AUSÊNCIA DE INTENCIONALIDADE E IMPERFEIÇÕES DESESTABILIZAM O CRIACIONISMO E FAVORECEM O VERDADEIRO DESIGNER.

A ausência de inteligência e de intencionalidade pode criar estruturas complexas. De fato, o Jogo da Vida representa isso e foi usado por Hawking para exemplificar como a simples regras podem levar a complexidade.

A natureza apresenta diversas estruturas complexas, geométricas e organizadas sem a necessidade um designer inteligente, embora ele exista em uma condição bastante peculiar na qual abordarei neste texto.

O cristal é um sólido no qual os constituintes, sejam eles átomos, moléculas ou íons, estão organizados num padrão tridimensional bem definido, que se repete no espaço, formando uma estrutura com uma geometria específica. Isso ocorre porque em um cristal a posição de cada um dos átomos, moléculas ou íons que o constituem é determinada pelas posições ocupadas já existentes. Assim, no momento de cristalização, a partícula forma com as suas partículas vizinhas um conjunto de ligações químicas (seja ela iônica ou fraca) que determina a posição espacial que tenderá a ocupar. Isso é uma estrutura estética e funcionalmente criada sem a necessidade de um designer e ocorre simplesmente porque segue as leis da física e as constantes que estabeleceram esse universo.

As estruturas cristalinas ocorrem em todos os tipos de materiais com todo o tipo de ligações moleculares atomicas. Em soluções sobressaturadas de sal comum quando a quantidade de sal em solução excede a que pode ser mantida àquela temperatura, os íons de sódio e Potássio começam a agregar-se de forma estruturada em torno de impurezas ou de um cristal semente crescendo rapidamente por remoção de sal da solução. O mesmo acontece com a formação dos cristais no magma: a partir do material fundido vão sendo precipitados cristais que crescem por agregação dos átomos que os constituem.

Se recorrermos ao multiverso e ao conceito quânticos de Hawking de que todos os universos possíveis existem e, portanto somente um ou alguns se constituem com condições necessárias para a existência de vida e complexidade (física, química ou biológica) então a cristalização é ainda sim fruto de um resultado da natureza.

Mais de 150 moléculas que estão ligadas de alguma forma ao surgimento da vida já foram identificadas nos quatro cantos do universo e não necessitou de um designer inteligente para cria-la, pelo simples fato de que nós humanos também recriamos em laboratório as condições de criação dessas moléculas. Isso poderia ser interpretado como nós realmente sendo o designer inteligente.

Obviamente que no caso da origem da vida a questão recebe uma atenção especial. Nos estudos laboratoriais existem evidências fortes que sustentam a origem da vida conforma a proposta da abiogênese. A produção de certas moléculas e compostos orgânicos e até RNA autocatalítico (veja aquiaquiaquiaquiaquiaquiaqui e aqui).

Um experimento feito pelo biofísico David Deamer e seus parceiros tentou demonstrar em um ambiente natural a possibilidade de surgimento da vida. Eles foram a uma pequena poça de água aquecida por atividade vulcânica na península de Kamchatka, na Rússia e despejaram a “sopa primordial” de proteínas, membranas, DNA dentro da poça e depois de algumas horas verificaram para ver o que havia acontecido.

Os resultados revelaram que os ingredientes que faltavam estavam presos a argila no assoalho da pequena poça. Assim elas não podem interagir com o resto dos elementos.

A primeira distinção que deve ser feita é que a origem da vida é um evento distinto da evolução da vida, assim como a origem do universo é um evento distinto do Big bang que representa a evolução cósmica.

Vejamos, o que acontece se eu distribuir Ipads para os índios Yanomamis? Eles simplesmente não vão compreender o que é um Ipad, nem sua funcionalidade ou como funciona. Isso porque os Ipads foram descritos dentro de um sistema social diferente ao dos Yanomamis. Ele só funcionara sob condições especificas. Da mesma forma ocorre com os experimentos laboratoriais. A era Hadeana (4,5 bilhões de anos) quando a Terra se formou obviamente continha condições climatológicas instáveis e infinitamente distintas a da Terra atual. Não basta pegar os elementos e soltar em um local onde as condições climáticas como temperatura, acidificação, elementos químicos não replicam precisamente as da época em que a vida surgiu. O que aconteceria se eu soltasse uma preguiça de óculos da Mata Atlântica no deserto do Sahara?

O experimento correto a se fazer seria em um local natural, mas que preservasse características mais próximas possíveis a do passado distante da Terra. Em outros locais do universo foram encontradas moléculas orgânicas e vestígios de atividade microbiológica, porque deveríamos esperar que um designer criaria tantas formas de vida em tantos lugares?

Talvez em outros planetas que consolidem condições climatológicas semelhantes a da Terra recém-formada isso seja possível, caso contrário continuaremos vendo experimentos desnecessários e interpretações intencionais que nos levam a pensar que faz sentido dar pérolas para porcos.

A falta de intencionalidade tem sido bastante explorada recentemente. Pesquisadores reuniram moléculas que se auto-organizam para formar peças para nanomáquinas. É um sonho não tão distante e que vale a pena ser perseguido, a julgar pelo recente trabalho de uma equipe da Universidade de Munique, na Alemanha. O professor Johannes Barth e seus colegas capturaram moléculas em formato de bastão em uma rede bidimensional de tal maneira que elas se organizaram para formar pequenos rotores. Os nanorrotores giram em suas caixas em formato de favos de mel, formando nanomotores moleculares. Semelhante ao flagelo bacteriano tão recorrido pelos criacionistas como exemplo de complexidade irredutível (Veja: DESCARTANDO A COMPLEXIDADE IRREDUTÍVEL DO DESIGNER INTELIGENTE)

Em sistemas considerados dinâmicos e relativamente complexos certos resultados podem ser instáveis e obtidos segundo certos parâmetros variáveis, ou seja, determinados fenômenos naturais por exemplo, são causados pela ação e a interação de elementos de forma aleatória. A formação das nuvens  por exemplo é resultado de centenas de fatores como o calor, o frio, a evaporação da água, os ventos, o clima, condições do Sol, os eventos sobre a superfície e inúmeros outros. Como o caso do ciclone Klaus que em janeiro de 2009 passou pela França e com seus ventos de mais de 200km/h levou ao surgimento de uma ilha de mais de 40 mil metros quadrados (veja a reportagem completa A ilha misteriosa da França).

Estudando corpos celestes Poincaré descobriu que ao invés decertos corpos possuírem órbitas ordenadas alguns corpos seguem orbitas baseadas em sistemas verdadeiramente desestabilizados onde o que prevalece não era a ordem natural mas sim movimentos aleatórios. Na física, variações pequenas e aleatórias podem gerar efeito dominó que eleva o grau de incerteza em eventos futuros e realimentam o grau de aleatoriedade de sistemas, basta lembrar o famoso efeito borboleta ou o movimento browniano. A teoria do caos baseada na lei do mapa de deslocamento oferece uma sequência de números aparentemente aleatórios mas que nunca se repete e é embasada por uma lei simples. O Jogo da Vida citado em O Grande Projeto Hawking detalha como regras simples constituem sistemas complexos.

Cabe aqui uma ressalva bastante recorrida e tipicamente ignorante. Existe a interpretação termodinâmica baseada na segunda lei que diz que o universo caminha de níveis organizados para desorganizados, o que se chama de entropia. A segunda lei da termodinamica é uma lei a ser aplicada ao se avaliar como entropia o calor de sistemas fechados e não relação alguma com a evolução que é assunto da biologia.  Quando  diz-se que o universo caminha de níveis organizados para desorganizados tratasse de uma lei ligada a energia e especificamente ao calor.

Se há um designer que cria coisas e modela o que já existe é o ser humano. Criamos vidas sintéticas, veículos de locomoção superpotentes, conquistamos nossa lua, estamos indo para marte e o mais importante de todos, criamos a doce cobertura de morango para sorvetes de massa.

A criação da vida, da matéria e de todas as leis do universo por um designer inteligente era vista por Einstein como uma infantilidade, por Hawking como um conto de fadas e carece de sustentação ainda hoje uma vez que as respostas acabam tendo uma interpretação reducionista “Tudo foi o designer” tudo faz parte da causalidade e nada é casual (Veja: CASUALIDADE E CAUSALIDADE). Mas se Deus criou tudo, quem criou Deus? Quem criou o local sobrenatural onde Deus existe? Isso nem mesmo o designer inteligente explica. Se Deus vive em uma condição atemporal quem a criou? Nada passa a existir sem ter uma origem.

Uma bactéria teria a intenção de se tornar uma superbactéria? Não, a produção de superbacterias é resultado de um processo adaptativo e não intencional. A intencionalidade não ocorre em nenhum nível da natureza, exceto em nossa espécie, resultado de “um telencéfalo desenvolvido e um polegar opositor”. Uma bactéria se torna super resistente a antibióticos porque somos descuidados e casualmente as criamos devido nossa corrida armamentista contra nossos parasitas. Isso se chama seleção artificial inconsciente, ou não intencional.

Uma formiga não leva folhas intencionalmente para seu formigueiro porque sabe que lá há fungos que produziram seu alimento. Se os fungos desaparecessem da Terra provavelmente elas continuariam a exercer o mesmo trabalho até a morte ou  desenvolver uma nova estratégia de sobrevivência melhor e que dissemine a tempo no pool gênico da espécie.

Em gansos foi demonstrado que quando um ovo é afastado de seu ninho a fêmea estica o pescoço fazendo movimento de pá puxando o ovo novamente para o ninho. Esse comportamento é estereotipado e mesmo sem a retirada do ovo em situações experimentais a fêmea fazia o mesmo movimento sem que houvesse um ovo a ser puxado.

Esse comportamento não é criado por uma entidade divina, e é sim um comportamento estereotipado na espécie.

Como foi possível evidenciar isso? Em um experimento.

Esse experimento mostrou isso porque foi intencionalmente escolhido e preparado pelo homem para buscar resultados a respeito da biologia do cuidado da prole. Existe uma intencionalidade no ser humano de descobrir e criar situações, portanto isso faz de nos um designer inteligente. Assim como criamos variedades dentro de uma espécie e espécies novas em laboratórios. Estou falando da seleção artificial. Ela nos iguala a superioridade do divino. Veja o caso do Gomboc, uma invenção humana que foi desenvolvida em animais através de processos evolutivos e que o homem tornou matematicamente melhor. O gomboc é uma peça projetada fisica/matematicamente, é um objeto monomonostático que tem sua densidade uniforme mas sempre se desloca de tal forma a buscar a mesma posição parecendo muitas vezes que tem vida própria.

Na natureza, alguns animais tem sua morfologia que permite uma movimentação bastante parecida com a do Gomboc.

No caso do ganso, a fêmea não faz tal movimento de proteção a prole porque o escolhe intencionalmente e sim porque é geneticamente definido, é fixo. Assim como foi definido pela seleção natural que ao tocarmos um objeto com grande quantidade de energia (calor) nossos termorreptores indicam ao nosso sistema nervoso a informação de que estamos tocando em algo nocivo, portanto, o encéfalo toma uma atitude drástica informando ao braço “tira a mão do ferro quente de passar roupa”.

Uma formiga defende um pulgão não porque foi assim criado, mas porque há um jogo de interesses escondidos por trás dessa “amizade”. Haveria razão para uma formigar defender uma joaninha que nada tem a lhe oferecer?

As relações de dependência entre espécies são explicadas pela evolução e exemplificam estratégias de sobrevivência e não de perfeição.

Não existe perfeição na natureza. A idéia de que a natureza é linda e está aqui para servir ao homem é fruto da ignorância tanto religiosa vista em Gênesis quanto científica por Francis bacon e até Descartes. O que não justifica a conivência considerando o cenário ambiental regional e portanto global.

A natureza não é perfeita, ela tem defeitos. Seria perfeita se vivêssemos no conto de fadas chamado Paraíso, o Nirvana. A idéia do paraíso cristão me lembra avenida paulista, pois sempre acaba na consolação. A idéia de que eva comeu uma maça é tão apócrifa quanto a idéia de que uma maça caiu na cabeça de Newton.

A natureza é um sistema cruel e impiedoso. Em contextos ecológicos ela pune com a morte indivíduos não aptos. Piedosos somos nós humanos, que cuidamos de nossa sociedade, que damos atenção as pessoas que necessitam de ajuda sem pedir nada em troca. Isso é bom, pois mostra como a aplicação errônea do Darwinismo Social é injustificada.

Uma prole é facilmente abandonada na selva africana para os leões devorarem. Se isso é resultado da criação divina, creio então que Deus é um açougueiro, tirano e sádico.

Se a natureza fosse perfeita certamente não existiria. A perfeição conforme o pai dos burros indica O grau de excelência, bondade ou beleza a que pode chegar alguma coisa.

A natureza não é boa, ela simplesmente cumpre as regras não intencionalmente. Se à natureza fosse perfeita todos os animais herbívoros teriam sua estratégia de fuga para a sobrevivência totalmente aptas, não haveria morte. Mas os predadores e carnívoros de grande porte não existiriam, portanto a excelência e a bondade não concluem um sistema de perfeição.

Se os predadores fossem totalmente perfeitos e aptos a caça e nunca morressem de fome então os herbívoros seriam massacrados e também não há perfeição nisto. A perfeição é alcançada somente no nível sobrenatural, o Paraíso, onde os animais e pessoas são capachos do desconhecido.

A natureza revela imperfeições, e essas imperfeições mostram a falta de intencionalidade na criação e evidenciam até mesmo a evolução.

Em nosso sistema urinário/reprodutor o vas deferens passa por cima do canal da uretra quando poderia simplesmente usar a lei de Newton, a distância entre dois pontos é uma reta. Entretanto essa curva apresentasse como resultado da evolução dos mamíferos e expulsou os testículos do homem para fora do corpo devido a alta temperatura corporal que pode dizimar espermatozóides.

Essa extensão imperfeita e desnecessária parece ser um erro de projeto de um criador universal, mas que para a evolução faz sentido. Indivíduos com os testículos para dentro do corpo tem seus espermatozóides dizimados devido a alta temperatura corpórea e isso conta muito no sucesso reprodutivo. Logo, os indivíduos que tendem a ter seus testículos mais para fora do corpo sente menos estresse da temperatura na hora da reprodução/fecundação e portanto passam essa nova exigência ambiental para a geração seguinte.

No caso do nervo laríngeo recorrente a embriologia explica. Em peixes eles teriam uma ligação direta com os brotos embrionários especificamente com as guelras. Ao longo de evolução e da mudança dos planos corpóreos esse nervo foi arrastado assim como o vas deferent do sistema urinário/reprodutor. Em O maior espetáculo da Terra o zoólogo Richard Dawkins explica detalhadamente a evolução desse resquício evolutivo em mamíferos. Ao contrario do que criacionistas dizem, esse nervo tem explicações evolutivas bastante sólidas.

Nervo laríngeo recorrente

De fato, há vários outros resquícios evolutivos em nosso corpo. Nossos problemas de coluna são fruto da posição ereta adotada pela nossa espécie (problemas abordados com maior detalhes na medicina MEDICINA DARWINIANA E PSICOLOGIA EVOLUTIVA. A PRESENÇA COTIDIANA DE DARWIN EM NOSSAS VIDAS) assim como o parto assistido.

O soluço é resultado de dois eventos evolutivos. Parte pelo fato de herdarmos dos peixes os nervos principais da respiração, o nervo frênico que se estende da base do crânio ao tórax e ao diafragma. Outra parte é herdado pelos anfíbios.

O nosso padrão característico da musculatura e nervos é compartilhado com todos os descendentes dos peixes e anfíbios e todos esses grupos de animais apresentam a característica de soluçar, inclusive girinos que usam pulmões e brânquias para respirar e que evidenciam a evolução (Veja: A GRANDE CONQUISTA).

Quando os anfíbios usam a respiração branquial eles precisam bombear água para a boca e garganta e depois para as brânquias, mas a água não pode invadir os pulmões. Enquanto inspiram fecham a glote impedindo a água de entrar nas vias respiratórias. Esse modo de respirar é uma forma de extensão do ato de soluçar que é manifestada nos demais animais e em nós humanos quando comemos muito rápido, ou em excesso e por vezes causado por doenças como tumores no peito.

Em DESIGNER INTELIGENTE NÃO ESCREVE CERTO EM LINHAS TORTAS – ELE É TÃO HUMANO QUANTO EU mostrei como o designer inteligente se comporta de forma previsível.

Aqui mostro que nós somos o único designer inteligente. Em Gênesis o designer nos permitiu multiplicar e dominar todas as formas de vida. Não só dominamos como as modificamos geneticamente o que for domesticado, seja seletivamente ou tecnologicamente. Não brincamos de Deus, nós criamos e modificamos a natureza melhor do que o designer sobrenatural o fez. O que não significa que estamos a utilizando com sabedoria, mas conseguimos modificar algo que teoricamente é criado por Deus. Isso do ponto de vista tradicional é terrível e do ponto de vista cientifico é bárbaro.

A previsibilidade do designer é uma projeção tipicamente humana. O homem é o verdadeiro designer inteligente, capaz de modificar a natureza e a si mesmo, material/física e mentalmente. Somos a única espécie que acredita em um Deus, durante milhões de anos não havia um joelho para se dobrar diante de tal designer. Nossa capacidade criativa nos diferencia das demais espécies, o próprio designer inteligente sobrenatural pode ser nosso fruto, os 7 bilhões de  designers inteligentes da Terra.

O conceito de designer inteligente vem sendo bombardeado como inúmeros artigos científicos cotidianos. Isso iniciou-se até mesmo antes de Darwin, com a queda do posto de importância da Terra como sendo o centro do universo. Banalizou-se o universo, as galáxias, as estrelas, sóis e planetas capazes de abrigar a vida.

Darwin nunca teve a intenção de destruir Deus ou o conceito de designer inteligente. Ao contrário, ele acreditava em Deus. De fato, após a publicação do livro a origem das espécies ele trocou várias cartas com Fritz Muller aqui no Brasil. Muller fornece incontáveis evidências nas áreas da zoologia de invertebrados e botânica que fundamentaram e enriqueceram sua teoria. Fritz Müller é citado 16 vezes nas edições posteriores de A origem das espécies de Darwin. Em carta ao amigo, Darwin escreve

 “Só Deus sabe se viverei o suficiente para aproveitar a metade dos importantes fatos que me tens comunicado… Não acredito que haja alguém no mundo que admire seu zelo na ciência e seu grande poder de observação mais que eu”

(carta de 23/02/1881).

Infelizmente nem todo trabalho feito por Darwin para escrever A origem das espécies é reconhecido. Enézio Almeida Filho estudioso de História da Ciência disse em uma reportagem a Revista Galileu (veja aqui) que Darwin propos sua tese sem apoio das evidências e mesmo assim conseguiu a adesão da comunidade científica na qual Enézio chamou de ignorante. Conceito errôneo par quem estuda história da ciência. Darwin fez parte da The Royal Society na qual Isaac Newton e Jean Paul Desagulier também eram membros e adotavam posturas que os cristão não apoiam hoje, como a maçonaria, embora os criacionistas abordem Newton rapidamente ao se estudar escatologia. (Veja: ESCATOLOGIA OPORTUNISTA. CONHECENDO JEAN THEOPHILUS DESAGULIER).

O livro A origem das espécies é uma leitura interessante a todo biólogo e extremamente entediante porque o livro todo é um acoplado de exemplos de anos de navegação no Beagle coletando espécimes que ele posteriormente analisou várias teorias e se focou na seleção natural (veja: DARWIN ANTES DO DARWINISMO.). O livro todo é um conjunto de evidências. Não enxergar um livro completo com evidencias que foi aceito pela comunidade científica e a The Royal Society como ciência é assumir claramente que não tem uma concepção clara da história da ciência. Obviamente que a negação do darwinismo como ciência somente ocorre no meio criacionista, devido ao ferimento exposto ao dogma da criação e não por razões cientificas.

Há uma explicação razoável do porque professor Enézio dizer isso. Ele pode ser competente na questão da historia em outros ramos da ciência, mas em biologia deixa a desejar devido ao limite de sua crença. Professor Enézio é membro da Sociedade Internacional para Complexidade, e carrega aquele discurso positivista de quem já foi Darwinista e esta arrependimento, bem como todas aquelas expressões piegas. Não podendo esqueçer de dizer que Enézio também é coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente de Campinas em São Paulo.

Obviamente que nenhum cristão cientista concordaria com a proposta de Darwin a respeito da explicação natural para a diversidade de animais no mundo. Isso impacta completamente a proposta dogmática cristã da criação.

De fato, até hoje não há uma descrição científica de como a criação cristã foi feita e sim contradições de quem o designer criou primeiro o homem ou as espécies. Contradições parecem ser o forte do criacionismo, desde a interpretação do velho testamento até do novo onde não há um registro sequer de Jesus Cristo na época em que viveu. Todos os relatos de Jesus Cristo foram feitos tempos após sua morte e os achados (textos principalmente) de sua época não evidenciam a presença de Jesus como uma divindade ou mesmo um revolucionário político, apenas o nome cristo, mas sem uma menção a um messiah.

Lucas e Mateus são evangelhos dos anos 85 e 90 depois de Cristo, outros evangelhos foram escritos com base no evangelho de Marcos. A arqueologia bíblica tem sido falha em explicar desde a criação uma vez que não apresenta nenhuma evidência física até o momento (e sim baseada na fé) e nem a diversidade das espécies, ou como Noé passou atravessou oceanos e espalhou os animais por todos os cantos do planeta bem como as falhas morais e a suspeita vida de Cristo. Teria Noé algum dia pisado no Alasca para deixar ursos polares? A Bíblia não faz menção alguma sobre isso.

Saliento que não há problema algum em acreditar em Deus, desde que entenda-se suas limitações, que sua crença não afete o ímpio ao lado e que não se interprete s religião como filosofia, ciência ou qualquer outro sistema de construção de conhecimento. Que tenha distinção que falta no criacionismo e que saiba até que ponto o seu sistema é coerente. Em determinados pontos a ciência falha também e tem suas limitações e seus defeitos. Quando isso ocorre perde-se o foco tanto do que se entende por ciência e religião, como ocorre no criacionismo.

Criasse especulação e que por si só finaliza o assunto. Não há problema na especulação, em ciência especulasse as teorias e testa-se elas, as que tiverem maior potencial explicativo são adotadas como norte as que tem menor potencial de verificabilidade abandona-se parcial ou temporariamente. Em conclusão, é visto que assim como a intencionalidade a casualidade também ocorre e tem um potencial criativo enorme. Aqui apresentei evidências de estruturas complexas podem ser criadas não intencionalmente e que o designer inteligente realmente existe. Seu nome é Homo sapiens. E pergunto: Além da especulação o que o criacionismo tem promovido?

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Scritto da Rossetti

Palavras chave: Netnature, Rossetti, Criacionismo, Designer Inteligente, imperfeições, intencionalidade, Vida, Evolução, Anfíbios, Peixes.

One thought on “AUSÊNCIA DE INTENCIONALIDADE E IMPERFEIÇÕES DESESTABILIZAM O CRIACIONISMO E FAVORECEM O VERDADEIRO DESIGNER.

  1. COMENTÁRIOS
    Equivocos de observações levam a outros equívocos de interpretação, que resultam em PALPITES QUE ENTENDEMOS COMO DOUTRINS OU TEORIAS, e pior ainda, QUANDO OS TRANSFORMAMOS EM DOGMAS DE FÉ. O texto expõe uma sequência contínua de equívocos, e vou comentar alguns deles.

    1) CONFUSÕES COM LEIS E INTENCIONALIDADE.
    A lei necessita de intencionalidade, seu cumprimento, não necessariamente.
    Confunde-se a “lei” que estabelece um “organismo”, com organismos que consideramos organizados ou não. Toda arrumação da matéria é um ORGANISMO, até mesmo o átomo ou a célula, como também um grão de areia e uma pedra. Admitimos do “dogma de fé” de que coisa que consideremos “organizada” tenha “origem inteligente”, o resto não, isso por que de fato é o que aprendemos com nossos próprios artefatos. Uma “arruela” não é um organismo, mas quando está num automóvel, FAZ PARTE DE UM ORGANISMO. Meros equívocos de princípios ou premissas equivocadas, cuja origem está EM QUE O HOMEM FAZ, TEM ORIGEM INTELIGENTE, O RESTO NÃO, o velho e estapafúrdio antropocentrismo, QUE O CENTRO DO UNIVERSO É O HOMEM INTELIGENTE.

    1 – CONFUSÃO DE LEI COM CUMPRIMENTO DELA
    Analisemos um rio que vai para o oceano. Aparentemente segue um caminho aleatório, MAS SEM A LEI DA GRAVIDADE, ESSE CAMINHO SERIA O QUE É? Os detalhes do caminho não identificam a lei que o rio segue. Além, disso esvaziarmos uma caneca de água num terreno qualquer, SEGUIRÁ A MESMA LEI DO RIO, POR CAMINHOS ABSOLUTAMENTE DIFERENTES. Quer dizer, observamos mal e tiramos conclusões equivocadas. O mesmo raciocínio pode ser feito para os cristais, O que se descreve sobre a “quântica” é como tirar conclusões sobre o rio, ANALISANDO O CURSO DE ÁGUA DE NOSSA CANECA, pobre e tão equivocada quanto. Um operador na fábrica segue o processo que é lei, ainda que pode ter algum grau de liberdade. NINGUÉM FAZ A MESMA OPERAÇÃO DE FORMA EXATAMENTE IGUAL, AINDA QUE O PROCESSO SEJA O MESMO. Difícil de entender?
    Confundem-se organismo que “circunstancialmente” pode se tornar vivos, COM O SER VIVO OU A VIDA. Surgir células numa solução iguais a célula significa alguma forma de vida? É A BURRICE DA CIÊNCIA REDUCIONISTA, que confunde matéria com vida, e que se torna crença de cada um, o que não se discute. Encontrar uma “roda” significa “encontrar o automóvel”, e pior ainda, O AUTOMÓVEL COM SEU RESPECTIVO MOTORISTA?

    3 – A VIDA
    A origem da vida é diferente da “evolução da própria”? Um duplo equívoco de observação, COMO SE A ORIGEM DO CURSO DO RIO, TIVESSE ORIGEM DIFERENTE DO SEU PRÓPRIO CURSO. O equívoco básico está na premissa dogmática de se confundir ORGANISMO MATERIAL QUE SE TORNA VIVO, COM O SER-VIVO QUE COSNTATMOS NESSE MESMO ORGANISMO. Como se explicaria a “morte” pela opção equivocada da “vida”? A base dos equívocos está em se CONFUNDIR ALGUNS ORANISMOS COMO “SERES-VIVOS” E APENAS DURANTE A VIGÊNCIA DE SUA VIDA, uma mera circunstância absoluta “imaterial”.

    4 – O HOMEM É O ÚNICO SER INTELIGENTE NO UNIVERSO
    Mesmo com as evidências claras de que não seja. ATÉ A PRÓPRIA CIÊNCIA NEGA ISSO, E PROCURA OUTRAS FORMAS INTELIGENTE POR AÍ. A questão é que sem ser o homem a forma inteligente, SÓ DEUS OU O NADA, as duas estupidezas de Dogmas de Fe vigentes, que resultam nos tais criacionismo e evolucionismo, ambos equivocados de formas iguais.

    5 – DARWIN, GÊNIO OU “GURU”?
    Darwin foi de fato um gênio, como o foram também Aristóteltes que “teorizou o geocentrismo”, Newton que “entendeu” o Universo numa fórmula matemática, etc. etc. E todos acabaram por estar errados, ou muito parciais nos seus “palpites”. Transformamos palpites em dogmas de fé, E ACREDITAMOS NELES. O livro de Darwin como o de Marx, MOSTRAM CLAROS EQUÍVOCOS DE OBSERVAÇÕES, QUE SE TRANSFORMARAM EM PALPITES, EXATAMENTE PELOS EQUÍVOCOS, E NÃO PELO QUE SE OBSERVOU DE FORMA CORRETA. Assim surgiu o “evolucionismo, bem como o socialismo” forma equivocadas de observar os fatos e fenômenos da natureza e da sociedade humana. Darwin apresentou uma “teoria muito boa” que foi a Árvore da Vida, quase igual à Tabela Periódica dos Elementos, feita aliás, na mesma época. AMBAS MOSTRAM A FORMA “SEQUENCIAL” EVOLUTIVA TANTO DAS ESPECÍES COMO DOS ELEMENTOS. Os químicos, muito mais adiantados com a ciência, se escusaram de “dar palpites” de como um elemento “faz para se transformar em outro, muito menos por seleção natural”. Esse foi o “palpite” absolutamente errado de Darwin, exatamente como geocentrismo de Aristóteles. Ambos partiram de “observações incorretas e parciais”, porque dependeram dos recursos que dispunham. Seus seguidores transformaram meros palpites, em DOGMA DE FÉ, e daí as “correntes filosóficas”, TANTO MAIS COMPLICADAS, QUANTO MAIS FANÁTICAS SE TORNAM. Algumas observações de Darwin partiram da criação e agricultura onde o homem já “modificava espécies”, sem seleção natural alguma, e muito menos “por acaso”, e sequer com a presença física de “deus algum”. E o autor está certo de que Darwin continuou religioso, da mesma forma como Aristóteles e até Newton, e outros gênios iguais. Religião é sentimento que redunda de um acervo de conhecimentos, NÃO TEM NADA A VER COM FATOS. Igrejas são fatos que muitas vezes não condizem com as próprias religiões que se propõem a colocar em prática. Nada diferente do que acontece com as empresas e a ciência.

    6 – DEUS
    Deus como INFINITO, é um mero princípio objeto único e exclusivo de crença de cada um, NÃO HÁ ESSA DE CRENÇA PARCIAL COM LIMITAÇÕES. Não temos como entender, compreender e muito menos representar o Deus Infinito, apenas algum “deus ou deuses finitos” que são nossos “mitos”, confundimos imagens com a coisa. É possível “acreditar no ponto ou reta, com limitações”? São princípios primitivos, QUE SE ADMITEM OU NÃO, OBEJTOS DE CRENÇA APEANS. A fé redunda no que fazemos com essa crença. Por isso crenças não se discutem, SE ADMITEM OU NÃO, e dependem do grau de racionalismo que cada exige para si mesmo!! A fé se evidencia pelos resultados de alguma ação. Nenhuma crença remove montanha alguma, A FÉ SIM.

    7 – INTENÇÃO E NÃO INTENÇÃO
    Podem acontecer fatos NÃO INTENCIONAIS, mas mesmo assim, INSERIDOS EM ALGUMA LEI. A “intenção” ocorre quando se CRIAm LEIS, a sequência pode ser “não intencional”, isso é claro no dia a dia de cada um de nós. Quando empreendemos uma viagem de S.Paulo ao Rio, ESTABELECEMOS UMA LEI, a viagem pode ter ocasionalidades, que não modifica a lei. Vamos de carro, de avião ou de trem, ESSA É A LEI. A trajetória tem “arbítrios”. PROCURAMOS ENFIAR NAS NOSSAS PRÓPRIAS CABEÇAS QUE NA NATUREZA, A COISA SERIA DIFERENTE PELO SIMPLES FATO DE QUE NÃO É NOSSA OBRA!! Um mero absurdo de dogma de fé, COMO TODOS EM QUE ACREDITAMOS.

    Não critico a crença de Rossetti, mas o argumentos que a sustentam.
    Ariovaldo Batista – engenheiro.

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