MATÉRIA ORGÂNICA COMPLEXA É ENCONTRADA EM ABUNDÂNCIA NO ESPAÇO, DIZ ESTUDO. (comentado)

Segundo pesquisadores, esse tipo de composto parece não ser exclusividade das formas de vida e pode ser também criado espontaneamente por estrelas e galáxias.

Astrônomos da Universidade de Hong Kong encontraram compostos orgânicos de complexidade inesperada fora da Terra e em várias partes do Universo, afirma um estudo publicado na edição desta quarta-feira, 26, da revista Nature. A descoberta sugere que esse tipo de composto não é exclusividade das formas de vida, mas pode ser criado espontaneamente por estrelas.

Descoberta sugere que composto orgânico complexo não é exclusividade das formas de vida

A atual pesquisa, os cientistas da Universidade de Hong Kong conseguiram demonstrar que uma substância orgânica encontrada em abundância no espaço é formada por uma mistura de componentes aromáticos (em anel) e alifáticos (em cadeia), apresentando uma complexidade muito maior do que a esperada para um composto orgânico sintetizado no espaço.

Esse material é tão complexo que sua estrutura lembra a do carvão ou do petróleo e como esses materiais são derivados da decomposição de todo o tipo de vida, não se pensava ser possível conseguir tamanha complexidade em um composto que não fosse derivado de alguma forma de vida.

A descoberta foi realizada quando os pesquisadores pesquisavam misteriosas emissões infravermelhas em estrelas e galáxias. Durante duas décadas a comunidade científica acreditou que essas emissões eram provocadas por moléculas orgânicas simples feitas átomos de hidrogênio e carbono, os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. No entanto, usando observações do Telescópio Espacial Spitzer, os pesquisadores demonstraram que o espectro astronômico têm características que não podem ser explicadas por esses hidrocarbonetos.

A pesquisa também demonstrou que as substâncias complexas, além de estarem sendo produzidas por estrelas e galáxias, também estão sendo produzidas no espaço interestelar – o espaço “vazio” entre as estrelas.

Essa “poeira estelar” de compostos orgânicos complexos é similar em estrutura aos compostos orgânicos encontrados em meteoritos. Segundo o estudo, as evidências comprovam a ideia de que as estrelas foram verdadeiras “fábricas” de compostos orgânicos no início do sistema solar, uma vez que os meteoritos são evidências dessa época.

Recentemente pesquisadores da Nasa já haviam encontrado evidências em meteoritos da formação espontânea no espaço de alguns dos elementos que formam o DNA – através de uma reação não-biológica. A pesquisa, que analisou elementos rochosos vindos do espaço e comprovou que elementos orgânicos complexos, como os nucleotídeos, vieram do espaço, ajuda a sustentar a teoria de que o “kit” para a criação da vida da Terra veio pronto do espaço, entregue por colisões da Terra com cometas e asteroides.

Fonte: Estadão

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Resenha do autor

Por um lado a origem desses compostos complexos parece estar se tornando mais comum de ser encontrada nos quatro cantos do universo. Entretanto a presença da vida realmente (em referência a vida microbiana e não a vida inteligente proposta por ufólogos) não é bastante comum no universo pelo simples fato de que a sua origem necessita de uma gama de características astronômicas e ecológicas bastante especifica como já supracitado em COMO PROCURAR VIDA EM OUTROS PLANETAS?

Existe também uma falsa impressão de que a biologia evolutiva deve explicar a origem da vida. A evolução biológica não tem como objetivo explicar a origem da vida, ela parte do princípio de que todas as formas de vida estão aparentadas entre si, e que todas descendem de um ancestral comum que surgiu a 3,5 bilhões de anos atrás.

A origem da vida tem uma explicação bioquímica, a evolução é um mecanismo natural e não explica a origem da vida porque a evolução trata da transformação da vida e não de sua origem.

O problema é, quando podemos considerar algo vivo? Um príon é um ser vivo? …e um vírus? A partir de que momento moléculas passam a dar origem a vida? …quando são autorreplicantes ou quando possuem características herdáveis? Blocos autorreplicadores anteriores ao “mundo de RNA” possivelmente eram capazes de se autorreplicar, mas serem ao mesmo tempo tão instáveis que não estabilizariam características herdáveis.

A origem da vida é explicada não pela biologia evolutiva e sim pela química. A evolução explica as transformações biológicas, o compartilhamento de relações históricas da vida, sua origem é uma questão da bioquímica.

A função da bioquímica é desvendar como moléculas simples deram origem a compostos mais complexos, como metabolizavam certos compostos e como produziam energia, aspectos fundamentais da vida. Além de explicar como uma molécula pode servir de modelo para a formação de uma fita complementar.

A partir deste momento, em que há a formação dessa molécula autorreplicadora capaz de passar características para a molécula seguinte é que temos a evolução trabalhando.

Hoje a bioquímica e a biologia evolutiva trabalhando juntas tem conhecimento de como pode ter sido as características do ancestral de toda a vida. Sabe-se que minerais como a argila podem atuar como catalisador químico e auxiliar na produção de polímeros autorreplicantes. Além de um conjunto de condições favoráveis a vida como fumarólas de fundo de oceano, o mundo de RNA onde essa molécula atua como auto-catalizadora.

Componentes químicos simples reagem de tal forma a formar elementos mais complexos, inclusive blocos de construção complexos como os presentes na vida. Mais de 147 moléculas orgânicas ligadas direta ou indiretamente a vida foram encontradas no espaço e aqui na reportagem vemos que essa frequência e intensidade é superior e mais comum do que esperado. Isso trás confiança aos experimentos que tentam compreender a origem da vida.

Recentemente alguns cientistas declararam que a presença de água em estado líquido parece não ser uma exigência obrigatória para a origem da vida.

Outro fator que suporta essas premissas da bioquímica foi a criação de vários sistemas artificiais criados em laboratório recentemente e que mostram um tipo de replicação de aprte de seus componentes e que não se baseiam em ácidos nucléicos como na biologia.

Scritto da Rossetti

Palavras chave: Netnature, Rossetti, Vida, Bioquímica, Astrobiologia, Exobiologia, Origem da vida, Ácidos nucléicos, RNA.
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