UMA ANÁLISE CIENTÍFICA E CONCEITUAL DO LIVRO CRIACIONISTA “QUANDO TUDO É UMA CRIAÇÃO”. Parte I

O criacionismo traz diferentes abordagens a respeito do que se entende como ciência no Livro de Gênesis. Na verdade o tribunal dos EUA no caso Scopes e Tammy Kitzmiller interpreta que o criacionismo não é uma ciência e sofre com interpretações puramente individuais e pessoais.

Em entrevista o geólogo criacionista Nahor Neves não consegue ver um encaixe entre o que a ciência produziu até o momento a respeito da origem do universo e da origem das espécies com aquilo que está escrito nas escrituras sagradas.

De fato a grande maioria dos criacionistas não enxerga esse casamento. Sob o ponto de vista cientifico não faz diferença alguma, pois a ciência não funciona como um mecanismo de verificabilidade do mito da criação de qualquer religião e muito menos no tange a moralidade. A ciência como mecanismo da religião foi aplicada na escolástica da Idade Média. Atualmente a ciência anda com seus próprios passos sem se subordinar aos mecanismos cristãos. Este é o período em que a ciência mais produziu conhecimento e mudou o mundo, talvez mudou até o que não deveria mudar.

A grande maioria dos criacionistas acredita que tudo foi criado sob um período de tempo muito curto e os eventos descritos no livro da criação se sucederam de acordo com leis divinas, excluindo propostas da física e da biologia. Salvaguardo alguns casos como o principal representante do designer inteligente nos EUA Michael Behe que assumidamente deixa claro sua descrença em um tempo geológico curto e assume a validade da teoria de Darwin a (Caixa preta de Darwin, página 15).

Em algum momento, na qual a ciências biologias (principalmente a evolução) e a física/mecânica quântica com suas propostas do Big Bang e o Multiverso deixam de ser visto como ciência pela ótica criacionista e por algum motivo que não tem relação alguma com a estrutura e revolução cientifica o criacionismo passa a ser uma ciência sem razão epistêmica ou motivo real para tal.

Aqui fui mais a fundo, sob o ponto de vista criacionista e acompanhei o livro Quando tudo é uma criação escrito pelo criacionista Roberto Abrahão Neves.

Destaco determinadas passagens do livro que sob algum ponto de vista científico e religioso é ambígua, ou incoerente. Busco uma análise conceitual e crítica sob o ponto de vista da biologia, história e arqueologia bíblica bem como parte da física de partículas.

Para tal, em cada capítulo foi selecionado passagens que mereceram determinadas analises conceituais, dividindo assim o presente trabalho em cinco edições.

Analisando o prefácio devemos lembrar que um livro criacionista com base dentro das Escrituras Sagradas buscando verdades absolutas não pode casar-se com o que se entende por ciência, descrito pela revolução de Thomas Khun. Isso pelo fato de que a ciência trabalha com modelos temporários e explicativos denominados paradigmas. Para serem alcançados é necessário o desenvolvimento de metodologia (Veja: HISTÓRIA E EPISTEMOLOGIA CIENTÍFICA), na qual não sucede o que se entende por criacionismo, uma vez que as verdades bíblicas são absolutas. Não há espaço para metodologia uma vez que a base para a crença é puramente a fé nas escrituras sagradas. Isso vai contra a premissa do autor de que “evidencias e teorias das mais diversas fundamentadas para uma busca sem fim pelo conhecimento da existência humana e do próprio universo e seu nascimento”

Uma hipótese é uma proposta que aguarda sua verificabilidade, uma teoria é o conhecimento que permite determinadas especulações baseada no racionalismo. A fé não é um mecanismo irracional (veja: IMPACTANDO A FÉ. RESTRIÇÃO RELIGIOSA NO MUNDO). A ciência permite especulação, também a experimentação na qual não se encaixa na proposta criacionista de experimentabilidade.

Como provar cientificamente que Maria era Virgem? Como demonstrar que Jonas realmente foi engolido por um grande peixe. O que sustenta essas afirmações é um unicamente a fé.

Em um livro não pode trazer duvidas a respeito daquilo que propomos. Em uma Tese de Mestrado ou Doutorado nunca podemos escrever na dissertação que não temos certeza.

A aposta de “Se Deus existe, então podemos crer há um quebra cabeça a ser montado sobre a sua criação”. Quando o ponto central de um livro é a demonstrar que de fato Deus existe não pode espaços para dúvida ou especulações hipotéticas, ou ele existe e se existe há um quebra cabeça ou não e a questão permanece com sua complexidade em questão. Afirmações como esta podem por em pauta a incerteza do autor em relação aquilo que ele esta afirmando.

Ainda no prefácio analisando o título do livro e seu subtítulo verifica-se a digressão evidente do que se entende como sistemas de construção do conhecimento. A filosofia durante muitos anos produziu conhecimento em áreas que hoje são quase que exclusivas da ciência (graças a Revolução industrial).

Durante anos o dilema da matéria era tratado unicamente pelos filósofos. Sabemos que a filosofia e a ciência são sistemas de construção de conhecimento bastante distintos, trabalham de forma distinta embora sob determinados pontos tenham abordado o mesmo tema. Quando faz-se uma análise criacionista como a proposta o livro “Formação teológica e criacionismo ciêntifico”permeamos dois sistemas de construção de conhecimento que lidam com a mesma coisa porem de forma distinta. A ciência não tem responsabilidade de propor lições de morais assim como a fé cristã não tem mecanismos competentes para ditar o que é uma verdade absoluta dentro do universo da ciência. É necessário que essa digressão seja feita embora seja coerente manter a interdisciplinaridade do tema.

Portanto o livro apresentasse como uma visão puramente teológica e não científica, por se tratar de um livro baseado nas escrituras de Gênesis é evidente que a ciência não se encaixa em tal assunto, e isso fica mais evidente com o decorrer do livro.

Ao analisarmos o capítulo 1 o autor entra no conceito do que é a realidade.

Em uma interpretação do que se entende por realidade o autor cita “A realidade invisível é aquela que não se vê, o ar existe mas de uma forma simples de se dizer não há como o ver no ambiente , pois ele é invisível ao nossos olhos, contudo temos a sensação de frescor e podemos respira-lo…”

Aqui abordasse que mesmo aquilo que não é perceptível a olho nu existe. De fato, como citado o acima o ar, não é visível, mas realmente existe. Portanto Deus existe, mesmo imperceptível a nossos sentidos.

O problema desta interpretação é que o ar mesmo imperceptível ao nosso sistema visual mas pode ser percebido por evidencias indiretas. Uma árvore balançando é um fenômeno indireto da existência do ar. Até a matéria escura que compõem cerca de 65% do universo é perceptível aos olhos da ciência, mesmo não refletindo a luz. Comprimentos de onda distintos ao de nossos olhos existem e indiretamente foram evidenciados pela ciência.

O que ocorre é que muitas vezes um determinado fenômeno pode ter duas explicações. Muitas vezes uma cientifica e outra puramente religiosa. No caso da criação do universo podemos reduzir a uma simples pergunta: O universo foi criado causalmente (pela vontade de um criador) ou casualmente (por um evento quântico misterioso)?

Se a interpretação do ar deve ser feita com base na ciência estamos optando pela regras científicas, o método e o paradigma.

Se estamos optando pelo ponto de vista religioso então a ciência não precisa ser utilizada para a existência dói ar, ele simplesmente existe seja lá por qual razão.

Em Gênesis não é preciso utilizar a ciência para crer na criação em seis dias. Ela espontaneamente ocorre.

Quando se acredita na literalidade das escrituras em Gênesis a ciência pode ser descartada pelo simples fato de que o que suporta a verdade da criação cristã não é a ciência e sim a fé.

Pela fé tudo é possível, a complexidade do universo se torna simplicidade divina criada pela simples vontade do criador, e sob determinadas circunstâncias isso atua como uma conduta anti-religiosa e anti-cientifica.

A fé é a base de tudo na teologia cristã, e através dela se obtém toda a verdade. A busca dessa literalidade através da ciência mostra uma substituição da fé pela experimentação da ciência. A ciência como criação humana sob o ponto de vista religioso se enfraquece religiosamente uma vez que biblicamente se diz que “Néscio o homem que crê no outro homem”. Sob essa alegação substitui-se a fé pela ciência como motivo primordial para a crença na literalidade de Gênesis.

Com base na invisibilidade de evidencias vale lembrar que Nicolau Cusano (1401-1464) empreendeu uma tentativa de incluir a ampliação do invisível não apenas incluindo os em grandezas matemáticas, mas também Deus como sendo o invisível máximo, afirmando “Queremos reconhecer a própria origem do invisível”. Sugeriu até experimentos com o uso do berilo, uma pedra brilhante e transparente em seu livro De beryllo. Obviamente que nada foi encontrado.

Como evidenciado acima, o invisível pode ser acessado de forma indireta, mas o inexistente não pode ser provado, permanecendo um mistério que pode ser descartado unicamente pela refutação dos argumentos que suportam essa suposta existência. Como a ciência não tem uma função deicida (de matar Deus) então ela se limita a explicar o natural, sendo estritamente materialista. Assim, Deus não é considerado na produção de ciência porque não há evidencias diretas ou indiretas que resolvam a questão. Ele pode simplesmente existir e ainda não ter sido evidenciado pela ciência, bem como não existir.

Sob certos aspectos o autor até corrobora isso “A religião de uma forma geral deriva desse conceito se manifestando em todas as culturas e civilizações da face da terra, contudo a maioria das religiões existente está mais ligada ao físico do que ao abstrato, sendo em geral as mesmas manifestações físicas expressas sem conceitos científicos, abordadas com um ar sobrenatural. Sobrenatural = aquilo que está acima do natural, ou seja, algo que vai alem do natural, sendo o mesmo não mais natural, e na maioria das vezes está associado com um poder não explicável de forma física, agindo diretamente sobre algo fisco.”

O simples fato de que a grande maioria das culturas ter uma posição religiosa ainda não corrobora a existência de um criador. Em uma analise leviana poderíamos dizer que Deus existe pelo simples fato de que 97% da população mundial acredita nele e 3% não acredita.

Vale lembrar que dentro desses 97% existem alguns milhares de outras religiões, cada um com sua verdade e enxergando o deísta ao lado como ímpio. Como demonstrado em uma campanha ateísta no Brasil “Somos todos ateus em relação ao Deus dos outros”. Somos todos ateus quanto ao deus Apolo por exemplo. Porque o Deus cristão seria melhor que Ganesha?

O fato de estar ligado a matéria demonstra que o sobrenatural não é o que esta acima do natural, mas externo ao natural. E sob a interpretação aristotélica que a igreja cooptou para suas escrituras na Idade média Deus sempre existiu, sem começo e sem fim.

Essa interpretação é puramente filosófica, grega e não cristã.

No mundo sobrenatural pode tudo, existe tudo e tudo de mais folclorioso se torna real de acordo com que se interpreta como sagrado, um local especial onde tudo simplesmente passa a existir. Nenhuma dessas interpretações sobrenaturais tem um reflexo indireto como o vento dentro de um sistema materialista como o nosso. É como se vivêssemos dentro de um balão. Não é possível atuar diretamente dentro dele. Obviamente que sob o ponto de vista criacionista não estaríamos dentro de um balão, mas dentro de um aquário. Isso faz-me lembrar de Mario Quintana que disse “Para os peixinhos do aquário, quem troca a água é Deus.

Em relação aos milagres “Um milagre ou miráculo (do latim miraculum, do verbo mirare, “maravilhar-se”) é um fato dito extraordinário que não possui uma explicação científica. Para os crentes, sua realização é atribuída à onipotência divina, é considerado como um ato de intervenção de Deus (ou de deuses) no curso normal dos acontecimento. wikipedia”

Sob essa perspectiva os milagres estão sendo banalizados. Somente nos últimos 3 anos há registrado mais de 5 casos de pessoas que de alguma forma tiveram um trauma extremamente severo em seu sistema nervoso central e sobreviveram sem seqüela alguma. Isso é mostrado com exemplo de balas perdidas que atravessaram literalmente o encéfalo das pessoas, através de facadas na região do córtex frontal e até mesmo no Brasil com alguns casos como o do pescador brasileiro em que um arpão de pesca atravessou seu crânio.

Milagres são explicados com probabilidades. Existem, eventos que são praticamente impossíveis de fazer (tem probabilidade baixa de ocorrer e não quer dizer que nunca ocorrerão), mas que acontecem porque existe probabilidade de sua ocorrência.

O conceito de multiverso trás justamente essa proposta. Se a inflação esta em sistemática ocorrência e seu rastro de radiação de fundo de microondas permite e formação de diferentes universos cujo numero é infinito então tudo o que tiver que acontecer certamente acontecerá pelo simples fato de que o que defini a ocorrência de um evento é o tempo. Dificilmente vemos um jogo de futebol terminar 12 a 9 para o time da casa, pelo fato de que o jogo de futebol tem 2 tempos de 45 minutos aproximadamente. Se cada tempo tivesse cerca de 2 horas certamente poderíamos ter essa placar absurdo de gols.

Vejamos outro exemplo. Se girarmos aleatoriamente um Cubo mágico Rubik 80 vezes por minuto durante todo o tempo de existência do universo que é de 13,7 bilhões de anos conseguiríamos 6.9×1024 movimentos. Assim, aleatoriamente conseguiríamos montar um cubo mágico em apenas 5×109 bilhão de anos, ou cinco bilhões de anos. Em 13, 7 bilhões de anos teríamos montado o cubo não uma única vez mas 2,76 vezes, ou quase 3 vezes. Sabemos que o cubo mágico não é um brinquedo com poucas combinações. De fato veja o quanto demorei para monta-lo o mais rápido possível:

 

Outro fator que devemos considerar é que consideramos milagre unicamente aqueles eventos raros em que uma vida é salva, e nunca efeitos negativos. Qual a probabilidade de bala perdida atirada no Morro do Alemão acertar uma pessoa a 4 quilometros de distância? Certamente pequena, mas ocorre quase que diariamente. Estamos trabalhando com eventos de baixa probabilidade de acontecer mas que acontecem porque há casos registrados. Milagre seria uma pessoa debilitada pelo Alzheimer ser curada espontaneamente. Qual a probabilidade de uma pessoa com Alzheimer em situação terminar voltar a andar e trabalhar naturalmente? Nenhum, pois o Alzheimer tem danos permanentes e não tem cura (ainda). Até a cura de cânceres sem tratamento já foram registradas. Isso ocorre devido a existência de um sistema imunológico eficiente ou simplesmente porque a massa celular amorfa sem função especifica pode gerar mecanismos químicos que levam a “implosão” do tumor.

Se algo existe, realmente existe porque houve e poderá haver a probabilidade de ocorrer novamente, desde que o tempo ou sua intensidade e freqüência sejam favoráveis. Não há milagres, há estimativas.

Admitamos um saco com número finito de moedas de 50 centavos e de 10 centavos, é possível calcular probabilidade de qual moeda sairá de dentro do saco. Se o número for infinito como o número de universos que compõem o multiverso não é possível calcular probabilidades porque as possibilidades são todas possíveis dada a infinitude do evento. Assim poderemos ter outros universos com vidas como a nossa, ou superiores ou inferiores com constantes físicas diferentes com leis seguindo valores diferentes, pelo menos em teoria.

Qual a chance de uma pessoa entrar em uma cova com leões e não ser comido? ou de sobreviver dentro da barriga de um grande peixe? Ou de andar sobre a água? Certamente seria nula na maioria dos casos, pois não existem pessoas que entrariam dentro de uma jaula com um leão faminto ou em uma barriga de um grande peixe ou que andam sobre a água (exceto alguns casos específicos como nas técnicas de Liquid mountaineer).

O que faz as pessoas crer que Jesus andou sobre a água não é a ciência da matemática e sim a fé.

Um outro exemplo é dado pelo próprio autor “a própria gravidade não precisa ser um milagre para existir, pois apesar do fato da mesma ter uma complexa e invisível forma de funcionamento, ela ainda sim é uma força natural, junto com o eletromagnetismo” Aqui fica claro que a gravidade não pode ser vista, mas pode ser mensurada e evidenciada como existente porque deixa resquícios diretos e indiretos de sua existência.

A invisibilidade não é evidencia de que algo não existe. Mas a incapacidade de receber traços empíricos, mensuráveis diretos ou indiretos de uma entidade sobrenatural trás dúvidas sobre a existência. O descarte da existência de um designer inteligente na ciência é dado pela incapacidade do criacionismo ou de Deus apresentar-se na forma na qual a ciência trabalha e pelo fato de que existem explicações alternativas mais coerentes para a ciência e não as respostas reducionistas que tentam explicar tudo como fruto da criação.

Sendo assim, nem tudo é uma criação, pelo menos do ponto de vista intencional, proposital e causal.

Scritto da Rossetti

Palavras chave: Netnature, Rossetti, Roberto Neves, Criacionismo, Ciência, Universo, Evolução.

4 thoughts on “UMA ANÁLISE CIENTÍFICA E CONCEITUAL DO LIVRO CRIACIONISTA “QUANDO TUDO É UMA CRIAÇÃO”. Parte I

  1. Explicações criacionistas realmente não podem ser testadas pelo método científico, pois não posso testar a presença de Deus, assim como nas teses evolucionistas (não posso testar a presença de um processo de evolução, por causa do tempo que supostamente deve levar tal processo, além do que a abiogênese nem pode ser analisada por métodos científicos por não haver fundamento prático e funcional a qual a possam realizar), e todas as demais teorias assim como a evolução,abiogênese, big bang,universo de peter Atkins vindo do nada, teoria da inflação cósmica, teoria das cordas, universos paralelos etc… as quais são todas impedidas por limitação de recursos tecnológicos e científico de serem testadas, essas analises teóricas são a má ciência, a ciência boa é testável, a má é sempre teórica e limitada aceitações sem testes práticos. O criacionismo é uma má ciência, mas nem de perto é a única má ciência existencia, na verdade o criacionismo é a unica má ciencia a ser rejeitada, é como se em uma escola pudessem todos os tipos de aleijados participarem, mas o criacionismo que tem um aleijão no dedinho esquerdo está por lei impedido de ser uma ciência teórica.

    • De fato,não conseguimos visualizar o decorrer do tempo geológico, mas isso não impossibilita visualizar a evolução, as evidências no DNA, na morfologia, no comportamento, na embriologia, na homologia de genes, redes de genes e atuação de genes de redes deixam a evolução mais do que escancaradas na nossa cara. Alegar que a evolução não é observável por causa da amplitude do tempo geológico é como alegar que não há crimes porque não foi pego em flagrante.
      Ora, cenas do crime deixam evidências assim como a evolução. A partir delas construímos paradigmas que explicam o caminho evolutivo percorrido por espécies ou a forma com que um assassino matou a vitima. Outra coisa, dizer que “não posso testar a presença de um processo de evolução” não parece ser verdade a partir do momento que vemos a seleção natural punindo com a morte aqueles sem aptidão. Qualquer fenômeno que selecione é um mecanismo evolutivo, talvez não vejamos uma espécie surgindo de outra na nossa frente porque isso exige gerações de seleção. Talvez seja mais evidente em momentos pós-catástrofes ambientais onde nichos ficam abertos e o processo de especiação pode ocorrer com um pouco mais de velocidade, na casa de uns 10 milhões de anos como tem mostrado alguns estudos referentes a borboletas e mamíferos após a catástrofe K-T

      Criacionismo é uma má ciência e é condenada como qualquer outra, a diferença é a forma forçada com que seus promotores fundamentalistas tentam obrigar o mundo a aceitar uma epistemologia pseudo-cientifica, a de testar a presença de Deus na constituição do universo. Isso é fé é religião e não ciência. Qualquer pseudo-ciência deve ser tratada com repudio pela comunidade científica, para manter a confiabilidade da metodologia científica,

      • Não é verdade o que você disse que o criacionismo é uma má ciência e é condenada como qualquer outra má ciência, pois o criacionismo é a única má ciência condenada! não vejo teorias como o evolucionismo,de universos paralelos, cordas, big bang etc… serem excluídas de debates abertos pela comunidade científica, outra questão que você disse sobre evidencias serem verdadeiras provas é um erro de sua parte muito grande em dizer isso, pois o criacionismo cresce em evidencia diariamente remontando e confirmando suas afirmações de forma científica, ética e racional, o criacionismo tem crescido em seu conteúdo e qualidade informativa de forma tão significativa que nos poucos debates que tivemos oportunidades de fazer, enviamos um filósofo para um debate épico de ciências das origens, e ele humilhou o maior bioquímico e neo-ateísta da atualidade no confronto (Peter Atikins vs Willian Craig) e já é notório que o Richard Dawkins foge também de debates abertamente com o Craig. O incrível é que o Craig é apenas um filósofo, e relativamente fraco em muitos pontos de seus argumentos, pois já vi ele não ser bem sucedido em outros debates a respeitos de princípios da Trindade ( debate teológico), o que me faz ver que se um homem mediano dentro da filosofia humilha os maiores expoente do neo-ateísmo dentro de sua própria área de estudo, é por que o neo-ateísmo não possui provas verdadeiras e convincentes para debates, já faz muito tempo que debates abertos renhem demonstrado a fragilidade do neo-ateísmo, o que me faz ver que suas justificativas neo – ateístas são falsas e não passam de bordão covarde para evitar debates, no caso quando digo você, eu me refiro a comunidade Neo- ateísta que é covarde e se esconde atras bordões covardes (criacionismo não é ciência), por não terem o como confrontar de forma lógica os seus próprios argumentos. Posso te falar a verdade caro amigo, o meu professor de evolucionismo na faculdade a qual frequento se esquivou em sala de aula e se retratou ao ser confrontado por mim (aluno) sobre a questão da abiogenes e da evolução a nível de especies, ele começou a debater comigo, mas não pode concluir o argumento pois estava pecando quanto ao princípio das evidencias provadas pela ciência quanto a alterações genicas e nível de complexidade celular que eram completamente opostas ao que ele estava falando.



      • William Craig se formou filosofo mas atua como teólogo, proselitista. Sua argumentação é tmabém cheia de falhas. Para começar com David Hume em Investigação a cerca do entendimento humano escrito em 1748 onde Hume destrói argumentação teleológico e obviamente todos as premissas de Craig, que são premissas portanto natimortas.
        Eu mesmo já debati causa primeira com um monte de autores que citam Craig e cairam do cavalo.

        https://netnature.wordpress.com/2013/01/22/a-filosofia-barata-por-de-tras-do-argumento-cosmologico-e-outros-argumentos-criacionistas/

        https://netnature.wordpress.com/2013/03/20/contradicoes-e-contrapontos-as-ideias-de-william-l-craig/

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