NOSSOS ÚLTIMOS ANCESTRAIS.

É muito difícil dizer quem foi o elo de transição entre os organismos dos gênero Homo mais antigos para os mais recentes. O Homo antecessor é um hominíideo extinto  que surgiu há cerca de 1,2 milhão de anos e perdurou, pelo menos, até cerca de 800.000 anos no Pleistoceno inferior. É considerado o hominídeo mais antigo da Europa.

Eram indivíduos altos entre 1,6 e 1,8 m, fortes e os machos chegavam a pesar 90 kg. Já apresentavam uma face com traços modernos, ainda que seu cérebro fosse menor que o homem atual. Enquanto o cérebro do Homo antecessor media entre 1000 e 1150 cm³, o do homem moderno mede aproximadamente 1350 ou 1400 cm³.

Entre os caracteres anatômicos destes hominídeos, destacam-se traços muito primitivos do aparelho dentário, que levaram a estabelecer uma relação entre estes e os hominídeos africanos do Pleistoceno inferior. Uma mandíbula muito bem conservada de uma fêmea com entre 15 e 16 anos de idade possui semelhanças muito evidentes com o Homo erectus, o que sugere uma origem asiática de H. antecessor. Contudo, o padrão de desenvolvimento e erupção dos dentes é praticamente idêntico ao das populações modernas.

A morfologia da face já era semelhante a do Homo sapiens, com uma inclinação para trás da placa infraorbital, que determina a presença de uma fossa canina muito conspícua. A borda inferior desta placa é horizontal e levemente arqueada. A morfologia da mandíbula lembra a de certos hominídeos muito posteriores do Pleistoceno médio: a espécie H. heidelbergensis, O esqueleto pós-cranial indica uma certa fragilidade em comparação com a maior robustez de outros indivíduos como o Neanderthal por exemplo.

O Homo antecessor foi, provavelmente, o ascendente das linhas do Homo heidelbergensis e Homo neanderthalensis. Os Homo heidelbergensis, ou seus descendentes, foram adquirindo novas feições, com esqueletos maiores e crânios mais arredondados e menos angulosos, evoluindo para um formato bastante semelhante aos nossos. Segundo a hipótese da evolução paralela, os Homo heidelbergensis podem ter sido ancestrais dos Neandertais na Europa e do Homo sapiens na África, portanto é visto como uma evidência de transição para o homem moderno.

Entretanto, esses Homo sapiens arcaicos eram diferentes em sutis diferenças no esqueleto. Ainda tinham cérebros significativamente menores e eram grosseiramente diferentes em seus artefatos e comportamento. Seu único acréscimo significativo ao desenvolvimento humano foi a utilização do fogo em grande escala.

Dominavam o fogo, que lhes garantia a sobrevivência no frio do território europeu. Além de luz e calor, espantar animais o fogo era usado também para direcionar suas presas para lodaçais, precipícios ou gargantas rochosas, onde poderiam ser mortos e até usados como alimentos posteriormente.

Filogenia sujeita a modificações

A mandíbula de Mauer de um Homo heidelbergensis datada em 500.000 anos, foi o primeiro registro fóssil desses hominídeos, e combina características primitivas e grosseiras com características modernas. Recebe esse nome por ter sido encontrado próximo a cidade de Heidelberg, na Alemanha. Entre as características principais estão a face e o nariz mais proeminentes, mudanças na base do crânio, provavelmente relacionadas à mudanças na caixa de ressonância diretamente relacionada a voz.

Em 1921, foi descoberto um crânio no Zâmbia, ao qual se deu o nome de H. rhodesiensis ou Homem da Rodésia. Este fóssil teria cerca de 200 mil anos, e foi posteriormente classificado como também pertencente à espécie H. heidelbergensis. Outros achados semelhantes foram feitos na África do Sul e na Tanzânia.

Na Europa, em 1993, foram encontrados na Espanha e Inglaterra entre 300 e 500 mil anos fosseis atribuídos à mesma espécie.

O H. heidelbergensis apresenta características semelhantes às do H. erectus, juntamente com características mais modernas. Estima-se que os indivíduos do sexo masculino medissem cerca de1,75 cm e que pesassem cerca de62 kg, ao passo que para os indivíduos do sexo feminino estes valores seriam de 1,57cm e 51kg respectivamente.

Quando comparado com o erectus o H. heidelbergensis as principais diferenças estão na encefalização, entre 1100 a 1300cm³ que é de aproximadamente 900cm³ para o H. erectus além da redução da robustez do crânio, mudança de estatura de baixos e robustos para indivíduos mais altos e esguios.

            Quando comparado ao Homo sapiens, o H. heidelbergensis teria uma ossos mais largos e robustos, mandíbulas mais desenvolvidas. Os padrões de crescimento e desenvolvimento seriam semelhantes ao do homem atual, o que daria ao H. heidelbergensis uma espectativa de vida semelhante a de nossa espécie. Isto implicaria a existência de uma dependência de um período de infância com grandes oportunidades de uma maior aprendizagem. Existem, de fato provas de que o H. heidelbergensis teria uma cultura mais desenvolvida do que as espécies de hominídeos anteriores. Ao observar o desenvolvimento de hominídeos, percebe-se um aumento de volume no crânio, que teria ocorrido provavelmente acompanhado do aumento das complexidades do cérebro. Por outro lado, o aumento total do tamanho dos indivíduos, e o alargamento dos lobos parietais e frontal, indicam que terá havido uma reorganização da anatomia funcional do cérebro do hominídeo, processos fundamentais para a formação do que somos hoje. O aumento dessas dimensões por si só indica alterações comportamentais que levaram a uma maior facilidade de obtenção de recursos nutricionais e ligados ao aprendizado e diversas funções cognitivas que moldaram o homem atual.

A importância desta espécie de hominídeo reside principalmente no fato de ter sido a primeira a colonizar a Europa. Posteriormente estes indivíduos se assemelharam ao atual Homo sapiens, embora ainda com aspectos ancestrais dando origem a duas novas espécies uma delas somos nós e a outra o verdadeiro homem das cavernas.

Scritto da Rossetti

Palavras chave: Netnature, Rossetti, Evoluçao humana, Heidelbergue, Homo sapiens, Neanderthal.

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