ESTUDO DIZ QUE INDONÉSIOS MATAM 750 ORANGOTANGOS AO ANO. (comentado)

Especialistas questionaram nesta segunda-feira uma pesquisa feita na ilha indonésia de Bornéu, que contabiliza em 750 o número de orangotangos mortos no país em 2010, embora admitiram que a conta é bem próxima da realidade.

Conforme o estudo elaborado pela Natures Conservancy e publicado na revista científica “PLoS One”, os nativos matam os primatas em risco de extinção para proteger as plantações e comercializar sua carne.

Os pesquisadores entrevistaram 6.983 pessoas em 687 localidades de Kalimantan, a parte indonésia da ilha de Bornéu e o maior santuário de orangotangos do mundo.

Mais da metade dos homens ouvidos admitiu ter matado ao menos um animal desses em sua vida, por medo, necessidade ou para proteger as plantações.

Porém, o porta-voz do Ministério de Florestas da Indonésia, Ahmad Fawzi, advertiu que é necessário revisar os dados considerados por ele como duvidosos.

Para a veterinária espanhola Karmele Plano, diretora de um centro de apoio aos orangotangos de Kalimantan, talvez a pesquisa não tenha sido feita de maneira adequada, mas garantiu que são aproximados da realidade.

Karmele disse à Agência Efe que, em seus anos de trabalho na Indonésia, assistiu à venda da carne desses animais nos mercados e também o comércio de filhotes órfãos devido à caça de suas mães. “os dados emitidos pela Nature Conservacy não são surpreendentes”, disse.

Apesar do estudo se concentrar na morte dos primatas pelas mãos do homem, outro problema que afeta a vida dos orangotangos é a perda de seu habitat natural.

As florestas povoadas pelos macacos diminuem ano após ano, pela extração ilegal de madeireiras e empresas dedicadas ao cultivo da palma, de onde é extraído um óleo, assim como queimadas para abrir terras à agricultura e a exploração de minérios.

A população de orangotangos diminuiu em 20 mil exemplares em Bornéu e atualmente o país abriga 45 mil animais desta espécie, contabilizam especialistas.

Fonte: Folha

 .

Resenha do autor

A população de grandes primatas esta sendo atingida diretamente pela diminuição do habitat natural e pela caça excessiva desses animais. A extinção é uma regra em um sistema natural, afinal nenhuma espécie existente hoje no planeta é a mesma de 100 milhões de anos atrás, embora algumas preservem características genéticas, anatômicas e comportamentais de seus ancestrais.

Quando me refiro a primatas, não me foco unicamente aos orangotangos, mas também aos chimpanzés, que tem invadido cidades do Congo e atacado pessoas devido a diminuição excessiva de seu habitat.

A carne de chimpanzé é considerada uma iguaria afrodisíaca aos mais abastados e embora o animal nunca tenha tido o comportamento de invadir cidades em bando e atacar as pessoas isso passa a ser visto como reflexo da diminuição de suas matas.

Ainda na África a população de gorilas da montanha e costas prateadas tem sido também atacada inclusive em áreas protegidas pelo governo Africano. Em Bangladesh tigres tem invadido a cidade, e em São Paulo as onças pardas.

Esses riscos de extinção não estão somente restritos a primatas já que se sabe que elefantes também correm o risco de desaparecer graças ao tráfico de marfim (ELEFANTES PODEM TER, EM BREVE, MESMO FIM QUE MAMUTES: EXTINÇÃO).

Em todos esses casos é preciso ter um monitoramento das populações que seja bastante apurado e um trabalho de restabelecimento da população e manutenção de seus habitat natural deve ser contínuo.

Recentemente uma reportagem demonstrou que alguns grupos de pesquisadores pensam em já desistir de estudar espécies com um nível de comprometimento populacional alto já que esta certo que elas vão morrer e portanto aplicariam seu tempo e seus recursos em espécies com maior chance de salvamento.

Aqui podemos acreditar que a situação esta realmente alarmante a tal ponto de termos muitos riscos de extinção, poucos especialistas e recursos ou que nosso conceito de extinção pela variabilidade genética pode estar errado.

Quando uma determinada espécie tem somente 20% de todo o seu potencial genético o risco de tal espécie entrar em extinção é crítico. O problema é que não se tem conhecimento do total da variabilidade genética e da população de cada espécie.

Isso ocorreu com algumas baleias que tiveram a variabilidade genética diminuída abaixo de 20% pelo processo de caça e quando se pensava que essa espécie tinha os dias contados descobriu-se uma nova população em outros mares que eram perfeitamente capazes de fazer a manutenção genética de toda espécie e aumentar potencialmente a variabilidade desses mamíferos acima dos 30%.

É preciso ter um conhecimento mais amplo a respeito do estado de conservação de uma espécie para dá-la como extinta ou não.

Scritto da Rossetti

Palavras chave: Netnature, Rossetti, Extinção, Conservação, Orangotango, Primatas, Mamíferos.

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