COMO PROCURAR VIDA EM OUTROS PLANETAS? (comentado)

Astrônomos anunciaram a descoberta de mais de 50 planetas extrassolares, e 16 deles foram classificados como as chamadas super-Terras. Entre as super-Terras, a chamada HD 85512b tem animado os astrônomos de todo o mundo, pois fica na beira da zona habitável de sua estrela-mãe, o que sugere condições favoráveis para a vida.

Mas porque é que uma determinada posição de um planeta é tão importante para a vida? E se há vida em HD 85512b, como os astrônomos poderiam confirmar a sua existência?

 

A zona habitável

Também conhecida como zona Cachinhos Dourados, a zona habitável é uma região do espaço em torno de uma estrela adequada para a existência de água líquida – e consequentemente a vida, da maneira que conhecemos. Os planetas nessa região não estão nem em um local tão quente, o que faria a água ferver, nem tão frio, o que congelaria a água.

Essa região é diferente para cada local no universo, pois depende também da quantidade de calor que cada estrela emite.

Mas não é necessário apenas estar na zona Cachinhos Dourados para que um planeta se torne potencialmente habitável. Primeiramente, os astrônomos acreditam que os planetas habitáveis são terrestres (rochosos).

Além disso, um planeta não poderia ser muito pequeno para abrigar vida, pois não seria capaz de segurar gravitacionalmente alguma atmosfera. O HD 85512b atende essa condição: tem cerca de 3,6 vezes a massa da Terra, um tamanho bastante confortável para um planeta habitável.

 

Analisando atmosferas

Uma vez que os astrônomos tenham descoberto um planeta rochoso na zona habitável de uma estrela, o próximo passo é analisar sua atmosfera em busca de pistas da vida.

Infelizmente, a leitura da atmosfera de HD 85512b e das outras super-Terras ainda não é possível: as tecnologias de hoje só são capazes de inspecionar as atmosferas de grandes planetas, como Júpiter.

Mas na falta de tecnologias mais precisas, são utilizadas outras maneiras de detecção de atmosferas em planetas. O primeiro passo para isso é comparar o espectro de uma estrela isoladamente – ou seja, os diferentes comprimentos de onda de luz que vem dela – com o espectro da estrela quando um planeta está na frente dela.

Se o planeta em trânsito não tiver atmosfera, ele irá bloquear a mesma quantidade de luz das estrelas em todos os comprimentos de onda.

Por outro lado, se um planeta tem uma atmosfera, os gases irão absorver a luz da estrela em comprimentos de onda específicos. A partir dos padrões de absorção dos diferentes tipos de átomos e moléculas que constituem a atmosfera – como oxigênio e nitrogênio – os astrônomos podem descobrir que elementos existem na atmosfera.

Embora o oxigênio não seja um fator isoladamente determinante para a vida, encontrar esse gás na atmosfera de um planeta, principalmente em grandes proporções, pode ser um bom indicador de vida.

A melhor maneira para pesquisar as super-Terras daqui para frente e encontrar novos indicadores de vida como a atmosfera será com radiotelescópios do projeto SETI.

 

Olhando para o futuro

Os astrônomos estão buscando novas tecnologias e métodos para auxiliar a busca pela vida extraterrestre, como o Terrestrial Planet Finder (TPF) proposto pela NASA. Essas sondas espaciais poderiam direcionar imagens diretamente para um planeta extrassolar.

Uma das técnicas envolveria um telescópio espacial muito grande, com lentes especiais para bloquear a luz de uma estrela, o que permitiria aos astrônomos estudar as propriedades de qualquer planeta que a orbita.

O projeto foi recentemente cancelado pela NASA. Uma grande decepção para os astrônomos e entusiastas científicos, mas será que o projeto poderia ser retomado? Alguns astrônomos se dizem esperançosos, afirmando que assim que houver financiamento necessário, o TPF sairá do papel. [Life’sLittleMysteries]

Fonte: Hypescience

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Resenha do autor

Os três tópicos apontados acima são as primeiras exigências para considerar um planeta capaz de dar origem ou suportar a vida. É evidente que é necessário que haja água também que é um elemento necessário para a origem e a manutenção fisiológica dela.

Note que essas notícias tratam exclusivamente do potencial de biológico no nível de sua origem e sua manutenção. Estudos realmente científicos que se focam na exobiologia se direcionam na capacidade que os planetas têm de suportar a vida e não de abrigar vidas inteligentes.

Nesses casos é possível diferenciar quando um estudo é realmente científico e quando ele é simplesmente pseudo-científico como o que ocorre na Ufologia.

Isso demonstra que a ciência é puramente materialista, não cabendo espaço para seres sobrenaturais. Para saber mais vale a pena clicar aqui

Scritto da Rossetti

Palavras chave: Netnature, Rossetti, exobiologia, astrobiologia, Ufologia.

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