NUOVE INDAGINI SU CIRO, IL DINOSAURO MEGLIO CONSERVATO DEL MONDO. (comentado)

L’unico fossilizzato insieme agli organi interni, ora sottoposto a una vera e propria autopsia.

 

Appena uscito dall’uovo 110 milioni di anni fa in una zona ora in provincia di Benevento. Nuove indagini su Ciro, il dinosauro meglio conservato del mondo

L’unico fossilizzato insieme agli organi interni, ora sottoposto a una vera e propria autopsia.

Grande parte dos tecidos moles da Scipionyx são visíveis a olho nu, graças à bem conservação ve-se a cor que os distingue dos ossos marrom escuro (Appiani e Vitola) CLIQUE PARA AMPLIAR

MILANO – Sulla bianca lastra di calcare, non più grande di un piatto, la breve esistenza di un dinosauro neonato appare in tutta la sua istantanea, minuta fragilità. Ma questa vita, per breve che fu, venne letteralmente intrappolata nella vertiginosa profondità del tempo geologico, facendosi quasi eterna. Questo è il paradosso di Ciro, che oggi, capita la sua vera età «anagrafica», affascina ancora di più: visse soltanto una manciata di giorni.

POCHI GIORNI – Appena sgusciato fuori da un uovo, con la fontanella aperta sul capo come nei cuccioli di uomo e con il ventre ancora gonfio di una piccola riserva di tuorlo, ebbe giusto il tempo di guardarsi intorno stupito, sgranchirsi le gambe al tepore del sole, assaporare i primi pasti. Anche questi conosciamo bene, ora, addirittura nell’ordine in cui furono ingeriti: nel suo intestino, lo stesso incredibile destino cristallizzò le scaglie di una sardina, i cui anelli di accrescimento dicono che aveva nuotato per nove stagioni, prima di finire tra i dentini seghettati di Ciro; poi un piccolo rettile e un altro pesce, e infine la zampa di una grande lucertola, così grande per lui, che furono i genitori a procacciarla. Il dinosauro neonato non ebbe neppure il tempo di digerirla, che vento e acqua lo spazzarono via improvvisamente, sottraendolo alla vita e immobilizzandolo per 110 milioni di anni nel fondo fangoso del mare che piano piano diventava roccia. Tanto è dovuto passare, finché altri esseri potessero scoprire chi fosse questa creatura e come avesse trascorso la sua brevissima esistenza.

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STUDIO – Unico dinosauro al mondo fossilizzato con gli organi interni, e dunque primo al mondo a poter essere sottoposto a una vera e propria autopsia, Scipionyx samniticus divenne una star della paleontologia conquistando la copertina di Nature nel 1998, con un articolo firmato dai paleontologi Cristiano Dal Sasso e Marco Signore. Ma era solo l’inizio. Il battesimo scientifico di Ciro – come lo chiamarono i giornalisti italiani – mirava in primis a riconoscere i caratteri peculiari dello scheletro e dunque a confermare l’idea che il primo dinosauro trovato in territorio italiano fosse anche una specie nuova per la scienza. Le ricerche sono continuate con metodi di studio sempre più moderni e oggi, dopo cinque anni di Tac, fotografie in luce ultravioletta, esplorazioni al microscopio elettronico su microcampioni infinitamente piccoli, Dal Sasso e Simone Maganuco hanno fatto così tante nuove scoperte da riempire un volume di 300 pagine. Le eccezionali fotografie e le dettagliate ricostruzioni anatomiche appena pubblicate dai due paleontologi del Museo di Storia naturale di Milano documentano in modo inequivocabile che Scipionyx da Pietraroia (Benevento) è il dinosauro meglio conservato al mondo.

TESSUTI MOLLI – Per essere un fossile, Ciro presenta una ineguagliabile varietà di tessuti molli, molti dei quali mai visti in alcun altro dinosauro: legamenti intervertebrali, cartilagini articolari nelle ossa delle zampe, muscoli e connettivi del collo, parte della trachea, residui dell’esofago, tracce del fegato, l’intero intestino, vasi sanguigni mesenterici, capillari ramificati, fasci muscolari degli arti posteriori e della coda composti da cellule ancora perfettamente striate, addirittura i batteri che colonizzavano l’intestino. È inoltre ineguagliabile il dettaglio con cui questi tessuti sono fossilizzati: grazie a particolari condizioni fisico-chimiche, essi sono stati replicati da cristalli più piccoli di un millesimo di millimetro, che ancora oggi ci mostrano strutture di dimensioni cellulari e subcellulari. Ancora più stupefacente appare che alcuni elementi chimici, una volta utilizzati dalle cellule vive, come il ferro accumulato nell’emoglobina del sangue, non siano stati rimossi dalle acque mineralizzanti ma siano stati riutilizzati nella rapidissima fossilizzazione dell’animale, incorporati nei cristalli di limonite che formano una grande macchia rossa, presente nel torace del piccolo dinosauro.

ESPERTI – La microsonda che ha effettuato le analisi chimiche non ha lasciato dubbi: quel ferro è autigeno. Ovvero, quegli stessi atomi, 110 milioni di anni fa, si trovavano nei globuli rossi di Ciro che, spinti da un piccolo cuore pulsante, trasportavano ossigeno vitale in un caldo corpicino piumoso. Secondo il team di esperti di fama mondiale che ha valutato la ricerca dei paleontologi milanesi, le descrizioni e le illustrazioni pubblicate nella monografia su Scipionyx permetteranno di confrontare la morfologia dei tessuti molli di un importante gruppo estinto di animali, quali sono i dinosauri, con le analoghe strutture biologiche osservabili nei vertebrati viventi. Pertanto Ciro è destinato a far parlare di sé ancora per molto e a diventare un esemplare di riferimento per un gran numero di discipline scientifiche, coinvolgendo non solo paleontologi ma anche biologi evoluzionisti, morfologi funzionali, anatomisti comparati, fisiologi, veterinari, erpetologi e ornitologi.

FONTE: Corriere della sera
http://www.corriere.it/scienze_e_tecnologie/11_giugno_21/ciro-dinosauro-dal-sasso_4a09b3ae-9b45-11e0-b9a7-5cbc176a671d.shtml
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Resenha do autor

Essa reportagem foi exibida no site italiano Corriere della sera e trás um vídeo também. Ela aborda algumas técnicas microscópicas modernas e como podem ajudar na compreensão e a análise de fósseis.

Parte do intestino, onde se pode ver as pregas da mucosa intestinal (Michael Zilioli. Superintendente de artefatos arqueológicos de Salerno, Avellino, Benevento e Caserta)

No caso, a análise foi feita no dinossauro Scipionyx que trás muitas peculiaridades, talvez o fóssil mais peculiar do mundo. Este fóssil trás não só as estrutura óssea, mas órgãos internos como intestinos, capilares, fibras musculares e até mesmo estruturas célulares e subcutâneas.

Hoje sabemos que os fósseis são raros,  a preservação de seus órgãos internos são mais raros ainda. Recentemente em uma reportagem da Scientific american foi demonstrado que até mesmo células vermelhas de dinossauros já foram encontradas em registro fósseis, além de seus capilares. Sabemos também que raramente os ossos de dinossauro mostram que material orgânico pode durar milhões de anos. Esses achados raros são extremamente valiosos para a ciência, pois nos permite saber como era a fisiologia e até mesmo o metabolismo de seres que viveram a milhões de anos antes de nós.

Algumas pessoas não acreditam na escala de tempo que envolve milhões de anos. Recentemente em sites criacionistas eu vi 7 argumentos dizendo para não acreditarmos nessa escala de tempo.

Bem, na verdade era apenas um argumento já que todos os outros 6 se baseavam na bíblia igualmente ao primeiro, portanto e obviamente vê-se a relutância em dizer que a Terra tem 10 mil anos. Quem tem acompanhado as publicações da Netnature sabe que tenho desafiado diversos criacionistas  a provar que homens e dinossauros coexistiram, como alguns deles alegam. Tenho pedido fósseis de dinossauros que sejam datados em 10 mil anos ou fósseis de algum individuo do gênero Homo que seja datados em mais de 65 milhões de anos.

Até agora nenhum criacionista se manifestou ou apresentou tais evidencias, ou mesmo especulou-as, portanto, é de suspeitar que os argumentos são inválidos, se é que há argumentos.

O caso é que as evidencias sobre a invalidação dos métodos de datação são inconsistentes. Em nossa situação atual, com o desenvolvimento tecnológico a todo vapor como podemos ter dúvidas quanto ao método de datação? De fato, descartar ou invalidar o decaimento radioativo vai contra todos os princípios que sustentam a física atômica.

Dizer que o calculo de meia vida não é confiável, que é impossível datar, que a Terra não tem milhares de anos é o mesmo que dizer que o decaimento radioativo não existe, que os elementos não decaem, que a radiação não existe.

O principio de decaimento radioativo esta presente nos piores desastres nucleares que já ocorreram no mundo. Chernobyl continua isolada, Pryprait na Ucrânia também. A área dificilmente será pura e natural novamente porque o decaimento do material radioativo de lá demorará milhares de anos para permitir uma ambiente habitável novamente. Provavelmente nem estaremos mais aqui.

Capilares regados vistos no microscópio eletrônico. As pequenas esferas são bactérias fosfatado (Leonardo Vitola. Superintendência de Patrimônio Arqueológico de Salerno, Avellino, Benevento e Caserta) CLIQUE PARA AMPLIAR

Existem elementos que demoram milhões e até bilhões de anos para chegar a meia vida. Dizer que a datação é impossível é o mesmo que dizer que a radiação não existe, que não é possível calcular os seus estragos a longo prazo, para não dizer que irracional e insultante a inteligência dos físicos, químicos e biólogos.

Lembro me de ver na TV o processo de datação feito para demonstrar a falsidade ou legitimidade do Santo sudário. Para tal, a datação foi feita de forma independente, ou seja, três laboratórios diferentes em diferentes locais do planeta analisaram o mesmo material separadamente sem manter nenhum tipo de contato.

O resultado foi unanime, datação mostrando que o Santo sudário foi criado entre 1.400 e 1.500 D.C. Alguns até especularam que ele tenha sido pintado por Da Vinci, (o que eu dúvido), mas o interessante é ver como a datação independente ocorre de forma coerente. Assim como a datação comparativa entre o relógio molecular no DNA bate com a datação feita por métodos de decaimento.

Portanto este fóssil assim como qualquer outro segue uma metodologia de datação e garante confiança as propostas apresentadas. A grande peculiaridade deste fóssil é a justamente a presença de tecidos moles preservados, que é bastante raro.

Mapa dos tecidos moles preservados em Scipionyx; observações ao microscópio de luz e microscópio eletrônico de varredura em UV (Mark Auditor. Museu de História Natural de Milão) CLIQUE PARA AMPLIAR

Os únicos fósseis (sem contar os criopreservados) que são de meu conhecimento que demonstram partes moles são aqueles com células vermelhas preservadas em registro demonstrada na Scientific american em Janeiro de 2011, um registro recente de um encéfalo preservado e este fóssil que é estupidamente incrível. Talvez com certa sorte poderemos descobrir se os dinossauros eram realmente de sangue frio ou de sangue quente. Se forem de sangue quente será possível fazer uma reclassificação baseada na fisiologia e mudar completamente parte da organização estrutural e taxonômica dos repteis, anfíbios e aves.

Scritto da Rossetti

Palavras chave: Rosseti, Netnature, Datação, Fóssil, Decaimento radioativo, evolução.

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