UMA ANÁLISE CIENTÍFICA E CONCEITUAL DO LIVRO CRIACIONISTA “QUANDO TUDO É UMA CRIAÇÃO”. Parte IV

No capitulo Capítulo 5 o autor trata da gravidade e sua proposta de teoria ao afirmar que ”Na verdade a submatéria é a responsavel direta pela ação da gravidade, e principalmente talves a responsalvel pelos fatores de massa e energia dentro do universo. Antes de continuar a minha teoria, vou apresentar a teoria de Albert Einstein sobre a mesma, pois observei que há nela uma certa semelhança com a minha teoria. não estou dizendo que nem a minha e nem a teoria de Albert Einstein estejam certas mas que as duas se completam isso é verdade.”Sob essa concepção obviamente que qualquer cientista optaria pela proposta de Einstein e que em momento algum ele trabalha com imateria, submateria, o que não garante semelhança alguma com Einstein. A gravidade é o resultado da matéria, pois a presença de corpos com grandes massas é o que gera o campo gravitacional e não a submatéria.

Inclusive sob o aspecto da expansão do universo a gravidade parece ter um efeito repelidor durante o processo de inflação. Assim a gravidade é resultado da presença de matéria e não de submaterias. Um campo gravitacionalmente colapsado denominado vulgarmente como buraco negro tem uma gravidade extrema devido a grande densidade de sua massa concentrada em pouca área preenchendo um volume pequeno que deforma o espaço de tal forma a formar um funil.

Quando o autor tenta conciliar sua preposição com Einstein e a física quântica afirmando que “este vazamento de grávitons da nossa Brana para dentro do espaço de mais dimensões poderia explicar porque a gravidade é uma força tão fraca, e grávitons das outras branas adjacentes a nossa própria poderiam prover uma explicação para matéria escura. Veja cosmologia brana para maiores detalhes”comete algumas falhas.

O gráviton antes de tudo é uma partícula hipotética, alguns físicos realmente acreditam que existe uma partícula responsável pela gravidade.

Considerando a proposta de que existem multiversos e que eles interagem há outras possibilidades propostas por teorias da física que explicam a origem do nosso universo, pelo choque e fusão de duas branas de universo. Outro ponto é que a radiação de fundo de micro-ondas tem permitido pequenas falhas quânticas ao longo da inflação e permitindo a criação de universos com constantes e campos escalares numéricamente distintos que corresponde a formação dos multiversos. Essa radiação de fundo de microondas parece ter viajado em um efeito rebote da periferia para dentro do universo passando por dentro de diversos multiversos e trazendo resquícios do que pode ser branas inacessíveis por nós. A matéria escura e uma matéria difusa que compõem 65% do universo e quem pode ter elucidações em breve caso seja confirmada a existência do também hipotético Bóson de Higgs, que é uma partícula subatômica de liga outras partículas subatômicas.

Obviamente que sob o ponto de vista criacionista vem as alegações “Ai começa a minha teoria. O efeito gráviton, na verdade é uma causa gerada pela subamatéria dentro do espaço tempo, pois a submateria esta dentro do nosso espaço exatamente a onde consideramos o espaço como vazio”. Aqui surge uma questão.

Como o gráviton (que já é hipotético) seria o resultado de uma suposta submatéria que não é considerada pelos físicos (já que é uma visão individual) uma teria potencial de interpretar o enigma da matéria escura?

Seguindo essas suposições o autor segue “Mas ai é que está minha observação, e se a dobra das linhas não for sobre o tempo, isso mesmo, se a massa não estiver exercendo força sobre o tempo mas sim sobre a imatéria. Pensa na submatéria como a água, e a matéria como uma pedra, sempre a matéria estará exercendo força (peso) sobre a submatéria, e a achatando, na verdade o principio é idêntico da teoria da cuvartura do espaço tempo e os grávitons são como a água. Só que não é grávitons e nem curvatura do espaço tempo, mas sim uma curvatura da submatéria provocado pela matéria, e mais, mesmo dentro do espaço vazio também a uma curvatura gravitacional, pois a submatéria também exerce gravidade sobre si mesma e também sobre a matéria.”

Novamente temos a interpretação teológica “Ou seja todo o deslocamento entre as galáxias são a sua distanciação devido a onda do epicentro inicial, essa onda nesse caso não poderia ser mais o big bang, mas sim uma massa maior dentro do centro do universo a qual desloca todas as massa menores para fora do seu centro gravitacional, em resumo como estamos afastados do centro dessa super massa então nos afastamos dela proporcionalmente ao seu deslocamento… Essa teoria se estiver certa derruba a teoria do Big bang, mas levanta uma questão sobre que super massa é essa que desloca as galáxias.”. Por ser teológica ela supostamente descarta a proposta do Big Bang e ressalva a criação divina com base no conceito individual de matéria, submatéria e imatéria.

Assim o autor finaliza dizendo”Se usarmos e aplicarmos apenas a teoria da gravidade de Albert Einstein em um universo novo onde tudo foi feito por um Deus em apenas 6 dias a 6.000 anos atrás aproximadamente, e considerarmos que os corpos foram colocados em suas devidas posições, e que a teoria da relatividade está certa em dizer que os corpos curvam o tecido do espaço-tempo então essa mesma curvatura faria com que objetos fora de uma curvatura maior se distancia sem um dos outros…É muito difícil afirmar com certeza absoluta sobre como exatamente todos os fatos se decorreram antes de haver o dilúvio. Fatores sociais, eco sistêmicos,de caráter moral, tecnológico,financeiro, político entre outros, pois não há muito para se provar ou registrar sobre os mesmos. Uma vez que o próprio dilúvio destruiu toda uma sociedade e não deixou praticamente nada para relatar a sua existência de forma exata e indelével”Sustentando incertezas sobre as próprias explicações bíblicas.

No capítulo 6 o autor trata da existência dos Pré- diluvianos e iniciando já com uma dúvida “…nossa historia humana e cientifica atual não nos dá base positiva para dizermos que no passado houve um dilúvio universal”. De fato pelas evidencias históricas serem ambíguas e geralmente míticas.

O autor apresenta supostas evidencias que suportam a existência do dilúvio “Por que podemos crer no dilúvio universal ! 1° pois está escrito na Bíblia…. A bíblia tem se mostrado ao longo do tempo e da historia humana como uma fonte de mensagens verdadeiras e precisas…”. Obviamente que a crença em uma afirmação não deve ser aceita só porque um livro considerado sagrado afirma. Para os chineses P´an-ku é sagrado e diz que somos frutos de suas pulgas e certamente um criacionista acharia essa afirmação estúpida. De qualquer forma ela é tão sagrada quando a historia dos diluvianos. Em seguida o próprio argumento se volta contra o autor “Não é bom confiar em algo por que todos nele confiam, isso não é prova de que tudo se diz seja verdadeiro”. Isso reflete justamente o argumento da autoridade a qual Carl Sagan refere-se.

Ainda sim o autor se foca na genealogia bíblica “O que é mais confiável, o registro genealógico de um osso de 2000 anos atrás, ou um documento que conte a historia daquele osso. O que é mais preciso ? a historia presencial e catalogada, ou a historia analítica baseada em ossos, pedra poeira e radioatividades. Não estou dizendo que não seja importante averiguação das mesmas, mas é claro que o testemunho é sempre mais esclarecedor do que os fatos especulativo.

O que é mais coerente na solução de um crime, perguntar ao suspeito se ele é o assassino estuprador da vítima ou coletar amostras de sêmen direto do corpo? O catálogo pode ser alterado assim como o material físico. É mais fácil mudar um catalogo e fazer uma historia se casar diretamente com os preceitos de uma religião, como as alterações feitas pela igreja católica no período medieval do que fazer uma mudança matéria física. Você pode rabiscar o Santo sudário todo, mas basta um fragmento pequeno de sua mancha para que a datação seja feita, a idade revelada e a mascara cair. Ao cometer um assassinato o que parece mais coerente perguntar ao suspeito se ele assassinou covardemente a vítima ou recolher resto de pele de baixo da unha da vitima e comparar com o DNA do suspeito? As rasuras e falsificações documentais estão presentes na historia em maior numero. O caso de Galileu na Inquisição traz justamente esses problemas ao averiguar o que de fato aconteceu no julgamento da Congregação do Índice e com as cartas trocadas com Bellarmino.

Existem também falsificações materiais como por exemplo na biologia o caso Piltdown. Outro exemplo que merece ser mais detalhado esta nas descobertas das estatuetas de Acambaro no México.

A falsificação de resultados e materiais físicos em ciência pode ser facilmente descoberta. Uma vez que artigos científicos são a base para a produção de hipóteses e teorias na ciência, se um artigo for falsificado for usado para a produção de ciência toda toda teoria entra em resultados contraditórios. Pelo fato da ciência exigir um método ela permite a reprodução do experimento, e se os resultados forem falsificados claramente ficaram evidentes no momento da repetição da prática.

 

No passado assim como hoje em Dia havia-se a contagem semanal com dias baseados em um processo de 24 horas e uma semana em um período exato de 7 dias sendo um ano aproximadamente 365 dias consecutivos.

Será que é possível acreditar que os personagens bíblicos como Matusalém viveram tantos anos quanto dito na bíblia segundo a contagem anual que utilizamos atualmente?  Como a fertilidade pode ser alcançada com tamanha idade nos homens e mulheres? Porque atualmente não vivemos tanto tempo assim? Como o pecado pode ter alterado nossa expectativa de vida? Suposições bíblicas incoerentes uma vez que são interpretadas em sua literalidade. Analisemos isto mais adiante.

Em ”A ciência atual não pode crer que haja um Deus (criador do universo), pois se há um Deus então há alguém acima dela, e com isso a ciência não é mais absoluta. E por isso ela desenvolveu uma fé comumente chamado como materialismo absoluto” segue sucessivos erros e desconhecimento total de como a ciência trabalha. .

Um erro clássico de desconhecimento de como a ciência trabalha e o absolutismo, que não é alcançado diariamente como ocorre na religião.

A possibilidade de existência de Deus é mantida, mas a ciência trabalha sob a perspectiva do materialismo e do naturalismo. Sendo Deus uma entidade sobrenatural não é observável pela ciência e suas interpretações teológicas não devem entrar em contato com as cientificas embora trabalhem sob o mesmo tema. O foco é absolutamente distinto. Assim, quando afirma-se “…é claro que sem Deus tudo fica mais complicado de ser explicado, e por isso quanto mais difícil fica a resposta mais tempo tem que se dar para parecer a mesma plausível.” fica evidente que Deus resolve todos os problemas simplificando-os, ou tratando-os de forma leviana. A complexidade de sistema não é dada pela ciência com forma de persuadir as pessoas para que pareçam plausíveis; ou será que a origem do universo é um sistema simples? A ciência apenas explica, o criacionismo baseando o universo como uma simples criação a aprtir da vontade divina reduz a complexidade do universo sob todos os pontos de vista.

Quando o autor cita “Sem Deus tudo foi feito a 13 bilhões de anos atrás. Sem precisão de data. Uma ciência imprecisa é uma ciência especulativa.” Se trata de uma precisão e que pode sofrer alterações. Nenhuma dessas verdades são absolutas, assim trabalha a ciência de acordo com Thomas Khun. O cálculo da origem do universo foi feito com base no princípio antrópico e pode estar sujeito a modificações.

Outra questão é especular. A especulação realmente faz parte da ciência, mas não é exclusivamente especulando que se faz ciência. Para elaborar hipóteses, testá-las e construir teorias que possam um dia ser validadas como um fato consolidado pela ciência especula-se possibilidades e possíveis resultados. O autor aqui tem a proposta da especulação a respeito da imatéria, submatéria e matéria. O próximo passo seria testá-la.

A ciência não detém unicamente a esse procedimento leviano, ela aprofunda-se na experimentação e na mensuração de dados propondo teorias.

Quando o autor cita “O maior problema de tal teoria quando aplicada ao nosso universo atual é que o universo se demonstra por demais complicado par ser explicado como existente do acaso” vai a favor da premissa de que sem Deus tudo fica mais complicado, o que demonstra que a complexidade é real e não fruto da ciência, bem como reafirma em “Todo mundo sabe que o conjunto de coisas existente dentro do universo é extremamente complexo e harmônico”.

Em outros textos já apontei exemplos de como a aleatoriedade esta presente em diversos mecanismos naturais e pode criar elementos complexos. Vale lembra que seguindo a premissa do multiverso como o autor também tem supracitado acima o nosso universo é seria somente mais um universo dentre tantos outros e todos os possíveis, cada um com suas constantes, características e probabilidades.

Quando o autor propõem “imagine calcular a possibilidade de todo o universo passar a existir de átomos vindo do nada” a complexidade parece ser impossível desconsiderando que o tempo não é importante, então opta-se pela interpretação teológica pseudo-científica de que tudo foi criado pela simples vontade a partir do nada, o que de certa forma pode ser tão absurdo quanto acreditar na probabilidade do nada gerar tudo.

Então o autor conclui que a “Ordem requer um fator ordenado e uma mente por trás para a sua execução…. O tempo ordenado requer um ordenador” mas ele limita-se neste ponto.

Uma extensão filosófica deste questionamento seria; um ordenador do tempo requer um ordenador ainda maior, ou seja, uma origem para tal ordenador uma vez que nada passa a existir a partir do nada. Assim, quem projetou o ordenador? e então sucessivamente até que reconheçamos que esse questionamento teológico nunca responde a questão da origem de Deus e ficaríamos brincando de casa de bonecas russas.

Assim o autor levianamente acredita que “A aleatoriedade não contribuiu para a formação de nada dentro de um espaço de tempo definido” e termina por desconsiderar que mais de 150 moléculas que estão ligadas de alguma forma ao surgimento da vida já foram identificadas nos quatro cantos do universo; a formação das nuvens  é resultado de centenas de fatores como o calor, o frio, a evaporação da água, os ventos, o clima, condições do Sol que ocorrem aleatoriamente; alguns corpos celestes estudados pelo físico Poincaré seguem orbitas baseadas em sistemas desestabilizados onde o que prevalece não era a ordem natural, mas sim movimentos aleatórios; A teoria do caos baseada na lei do mapa de deslocamento e outros casos citados em AUSÊNCIA DE INTENCIONALIDADE E IMPERFEIÇÕES DESESTABILIZAM O CRIACIONISMO E FAVORECEM O VERDADEIRO DESIGNER sustentam pontos importantes da complexidade de sistemas criados aleatoriamente.

O autor ainda lamenta “Contudo vejo que com tanto apoio humano uma ciência sem Deus se torna frágil e débil”. Não parece ser o caso, considerando que o maior período de produção cientifica foi após seu desligamento com a religião.

Na afirmação “Se alguém teria que sair de alguém, não teria como se criar o homem a partir do DNA, de uma mulher, mas seria possível então criar uma mulher através do homem…foi feita para dar prazer ao homem, e com isso poder multiplicar a nossa espécie.” Essas frases devem ser escritas com cuidado pois a bíblia reflete muitas passagens que podem ser interpretadas de forma machista como I Timóteo 2-11 e 12 (1:A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição… 2:Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio).

Em uma estimativa super extrapolada o autor admite que “podemos crer que pelo menos mais de 100 milhões de pessoas existiam no ano 350 do período pré diluviano e pelo menos 6 bilhões de pessoas no ano 1.700 do período pré diluviano” o que é uma falácia. Por volta do ano 8.000 antes de Cristo calcula-se por meios estatísticos e científicos, que a população mundial girava em torno de 5 milhões de pessoas.

Quando diz-se que “A ciência da época tinha a vantagem da logenvidade humana. Como o homem podia viver por mais de 1000 anos, ele podia apreender mais coisas, e o celebro humano tinha um potencial muito maior que o atual.” Crença baseada puramente na fé, incapaz de se aplicar metodologia. Não há registros documentais de com intervalo de mais de 400 ou 600 anos que demonstrem as atividades de matusalém, o que demonstra que ele viveu em um período de tempo curto, se é que existiu.

Outra falha ocorre ao analisarmos os sumérios em comparação com os cristãos ““É possível que alguns dos reis [sumérios] presentes na lista fossem puramente mitológicos. A duração de alguns reinados é demasiado longa em muitos dos casos… A lista menciona uma única mulher como governante: Kug-Bau de Kish, a guardiã da taverna, que reinou por 100 anos.” Os sumérios que viveram antes dos cristão em cerca de mil anos deveriam ter vidas tão longas como as mostradas em toda a história do cristianismo recém-criado.

Em analise ao tempo cita-se que “Em um pequeno espaço de tempo, a pois um dilúvio que destruiu toda uma era, o homem já era capaz de levantar uma torre que tocava o céu. Nem hoje em dia somos capazes de fazer isso com toda a nossa tecnologia, imagine isso naquele tempo após um desastre ambiental.”Não há registros arqueológicos sobre a torre de babel que simplesmente desapareceu, e da arca de Noé.

Durante um tempo acreditou-se que havia encontrado restos de uma arca que seria de Noé, mas que levou muitas suspeitas.

A análise dos restos da suposta arca foi feita por um grupo de evangélicos de Hong Kong, que organizou uma expedição até o monte Ararat na Turquia onde supostamente estaria achado da arca de Noé.

Apesar da datação em carbono 14 ter confirmado que a suposta arca teria sido feita a 4800 anos antes de cristo os dados são extremamente contraditórios.

A datação a principio parece corroborar com a premissa do dilúvio exceto pelo fato de que o próprio estudo detalhado do texto da bíblia e paralelos da história do dilúvio na literatura do Oriente Médio antigo dá pistas de que não se deve acreditar na história de Noé como um registro histórico.

Isso ocorre pelo fato de que o texto do Gênesis foi escrito provavelmente entre 800 a.C. e 600 a.C. e a datação marca 2.800 anos a.C além da história se apresentar como uma recriação de obras antigas da Mesopotâmia, como os Sumérios

Nos contos de Gilgamesh entre 1300 a.C. e 1000 a.C. e Atrahasis de cerca de 1700 a.C. Nessas obras também há a irritação de dos deuses contra a humanidade e a destruição dos seres humanos por uma grande inundação permitindo somente e a sobrevivência de uma família que por instruções divinas constrói um barco para se salvar.

Obviamente que nessas interpretações antigas e pagãs o motivo é puramente mesquinho enquanto na narrativa bíblica é simplesmente uma lição de moral.

Há evidencias históricas e arqueológicas de que pequenas edição no texto bíblico foram feitas para criar o mito da arca de Noé.  Embora sempre menciona-se dois casais de cada espécie de animal salvos pela arca de Noé outros trechos da mesma história falam em sete casais de animais puros e um casal de animais impuros. Essa é uma distinção que só apareceu bem mais tarde na religião israelita. Assim quando o autor diz que “Noé sabia que o dilúvio seria universal” torna-se suspeita esta alegação. Pelo fato de que a 2000 anos atrás a noção de mundo era bastante restrita ao local do Oriente Médio.

Quando o autor cita “A palavra hebréia gofer procede do antigo termo sumério giparu” acaba por corroborar o mito do dilúvio sumério cooptado pelos cristãos.

Outra falha ocorre em “Tal historia também foi dita, muitos séculos depois, num dos livros que compõem a Bíblia”Genesis”, tendo como principal personagem, um homem chamado Noé. Esse fato pode ser explicado, pois os hebreus (povo que deu origem aos judeus) tinham suas raízes ancestrais em Abrahão da terra de Ur, uma importante cidade da Mesopotâmia.”. Permanece a anacronia uma vez que o relato do dilúvio ocorreu um milênio antes do relato bíblico. Isso contempla exatamente a cooptação dos registros históricos.

Scritto da Rossetti

Palavras chave: Netnature, Rossetti, Roberto Neves, Criacionismo, Ciência, Universo, Evolução, Dilúvio, Filosofia, Arca de Noé, Sumérios.

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