RELIGIOSOS CONTRA A HOMOFOBIA. (comentado)

Padres e pastores que lutam em prol dos direitos dos homossexuais irão participar da Parada Gay

Rodrigo Cardoso

A Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) nasceu em 1996 com cara de reunião de protesto. Com o passar dos anos, ganhou contornos de festa a céu aberto.

Istoé1 – METODISTA. O seminarista Cesar Barbato, 22 anos, sente o preconceito na pele e só frequenta grandes

No evento deste ano, marcado para o domingo 26, haverá um grupo de 200 pessoas entre os cerca de três milhões de participantes que irá percorrer os 2,8 quilômetros de extensão da avenida Paulista, em São Paulo, para, como na gênese da parada, insurgir contra a violência, a exclusão e o desrespeito dos quais os homossexuais têm sido vítimas. A recente batalha travada entre religião e direitos humanos em torno da lei da criminalização da homofobia – ainda não aprovada – inspirou a entidade ecumênica Koinonia a organizar uma caminhada ecumênica composta por pastores, padres, mães e pais de santo, seminaristas e leigos católicos e evangélicos alinhados ao discurso anti-homofóbico.

“É importante dar visibilidade para um outro discurso religioso vivenciado em igrejas que enxergam de modo diferente a questão da diversidade sexual”, afirma o teólogo André Musskopf, pesquisador na área de gênero e sexualidade. Essa diversidade é recorrente na Paróquia da Santíssima Trindade da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, no centro de São Paulo. Ali, desde que o pernambucano Arthur Cavalcante assumiu como pároco, em 2005, a comunidade gay comunga, recebe o batismo e participa dos trabalhos em harmonia com antigos fiéis heterossexuais. “Foi difícil tratar da diversidade sexual, falando para casais protestantes de 50 anos, com todo o peso religioso e a história cultural já vigentes”, conta ele, 38 anos, um dos presentes ao evento do dia 26.

CATÓLICO – Para o padre James Alison, a proporção de gays no clero é maior do que na sociedade

ANGLICANO – Na paróquia de Arthur Cavalcante, os homossexuais comungam e recebem o batismo

A homossexualidade é um tema espinhoso no mundo cristão. O paulista César Barbato, filho de membros da Assembleia de Deus, viveu isso em casa quando se assumiu gay. “Meu pai diz que me ama, mas não concorda”, diz. O jovem de 22 anos cursa o terceiro ano do seminário metodista e, nas igrejas que frequenta, procura não criar vínculos com os fiéis para que não desconfiem e critiquem a sua orientação sexual. No clero católico, segundo o padre inglês James Alison, 51 anos, que mora no Brasil, impera o que ele chama de don’t ask (não pergunte), don’t tell (não conte). Calar-se, porém, não foi a atitude adotada por ele, que revelou ser gay mesmo exercendo o sacerdócio em uma denominação que condena a homossexualidade e impõe o celibato. “A proporção de gays no clero é muitíssimo maior do que os 4% presentes na sociedade”, diz ele, que, entre outros afazeres, corre o mundo dando palestras em retiros para padres gays. Segundo o sociólogo Cláudio Monteiro, da coordenação da pastoral da Aids da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), as igrejas refletem o que acontece na sociedade e é uma questão de tempo para que a religião reveja seus paradigmas em relação à homossexualidade. Católico e heterossexual, ele fará coro para isso na avenida 

Fonte: Istoé independente
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Resenha do autor

Sob este aspecto pouco tenho a dizer, pois foge da minha “jurisdição”.

Espero que o exemplo sirva para as pessoas e que a inferiorização  com base na opção sexual seja desbanalizada.

O homossexual também é gente e também merece respeito.

Aqui vale apena um comentário a respeito da PL122. É possível ver grande parte dos religiosos e principalmente lideres criticando esta lei que pune pessoas que apresentem comportamento homofóbico e preconceituoso.

Acho que antes de tudo deveria haver uma distinção clara entre o preconceito e a homofobia. Ambos serão tratados como crimes, mas é evidente que deve haver a especificação conceitual. Existe uma diferença grande entre preconceito, ou seja, um antipatia ao homossexual e a violência moral e física que expressa um característica agressiva. Não que ambos sejam errados, mas faz-se necessário essa caracterização para que a pena seja aplicada corretamente. Preconceito é uma violência moral, mas a violência física pode ceifar vidas com mais facilidade.

Uma alegação bastante comum é que a PL122 pode abrir espaço para que pedófilos possam se aproveitar para se proteger dizendo que é uma opção sexual.

A lei brasileira não possui o tipo penal “pedofilia”. Entretanto, a pedofilia, como contato sexual entre crianças e adultos, se enquadra juridicamente no crime de estupro de vulnerável (art. 217-A do Código Penal) com pena de oito a quinze anos de reclusão e é considerado crime hediondo.

Sob a caracterização de uma lei é fato que se uma pessoa (independente da opção sexual) maior de idade mantiver relações sexuais com menores de idade será punido com a lei.

Partimos para o Princípio da legalidade ao cidadão: Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.  Pode-se fazer qualquer coisa desde que não seja restringido por uma lei. Isso é garantido pela Constituição federal de 1988, artigo 5 II.

Durante esta semana sob as discussões feitas sob a marcha da maconha o pastor Silas Malafaia falou algo bastante interessante e que concordo com ele.

Existiu uma falha grande na permissão da marcha da maconha. Se por um lado ela é parte da manifestação da liberdade de expressão, por outro ela pode ser interpretada como uma manifestação de apologia a droga, a maconha. Uma ambigüidade!

Então temos uma apologia que esta sendo protegida pela lei que garante a liberdade de expressão e portanto o Pastor Silas se sentiu no direito de manifestar a sua opinião contra a opção sexual, obviamente mascarando-se sob a questão da liberdade de expressão e sobre a liberdade religiosa já que a condenação homossexual é feita em Levítico 18:22 e outras passagens bíblicas.

O caso é que a lei deve ser cumprida, respeitando o limite de cada um. Se há uma condenação bíblica ela deve ser mantida na esfera religiosa e não a tal ponto de extrapolar e invadir a sociedade, afinal, todos são filhos de Deus. O respeito deve ser mútuo e só Deus pode julgar e condenar os homossexuais.

Uma coisa Silas errou, a homossexualidade é uma opção sexual mas não pode ser escolhida da mesma forma que não pedi para nascer branco. Ela não é determinada unicamente pela genética nem pelo comportamento mas sim por uma infinidade de elementos que abrangem esses aqui supracitados e outros.

No caso da pedofilia, a condenação deve seguir o que esta no Código penal artigo 217, independente da opção sexual, ou da religião. Pedofilia é crime e sua penalização tem de ser garantida a sociedade.

Scritto da Rossetti

Palavras chave: Rossetti, Netnature, Homossexualidade, Lei, Pedofilia e Código penal.

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