A BIOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO SEGUNDO AS TEORIAS EPIGENISTAS E PRÉ-FORMACIONISTAS (comentado)

A Epigênese e o pré-formacionismo são duas correntes filosófico/científicas que existem para descrever o desenvolvimento individual de um organismo. Erroneamente as pessoas acreditam que as perguntas elementais da humanidade foram exclusivas da religião. É nesse ponto que vamos bater hoje.

Ilustração do Homunculu criado por Nicolas Hartsoeker

Saber de onde viemos, para onde vamos não é monopólio, ou seja, um domínio exclusivo da religião. Filósofos, cientistas e até artistas, de alguma forma acabam contribuindo em responder com tamanha grandeza de idéias esses enigmas. No caso da concepção da vida; Qual é sua origem? Será que tudo começa da matéria desforme, e a forma emerge apenas gradualmente ao longo do tempo? Ou será que já há formação pré-programada, em que o indivíduo apenas ganha tamanho antes de nascer? A questão central da existência destas duas concorrentes filosóficas é compreender se somos formados, organizados a partir de um início, ou se a organização surge ao longo do tempo. Em um contexto histórico podemos acompanhar a evolução desses dois pensamentos. Aristóteles foi um importante filósofo, mas também um grande interessado diretamente na natureza da vida, um excelente observador da vida marinha, dentre tantas outras contribuições que ele deu a ciência, especialmente biológica. Em uma de suas observações em embriões de galinhas obteve importantes reflexões a respeito da biologia do desenvolvimento. Olhando para pintinho e recorrendo as interpretações desenvolvidas durante toda sua vida como filosofo, e de certa forma na ciência, ele viu um material final e as causas do desenvolvimento de organismos individuais. O ovo precoce não foi formado. Não era um pintinho formado, mas gradualmente adquiriu sua forma. Gradualmente adquiriu um coração que começou a bater, e posteriormente outras partes que o tornaram um pintinho. Assim, Aristóteles encaixou essa observação em algumas de suas teorias de mundo.

Para ele, espécies que se reproduzem sexualmente se desenvolvem quando os fluidos da mãe e do pai se juntam. Esta combinação é a causa essencial que inicia o processo de desenvolvimento gradual da vida. Gradualmente, ao longo do tempo, o individuo começa a ganhar forma e surgir. Assim, para Aristóteles a contribuição materna é a causa material, e sua contribuição para a formação do embrião vinha do sangue menstrual, que ao juntar-se com o sêmen do pai formava a vida. Segundo sua conclusão, o sangue menstrual feminino é apenas “o qual gera a vida” e deve ser posta em prática pelo sêmen masculino que é “aquilo que gera a vida”. Juntos, de acordo com a natureza essencial das espécies, poderiam ter o potencial de tornar um ser real. Os pais; o sexo masculino e feminino servem como “princípios geradores” e cada organismo individualmente começa de novo. Para Aristóteles, as causas são internas devido a combinação de fluídos. Seguindo suas próprias propostas filosóficas Aristóteles acreditava que uma vida individual orgânica requer uma alma, que deve estar lá desde o início e que reside no interior do corpo material. Esta alma orienta o processo gradual de desenvolvimento epigênista dos organismos.

Esta alma é a alma aristotélica e não a alma cristã. A concepção de alma na tradição cristã bem como outras passagens foram cooptadas de Aristóteles. A ideia de que Deus sempre existiu e não tem origem nem fim é uma criação baseada em princípios filosóficos de Aristóteles. No Ocidente, quando surgiram as primeiras universidades (que diga-se de passagem eram totalmente direcionadas aos mais abastados e sujeitas ao regime cristão), ocorreu a fusão de elementos da cultural greco-romana, cristãos e germânicos.

As obras de Aristóteles foram traduzidas para o latim e passam a preencher a filosofia cristã. Sob a influência da Igreja, as especulações se concentram em questões filosófico-teológicas na busca incessante de conciliar fé e razão. E é neste contexto que Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino trazem à luz reflexões fundamentais do pensamento cristão. A alma para Aristóteles chamada no grego de psyche e no latim de anima mundi é representada pelo sopro da vida. Para Aristóteles existia uma sequencia tripla de almas e são conhecidas como alma nutritiva que é atribuída as plantas , a alma sensitiva atribuída aos animais é uma terceira alma denominada “racional” que em conjunto com as outras duas é atribuída aos homens, essas subdividida em três níveis O nível vegetativo , que é inteiramente responsável pelo controle mecânico e a química metabólica do corpo. O segundo nível restrito ao nível metabólico e da força vital assim como a alma animal caracterizada pelo movimento autônomo. E o terceiro nível que é o da alma humana, que inclui as almas animais vegetais e caracteriza-se pelo uso da razão. Esta alma reside na combinação de sêmen masculino e feminino. Os vivos diferem dos mortos por causa das ações de sua alma. Portanto, é a unidade teleológica que tem potencial para dar forma é função gradualmente e internamente a um indivíduo.

Não só Aristóteles estudou embriões. Ao longo de toda a história antiga da ciência pesquisou-se de diversos mecanismos que pudessem auxiliar na descoberta de onde viemos e para onde vamos. Leonardo da Vinci estudou embriões de vacas, ovelhas e já em sua época demonstrou que todas as características são herdadas igualmente pelos pais, e sem pestanejar dizia “a semente da mãe tem poder igual a semente do pai no embrião”. De fato muitos desses antigos pensadores tinham idéias que somente na atualidade foram realmente evidenciadas. O próprio da Vinci tinha uma concepção evolucionista “Natura non può dare moto alli animali sanza strumenti machinali” Ao longo do tempo o debate sobre a questão da origem da vida e o momento em que ela passa a existir continuaram até os dias atuais.

Dentre elas, muitas que são de grande importância para a definição de leis atuais, referentes a concepção da vida: Quando ocorre a concepção da vida? A vida já esta presente nas células germinativas, ou ela é surge na fusão dos gametas após o ato sexual? A vida surge somente após a diferenciação celular no décimo quarto dia após o sexo, ou será que somente surge quando o sistema nervoso começa a se formar? Sera que a individualidade surge quando o indivíduo tem consciência de que ele é um ser vivo? Afinal de contas, em que momento a vida começa?

Uma nova concepção de busca sobre quando ocorre a concepção da vida começou a fazer estes tipos de questionamentos no século 17/18. A principal objeção era de que a matéria em movimento por si só não parece ter a capacidade de produzir esses resultados. Como poderia a matéria se formar quando não havia matéria?

Segundo Aristóteles a matéria e a forma andam juntas, não há forma sem matéria e não há matéria sem forma. Como poderia a forma emergir e adquirir a capacidade de funcionar sem alguma força vital? Esse foi o problema para os materialistas durante muito tempo. Essas questões de pesado cunho epistemológico e metafísico não podiam ver na epigênese o surgimento gradual da vida. Uma representação popular alternativa surgiu, sendo denominada de pré-formacionismo, e recorria a explicação da proposta do Homunculu.

Em 1677 Leeuwenhoek e Luiz Hamm viram pela primeira vez um espermatozóide e supuseram que ele tinha uma miniatura de humano dentro (o Homúnculo) que se desenvolvia quando depositado nos órgãos sexuais femininos. O espermatozóide seria a “semente” e o óvulo o “terreno de plantação”. Leeuwenhoek e Hamm provavelmente visualizaram organelas do espermatozóide, como se o cromossomo fosse a cabeça, corpo e núcleo e inferiram tal ideia. Nicolas von Hartsoeker deu-nos a imagem em 1694 de um homem minúsculo no esperma, que se tornou o ponto de partida para os pré-formacionistas. Nem todos adeptos dessa vertente filosófica concordavam unanimemente com tal proposta, mas não havia um proposta alternativa para competir com a epigênese aristotélica. Ainda no século 18, muitos debates sobre a concepção da vida entre a pré-formação mecanicista materialista e a epigênese ocorreram. Alguns chegaram a afirmar que para ser um bom cristão deveríamos ser cegamente pré-formacionistas.

Nicolas Hartsoeker

Na obra de Caspar Friedrich Wolff e Charles Bonnet ambos estudaram o desenvolvimento do pintinho, embora tivessem concepções diferentes. Olharam para a mesma coisa e concordaram sobre o que viram, mas concluíram coisas bem diferentes. Wolff era um defensor da epigênese e sustentava que a forma surge apenas gradualmente, enquanto Bonnet era um pré-formationista e insistia que a forma existe a partir do início de cada organismo que apenas crescia ao longo do tempo.

Em 1859, Charles Robert Darwin estudou embriões e encontrou evidências claras do compartilhamento de relações históricas entre os seres vivos. Seguindo o bojo de tal descoberta Ernst Haeckel popularizou o estudo com embriões. Histologistas e embriologistas especialmente na Alemanha e nos Estados Unidos melhoraram rapidamente as técnicas de microscopia para fazer tais observações. Estas observações, no contexto evolutivo levantaram novas dúvidas e provocou novas respostas. O entendimento da epigênese e pré-formação sofreu grandes transformações e também trouxeram novas questões. Darwin apontou para a embriologia como fundamental para interpretar as relações históricas.

No Capítulo 13 de “A Origem das espécies” ele cita “Como, então, podemos explicar estes fatores diversos em embriologia, nomeadamente gerais, mas não universais. Há diferença de estruturas entre o embrião e o adulto, de peças no embrião e mesmo nos indivíduos, o que acaba por tornar-se muito diferente e servir para fins diversos, sendo no início deste período de crescimento semelhantes… embriões de espécies diferentes dentro da mesma classe, em geral, mas não universalmente, assemelhando-se uns aos outros”.

Haeckel erroneamente supôs que a ontogenia era uma recapitulação breve e rápida da filogenia. Apresentou o desenvolvimento de cada indivíduo como seguindo a seqüência da história evolutiva das espécies daquele organismo do indivíduo. Ele destacou que durante o desenvolvimento houve momentos em que o embrião humano tinha cauda, brotos que nos peixes dão origem as brânquias e assim por diante.

Trabalho de Haeckel ao estudar embriões. Este trabalho depois foi descartado por ter definições não científicas. A embriologia se agregou a evolução somente no final de década de 1970 e 1980 com o surgimento da Evo-Devo (veja aqui também)

Em seus livros muito populares que foram amplamente lidos, Haeckel ofereceu imagens de embriologia comparada. Obviamente que as semelhanças embriológicas ocorrem devido ao relacionamento histórico existente entre as espécies, mas não é uma justificativa para o determinismo biológico como foi utilizada. Langdon Down foi a primeira pessoa a descrever a Síndrome de Down em 1886 e a única explicação plausível nesta época era a ontogenia recapitulando a filogenia. Embora errada, foi a única que existiu para o contexto histórico que viveu.

Muitas dessas idéias foram aplicadas erroneamente para justifica prejulgamentos raciais e morais. Dentre os principais estão Paul Broca, Samuel Morton, Alfred Binet, Cesare Lombroso e até o criacionista Louis Agassiz afirmando “Os negros devem ser treinados para o trabalho manual, e os brancos para o trabalho intelectual”.

Darwin não foi um embriologista, nem adepto dessas concepções segregacionistas. Ele não contribuiu para a nossa compreensão da embriogênese. Nem mesmo Haeckel o fez. Darwin usou embriões para apoiar sua teoria de seleção natural como mecanismo de descendência com modificação e ajudar a interpretar as relações evolutivas entre as diferentes formas de vida, e seu uso foi consistente com várias versões de qualquer desenvolvimento epigênico, ou pré-formacionista.

A CONCORRÊNCIA DAS TEORIAS – UMA RESENHA DE LUANA LIMA

Epigênese e Pré-Formacão eram duas linhas de pensamento completamente contrárias e as duas teorias denotam que a procura de respostas para perguntas como, por exemplo, de onde viemos não foi feita exclusivamente por representantes religiosos. No entanto, quando se faz perguntas dessa categoria, tanto a epigênese quanto a pré-formação não devem ser implicadas visto que para sondar a origem da vida faz-se necessário um retrocesso muito grande no tempo geológico, ou seja, um salto enorme de aproximadamente 3 bilhões de anos atrás quando surgiram as cianofíceas e não simplesmente elevar o homem á um pedestal que não é seu por direito, afinal de contas quantos organismos já existiram e ainda existem na linha do tempo geológico muito antes do Homo sapiens ? Quando cita – se as teorias concorrentes de explicação para o desenvolvimento de um organismo, mais precisamente um animal, a abordagem deve ser mais estrita e a pergunta a ser feita não é de onde viemos e sim o que determina a diferenciação de um zigoto num adulto multifacetado.

Epigênese e Pré-Formação contribuíram para, mais tarde, o entendimento das estruturas e da fisiologia do desenvolvimento. Todavia, para que isso acontecesse muitas afirmações foram errôneas.

Muito antes de Cristo já haviam idéias relacionadas á epigênese com a contribuição de Aristóteles. No entanto, verifica-se em suas contribuições uma parcela bastante questionável, ou seja, a concepção de desenvolvimento humano totalmente enviesada, considerando-se que, em sua razão, Aristóteles conjeturava que o ovócito era simplesmente a base material para o surgimento da vida enquanto que o espermatozóide era quem a colocava em prática. Talvez essa percepção tenha sido fundamentada, mesmo que inconscientemente, na conduta da época, afinal de contas por muito tempo a mulher era vista como a empregada do seu homem e o “saco” de carregar bebês e a transformação desse papel recluso só teve início no século XIX, ou seja, muito tempo depois. Enviesamentos á parte, deve-se concordar que, em grande escala, Aristóteles estava certo quando afirmou que era necessária a junção dos “fluidos” femininos e masculinos para a geração da vida.  Nota-se também uma contribuição implícita quando o assunto é a diferenciação de mortos e vivos, pois partindo – se do princípio que plantas têm a capacidade de nutrição, animais têm a capacidade de nutrição e sensibilidade e homens têm a capacidade de nutrição, sensibilidade e raciocínio e que tais almas efetuam as ações para manutenção da vida pode-se fazer uma analogia, pois o que Aristóteles chamou de “alma” no cotidiano podemos chamar de metabolismo.

Para a época a explicação de Aristóteles seria plausível Aristóteles não fosse à pergunta que não quer calar: Como haveria diferenciação da matéria numa forma definida se não havia algo que a induzisse? Sendo assim, o surgimento gradual da vida passa a ser explicado por uma “força vital”. No entanto a justificativa metafísica não era suficiente para a outra parcela de estudiosos, pois, mais uma vez, invocava-se o sobrenatural para explicar algo que era físico.  O surgimento do pré – formacionismo foi à alternativa da época, porém, a mesma era falha em muitos aspectos. A sugestão de um homúnculo dentro da célula germinativa, seja ela o ovócito ou o espermatozóide, é inconcebível considerando-se o tamanho de uma célula, no entanto faz-se vista grossa a esta questão, pois a tecnologia microscópica era bastante limitada. O pré – formacionismo não poderia explicar as variações fenotípicas tendo em vista que todos os indivíduos deveriam ser totalmente iguais ao seu pai ou sua mãe e também não poderia explicar as deficiências e deformações de um indivíduo levando-se em conta que o pai ou a mãe era perfeito.

O entendimento das duas teorias, dentro das limitações que cada uma, proporcionou o surgimento de novas teorias relacionadas ao desenvolvimento como, por exemplo, a teoria da recapitulação de Ernest Haeckel. Contudo, mais uma vez, verificam-se falhas nessa nova corrente de pensamento. A asserção de que a ontogenia recapitula a filogenia é, nada mais, que uma generalização. Supondo-se que a recapitulação acontecia totalmente qual seria o determinante para a adição de um novo estágio ao final do último? Esta pergunta faz com que se volte ás explicações metafísicas da epigênese uma vez que, logicamente, não se pode invocar o pré – formacionismo para respondê-la. Neste contexto, encaixa-se melhor a teoria do médico naturalista Karl Ernest Von Baer que estudou as diferenças embriológicas entre espécies e conseguiu estabelecer uma relação entre alguns. A sua afirmação de que a recapitulação ocorre de maneira moderada coincide com o conhecimento atual que se tem de história evolutiva dos taxa.

Pode-se concluir que a história da epigênese e a pré-formação têm um desfecho similar à história do fisicalismo e do vitalismo na época da revolução científica. O fisicalismo e o vitalismo foram derrotados e ao mesmo tempo renascidos no surgimento do organicismo, a teoria que uniu as duas correntes de pensamento e prosperou. A epigênese e a pré – formação convergiram não numa teoria, mas no entendimento de que após a fecundação e a integração do DNA do espermatozóide ao DNA do ovócito   a massa que era uniforme passa a tomar forma diferenciada com a determinação do genoma representando-se, respectivamente, as teorias da epigênese e pré – formação.

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REFERÊNCIAS

Fritjof Capra. A ciência de Da Vinci. Cultrix/Amaná-kay. 2008.
Stephen Jay Gould. A falsa medida do Homem. ED Martins Fontes, 2003.
Epigenesis and Preformationism. Standford Encyclopedia of Philosophy. First published Tue Oct 11, 2005.
Ernest Mayr. Isso é biologia. ED CIA das Letras. 2008
Stephen Jay Gould. Darwin e os Grandes Enigmas da Vida. ED Martins Fontes, 2006.

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Scritto da Luana, Rossetti e Rafael.

Palavras chave: Pré-formacionismo, Epigênese, Aristóteles, Biologia, Haeckel.

5 thoughts on “A BIOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO SEGUNDO AS TEORIAS EPIGENISTAS E PRÉ-FORMACIONISTAS (comentado)

  1. Confunde-se equívoco de observação com equívoco de conclusão. Os sábios gregos questionaram as interpretações religiosas sobre os fenômenos e questões materiais, e na mesma época, Cristo contestou os mesmos religiosos sobre as questões espirituais, pois se baseavam em interpretações de “revelações” não à luz da razão, MAS À LUZ DE UMA MERA CRENÇA.
    Os gregos inauguraram a prática de concluir sobre observações, COM OS RECURSOS QUE DISPUNHAM, daí que a “teoria do geocentrismo” de Aristóteles levou 2 mil anos para cair, na realidade, ajudada pela dogmatização de fé de um mero “palpite”. O dogma de fé bloqueia a razão e embrutece as conclusões. Aí, no advento do capitalismo com a ciência que conhecemos hoje, caíram dogmas de fé religiosos, MAS SUBIRAM DOGMAS DE FÉ CIENTÍFICOS. Darwin chutou uma “doutrina” similar ao geocentrismo, que o dogamtismo religioso rejeitou, mas o dogmatismo científico adotou com unhas e denhtes. A vida não é obra de Deus, e, portanto, SÓ PODE SER OBRA DE UM “ACASO” FORTUITO, que teria condição de fazer o mesmo “milagre” que se nega a Deus. A Árvore da Vida é uma observação como a Tabela Períodica dos Elementos, a “seleção natural” um mero palpite com os recursos que se dispnham. DARWIN DÁ UM CHUTE IGUAL DEU ARISTÓTELES, do ponto de vista da observação, parecem corretos, mas quando se analisa com mais profundidade, AMBOS SÃO FURADOS, porque se partem de “premissas equivocacadas”.
    Não passa pela cabeça nem dos religiosos nem dos cientistas céticos de que se não obra de Deus, também não poderia ser obra de uma mero “acaso”, e a pergunta óbvia seria, ENTÃO, OBRA DE QUEM?
    O automóvel não se torna um “ser vivo” quando sob o comando do motorista, inclusive com a mesma inteligência do mesmo, QUANDO DE FATO A TEM? Então, o ser-vivo é apenas uma “CIRCUNSTÂNCIA” em que alguém, “o torna vivo” E POR ISSO TEM COMEÇO E FIM. NEM PODERIA OBRA DE DEUS ALGUM, E MUITO MENOS SER OBRA DE QUALQUER ACASO, MAS TERIA QUE SER OBRA DE ALGUMA ENTIDADE INTELIGENTE COMO O MOTORISTA QUE TORNA CIRCUNSTANCIALMENTE VIVO, O AUTOMÓVEL, O COMPUTADOR, UM NAVIO, UM AVIÃO OU UM SIMPLES ESTILINGUE.
    Qualquer religião por mais mixuruca (religião não é igreja) diz que a vida é um atributo da alma ou do espírito. E SE A VIDA É ISSO, E PODEMOS FACILMENTE COMPROVAR ATRAVÉS DO AUTOMÓVEL (afinal o homem é espírito). E POR QUE NÃO TODO “ORGNISMO” NO UNIVERSO SER TAMBÉM OBRA INTELIGENTE DESSA MESMA ENTIDADE? É mais fácil admitir que seja obra de um Deus Infinito que possa errar, ou de um NADA TÃO INFINITO QUANTO, e que possa os “milagres” que se negam ao primeiro?

    Entender não quer dizer saber e muito menos fazer. Qualquer um pode “entender” o que seja um automóvel ou um computador, E NÃO QUER DIZER QUE “SAIBA” O QUE SEJA E MUITO MENOS COMO FAZÊ-LOS, confundimos tudo por que partimos de premissas equivocadas. Ou colocamos um Deus ou um Nada infinitos para fazer coisas finitas, e é claro que se precisam evoluir em conjunto o intelecto junto com a moral e ética. Do primeiro cuida bem hoje em dia a CIÊNCIA, dos outros dois, cuidam a RELIGIÃO E AS ARTES, CUJOS BRAÇOS PRÁTICOS SÃO A RELIGIÃ E AS ARTES, QUE AINDA ESTÃO ESTAGNADAS EM DOGMAS DE FÉ DOS NOSSOS ANCESTRAIS ADÂMICOS.
    É questão de premissas razoáveis que dêem respostas àquilo que conhecemos, IGUAIS ÀQUILO QUE QUEREMOS CONHECER.

    • Só que fé não precisa de observação né.
      Não me parece uma premissa furada a sobrevivência dos aptos ou os dados atômicos de elementos químicos da tabela periódica, principalmente sabendo que seus princípios estão embutidos em uma série de práticas e elementos cotidianos.
      Se não passa pela cabeça nem dos religiosos nem dos cientistas céticos qual é a sua explicação? Porque o que voce esta fazendo é o que chamamos de ceticismo, e se a sua conclusão é a de é resultado de uma entidade inteligente voce acabou de chegar nela com base na exclusão de argumentos e isso não prova que algo existe ou não. Eu excluir Deus não prova que ele não existe, o fato de descrer num Deus como criador de tudo é baseado em evidencias, em conhecimento, em ponderar os fatos, os dados, as premissas da religião, os aspectos sociais e históricos dela e de Deus.
      Ariovaldo, a ciência não matou Deus porque não é a função dela, ela só descarta Gêneses.

      • Desculpe-me o atraso, mas acho que até respondi as questões, mas não especificamente.
        Tudo que expus nos comentários, FOI EXPLICAR O QUE EU ACHO, pena que vodê não tenha entendido. Então, vamos tentar clarear.
        O que você entende por “mais apto”? MAIS APTO EM RELAÇÃO AO QUÊ?
        A doutrina evolucionista supõe ser mais apto ao meio ambiente. MAS SE SABE QUE TANTO O AMBIENTE COMO O PRÓPRIO SER-VIVO É UMA SIMBIOSA DA VIDA, então, o que está sendo mais apto ao quê? Para o automóvel existir, o homem teve que mudar o meio ambiente, COM FÁBRICA, ESTRADAS, COMBUSTÍVEIS, ETC. ETC., ou será que o automóvel surgir por acaso, COMO MAIS APTO AO AMBIENTE? Que ambiente?
        É claro que a ciência não matou Deus, ALIÁS A CIÊNCIA EM SI NÃO FAZ ABSOLUTAMENTE NADA, TANTO QUANTO A RELIGIÃO OU AS ARTES, SÃO AS PESSOS QUE FAZEM UTILIZANDO OS CONHECIMENTOS EXISTENTES NELAS.
        Acho que você confunde fé com crença, ESTA É UM SENTIMENTO E A OUTRA É UMA AÇÃO NESSE SENTIDO. Alguém precisa provar por que acredita em Papai Noel? E se tentar provar, não vai dizer bobagens?
        Se você acredita em Darwin, NÃO PRECISA PROVAR, BASTA DIZER, quando você tentar provar, COM CERTEZA VAI DIZER BOBAGENS, porque Darwin apenas emitiu sua opinião, FRENTE ÀS SUAS PRÓPRIAS OBSERVAÇOES, como ambém fez Artistóteles, e levou 2 mil anos para se mostrar o erro.
        Há 40 anos a origem do Universo para mim, era Deus, não tinha outra opção. Depois o evolucionismo parecia uma opção melhor, ATÉ QUE ENCONTREI OS MESMO EQUÍVOCOS DO CRIACIONISMO, e procurei uma terceira, CUJO FUNDAMENTO ENCONTREI DE FATO NAS RELIGIÕES, EM PARTICULAR NA DOUTRINA ESPÍRITA. Mas cada um pode acreditar no que quiser, e de fato não precisa provar porcaria, A NÃO SER SUAS PRÓPRIAS RAZÕES, SE QUISER. E aí se discute essas razões.

        Quanto à observação da Luana, mais abaixo, ela está certa, CRENÇA É UMA CONVICÇÃO PESSOAL PRÓPRIA OU INDUZIDA. Em geral ambas podem se tornar fanáticas, E O FANATISMO NÃO ESTA NA PRÓPRIA CRENÇA, MAS NA INTRANSIGÊNCIA COM OS DEMAIS. O dogma surge de enfiar na cabeça dos outros, SUA PRÓPRIA CRENÇA COMO VERDADE, QUE SEQUER EXISTE.
        Alguém pode provar a existência do ponto ou da reta? MAS OS USAMOS PERFEITAMENTE, SEM SABERMOS DE FATO O QUE SEJAM, exceto como meros princípios ditos primitivos.

        arioba.

      • Aptidão é capacidade (aparato) para a sobrevivência.
        Estou dizendo que se vem vem até aqui todos os dias para mostrar que Darwin é uma ilusão e que a criação também é preciso mais do que dizer que eles são uma ilusão. Alias, hoje nós escrevemos muitas coisas um para o outro heim. To ate com os dedos doendo rsrs
        Dizer que algo não existe não prova que ele não existe. Alias, ha como provar que algo não existe? Eu não provo que Deus não existe, eu argumento contra as revelações de que ele existe, mas ele pode realmente existir e tenho que estar aberto a essa possibilidade.
        Se as pessoas creem e não tem duvidas, tem fé o suficiente (e alienação também) para não precisar questionar.
        O criacionista que quer fazer de sua religião uma ciência precisa provar cientificamente que Deus existe mesmo que a metodologia cientifica seja puramente materialista.
        Como ele vai mostrar que um ente sobrenatural existe é problema dele, enquanto isso o criacionismo é uma pseudo-ciência, ou seja, é preciso provar que Deus existe. O cristão não precisa de provas, ele cre pela fé, sem precisar de argumentos.
        Agora se voce acredita que ha uma inteligência como a do homem que criou tudo com uma finalidade não ha problema algum, mas crer não prova que algo existe. Eu tenho um amigo biólogo que cre na existência do Saci, quando pergunto sobre o saci perto dele ele treme até as pernas só de falar. ele crê, mas não prova que sacis existem. Chega a ser engraçado ver ele tremendo hhhehe
        Abraço arioba!!!

  2. Ser um cientista não quer dizer que não se acredita em Deus…Simplesmente que dizer
    que a fé que se tem é aquela que as formas de fanatismo não permitem a compreensão!

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