CAPITAL DO RIO APROVA ENSINO RELIGIOSO. (comentado)

Vereadores dão aval a projeto do prefeito, que abre 600 vagas para professores e custará R$ 15,7 milhões por ano; aulas serão optativas

Contrariando um parecer do Conselho Municipal de Educação, a prefeitura do Rio conseguiu aprovar a inclusão do ensino religioso no currículo das escolas públicas cariocas. O projeto de lei votado anteontem na Câmara dos Vereadores cria aulas opcionais para diferentes denominações religiosas e abre 600 vagas para professores da área. A partir de 2013, o impacto no orçamento do município será de R$ 15,7 milhões por ano. Aprovado por 28 votos a 5, o texto estabelece a adoção de aulas facultativas para estudantes do ensino fundamental da rede municipal. Os pais decidirão se os alunos devem assistir às aulas e poderão escolher a designação religiosa de sua preferência. Em fevereiro, o Conselho Municipal de Educação – responsável pelo acompanhamento da política educacional do município – aprovou um parecer que rejeitava a inclusão da religião nas escolas. O objetivo era reafirmar o “caráter laico da escola pública”, uma vez que a adoção do ensino religioso é alvo de ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF).

Alunos brincam na escola municipal João de Deus, na Penha, zona norte do Rio

“Lamento profundamente a decisão dos vereadores. Para atender aos anseios de grupos religiosos, a prefeitura ignorou a avaliação que havia sido feita por um órgão formado por educadores”, criticou a professora Rita Ribes Pereira, do Conselho Municipal e especialista em educação infantil.

O projeto foi enviado à Câmara pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB), que se baseou na Constituição para propor a alteração no currículo escolar. Segundo o artigo 210, a religião deve ser uma das disciplinas do ensino fundamental.

Paes tinha uma dívida de campanha com líderes religiosos. Em 2008, quando disputava a eleição, prometeu se empenhar a favor da adoção do ensino religioso nas escolas municipais. O compromisso foi firmado com diversas autoridades – entre elas o então arcebispo do Rio, d. Eusébio Scheid.

A Secretaria Municipal de Educação informou que só vai se manifestar depois que o texto for sancionado. A assinatura de Paes é dada como certa, uma vez que o prefeito é o autor do projeto e a bancada de vereadores governistas se empenhou por sua aprovação.

Para o líder do governo na Câmara, Adilson Pires (PT), a inclusão da religião na grade curricular do ensino fundamental é uma oportunidade de fortalecer a formação moral dos alunos, sem estabelecer necessariamente uma doutrina espiritual específica. “O tema foi apresentado da seguinte maneira: vivemos em uma sociedade violenta e desagregada, com valores morais fragilizados. O ensino religioso cria a expectativa de transmitir às crianças valores da fraternidade, amor e companheirismo”, afirma o vereador, que deve ser candidato a vice-prefeito na tentativa de reeleição de Paes, em 2012.

As aulas só deverão ser oferecidas nas escolas de ensino integral – cerca de 100 das 1.064 instituições municipais. Lei aprovada em 2010 estabelece a adoção do ensino integral em todas as escolas até 2020.     

Fonte: Estadão 

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Resenha do autor

Não precisa ser inteligente, ou ter uma alta graduação para perceber que essa atitude vai resultar em problemas, trazer conflitos entre diferentes segmentos religiosos.

É evidente que os educadores vão introduzir a visão individual de suas crenças. O que aconteceria se os pais determinassem que as aulas de religião fossem focadas no hinduísmo ou no islamismo e o professor tiver uma formação católica ou pior, evangélica? Pior no sentido de ensinar sobre a religião alheia sem critica-la sob o ponto de vista do individualismo cristão da pessoa.

Um pai muçulmano ficaria a vontade sabendo que o professor de religião de seu filho tem uma formação cristã e esta lecionando aulas sobre o alcorão?

A crise educacional é evidente. Quando a escola deveria trazer o papel de ensinar as disciplinas básicas e as cientificas introduz-se a religião, que não é uma estrutura básica, nem uma religião e que já vem de fabrica com os alunos, uma vez que os próprios pais já catequizaram seus filhos.

O Rio de Janeiro conseguiu extrapolar todos os limites possíveis e imagináveis para transformar a educação em uma tremenda porcaria de segunda mão, entre os demais. O problema não é a religião em si, mas a individualidade. O país é laico (pelo menos em teoria) e o estado não deve favorecer religião alguma. Neste caso especifico como o estado vai controlar para que atitudes tendenciosas não ocorram?

É evidente que essa atitude trará problemas, pois tenderá favorecer uma única religião e gerar conflitos com as menos favorecidas de um país com uma diversidade religiosa extrema.

Algo parecido já ocorre no Rio de janeiro há algum tempo, com as restrições ao ensino de biologia graças a visão individual fanática e patética de Rosinha garotinho que diga-se de passagem tem a família engolida por escândalos dos mais tenebrosos possíveis.

E agora esta noticia!

Os pais nem mais tem tempo para educar seus filhos, que geralmente crescem as custas de uma baba, mimados, com presentes. A criança que deveria crescer inocente já cresce com a mesquinhez e a mediocridade do “adultismo” e do paternalismo.

Até a internet parece estar mais presente e educando os filhos mais do que os próprios pais. Os pais empurram a responsabilidade de educar seus filhos única e exclusivamente para a escola: “Sim, puis no mundo, agora cuida você escola, afinal, te pago pra isso”.

Agora nem mesmo a religião esta presente no seio família, a escola ganhou a função de catequizar nossos filhos. Nossos filhos que não tem idade para discutir economia, nem políticas anárquicas, comunistas já tem de conhecer o papel de deus em nossas vidas como caminho para o céu e a teria de choque ou lavagem cerebral de satanás com o fogo ardente dos desobedientes.

É evidente que isso nem mesmo pode ser chamado de catequizar nossos filhos, estamos domesticando-os como um cão submetido a um condicionamento clássico pavloviano. É preferível ser um cão nesse momento, pois até um cão tem a graça de desconhecer o conceito de Deus.

Scritto da Rossetti

Palavras chave: Netnature, Rossetti, Ensino religioso, escola, Rio de Janeiro.

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