ANÁLISE CONCEITUAL DE FÓSSIL E ESTRATIGRAFIA DESMONTAM CERNE DO CRIACIONISMO.

O criacionismo leva duas punhaladas em seu coração ao analisarmos camadas estratigráficas e o conceito de fóssil. A simples caracterização destes temas trazem consigo problemas interpretativos nos argumentos que respaldam as alegações criacionistas e mostram que a escala de tempo do universo esta nas casas dos milhões de anos.

A primeira proposta é demonstrar que as camadas estratigráficas respeitam esses períodos de milhões de anos. De fato, é possível caracterizar os períodos geológicos pela presença de biodiversidade nelas presente e a condição climatológica que estava submetida.

Vejamos um exemplo. É sabido que a origem dos dinossauros é datada em 225 milhões de anos. Ou seja, antes desse período as camadas geológicas que revelam o tempo em escalas de milhões de anos não trazem fósseis de dinossauros datados por exemplo em 400 milhões de anos. Ou seja, antes de 225 milhões de anos provavelmente não existiam os dinossauros.

Provavelmente? Porque?

O registro fóssil conhecido pelos seres humanos é incompleto e pode ser atualizado caso encontremos fosseis de 226 milhões de anos embora saibamos que não há nenhum fóssil de dinossauros datados em 400 milhões de anos.

Recentemente foi descoberto um novo fóssil, exatamente de um placodermo que esticou a data de surgimento da gestação interna em mais de 25 milhões de anos do que registrado anteriormente em fósseis.

Os placodermos esticaram de 350 para 375 milhões de anos a origem da fecundação interna e possivelmente seus ancestrais poderiam já deter essa característica. Ou seja, a data pode esticar mais, depende dos achados no registro fóssil. Mas é evidente por exemplo, que essas datas não se esticam a escalas absurdas.

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Assim, não há um registro fóssil anacrônico, ou seja, não há nenhum registro fóssil de uma preguiça gigante Megatheruim datada do carbonífero por exemplo, assim como não há registro de fósseis de dinossauros em camadas estratigráficas que retratam o pleistoceno (1 milhão e 806 mil e 11 mil e 500 anos atrás).

As camadas estratigráficas tem essa característica. Da mesma forma que vemos uma foto de nosso bisavô que nunca tivemos contato e não sabemos como era a voz, temos retratos de períodos passados da climatologia (paleoclima, paleopalinologia) e da biodiversidade que nos permitem inferir coisas sobre o presente.

Nada melhor do que redescobrir o passado para entender o presente e arriscar um chute para o futuro.

Os registros estratigráficos são bastante precisos e não há motivos para duvidarmos deles. Se é possível ver atividades sedimentares e microbiológicas de períodos climáticos diferentes do passado (ver o vídeo), porque não seria possível dividir esse tempo com base nas características biológicas e catastrofistas que marcaram a nossa Terra com cicatrizes?

De fato, a especificidade estratigráfica é tão grande que mesmo dentro de períodos geológicos é possível identificar outros pequenos períodos em melhor escala temporal.

Carta estratigráfica

Em estratigrafia denominamos Biofaceis as rochas com determinadas características biologicas. As Litofaceis dependem de características geológicas como os folhelhos. Obviamente que a classificação de estratos de rocha pode ser biológica, por datação absoluta com a finalidade de montar um perfil e estabelecer correlações entre os diferentes fósseis e montar uma sequencia lógica sem utilizar-se de rochas propriamente ditas devido a ambientes restritos que se diferem dos que estão ao redor.

Um Dacon é marca temporal que representa a extinção de uma determinada espécie nas biofaceis de um determinado local.

Assim em bioestratigrafia é possível designar o período pelo nome de um ou mais fosseis característicos daquele período como já dito acima.

Uma Zona de associação (ou cenozona) é um conjunto de camadas onde um grupo de organismo não ocorre em camadas acima nem abaixo. Denominados Zona de amplitude aquele conjunto de camadas desde o surgimento ao desaparecimento de um organismo único. Há também á Zona de Intervalo e a Zona de Acme ou Apogeu.

 

Outra alegação bastante comum dos criacionistas é que os fósseis não são representações que denotam escalas de tempo milhonarias e sim em milhares de anos.

Essa interpretação é inconsistente e refutada pelo próprio processo de fossilização, ou seja, o conceito de fóssil. Os cientistas já sabem a anos que um animal morto só é considerado um fóssil depois que seu material orgânico é substituído pelo material mineralógico e isso demora mais de 10 mil anos. Isso foi bastante evidenciado em animais com menos de 10 mil anos que mostram matéria orgânica ainda em processo de fossilização e registros de mais de 10 mil anos completamente recristalizado.

Mesosaurus. A foto trás uma evidencia material, física de uma vértebra bem ao meio e duas costelas logo acima. datados em 230 e 250 milhões de anos.

Esse processos diagenéticos e tafonomicos vão na contramão da proposta criacionista.

A Tafonomia é estudo dos processos de preservação do organismo e como eles afetam a informação de um registro. Isto é, como os restos de organismos se transformaram em rochas mineralizadas e estudar quais os fatores e processos que atuaram na formação das concentrações fossilíferas. A bioestratinomia é o estudo da causa da morte, decomposição, transporte e soterramento de um organismo.

A diagênese estuda os processos físicos que alteram os restos do organismo após o soterramento. E são divididos em diferentes, o principal e mais conhecido é a compactação.

A compactação diagenética pode se apresentar sob aspectos químicos e mecânicos. A compactação química trata-se da dissolução de minerais sob pressão e a mecânica de aspectos físicos, como mudança no empacotamento intergranular e a deformação ou quebra de grãos individuais do registro.

Outras formas diagenéticas de conservação de registros fossilizáveis é a Dissolução, Metossomatismo, Recristalização e Cimentação. Em partes duras é possível ainda observar a Substituição, Perminaralização e Incrustação. Para partes moles é possível ver Crio-preservação, Mumificação, carbonização e Permineralização celular. Por isso em raros casos é possível encontrar tecidos moles fossilizados embora seja muito raro e mais evidente em crio-preservação, embora haja registros de tecidos moles com mais de 65 milhões de anos.

Dentes de um Mesusaurus (lado esquerdo)

Sob estes aspectos e considerando que o processo de formação de fosseis é conceituado como “Restos ou vestígios de organismos com mais de 10.000 anos” podemos afirmar que os fosseis não remetem a períodos geológicos recentes e portanto não podem ser tratados como evidencias do dilúvio rebatendo alegações criacionistas atuais e antigas como as feita por padre Velikovisky (1895 – 1979). Obviamente que essas especificações fogem da intepretação criacionista pois eles não tem noção dos processos de fossilização que os acadêmicos tem e portanto é comum vermos alegações que partes moles não se fossilizam porque se decompõem muito rapidamente e portanto se há preservação significa que o animal teria menos de 10 mil anos. Bem, esses processos diageneticos supracitados acima demonstram como partes moles podem ser preservadas a milhões de anos. De fato a fossilização depende de condições especificas. Um animal morto em um ambiente pantanoso ou uma floresta ombrófila tem muito menos chance de se fossilizar do que um animal que morreu no deserto. Mas reconsideremos algo, um animal tem menos chance, não significa que ele nunca se fossilizará. Até em florestas ombrofilas e pântanos há registros fosseis raros, como insetos preservados em âmbar. Na Amazônia, uma floresta ombrófila já foram encontrados registros fósseis (3 ssp de Aracnídeos, Ácaro, 13 ssp de insetos, Moscas, Mosquitos, Abelhas, Coleóptero datados entre 15 e 20 milhões de anos e o Amazonsaurus maranhensis antes mesmo da Amazônia surgir).

A preservação é bastante especifica e pode variar de caso para caso.

Scritto da Rossetti
Palavras chave: Netnature, Rossetti, Estratigrafia, Paleontologia, Evolução, Criacionismo.

2 thoughts on “ANÁLISE CONCEITUAL DE FÓSSIL E ESTRATIGRAFIA DESMONTAM CERNE DO CRIACIONISMO.

  1. A formação geológica do cambriano ao pleistoceno foi rápida devido a diversos fatores como:
    Dimensão, extensão, espessura e largura das camadas geológicas contrastadas com menores extensões, larguras e espessuras conjugada a largura, das camadas geológicas formadas a partir do pleistoceno.
    Completude de grandes animais fossilizados e bem preservados, em contraste com a inexistência de girafas, elefantes, hipopótamos e rinocerontes completos sendo fossilizados atualmente, revelam eventos contextuais formadores do fanerozoico até o pleistoceno distintos e maiores que os atuais.
    Milhões de erosões muito violentas energéticas, transportes e deposições, verificadas em todo o globo, revelam conjugação de eventos catastróficos globais, num tipo efeito-dominó, e defesa destas com a presença de grandes astroblemas como causas naturais das mesmas.
    O acúmulo de tipos de sedimentos em determinadas camadas, bem como diversas linhas em plano paralelo das mesmas, revelam que houve separação hidrodinâmica automática pela diferença de composição fisico-química, assim como bem expressa à lei da segregação e estratificação espontânea (SEE) defendida por Marske e Berthaud.
    5. Pouco desgaste de trilhões de rochas erodidas em atrito com águas.

    INTRODUÇÃO: Um grave acidente de carro prevê diversas consequências imediatas como morte, paralisia, custos, danos nas peças, seguro, danos a terceiros, aspectos jurídicos, histórico de causas, pericia, etc…

    Um detalhe interessante para se constituir um grave acidente, é que em geral necessitamos de rapidez e velocidade para que seja realmente desastroso. Semelhantemente, os eventos geológicos de proporção global exigem links com diversas outras catástrofes associadas, assim como um acidente de carro exige diversos aspectos associados como uma espécie de efeito dominó múltiplo consequente.

    Desta maneira não basta admitirmos um astroblema (algo admitido e inserido na coluna geológica há pouco tempo) sem considerar outras catástrofes associadas como tsunamis de kilometros de altura, com velocidade de 1000 Km/h e poder erosivo terrível e quase inimaginável (devido rochas incandescentes em conjunto), um movimento distanciando a isostasia contribuindo com modificações na crosta, interferindo nos movimentos das placas tectônicas, e até possivelmente na criação delas.

    Teremos que associar e admitir em conjuntos imediatamente sucessivos grandes transportes, erosões, deposições em altíssimas taxas (Sadler), justificando assim diferenças paleontológicas claras que este período possui em relação a formações paleontológicas atuais.

    Centenas e talvez milhares de geólogos concordam que todos os eventos corridos entre o cambriano e o pleistoceno demonstram ser claramente tendo sido formados com certas características:

    1. Tiveram proporção de efeitos globais, de imensa energia muito catastrófica e obrigatoriamente muito rápidas.

    2. As formações geológicas consideradas como sendo prova de um tempo longo de milhões de anos como varvitos, foram reinterpretadas recentemente pelo que se classificou como “revolução turbidídica”, onde os turbiditos e seus aspectos de segregação espontânea, explicaram de forma correta as interpretações dantes gradualistas para diversas formações que demonstravam exigir longo tempo.

    3. A substituição na geologia convencional do atualismo pelo uniformismo é uma confissão clara de que os pais da geologia estavam certos quando foram desprezados por Darwin após apostar todas as suas fichas num advogado que falava de geologia, Lyell.

    Isto ocorreu sob diversos protestos da geologia da sua época contra o uniformismo que era uma das filosofias modernas que arrastaram a geologia e outras áreas do conhecimento para longe de toda e quaisquer perspectivas defendidas em harmonia com a teologia sobretudo cristã. Hoje, 100% dos geólogos atuais já discordam de Lyell quanto ao uniformismo por constatarem que toda a formação geológica pretérita é tão impressionante, catastrófica e maior, que encontra poucos espelhos em miniatura nas catástrofes atuais.

    4. Olhando pelo prisma de especiação em tempo real, que as espécies do registro fóssil NÃO TIVERAM TEMPO PARA SE ESPECIAREM.

    Pois 95% dos clados no registro fóssil geram em bilhões de achados fosseis apenas ao todo contando todas as camadas 300 mil espécies com arbustos filogênicos pobres, e 5% dos clados sobreviveram e temos hoje 1,5 a 5 milhões de espécie com arbustos ricos e diversificados. Há, portanto, a necessidade de um baralho mais diversificado no registro fóssil. E temos míseros 300 mil em todas as camadas dos 543 milhões de anos. Isto é INSUSTENTÁVEL diante do fato de podermos verificar especiação até em tempo real.

    Em cada camada temos pouquíssimos fosseis proporcionais ao que se esperaria olhando o comportamento especiativo das espécies, ou seja, não existe conclusão mais plausível que esta: Não tiveram tempo para evoluírem, se sub-especiarem…. o pontualismo atropela a genética essencialmente gradualista justamente por isso ………. e aqui defendemos que não houve tempo para sub-especiação e biodiversidficação.

    …………………………………………………………………………………………………………………

    DO CAMBRIANO AO PLEISTOCENO (Projeto de pesquisa)

    “Se vocês pegarem em qualquer livro de Geologia publicado antes de 2007, ele dirá que as mudstones (depósitos de lama) demoram muito tempo para se formarem, uma vez que se depositam a um ritmo muito lento. Mas isso até 2007! Um estudo publicado na Ciência mostrou que, ao contrário do que os geólogos evolucionistas pensavam, os depósitos de lama podem assentar-se rapidamente sob condições muito enérgicas.

    Ao reportar este estudo, a Physorg explica bem à situação:

    “Há muito tempo que os geólogos pensavam que os depósitos de lama só irão assentar se as águas estiverem calmas, mas uma nova investigação de geólogos da Indiana University Bloomington e do Massachusetts Institute of Technology, mostra que as lamas podem-se acumulam mesmo quando as correntes se movem velozmente“.

    Os evolucionistas julgavam que o rápido fluxo das águas iria prevenir que os depósitos de lama se formassem. No entanto, nada como a investigação científica para separar aquilo que é científico daquilo que é opinião. O interessante é que os depósitos de lama constituem nada mais nada menos do que “2/3 do registro sedimentar geológico” da Terra, segundo Juergen Schieber, líder do estudo.

    Ou seja, a investigação científica mostrou que a maior parte do registro geológico pode ter-se formado através do rápido fluxo das águas (aquilo que seria de esperar caso a Bíblia tivesse razão a respeito do dilúvio descrito em Genesis)”.

    [http://www.physorg.com/news116777974.html]

    O investigador disse outra coisa interessante: “Temos a certeza de que a nossa descoberta vai influenciar a forma como os geólogos e os paleontólogos reconstroem o passado da Terra”.

    J. Macquaker is in the School of Earth, Atmospheric and Environmental Sciences, The University of Manchester, Manchester M13 9PL, UK. K. M. Bohacs is with the ExxonMobil Upstream Research Company, Houston, TX 77027, USA. E-mail: Joe.Macquaker@Manchester.
    Camadas Geológicas
    A descontinuidade em plano paralelo inter-camadas revelando formação em blocos e não como formação originada em eventos gradualistas, a grande lateralidade das deposições sedimentares revelando transgressões e regressões marinhas e não sedimentação originada de deltas, a singularidade do carbonífero numa suposta historia de 542 milhões de anos, e a falta de sedimentos de origem vegetal em outras camadas, a diferenciação do fanerozoico dos outros éons em termos de fosseis e sedimentação, as grandes diferenças entre formações recentes e pretéritas em termos de fósseis grandes, completos, de preservação ímpar e quantidade proporcional ímpar in situ, a presença de sinais de crateras formadas por impactos de asteroides LEIA MAIS EM http://www.adamsapple.com.br/2013/10/tempo-de-formacao-do-cambriano-ao-pleistoceno-i-projeto-de-pesquisa/

    • Andou estudando o Nahor Neves né Sodré. Só não vi vc citar um artigo cientifico sério.

      * Subfossil pra se formar demora 12 mil anos, um fóssil completo 1,2 milhões de anos.
      * Porque aluz das estrelas demora milhões de anos para chegar a terra? Isso é um problema para a datação feita pelos criacionistas.
      * A Carta Estratigrafica de 2013 é criada por geólogos que refinam cada vez mais seus dados sobre estratigrafia e datção…. nenhum deles encontrou qualquer evidencia ou publicou qualquer artigo que comprove a Terra tendo 10 mil anos.
      * Datações arquológicas mostra que ate cidades biblicas como jerico são mais velhas que 10 mil anos. De fato, Jericho tem 12 mil e Tiahuanaco tem 17 mil.
      * Se tudo isso que voce disse esta certo porque nunca foi aceito academicamente?
      *Assumir que a formação do Cambriano ao Pleistoceno foi rápida tem implicações graves. Primeiro, se voce esta dizendo que foi criada pelo diluvio deve ter noção de que a aga do diluvio demorou pelo menos um ano para baixar. Cadeias de camadas estratigráficas de 80 ou 150 metros de altura não se formam em processo de sedimentação de apenas um ano. Segundo, cambriano, pleistoceno são termos usados por geólogos que datam a terra em milhões de anos. Se voce diz que essa formação foi recente, concordo com voce se considerarmos que os últimos 540 milhões de anos de formações rochosas demoraram muito menos que os 4,5 bilhões de anos de tempo que a terra de de existência.
      Diluvio eu não falo mais, o conceito ja foi abandonado em ciência, ficou no plano da interpretação teológica. Não há qualquer respaldo cientifico sobre este conto. Só os criacionistas acham que a ciência respalda o diluvio porque não olham artigos científicos de verdade mas sim construções propositais de criacionistas escrevendo textos para criacionistas para ver se se convencem de tal mito.

      Geólogos hoje não aceitam mais a ideia de Terra Jovem. Tem grupos que defendem a terra oca ou civilizações intra terrenas, e esses grupos tem mais membros do que os que defendem a terra jovem. Alias, com a quantidade de evidencias produzidas pela geologia hoje não da mais pra negar a escala de tempo em milhões de anos. Assumir uma Terra jovem hoje é como assumir que o sistema geocêntrico ainda é valido. As evidencias claramente mostram o contrario.

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