EM NOME DA GANÂNCIA (comentado)

Caçadores estão exterminando uma espécie de macaco raro na Tanzânia

Segundo pesquisadores do Tanzania Forest Conservation Group (TFCG) e do Centro de Monitoramento Ecológico de Udzungwa, mais uma espécie do Velho Mundo está ameaçada: um macaco encontrado em apenas dois locais na Tanzânia está em perigo de ser cozido e comido até sua extinção.

Foto de Marc Veraart, licença Creative Commons

O Cercocebus sanjei vive apenas na floresta de Mwanihana e na reserva florestal de Udzungwa. Os indivíduos são principalmente terrestres, passando pouco tempo nas árvores, o que os torna mais vulneráveis a caça e armadilhas. Foram observados pela primeira vez por cientistas ocidentais em 1979. 

Mokoro Kitenana, técnico de campo do TFCG, disse que os pesquisadores encontraram muitas armadilhas na Reserva Florestal de Udzungwa, bem como carne de macaco para venda em aldeias próximas e poucas evidências dos animais na floresta. Mas o fim desses animais também vai mudar a economia local. “Se isso continuar, os animais estarão esgotados desde as montanhas, o que seria o fim dos turistas e pesquisadores estrangeiros que visitam a reserva”, segundo Kitenana. Um funcionário da reserva disse que as patrulhas anti-caça estão sendo iniciadas. 

De acordo com uma avaliação de 2005, pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, 40% de toda a população desses macacos, ou 1.300 indivíduos, vive na reserva atualmente.

A economia da Tanzânia não está indo bem; em agosto sua taxa de inflação foi de 14,1%, de acordo com um relatório recente da Bloomberg Businessweek, e sua moeda está em baixa há 45 anos, de acordo com allAfrica.com. A caça e o crime ambiental são galopantes no país: um relatório de 2010 do Elephant Trade Information System descobriu que uma grande parte do marfim contrabandeado em todo o mundo do crime organizado se originou na Tanzânia, embora o relatório também tenha elogiado a aplicação no país da lei contra os contrabandistas. Em agosto deste ano, mais de mil presas de elefante foram apreendidas na Tanzânia em seu caminho para a Malásia. No mês passado, outra remessa de 695 presas, vindas da Tanzânia, foi apreendida na Malásia a caminho da China.

Fonte: Scientific american

 .

Resenha do autor

Quando se escreve uma reportagem sobre o risco de extinção de algum animal é fundamental que seja acompanhado de uma caracterização socioeconômica do país na qual este vive.

Isso demonstra que a economia em colapso e o descaso do governo para tais questões. Não somente porque o país é miserável no caso da Tanzânia ou em Madagascar que 80% da população vive na miséria absoluta. É importante lembrar que o rico, os mais abastados tem uma contribuição tão significativa na extinção das espécies quando os países pobres.

Não somente na extinção, mas na exclusão social também. O marketing por de trás das marcas, o co consumismo, todos são financiados por empresas e líderes bastante abastados.

Um exemplo é a China, que pode estar crescendo economicamente enquanto a Europa afunda-se em dividas e desemprego. Na China o crescimento ocorre as custas da degradação ambiental e do trabalho praticamente escravo.

Na China há tanto os pandas comuns conhecidos como ursos (embora não sejam ursos) e os pandas vermelhos. Estes últimos tem uma população de pouco mais de 2 mil indivíduos resultado de anos e anos de degradação.

Então, é fundamental que os órgãos responsáveis pelo levantamento de fauna e flora comparem seus resultados com as condições sócio/econômica/culturais do país e estabeleçam correlações entre economia, classe social e desmatamento e extinção para que as medidas contra a degradação ambiental sejam tomadas não no efeito, mas sim na causa, que via de regra é social.

Scritto da Rossetti

Palavras chave: Netnature, Rossetti, Extinção, Degradação ambiental, Crescimento econômico.

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