O CASO JOHN SCOPES. A LEI E O PRÓPRIO CRIACIONISMO SE EXPONDO COMO UMA NÃO-CIÊNCIA.

Existem diversas formas de se construir conhecimento no mundo (AS LIMITAÇÕES DOS SISTEMAS DE CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTO), cada uma com suas vantagens e seus defeitos. Assim como a religião, a filosofia a ciência e o senso comum tem seus contrapontos.

Muitas vezes vemos sistemas de construção de conhecimento interferindo na forma de atuação de outros. O caso mais evidente talvez seja o da ciência e religião, ou pelos criacionistas que incoerentemente tentam impor a idéia do designer inteligente como uma ciência em oposição a propostas científicas da física e da biologia recorrendo até as leis. O caso do criacionismo antes de tudo não é um problema religioso, mas sim político como veremos no presente texto, e seu fundamentalismo fere os limites de atuação da religião e sua atuação nas federações.

Os movimentos fundamentalistas religiosos não são novidades no mundo, e nem exclusivos das religiões abraamicas.

O caso John Scopes (1900 – 1970) é o clássico de onde podemos retirar um aprendizado grande sob a interferência de sistemas diferentes de produção de conhecimento na qual Stephen Jay Gould chama de Magistérios Não Interferentes (MNI) e como simples mitos podem se tornar fanatismo de pessoas sem a capacidade deste reconhecimento.

John Scopes

Em 1925 o carismático professor de matemática e física John Scopes substituiu um professor de biologia fundamentalista em uma escola na cidade do Tennessee nos EUA, gerando um dos casos mais controversos na história do país que se estendem até atualmente.

Isso ocorre porque William Jennings Bryan (1860 – 1925) proporcionou o maior e mais falho golpe criacionista no inicio dos anos 20 ao dedicar-se profundamente a impedir o ensino da biologia evolutiva nas escolas americanas. Ele recorreu a Lei do Tennessee que criminalizava o ensino da biologia evolutiva e o homem como descendente de uma ordem “inferior” de animais. Não entrarei no mérito da questão sobre superioridade e inferioridade na biologia evolutiva, embora sob o ponto de vista técnico e classificatório esses termos não existam ao se estudar a evolução das espécies. A superioriodade e inferioridade são interpretações no mínimo pejorativas.

A Lei foi aceita por diversos estados do Sul do país, Scopes sabia da Lei se dispôs a ser cobaia ao aplicar em sala de aula a matéria baseando-se no livro Civic Biology.

Scopes não foi perseguido por fundamentalistas criacionistas, da mesma forma que não chegou a entrar em uma cela, mas o principal discurso que Bryan adotou foi a alegação de que os seres humanos nem mesmo eram mamíferos.

Clarence Darrow (1857 – 1938 ) que era conhecido e respeitado nos EUA por ter defendido alguns adolescentes assassinos de Leopold and Loeb no seu julgamento pelo assassinato de Bobby Franks foi quem defendeu John T. Scopes no julgamento que ficou conhecido como “Monkey Trial“.

Clarence Darrow

Darrow se opunha claramente ao defensor fundamentalista cristão William Jennings Bryan. Darrown era conhecido por seguir claramente uma posição agnóstica que o marcou como um dos mais famosos advogados americanos e defensores dos direitos civis.

O juiz Raulston permitiu que Darrow pusesse Bryan no banco como testemunha da defesa. O julgamento antes de tudo teve um papel fundamental, o de tornar a cidade conhecida por todo os EUA, inclusive inaugurando a primeira transmissão ao vivo por rádio.

O juiz não tinha poder para determinar a constitucionalidade do estatuto e a União Americana de Liberdades Civis permitiu então uma condenação menos problemática. Bryan claramente dizia que desejava expulsar o ensino de evolução de sua cidade e o comparava com um ensinamento satanico.

O caso de John Scopes foi extremamente mal resolvido embora Scopes não tenha sido condenado pelo ensino da evolução. Scopes era culpado da acusação por ter ensinado evolução, mas não com a legitimidade da lei que era inconstitucional. O testemunho de especialistas tornava-se irrelevante para o julgamento e por isso nenhum biólogo evolucionista chegou a dar seu depoimento. Entretanto o juiz permitiu que Bryan testemunhasse como especialista e advogado de acusação.

Assim, como o caso ficou mal compreendido o juiz retirou todos os depoimentos dos registros.

Darrow em sua estratégia de defesa conseguiu fazer com que Bryan assumisse que a criação do mundo segundo a bíblia pode ter sido feito em dias cuja o tempo era diferente ao atual e demonstrando que a afirmação do livre-arbítrio de Bryan era baseada em suas crenças pessoais. De fato o criacionismo falha neste momento uma vez que a grande maioria das passagens bíblicas acabam sendo interpretadas segundo a interpretação pessoal de seus seguidores não seguindo em idéia clara e compartilhada entre os membros. Entre os próprios criacionistas existem muitas divergências, muitas delas evidenciadas aqui mesmo nos sites brasileiros onde há discussões entre diferentes idéias contraditórias (isso quando um criacionista permite fazer comentários em seu site, o que é bastante raro. A maioria não permite espaço para discussões o que reflete o caráter absolutista e intolerante da religião criacionista, mesmo quando há espaço para comentários eles são editados ou apagados porque vão contra o cerne da doutrina, excluindo assim qualquer possibilidade de discussão ou de reflexão).

William J. Bryan

Durante o julgamento de Scopes o advogado Bryan morreu. O julgamento Scopes pode ser considerado uma vitoria para a ciência, embora o caso tenha visto como insignificante devido a condenação do juiz que errou ao cobrar uma multa de cem dólares de Scopes.

Segundo a Lei do Tennessee exige-se que todas as multas acima de cinqüenta dólares devem ser fixadas por um júri. O problema é que nenhum habitante da cidade havia tomado uma multa acima de cinqüenta dólares e este argumento fui utilizado por Darrow para livrar a cara de Scopes.

Então a condencação de Scopes foi anulada devido a detalhes técnicos, isso porque a equipe de Darrow e do advogado Dudley Field Malone não conseguiu encontrar alguém no estado com competência o suficiente para desafiar o juiz e garantir o procedimento correto.

O grande golpe de Bryan foi testar a constitucionalidade da lei em relação ao ensino na cidade. Então a Lei do Tennessee limitou o conteúdo de cada livro de biologia de acordo com cada estado.

A primeira edição do principal livro didático do ensino fundamental em biologia, o Modern Biology de 1921 dos autores Moon, Mann e Otto, anterior ao caso Scopes tratava a evolução em diversos capítulos, e a tratava cientificamente como fato.

A partir de 1956 o livro tratava da evolução em apenas 18 das 662 paginas e jamais usava a palavra evolução, tornando-a idéia de Darwin uma mera hipótese de desenvolvimento racial.

Essa situação permaneceu até 1968 quando ocorreu o segundo caso jurídico envolvendo novamente o criacionismo e sua fajuta tentativa de fazer de Deus uma ciência.

Ocorreu no Arkansas quando a professora Susan Epperson contestou o ensino com base no estatuto, a Suprema Corte alegou a inconstitucionalidade da Lei e do caso com base na Primeira Emenda Americana.

Como os criacionistas não eram mais capazes de deter o ensino da evolução na escola após o caso Susan Epperson os criacionistas se propuseram como alternativa a evolução, cunhando a fajuta idéia do criacionismo como uma ciência.

Susan Epperson

Essa foi uma estratégia adotada por criacionistas com a finalidade de burlar a constitucionalidade da Lei americana. Uma alternativa teológica baseada em termos literais da bíblia, ou seja a revelação bíblica de Gênesis como evangelho literal.

O Filosofo Paulo Ghiraldelli discute em Religião e estupidez no Brasil como essa interpretação literal da bíblia de certa forma prejudica o ensino nas escolas. Essa interpretação literal incentivada por religiões leva ao empobrecimento intelectual das pessoas no processo de interpretação de textos. Um livro que claramente é simbólico quando passa a ser interpretado literalmente se descontextualiza, s desconecta da sua principal função. Trocando em miúdos, Ghiraldelli vê essa interpretação religiosa como uma forma de emburrecimento das pessoas. Imaginemos interpretar A metamorfose de Kafka literalmente; faz sentido acreditar que um ser humano no passado se transformou em uma barata? Ou será o livro uma mera metáfora ligada ao contexto social?

A alegação principal dada pelos criacionistas é que agora eles não eram a favor da exclusão do evolucionismo das escolas, mas recorriam a Lei de Tratamento Equivalente/Igualitário da Ciência da Criação e da Ciência da Evolução em Escola Públicas.

Essa estratégia criacionista auto-promocional a qual Stephen jay Gould classifica como “ridícula” foi acatada por dois estados na década de 70 o caso tomou maiores proporções.

O caso novamente tomou proporções jurídicas e foi chamado de caso Scopes II.

Desta vez foi presidido pelo juiz William R. Overton em dezembro de 1981. O juiz declarou a Lei de Tratamento Igualitário novamente inconstitucional em Janeiro de 1982 explicando o que se entende por ciência e o papel da religião com base em um artigo publicado pela revista Science que oportunamente é recorrido por criacionistas.

O estado do Arkansas sob a liderança de Bill Clinton não recorreu ao caso e o juiz então anulou a lei que também havia sido aplicada no estado de Louisiana. Embora este último tenha recorrido a sentença da Suprema Corte dos EUA em 1987 não permitiu a sua aplicação.

No caso de Arkansas foram chamados 6 especialistas no assunto para discutir a biologia, evolutiva e a filosofia e história da ciência no interrogatório. Dentre eles estava Stephen Jay gould que testemunhou a favor da evolução e centrou sua tese na distorção criacionista dos trabalhos científicos sobre o tempo geológico e as provas de transformação da evolução.

Os especialistas se focaram em demonstrar que a proposta criacionista de igualitarismo na realidade era uma máscara para uma expressão cristã baseada no literalismo do livro de Gênesis identificado no caso de Susan Epperson como uma doutrina teológica que violava claramente a Primeira Emenda americana.

Em uma tentativa desesperada de defender a proposta do criacionismo foi chamado um cientista do Sri Lanka chamado Chandra Wickramasinghe que discordava das idéias de Darwin, mas que surpreendentemente esnobou também da proposta criacionista da Terra Jovem, ou seja, com apenas 10 mil anos de idade.

Chandra disse que a idéia de Darwin era uma bobagem, e quando perguntado a respeito da idéia do criacionismo respondeu “Bobagem pior ainda”.

A idéia de Design inteligente foi cunhada no livro Of Pandas and People em 1989 perdurou de tal forma até 2005 no caso Kitzmiller que refutou com certa facilidade o termo na qual até hoje tem sido alvo de críticas e ridicularização.

O livro Of Pandas and People foi criado pela Fundação para o Pensamento e a Ética é uma entidade cristão americana e no julgamento ao defender o designer inteligente foi demonstrado que o termo designer inteligente não é baseado em textos sagrados e não tem o apelo do sobrenatural, assim o que se entende por designer pode ser Deus, alienígenas ou viajantes do futuro manipulando o passado. Portanto fere o que se entende por ciência e o que se entende até mesmo por religião. Esse foi realmente o desfecho no caso de Kitzmiller

Em 2005 Tammy Kitzmiller que era mãe de um aluno da escola de Dover decidiu levar o caso à justiça, e argumentou o design inteligente era apenas mais uma nova máscara religiosa para o velho e já conhecido discurso criacionista.

Os defensores convocaram, como testemunha, diversos especialistas criacionistas como Michael Behe, bioquímico e autor do famoso livro A Caixa Preta de Darwin na qual claramente já mostrei que concorda com Darwin em diversos pontos (Veja em DESCARTANDO A COMPLEXIDADE IRREDUTÍVEL DO DESIGNER INTELIGENTE)

Em seu depoimento, Behe, sob juramento, assumiu não haver qualquer artigo científico revisado que suporte a idéia da existência de um design inteligente.

Além disso, assumiu que pelo conceito de teoria científica que o Design Inteligente se encaixava na astrologia e também poderia ser considerada como cientificamente válida. O juiz concluiu, desta forma, que o ensino do Design Inteligente era inconstitucional e assim, não mais poderia ser ensinado nas escolas uma vez que não apresentou qualquer exemplo na natureza que suporte tal existência.

Os criacionistas, reuniram esforços na difícil tarefa de embasar cientificamente suas afirmações e, para isso, procuram aumentar o número de cristãos cientistas pagando altos prêmios, investindo em pesquisas (ou pseudo-pesquisas tendenciosas) criando universidades particulares. Mas nem mesmo no país mais cristão do mundo, muitos deles fundamentalistas, o criacionismo é tratado como ciência. Não motivos científicos, nem legais ou jurídicos para se ver o criacionismo como ciência, mas sim apenas um cristianismo bem mal mascarado pelos fundamentalistas religiosos. Não há problema algum em seguir uma religião desde que (a sua crença não interfira na liberdade do próximo) como afirma Stephen Jay Gould, ela saiba o limite de sua atuação.

Aqui no Brasil criando associações criacionistas e discussão bíblicas que posteriormente são apresentadas inclusive na internet como se fossem ciência embora até hoje não haja um artigo cientifico que suporte a idéia de um designer inteligente. Muitas dessas argumentações embasadas em especulações e a covarde apelação a mentiras com a intenção de difamar a ciência uma vez que algumas de suas propostas não concordam com o dogma cristão. Embora o criacionismo no Brasil seja pouco representativo e extremamente descentralizado, com diversas vertentes.

Muitos dos maiores críticos do darwinismo o são devido a sua formação religiosa e não pela formação acadêmica. Um exemplo claro é de William Dembski que tem Ph.D. em filosofia, mestrado em divindade pelo Seminário Teológico de Princeton. Dembski é um cristão ortodoxo praticante, professor de Teologia e Ciência no Southern Baptist Theological Seminary em Louisville, Kentucky, bem como o primeiro diretor do Centro para Teologia e Ciência da escola, professor de pesquisa em filosofia no Southwestern Baptist Theological Seminary, em Fort Worth, Texas.

A única vantagem que os criacionistas tem é o único Museu Criacionista que foi inaugurado sob muita polemica nos EUA em 2007/8. O Museu da Criação custou US$ 27 milhões e foi criado no Kentucky. Apesar disso ele não foi financiado com dinheiro de pesquisas, já que criacionismo ainda não é visto como ciência, mas sim com verbas particulares da organização cristã Answers in Genesis (Respostas no Genesis). Uma iniciativa cristã desesperada (veja: Museu criacionista é inaugurado nos EUA e causa polêmica).

Essa organização religiosa montou um parque temático cuja finalidade é distorcer a proposta trazida pela biologia evolutiva. Alguns paleontólogos fizeram uma visita a esse museu após sua inauguração e alegaram que só uma mágica poderia justificar a presença de dinossauros na arca de Noé.

As maiores incoerências sustentadas pela fé e não pelas evidências diz que os dinossauros teriam se originado de períodos geológicos distintos aos propostos pela paleontologia. Os estegossauros e os heterodontossauros (Jurássico) e o velociraptor (Cretáceo) foram cooptados pelos criacionistas para o a data de cerca de 2 mil trezentos e quarenta e oito anos. Essas datas foram criadas com base na bíblia e negando a datação com base nas evidencias do decaimento radioativo que é o método que se utiliza para datar fósseis. Uma datação especulativa e absoluta.

Certamente Jesus Cristo entrou em Jerusalém montado em um Stegossauro e um anjo permitiu que o velociraptor de Balaão falasse.

Scritto da Rossetti

Palavras chave: Rossetti, Netnature, John Scopes, Darrow, Bryan, Raulston, Susan Epperson, Kitzmiller, Criacionismo, Design Inteligente.

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Referências:

Aldo Mellender de Araújo. A convivência dos magistérios-não-interferentes. Episteme, Porto alegre, n. 18, p. 145-148, jan./jun. 2004.
Glenn Branch & Eugenie D, Scott. Manobras do Criacionismo no Brasil. Scientific American, Fevereiro de 2009.
Stephen Jay Gould. Pilares do Tempo. Ed. Rocco. Rio de Janeiro 2002.
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10 thoughts on “O CASO JOHN SCOPES. A LEI E O PRÓPRIO CRIACIONISMO SE EXPONDO COMO UMA NÃO-CIÊNCIA.

  1. Gostaria de saber se o blog poderia dispor do teor do livro usado por Jonh Scopes, para confirmar se foi uma vitória do darwinismo sobre a fé ou do preconceito racial contra a ciência, baseado no darwinismo social.
    Este crédulo do darwinismo social (John Scopes) destilou seu ódio contra negros, judeus, amarelos e outros humanos não caucasiano em suas aulas sobre o tema através dos capítulos do livro A Civic Biology, de autoria de George William Hunter.

    O autor do blog tem noção do teor deste capítulo e as implicações da doutrinação de Jonh Scopes aos alunos?

    Há um capítulo no livro de Hunter (lembrem-se que era um livro direcionado a adolescentes) denominado “O parasitismo e seu custo para a sociedade – O remédio”. Neste capítulo, Hunter discorre sobre os casos das famílias “Jukes” e “Kallikaks”, nomes falsos atribuídos a duas famílias que foram objeto de supostos estudos de defensores da eugenia.
    Os membros destas famílias eram descritos como de baixa-inteligência e com comportamento anti-social que os levaria à criminalidade.
    O estudo é falso e preconceituoso, mas está lá no livro adotado pela escola de Scopes para ensinar evolução. Tomando por base esse “estudo”, Hunter aponta os prejuízos que tais indivíduos “inferiores” causam à sociedade comparando-os a parasitas, propondo em seguida o “remédio”:
    “Se tais pessoas fossem animais menores, provavelmente os mataríamos para evitar que se reproduzissem. A humanidade não permite isso, mas temos a possibilidade de separar os sexos nos asilos ou outros lugares e de evitar de diversas maneiras o casamento e as possibilidade de perpetuar uma raça tão baixa e degenerada.”
    Em outro lugar o livro declara: As raças do homem. Atualmente existem sobre a Terra cinco raças ou variedades de homem, cada uma bem diferente da outra em instintos, costumes sociais e, até certo ponto, em estrutura. Existe o tipo etíope ou negro, originário da África; a raça malaia ou marrom, das ilhas do Pacífico; o índio americano; os mongóis ou raça amarela, incluindo os nativos da China, Japão e esquimós. Finalmente, o tipo mais elevado de todos, os caucasianos, representados pelos habitantes brancos e civilizados da Europa e Estados Unidos” (George William HUNTER. Essentials of Biology: Presented in Problems. New York, Cincinnati, Chicago: American Book, 1911, p. 320).
    Pergunto ao autor da matéria: Você sabia do teor do livro usado por Scopes? Você concorda com o seu teor?
    Sou biólogo e teólogo e se Deus me permitir terminarei o curso de Física em 2013 e o mestrado em 2014 em desenvolvimento sustentável, de forma que sei muito bem a diferença entre um debate sério sobre ciência, de um como o de Scopes, que deveria ser preso por incitar ao ódio racial e contra incapazes, com base em crenças infundadas, derivadas de uma pseudo-ciência.

    Fontes: http://mariotblog.blogspot.com.br/2009/02/as-luzes-e-as-trevas-no-caso-scopes.html

    http://www.ebooksread.com/authors-eng/george-william-hunter/essentials-of-biology-presented-in-problems-by-george-william-hunter-hci/1-essentials-of-biology-presented-in-problems-by-george-william-hunter-hci.shtml

    • O darwinismo social foi uma re-interpretação dos conceitos de Darwin e de fato muitas ideias distorcidas como a eugenia foram criadas com base nessas re-interpretações. Por exemplo, a explicação para a síndrome de down feita pelo professor Langdon down hoje é extremamente absurda mas para sua época (1888) foi a unica explicação plausível (ontogenia recapitulando a filogenia). Isso não significa que seja correta.
      O livro usado por Scopes pode trazer sim passagens extremamente racistas ou preconceituosas (o que não significa que sejam corretas) mesmo porque muito antes de Scopes várias dessas passagens fizeram parte do momento pré e pós Darwin.
      Aristóteles e Sócrates tem várias passagens que atualmente seriam vistas como racistas e preconceituosas.
      Franklin e até Lincoln também. Lombroso foi o precursor do determinismo biológico em relação a criminalidade e nem por isso estava certo. Samuel morton, Paul brocca, Alfred Binet e etc.
      O fato é que escola é um ambiente acadêmico e não um ambiente pra se fazer proselitismo religioso que por sinal fere a emenda americana. Se por um lado, cientificamente houve muitas interpretações erradas com a finalidade não de explicar mas se justificar determinados atos, por outro, religiosamente também houve. Louis Agassiz era criacionista e justificava as diferenças raciais com base na poliginia e fez citações igualmente racistas e preconceituosas.
      Veja o que dizia Louis Agassiz:
      “Os negros devem ser treinados para o trabalho manual, e os brancos para o trabalho intelectual

      Precisa ver em que contexto ocorreu a aplicação do conteúdo do livro. Primeiro, Scopes foi condenado não por racismo ou preconceito mas por quebrar uma regra do Tennessee que proibia o ensino da evolução. De fato, muitas concepções racistas e preconceituosas eram tomadas sem nem mesmo ser justificada pela biologia.
      Veja o que lincoln dizia:
      “Existe uma diferença física entre as raças branca e negra, que… …impedirá que as duas vivam juntas em condições de igualdade social e política. …enquanto permanecerem juntas deverá existir uma posição de superioridade e uma de inferioridade… sou a favor de que essa posição de superioridade seja conferida a raça branca”

      Pra testar a validade da regra pegaram um laranja e mandaram explicar evolução. Segundo, porque este livro foi aceito pelo estado do Tennessee para se explicar evolução?Outra coisa que deve-se considerar é que os conceitos são atualizados e revistos. Hoje não ha livros de evolução que dão qualquer apoio ao preconceito ou racismo, por haver um consenso científico de que um posicionamento como este é anti-ético , anti-cientifico e incompatível com a ideia de Darwin.
      Por exemplo; o que se explica hoje a respeito da classificação biológica, dividida em reinos como aprendemos (monera, planta, animais, fungi e protista) á não é mais usada desta forma. Hoje já se agrupa os seres em grandes domínios e há mais de 200 reinos biológicos.
      Agora se a intenção é retirar as interpretações preconceituosas, então essa onda de criacionismo que ta acontecendo nos EUA deveria retirar passagens como 1 timóteo 2 -11 e 12″
      “11 – A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. 12- Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio”

      Se isso parece uma discussão pseudo-científica experimenta misturar ciência com religião e veja o que vira. Entra em sites criacionistas e veja as interpretações descontextualizadas do ponto de vista cientifico e teológico que a coisa vira. Ciência explica o céu, religião como vai para o céu.

      Abraço!!!

      • Puxa vida, com tantos outros exemplos, foi achar uma passagem bíblica que fala de comportamento, ou costumes. Poderia pelo menor ler a bíblia e encontrar um exemplo racial.
        Eu apenas afirmo com toda certeza que o autor ou dono deste blog também não acredita ter vindo do macaco ou pior de uma ameba.
        Amigo, creio que não acreditar na bíblia é uma opção, como qualquer outra hoje em dia. Você tem o livre arbítrio, mas acreditar que uma espécie, como o homem, veio de outra, isto é pura negação da verdade, seja ela qual for. Pior, a sua citação sobre down, quer dizer que para o cientista, se não tem nada melhor, ficamos com a burrice ?

      • Voce não conhece a estrutura do conhecimento cientifico né? Pelo jeito não.

        O que esta em julgamento nao é a bíblia como livro racista, mas como as pessoas interpretam ela e justificam crenças pessoais.

        Sua afirmação de certeza esta errada quanto a minha posição esta errada…alias essa posição de certeza absoluta é exatamente o que torna as coisas mais complexas dentro do cristianismo e do literalismo bíblico…..Eu aceito e entendo, como biólogo que sou, pelas evidências que temos que o homem é sim um primata antropoide. Temos artigos científicos constatando isso com base em evidencias do DNA, morfologia, anatomia, fisiologia, comportamento embriologia e fósseis. Quem esta negando as constatações feitas com base em mensuração e empirismo são voces criacionistas. A ciência comprova relacionamento filogenetico entre as espécies e o homem esta contido nesse meio, quem nega são voce. Negar não é refutar a evolução e afirmar a criação não é comprova-la….o ônus da prova esta em suas mãos amigo….Não vejo constatação alguma para crer que a bíblia é o livro dono da verdade absoluta e que geneses tem uma descrição literal de uma criação.
        Acho que vc não entendeu a ideia do Langdon Down…Sugiro a voce a leitura de um livro do Stephen Jay Gould chamado ” A falsa medida do homem” la ele explica tudo isto e o que é ciência. Voce terá um bom entendimento sobre o assunto, ai podemos discutir com mais clareza tudo isto!!!

        Eu tenho uma constatação cientifica me apoiando, vc tem um livro escrito por pastores de ovelhas que viveram no deserto a 3 mil anos atrás. Julgue voce mesmo o que é mais coerente, lógico e reflita sobre isso

        Abraço!!!

      • Rossetti, que bom que alguém veio participar de nosso diálogo sobre o caso Jonh Scopes, Rick, seja bem vindo. Minha proposta é que foquemos na proposta da análise do caso Scopes para socializar informações, apresentando nossa leitura sobre o caso.

        Rossetti, fico feliz em saber que você é biólogo, como eu, e lamento por não ser teólogo, isso o limita como debatedor, por isso solicito, para sua segurança que evite falar de uma área do conhecimento humano que você não tem habilidade e competência para falar de maneira plena. Desculpe-me a sinceridade, mas, falo isso em função de que ao responder ao Rick você argumenta que tem uma constatação científica e o nosso amigo um livro escrito por pastores de ovelhas que viveram no deserto a 3 mil anos atrás, isso é duplamente inverdade.

        1) Darwinismo só pode ser tomado como ciência se o conceito que você propõem for amplo, nesse caso, fazendo você tal concessão, de chamar darwinismo de ciência, então criacionismo também é ciência.Mas, se para você ciência for um corpo de dados observável e possível de reprodução em laboratório, darwinismo é crença, tanto quanto o criacionismo, com uma ressalva, a afirmação criacionista de que a evolução ocorre dentro de limites mendelianos é algo que até hoje jamais foi pela experimentação ou observação negado.

        2) A Bíblia é mais que um livro é a Palavra de D’us. Por outro lado, ela foi escrita por cerca de 40 homens, das mais variadas vocações e nas mais várias circunstâncias – tendas, aldeias, palácios, prisões, por reis, sacerdotes, profetas, Primeiros ministros, pastores, soldados, pescadores, médicos, etc. Esse livro que você despreza, por não conhecer, tem uma influência mundial. A Bíblia afetou a literatura, a música, a arte, o próprio homem, forjando a cultura ocidental.

        Portanto, se somos biólogos, fiquemos na biologia, deixemos a discussão teológica para quem tem formação em teologia.

        Sobre o caso Scopes, me responda objetivamente:

        O blog poderia dispor do teor do livro usado por Jnhh Scopes, para confirmar se foi uma vitória do darwinismo sobre a fé ou do preconceito racial contra a ciência, baseado no darwinismo social?

        Você sabia que este crédulo do darwinismo social (John Scopes) destilou seu ódio contra negros, judeus, amarelos e outros humanos não caucasiano em suas aulas sobre o tema através dos capítulos do livro A Civic Biology, de autoria de George William Hunter?

        Você concorda com o uso que foi feito por John Scopes, em sala de aula, de um livro de Hunter, que entre outras coisas, apontava os prejuízos que tais indivíduos “inferiores” causam à sociedade comparando-os a parasitas, propondo em seguida o “remédio”?

        Você acha que é ciência ouvir Scopes dizer:

        “Se tais pessoas fossem animais menores, provavelmente os mataríamos para evitar que se reproduzissem. A humanidade não permite isso, mas temos a possibilidade de separar os sexos nos asilos ou outros lugares e de evitar de diversas maneiras o casamento e as possibilidade de perpetuar uma raça tão baixa e degenerada.”

        Rosseti, em outro lugar o livro declara: As raças do homem. Atualmente existem sobre a Terra cinco raças ou variedades de homem, cada uma bem diferente da outra em instintos, costumes sociais e, até certo ponto, em estrutura. Existe o tipo etíope ou negro, originário da África; a raça malaia ou marrom, das ilhas do Pacífico; o índio americano; os mongóis ou raça amarela, incluindo os nativos da China, Japão e esquimós. Finalmente, o tipo mais elevado de todos, os caucasianos, representados pelos habitantes brancos e civilizados da Europa e Estados Unidos” (George William HUNTER. Essentials of Biology: Presented in Problems. New York, Cincinnati, Chicago: American Book, 1911, p. 320).

        Me responda, se puder, de forma objetiva.

      • Sinto lhe decepcionar, mas como ex-cristão e como biólogo evolucionista que convive com criacionistas tentando firmar sua posição como científica isso me permite dizer com toda certeza que criacionismo não é ciência, e que a literalidade de Gêneses é uma leitura acritica e não compete com a proposta dada pela ciência. A ciência apenas explica que a origem do universo, da vida e sua diversidade pode ser fruto de processos naturais, seu limite epistemológico é claro, sua delimitação é dada pela sua metodologia. Portanto o campo que a ciência afirma é observável, as leis de Mendel da segregação é dada pelos alelos e sim, isto é constatado pela genética embora Mendel tenha elaborado sua tese fundamentado em princípios matemático.
        Sinto lhe dizer, mas se prender a um relato mitológico de 3 mil anos que claramente é enxertado com passagens folclóricas de um grupo de nômades do passado não pode competir com o conhecimento científico, e até histórico / filosófico que temos atualmente.
        Criacionismo não se encaixa dentro da metodologia científica.
        Não estou falando de Darwinismo, estou falando de biologia evolutiva cujo Darwin tornou mensurável a evolução biológica propondo um mecanismo puramente natural e como biólogo acho que tenho competência sim, inclusive para perceber essa delimitação entre ciência e religião. Ciência baseada em mensuração, falseamento e produção de paradigma….religião construindo conhecimento com base na revelação de deus e na autoridade da palavra que um livro dito sagrado pode ter. No sentido amplo concordo que ciência, religião, filosofia artes e ate senso comum podem produzir conhecimento, mas cientifico fica restrito a metodologia e como sabemos, nãos e testa deus dentro de um tubo de ensaio. Não se infere Deus em uma teoria, acredita-se que aquilo seja fruto da criação com base na fé e não na experimentação. Sem essa compreensão não da pra discutir o que é o criacionismo. Darwinismo não é crença, darwinismo é a compreensão das ideias de Darwin constatadas pela genética, pela biologia molecular, comportamento, embriologia… não é um sistema de crenças em que se precisa ter fé.
        Portanto sim, ha constatação de processo evolutivos e macroevolutivas onde especies surgem a partir de outras (basta olhar os artigos) e sim a bíblia é um livro escrito por pessoas que viveram a muito tempo atrás em uma realidade socio/cultural distinta a nossa e impor suas crenças e mitologias no presente contexto, ainda mais literal, soa sim como absurdo.
        Sim a bíblia é a palavra de deus, para voce que é cristão, assim como o Vedas é para os Hindus, o Corão para o islã e a Torah para os judeus. Livros sagrados temos aos montes, se o império islamico tivesse permanecido e se expandido por mais tempo em Portugal hoje seriamos um país tipicamente muçulmano e vc estaria fazendo esse mesmo discurso defendendo Maomé e Allah.

        O Darwinismo social criou tal tensão por uma incompreensão das ideias de Darwin, afinal não faz sentido algum membros da mesma espécie se aniquilarem quando a variabilidade genética é o que esta em jogo. Além da redução da natureza humana a uma natureza genérica, a descontextualização de que a ciência justifica atos como éticos e morais, e não o seu real valor, explicar fenômenos naturais. Questões morais ficam para a filosofia e religião….é um limite claro onde a ciência não pode entrar….alias, olha ai o que deu quando tentaram usar a ciência pra justificar atos….
        O conceito de inferioridade em ciência é exatamente o exemplo que podemos dar de incompreensão da proposta de Darwin. O que significa um ser classificado como superior ou inferior?
        Em biologia sabemos que isso não tem validade alguma. Inferioridade não tem a ver com a divisão ou estratificação da sociedade em aptos e inaptos. O próprio Darwin quando passou no Brasil condenou a escravidão e isso esta nos primeiros capítulos do seu diário de bordo escrito em Inglês vitoriano.
        Note que as descrições que temos hoje como preconceito no passado foram tidas como verdade (essa é uma percepção clara que até Hanna aredt teve ao descrveru anzismo em seu livro cujo capitulo é Modernidade e Holocausto), ou por uma interpretação meramente leviana ou por uma intepretação errada de propostas dadas pela ciência, religião ou filosofia. Isso porque a grande maioria das pessoas acredita que a ciencia justifica atos quando na verdade ela simplesmente explica fenomenos naturais (torno a repetir para ficar claro aos outros leitores) e é exatamente essa descontextualização que é a redução a nossa natureza a uma classificação genérica.
        Não sei exatamente qual era a posição da ciência na época de Scopes, mas durante muito tempo essa intepretações racistas foram tomadas não só por cientistas, mas por filosofos e até religiosos. A melhor explicação para o que era o Sindrome de Down foi a da ontogenia recapitulandoa filogenia… essa era a explicação que tinha de mais concreta nos anos de 1888 assim como o criacionista Louis Agassiz defendia a poligenia para separar em inferior e superior negros e brancos a partir da Criação divina (Veja a Falsa medida do Homeme de Stephen Jay Gould)ele defendia que houve uma casal que deu origem aos brancos e outro aos negros.
        Aristoteles, Lincoln, Broca, Samuel Morton, Lombroso….todos eles ou descontextualizaram a evolução ou explicaram da maneira que podia (e de forma errada) aspecto biológicos….A historia é cheia de ícones que tinham concepções que para época deles eram comuns e que hoje são abominaveis, seja pela ciencia, relgiao filosofia ou artes. Se vamos medir a esse sistemas de construção de conhecimento pela descontextualização e o que eles tiveram de negativo em sua história vamos passar semanas discutindo e não haverá consenso….
        Desta forma, temos a interpretação baseada na Eugenia do autor do livro, que hoje entendemos como uma descontextualização. Por outro, temos Scopes sendo usado como Cobaia para testar a validade de uma lei que claramente fere a constituição americana, o ensino do criacionismo nos EUA é inconstitucional, fere a Emenda americana.
        Se a ideia era impedir o ensino da biologia evolutiva dentro desse molde da eugenia essa deveria ser essa a alegação, a de que estaria ocorrendo uma descontextualização da biologia como ciência propondo um modelo absurdo…..e não a necessidade de validar uma proposta de lei usando um professor para tentar impor o criacionismo…..alias, criacionismo que que ate hoje é ensinado de forma inconstitucional no Texas, por exemplo.

        Condenamos o Hunter por uma interpretação absurda das ideias de Darwin ou sera que essa era a melhor explicação para a época. Prefiro condena-lo pelo o uso indevido das ideias da biologia.

      • Rosseti, teste suas afirmações:

        1) mostre-me como testar em laboratório a proposta de Darwin?

        2) O que é na sua concepção Biologia Evolutiva?

        – Se Biologia evolutiva, na sua concepção, for baseado na ancestralidade comum, isso é darwinismo, portanto, segue a segunda questão.

        2) Mostre-me onde e como estudar biologia evolutiva, dentro da perspectiva darwinista?

        Deixa eu explicar a última pergunta para você não fazer confusão, visto que não respondestes, até agora, de maneira objetiva, nada do que te perguntei até agora.

        Explicando ao Rosseti o que é importante fazer para falsear a proposta darwinista, que você chama de Biologia evolutiva:

        1 – como falsear a existência, por processos naturais dos primeiros seres vivos, mostrando de maneira definitiva que a vida é fruto de processos naturais? (importante Darwin acreditava que esse “milagre panteista” (espero que entenda porque chamei de milagre panteísta) ocorreu numa lagoa aquecida com sais minerais e outros elementos químicos, Francis Galton, primo de Darwin postulou a teoria da evolução química, reapresentada pelo cientísta ateu Alexander Oparin, ideia popularizada com a experiência de Miller e Urey)

        2 – Como testar ou falsear a evolução dos procarióticos para eucarióticos?

        3 – Como testar ou falsear a origem dos pluri e multicelulares?

        4 – Como falsear ou testar a origem e evolução de peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.

        Lembre-se que ciência natural está limitadíssima pela observação, reprodução e experimentação. Dentro desta perspectiva: História, filosofia, sociologia, Biologia evolutiva/darwinismo, criacionismo não são exemplos de ciência.

        Mas, se você chama de ciência todo conjunto de acumulo de conhecimento humano, então nesse caso até fazer supermercado, darwinismo e conhecimento histórico do candomblé, só para fazer uma exemplificação, passam a ser ciência.

        Mas, tanto como professor de física como de Biologia, sei que você jamais me trará uma resposta objetiva, certamente que sua argumentação será um Um argumentum ad hominem, ou seja, você atacará a minha posição e jamais, como tem feito até agora tentará responder objetivamente o que tenho te perguntado.

        Sobre teologia, sinto muito o fato de você ser inimigo do cristianismo, desculpe você não é inimigo do cristianismo, você é ex-cristão, assim como Lúcifer é ex-anjo de luz e dai? Que importância tem o fato de você ser ex-alguma coisa e poder discutir plenamente sobre o objeto de estudo daquele seguimento. Estude teologia e saberá a diferença crase entre um ex-religioso leigo e um teólogo. Eu com a graça de D’us me formei em teologia, me formei em biologia, me formei em física e agora faço letras na UFPA, e nem mesmo assim arrogo saber sobre coisas que não é meu objeto de estudo da maneira arrogante com que você ignorantemente fala da teologia, da Bíblia e da religião, tendo como único fundamento seu fracasso na fé, ou seja, por ser ex-alguma coisa.

        Volto a insistir, fiquemos apenas na Biologia, onde eu e você somos, provavelmente ambos, pós-graduados e com trabalhos na área, pois será um massacre discutir com você o que você não tem habilidade ou competência para falar.

        Voltarei as perguntas que você não respondeu, colarei abaixo e espero que desta vez me responda de forma objetiva, com sim ou não.

        Sobre o caso Scopes, me responda objetivamente (sim ou não):

        1 – O blog poderia dispor do teor do livro usado por Jnhh Scopes, para confirmar se foi uma vitória do darwinismo sobre a fé ou do preconceito racial contra a ciência, baseado no darwinismo social?

        2 – Você sabia que este crédulo do darwinismo social (John Scopes) destilou seu ódio contra negros, judeus, amarelos e outros humanos não caucasiano em suas aulas sobre o tema através dos capítulos do livro A Civic Biology, de autoria de George William Hunter?

        3 – Você concorda com o uso que foi feito por John Scopes, em sala de aula, de um livro de Hunter, que entre outras coisas, apontava os prejuízos que tais indivíduos “inferiores” causam à sociedade comparando-os a parasitas, propondo em seguida o “remédio”?

        4 – Você acha que é ciência ouvir Scopes dizer:

        “Se tais pessoas fossem animais menores, provavelmente os mataríamos para evitar que se reproduzissem. A humanidade não permite isso, mas temos a possibilidade de separar os sexos nos asilos ou outros lugares e de evitar de diversas maneiras o casamento e as possibilidade de perpetuar uma raça tão baixa e degenerada.”

        5 – Rosseti, em outro lugar o livro declara: As raças do homem. Atualmente existem sobre a Terra cinco raças ou variedades de homem, cada uma bem diferente da outra em instintos, costumes sociais e, até certo ponto, em estrutura. Existe o tipo etíope ou negro, originário da África; a raça malaia ou marrom, das ilhas do Pacífico; o índio americano; os mongóis ou raça amarela, incluindo os nativos da China, Japão e esquimós. Finalmente, o tipo mais elevado de todos, os caucasianos, representados pelos habitantes brancos e civilizados da Europa e Estados Unidos” (George William HUNTER. Essentials of Biology: Presented in Problems. New York, Cincinnati, Chicago: American Book, 1911, p. 320).

        Me responda, se puder, de forma objetiva.

        Obrigado por conversar comigo sobre esse tema. Abraços.

      • Desculpe a demora, estava em campo e dando aula!!!

        Aqui há uma lista de alguns artigos que tratam de macroevolução, especiação e origem de espécies.
        http://www.talkorigins.org/faqs/comdesc/
        http://www.talkorigins.org/faqs/macroevolution.html
        http://evolution.berkeley.edu/evolibrary/article/0_0_0/evo_48
        http://www.escholarship.org/uc/item/5pp6j30k#page-2
        http://www.icb.ufmg.br/big/beds/arquivos/consecosis.pdf
        http://www.scielo.br/pdf/ea/v6n15/v6n15a03.pdf
        http://www.naturezaonline.com.br/natureza/conteudo/pdf/Vicariancia_especies.pdf
        http://www.ararajuba.org.br/sbo/cbo/xiv_cbo/Sistem%E1tica_evolu%E7%E3o_e_biogeografia.pdf

        Aves
        http://mbe.oxfordjournals.org/cgi/reprint/17/7/1081.pdf
        http://www.ibiologia.unam.mx/pdf/links/neo/rev2/vol_2_1/ornitol_2_1_5_28.pdf
        http://www.nieuws.leidenuniv.nl/content_docs/Promoties_mei_2006/maan_summary.pdf

        Este aqui é bem recente e bem interessante: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/m/pubmed/19489704/

        Peixes
        http://hcgs.unh.edu/BAC/Kocher2004.pdf
        http://www.oeb.harvard.edu/faculty/edwards/research/publications_files/Speciation2005.pdf
        http://ublib.buffalo.edu/libraries/projects/cases/stickleback/stickleback.pdf
        http://www.wesleyan.edu/bio/xx/cohan/cohan/cohan-genetica.pdf
        http://www.zoologi.su.se/research/nylin/Gage%20conflict.pdfhttp://www.flmnh.ufl.edu/butterflies/neotropica/reprints/2005H_MS.pdf
        http://www.evolutionsbiologie.uni-konstanz.de/pdf1-182/P102.pdf

        Ciclideos Lago malawi
        http://hcgs.unh.edu/Staff/kocher/pdfs/Danley2001.pdf
        http://www.cooper.org/COS/107_2/107_2abs12.pdf
        http://awcmee.massey.ac.nz/past_summer_projects/ReportTanja2006.pdfhttp://www.yale.edu/eeb/near/14.pdf

        Parasitismo
        http://www.pnas.org/cgi/reprint/97/19/10460.pdf

        Bacterias
        http://www.entu.cas.cz/png/WeiblenBushMOLECOL02.pdf
        http://www.allenpress.com/pdf/mamm-87-04-24_643..662.pdf
        http://www.sbs.utexas.edu/ryan/Publications/2007/2007ProcRoySoc274%20399.pdf
        http://www.sbs.utexas.edu/ryan/Publications/2007/2007ProcRoySoc274%20399.pdf

        Mamíferos
        http://www2.wmin.ac.uk/clemenr/PAPERS/ess2003_Clement.pdf

        Galapagos
        http://www.oeb.harvard.edu/faculty/losos/whatsnew/Langerhans_etal_2007b.pdf

        America do norte
        http://ublib.buffalo.edu/libraries/projects/cases/stickleback/stickleback.pdf

        Patagonia
        http://joeroman.com/images/rocha.ecospeciation.05.pdf

        Anfíbios
        http://www.aka.org/ark/pupfish.pdf

        Plantas
        http://faculty.weber.edu/jcavitt/Explosivespeciationinwarblers.pdf
        http://www.evolutionsbiologie.uni-konstanz.de/pdf1-182/P102.pdf

        Artropodes
        http://www.pnas.org/cgi/reprint/97/19/10460.pdf
        http://www.aka.org/ark/pupfish.pdf

        Especiação em plantas
        http://www.evolutionsbiologie.uni-konstanz.de/pdf1-182/P102.pdf

        Especiação de ciclideos africanos
        http://awcmee.massey.ac.nz/past_summer_projects/ReportTanja2006.pdf
        http://www.yale.edu/eeb/near/14.pdf

        Especiação em black basses – (Micropterus)
        http://faculty.weber.edu/jcavitt/Explosivespeciationinwarblers.pdf

        Especiação em pássaros do gênero Dendroica
        http://www.iorg.com/Speciation.pdf

        Especiação em peixes do gênero Sparisoma e Nicholsina)
        http://mus.tiem.utk.edu/~gavrila/PAPS/palms.pdf

        Estudo de modelos matemáticos de especiação
        http://www.sbs.utexas.edu/ryan/Publications/2007/2007ProcRoySoc274%20399.pdf

        Especiação em sapos amazonicos do gênero Physalaemus)
        http://web.utk.edu/~bfitzpa1/bolnick_fitzpatrick_2007.pdf

        Especiação em alguns parasitas
        http://www.aka.org/ark/pupfish.pdf
        http://home.uchicago.edu/~jtweir/reprints/Weir_&_Schluter_2004_PRSLB.pdf

        Trabalho sobre a influência do gelo como agente indutor a especiação, em aves boreais
        http://www.zoologi.su.se/research/nylin/Gage%20conflict.pdf

        Especiação e seleção sexual em mamiferos, borboletas e aranhas
        http://www.ucalgary.ca/~smvamosi/vamosi-eer_2003.pdf

        Especiação em peixes do genero Gasterosteus
        http://plaza.ufl.edu/rocha1/Rocha_etal_2005.pdf

        Especiação em peixes de corais
        http://user.uni-frankfurt.de/~markusp/JBiolLinnSoc79_611.pdf

        Especiação em caramujos
        http://courses.washington.edu/genom453/species-bw.pdfhttp://www.geocities.com/lclane2/dogs.htmlhttp://www.allenpress.com/pdf/mamm-87-04-24_643..662.pdfhttp://users.rcn.com/jkimball.ma.ultranet/BiologyPages/S/Speciation.htmlhttp://www.nsrl.ttu.edu/about/CurrentResearch/GSC.html

        Há também artigos sobre espécies anel, artigos que mostram isolamento etológico, especialmente sobre vocalização em orthoptera, experimentos feitos na década de 80 com Drosophila, domesticação de plantas, microbiologia de Lenki. Hibridismo em borboletas, e também isolamento por cariótipo que não listei aqui mas que estão disponíveis em revistas cientificas.
        Biologia evolutiva trata da transformação das espécies ao longo do tempo geológico e sugere um ancestral em comum. O fato de não conseguirmos visualizar em tempo real um filo inteiro surgir é exatamente o que define (segundo Dobzhansky) a diferença entre saltacionismo e macroevolução. Não observar um filo emergindo a olho não significa que não ocorram, alias, as evidências exatamente para o relacionamento. Os artigos com suas mensurações, análises filogenéticas estáticas bayesianas por verosimillhança e parciomonia deixam claro isso. Dizer que não observamos um filo surgir então a evolução não ocorre e como dizer que se a policia não pegar um criminoso em flagrante então não houve crime. Alias, apolicia cientifica trabalha exatamente da mesma forma com os biólogos trabalham.

        Exemplos da minha área
        https://netnature.wordpress.com/2014/01/20/cariotipo-de-borboletas-apresenta-evidencias-de-especiacao/
        https://netnature.wordpress.com/2013/05/10/uma-unica-origem-para-as-manchas-ocelares-de-borboleta-da-familia-nymphalidae/
        https://netnature.wordpress.com/2014/03/24/filosofia-da-ciencia-macroevolucao-saltacionismo-e-conceitos-basicos-para-nao-fazer-papel-de-incompetente/
        https://netnature.wordpress.com/2013/04/17/macroevolucao-por-especiacao-em-drosophila%E2%80%8F-filosofia-da-ciencia-com-karl-popper/
        https://netnature.wordpress.com/2014/01/22/one-butterfly-inspires-multiple-technologies-reviewed/
        https://netnature.wordpress.com/2014/05/20/mitos-criacionistas-sobre-a-evolucao-das-borboletas/
        Cariótipo https://netnature.wordpress.com/2014/05/19/a-imagem-que-aterroriza-os-criacionistas/

        E esse texto que foi postado hoje e contem algumas respostas a 330 perguntas que os criacionistas fizeram aos biólogos evolucionários: https://netnature.wordpress.com/2014/05/21/330-respostas-que-complicam-a-vida-dos-criacionistas/

        As perguntas foram respondidas de forma objetiva sim, basta ler que esta descrito ai qual foi o problema dado no caso Scopes ou tantos outros usando a ciência e outras formas de construir conhecimento. No blog que você citou como referência no caso Scopes o autor diz exatamente isso…

        “Podemos indagar também por que esse homens estudados, esse homens das “luzes” da ciência enveredaram por um caminho tão cheio de preconceito, valendo-se das teorias de Darwin para sustentar uma “moral” monstruosa? Parece que toda essa ciência de nada serviu para banir as trevas de seus espíritos”

        O falseamento na biologia evolutiva pode ser dado de diversa maneiras. Encontrar um coelho no período geológico do Cambriano poderia sugerir uma teoria paralela passiva de refutação da evolução biológica. Um registro fóssil estático poderia sugerir também nova teoria, bem como quimeras (seres com diversas partes diferentes e de diversas linhagens combinados formando um novo grupo misto), e que não pudessem ser explicados por transferência genética (cuja transferência ocorre por pequenas quantidades de DNA entre gerações), ou por simbiose (quando dois organismos se unem). Um mecanismo que impeça as mutações de acumularem. A observação de organismos sendo criados divinamente.

        Para falsear a relação filogenética entre eucariotos e procariotos você pode demonstrar quebrando a homologia que há entre o código genético que é visto como universal, o uso de enzimas polimerases, a homologia dos genes e redes de genes que sintetizam a bicamada lipídica a partir do mesmo precursos G3P ou G1P nos tr6es grandes reinos da biologia. Demonstrar que a endossimbiose de mitocôndrias e cloroplastos é irredutivelmente complexa (Coisa que o Behe e nenhum proponente do DI conseguiu fazer até hoje) embora haja artigos que claramente dizem que essa relação não é irredutível. (http://www.pnas.org/content/106/37/15791.full)
        Pluricelularidade você pode falsear comprovando as falhas ou inconsistências nos modelos de multicelularização dos artigos de Ratcliff que sob pressões ecológicas específicas em alguns grupos celulares e conseguiu estabelecer colônias multicelulares. Em anfíbios, você pode constatar cientificamente que eles não tiveram uma origem monofiletica ou que foram criados sobre outra concepção, no caso criacionista se é que isso pode ser testável, e a ciência pela sua metodologia sugere que não. Voce pode demonstrar que não há homologia de função e genética sob os genes hox que estabelecem as mudanças anatômicas, morfológicas e fisiológicas que existe entre peixes e anfíbios, répteis e aves ou repteis e mamíferos.

        Ateísmo:
        O posicionamento que esses cientistas tinham pouco me interessa, ateísmo é uma concepção filosófica, estamos falando de ciência e evolução precisamente. Não podemos estabelecer a ideia de que Deus não existe só porque a ciência explica de forma natural a origem do universo, da vida e de sua diversidade sob a perspectiva da ciência. Lembremos, filosofia e ciência tem mais competencia para tratar de aspectos morais, isso concordamos, eu você e o cara do Blog, afinal, justificar atos de barbárie como se fossem moralmente determinados pela biologia é uma concepção morta, veja o determinismo biológico o que fez. Dizer que o darwinismo fundamenta comportamentos imorais é um equivoco triplo do darwinismo social. 1) é diluir a especificidade da natureza humana a uma natureza genérica, desconsiderando o fato de que somos natureza com atributos próprios que nos definem como espécie (cultura, trabalho, história e etc) 2) acaba forçando o ideológico discurso de orientação liberal de que é natural para a evolução a eliminação dos mais fracos, ou seja, que é eticamente válido a desigualdade socioeconomica e a miséria. Geralmente os criacionistas não sabem o que Darwin quis dizer com evolução por seleção natural como levam as suas alegações para um discurso anti-ético e descontextualizado. 3) ignora o contexto histórico em que Darwin formula os paradigmas dominantes naquele momento de expansão do capitalismo, cultura européia como a única válida e de afirmação das abordagens positivistas cartesianas. Distorcida biologização da política e politização da biologia no nazismo, num uso tendencioso da antropologia para justificar a existências de raças ou de desigualdades. Mesmo assim, durante o debate houve criacionistas afirmando que a Eugenia fomentou as ideias de Darwin quando na verdade a Eugenia foi um termo criado posteriormente as ideias de Darwin. Historicamente fica claro que houve uso descontextualizado da ciência para fomentar tais atrocidades.
        Nossa discussão aqui não tem a ver com ateísmo e sim com evolução. Se quer falar de ateísmo podemos abrir um debate numa comunidade do Facebook qualquer e discutir esse assunto que por sinal é chato e meramente filosófico. Se quer falar de religião também, a minha posição continua sendo a mesma, não há nada que possa me dize que o cristianismo é a religião detentora da verdade absoluta porque tem um livro dito sagrado. Sagrado para quem acredita e portanto é um posicionamento intimo, pessoal e para a ciência é anedótico.
        O fato de lúcifer ser um ex-anjo de luz não quer dizer que ele não conheça a natureza de Deus Criador, assim como o fato de eu ser ex-cristão não significa que não conheça a palavra de Deus, suas tradições, costumes e historicidade.
        Apenas a questiono no que diz respeito ao mito da criação. Sob a luz do que conhecemos hoje a respeito da biologia e da física não há como dizer que tudo foi criado a 6 mil anos e que a origem da vida e sua diversidade é um simples capricho de D’us.
        Se ele existe ou não eu tenho meu posicionamento sobre isso e esse não é o foco da discussão. O foco sempre foi como a ideias de Darwin foram distorcidas na eugenia e no livro do Hunter. Novamente, a referencia (blog) que vc me enviou trata no ultimo parágrafo exatamente disso. O autor concorda comigo, as ideias de Darwin foram “enveredaram por um caminho tão cheio de preconceito, valendo-se das teorias de Darwin para sustentar uma “moral” monstruosa”.

  2. Amigo, muito obrigado pela pronta resposta. Você me enviou muito material para ler, o que demandará muito tempo de análise, tempo que nesse momento me falta, pois além das turmas em que leciono, do curso de Letras que estou fazendo, existem os projetos de pesquisa, e em respeito a sua pessoa, vou olhar o que você me enviou, poderia, se não respeitasse os meus antagônicos, dizer que já conheço o que vem sendo publicado a nível acadêmico sobre evolução, fazer reivindicações curriculares e destruir o diálogo que estamos mantendo, o que seria uma estupidez.

    Portanto, vou me ausentar, devo retornar a conversa em julho, visto que nesse mês de maio e junho estarei muito ocupado para fazer, outras, leituras, e quando ler os artigos que você me enviou/indicou, voltarei para responder se esses artigos respondem a minha pergunta sobre como testar o postulado darwinista, o que eu acredito ser impossível, mas, como você acredita, vou me debruçar sobre esses artigos, respeitando sua leitura de mundo e formação acadêmica.

    Quanto as suas postulações, concordo em parte:

    Concordo com seu enunciado de que Scopes lecionava tudo menos ciência, logo, o caso John Scopes, pela sua própria palavra jamais poderá ser confundido, como você faz em seu blog, como um caso da ciência contra a religião, exceto se a ciência for o postulado criacionista e a crença ficar por conta dos enunciados de Scopes.

    Minha orientação é que você mude o título da matéria de seu blog, visto que as aulas de Scopes era baseada em crenças darwinistas.

    Descordo de você quando isenta Darwin de preconceitos, visto que, no seu livro “A ascendência do Homem”, publicado depois de “A origem das espécies”. Darwin, além de cometer um erro mortal na concepção dos darwinistas modernos, a saber: considerar que a espécie humana surgiu a partir dos símios (e não que tiveram um ancestral comum / crença dos darwinistas modernos), e que esta passou sucessivamente por várias fases evolutivas como, “Homem primitivo”, “Homem Selvagem” e finalmente “Homem Civilizado”, porem esse preconceituoso disse que na última fase só se encontrava os povos europeus, ou seja eu e você na concepção desse racista somos macacos pouco evoluído.

    Concordo que você tem um certo conhecimento da fé, seja em função de seu envolvimento com a cultural e sociedade ou por experimentação, porém seu nível de conhecimento é comum e não pleno, logo, tal conhecimento não te dá condições de falar sobre o tema de maneira contextualizada. Motivo pelo qual prefiro manter o diálogo a nível de biologia.

    Descordo quanto a sua proposta para falsear os postulados darwinistas, que você denomina de Biologia evolutiva, pois um fóssil não permite fazer tal análise, geralmente leva a erros como os casos de hominídeos, celacanto, entre outros.

    Concordo com você que nossa discussão não tem a ver com ateísmo e sim com evolução, por isso que não comento os crimes perpetrados em nome da fé ateísta e o uso das crenças darwinistas por governos totalitaristas como os da extinta URSS, Camboja, China, Cuba, Coréia do Norte, entre outros .

    Mas, deixemos nosso debate para depois das minhas provas.

    Até julho. Abraços!

    • Lembre-se que não vivemos mais na época de Darwin e sua ideia eo que foi descoberto depois sobre a evolução passou por neo-sínteses e essas ideias preconceituosas nçao fazem mais parte da ciência….A ciência feita aqui nas americas ou na europa afirma a mesma coisa; todos somos símios.

      Novamente, lembre-se que ouso das ideias de Darwin foram descontextualizados. Esses regimes nao mataram em nome do ateismo mas sim em nome do comunismo, que diga-se de passagem também nao era produto de uma politica de esquerda legitima ja que a esquerda deve discursar contra o fim da opressão e totalitarismo. Novamente, nao vamos julgar as ideias pelas suas descontextualizações e peo que de negativo foi produzido pelo mau uso delas. A ideia de Darwin é uma explicação para um fenomeno natural e claramente cientifica, transgredir esses limites geram essas descontextualizações como julgamentos morais e determinismo biologico….

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