ENCONTRADO NA ANTÁRTIDA FÓSSIL DE BALEIA QUE VIVEU HÁ 49 MILHÕES DE ANOS. (comentado)

A Direção Nacional da Antártida, órgão argentino, anunciou na terça-feira (11) a descoberta do fóssil de uma baleia que viveu há 49 milhões de anos, o mais antigo do mundo até o momento.

Trata-se de “uma mandíbula reconstruída, de cerca de 60 centímetros, que permite saber que a origem da linhagem desta baleia é mais antiga do que se pensava”, assegurou a paleontóloga argentina Claudia Tambussi.

Ilustração artística de como seria a criatura cujo fóssil foi localizado recentemente em Buenos Aires.

A descoberta do “Arqueoceto Antártico”, um parente distante das baleias, foi feita no nordeste da península Antártica, perto do mar de Weddell, por Tambussi, seu compatriota Marcelo Reguero e os suecos Thomas Mörs e Jonas Hagström –estes dois últimos do Museu de História Natural de Estocolmo.

Mandíbula do Arqueoceto Antártico, encontrada por arqueólogos na Antártida

Este “Arqueoceto Antártico” pertence ao grupo Basilosauridae, do que se originaram todos os cetáceos atuais.

As “baleias semiaquáticas” –as Protocetidae, com quatro patas desenvolvidas– viveram na região entre a Índia e o Paquistão há 53 milhões de anos, enquanto o “Arqueoceto Antártico” tem 49 milhões de anos e é totalmente aquático.

Os fósseis foram apresentados pela Direção Nacional da Antártida durante a Tecnópolis, uma enorme mostra na periferia de Buenos Aires, na qual foram recriadas as maiores conquistas científicas e tecnológicas do país com maquetes em tamanho real e imponentes cenários futuristas.

Tambussi, que assim como Reguero, trabalha no Conicet (Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas), comentou que este fóssil de baleia é o primeiro localizado na Antártida Argentina.

A Direção Nacional da Antártida também informou que outro grupo de paleontólogos encontrou na ilha James Ross restos de um dinossauro sauropodomorfo, um anquilossauro, répteis marítimos (plesiossauros) e peixes ósseos.

Também foram coletados amostras de dentes de tubarões e um esqueleto quase completo de um pinguim gigante (entre 1,50 metro e 1,60 metro de altura), com aproximadamente 34 milhões de anos.

Fonte: Folha

 .

Resenha do autor

As famílias Dorudontidae e Basilosauridae, cujos membros já são considerados totalmente marinhos. Os Dorudontidae e os Basilosauridae são os Archaeoceti mais semelhantes aos cetáceos modernos. Tinham hábitos totalmente aquáticos e alimentavam-se essencialmente de peixes.

Aqui entra mais uma descoberta que oferece suporte a trajetória evolutiva que o grupo dos artiodáctilos/cetáceos seguiram.

Vale lembrar que a evolução aqui permite enxergar um duplo caminho. O que se entende por teoria evolutiva é o caminho que o grupo dos cetaceodactilos seguiram, que ainda vem vendo descoberto na biologia.

Isso é diferente de dizer que a evolução como um todo é uma teoria. As teorias apontam os caminhos evolutivos das espécies, a evolução como um fato consolidado é assim vista em meios acadêmicos sérios, para demonstrar a amplitude de atuação da idéia de Darwin.

Em resumo, a evolução é um fato consolidado pela ciência com mais de 150 anos de artigos científicos que demonstram isso, as teorias são aquelas que retratam o caminho evolutivo tomado por cada espécie.

Apesar da evolução ser um fato (porque todas as espécies evoluem, seguindo diferentes mecanismos) existem várias teorias evolutivas que tratam da origem das serpentes, por exemplo. Isso não quer dizer que a evolução é uma teoria, mas que o caso especifico da evolução das serpentes existem linhas teóricas de pensamentos a respeito de sua evolução.

No caso dos cetáceos essa trajetória é bastante conhecida(2 – CRIAÇÃO E EVOLUÇÃO – DEBATE ENTRE UM BOING 747 E UMA BALEIA), assim como o dos proboscídeos (A DIVERSIDADE E EVOLUÇÃO DOS PROBOSCÍDEOS. UM FOCO A BIOLOGIA DOS ELEFANTES), felinos(AS CONSISTENTES EVIDÊNCIAS DA EVOLUÇÃO DOS FELINOS E A DOMESTICAÇÃO DOS GATOS),canídeos(ENTRE LOBOS E URSOS) e mais uma série de animais que detém teorias mais bem embasadas e elaboradas do que outras. O mesmo ocorre com a extinção dos dinossauros, o fato é, os dinossauros foram extintos, existem diferentes teorias a respeito do motivo dessa extinção que vão além da queda de um meteoro na Terra. O mesmo ocorre com o caso das mudanças climáticas. De fato estão ocorrendo mudanças climáticas que são evidencias em diversos pontos do mundo, existe a teoria do aquecimento global que erroneamente tem sido vista como um fato consolidado pela ciência embora sob diversos aspectos não demonstram ser um fato consolidado (AQUECIMENTO GLOBAL, SERÁ?). Mudanças estão acontecendo, regionalmente mas não suportam coerentemente a idéia de que existe um problema de amplitude global.

Scritto da Rossetti

Palavras chave: Netnature, Rossetti, Cetáceos, Evolução, Teoria.

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