tem sido, inclusive, usado para explicar os mecanismos formadores de padrão em sistemas biológicos, inclusive durante o desenvolvimento de organismos multicelulares como plantas e animais, como é o caso do modelo de reação e difusão de Turing.

    http://en.wikipedia.org/wiki/Belousov%E2%80%93Zhabotinsky_reaction
    http://en.wikipedia.org/wiki/Rayleigh%E2%80%93B%C3%A9nard_convection
    http://en.wikipedia.org/wiki/Reaction%E2%80%93diffusion_system

    Ball, Philip Nature’s Patterns : A Tapestry in Three Parts. Part 1, 2 e 3 – Shapes, Flows, Branches. Oxford University Press, 2009
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    Ball, Philip mpossible chemistry: Having entropy both ways New Scientist Magazine issue 2848, 23 January, 2012
    -http://www.newscientist.com/article/mg21328481.500-impossible-chemistry-having-entropy-both-ways.html#.UgCBXuEju1E
    Rubí JM. The long arm of the second law. Sci Am. 2008 Nov; 299(5):62-7. PubMed PMID: 18998348.

    Isso sem falar no endeusamento acrítico dos antigos cientistas, por sua parte, e da manifestação de uma visão equivocada sobre a empreitada científica e sua relação com as leis naturais, que são, na verdade, descrições de regularidades de fenômenos naturais, geralmente na forma de relações quantitativas (comumente expressas por meio de fórmulas matemática, no caso da física e da química), que são ubiquamente observadas em certas condições específicas, mas que, ainda assim, são partes de teorias científicas mais amplas que as acomodam em uma estrutura mais abrangente que permite usá-las como para a explicação e predição de outros fenômenos naturais, juntamente com princípios, modelos de relações causais, processos, mecanismos etc.

    http://undsci.berkeley.edu/article/howscienceworks_19
    http://ncse.com/evolution/education/definitions-fact-theory-law-scientific-work
    http://dels.nas.edu/resources/static-assets/materials-based-on-reports/reports-in-brief/role_of_theory_final.pdf

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