A EVOLUÇÃO BUSCA A COMPLEXIDADE? E O PILAR DA BIOLOGIA CORRE ALGUM RISCO?

Um dos maiores erros em compreender como a evolução trabalha é afirmar que ela um fenômeno de busca a complexidade.

Se por um lado compararmos o estágio inicial da vida – unicelular – e o atual momento em que estamos, com a presença de tamanha biodiversidade e com sistemas biológicos dos mais variados tipos, poderíamos dizer levianamente que a evolução tendeu realmente a complexidade.

Mas esquecemos de considerar que grande parte dessa biodiversidade esta presente no nível microscópico, unicelular. O fato de grande parte da diversidade estar no nível microscópico demonstra que se a evolução tendesse realmente a complexidade não haveriam mais seres unicelulares.

Pelo contrário, a vida tenderia a excluir os simplicidade biológica e manter vivos aqueles cada vez mais complexos. A seleção natural não é um mecanismo que busca a complexidade, ela somente mantém vivos os aptos, sem vontade própria, intencionalidade, consciência ou tautologias.

Evidentemente que a evolução não trabalha desta forma, basta pegar exemplos como a amebíase percebe-se que mesmo um ser unicelular é capaz de invadir corpos mais complexos e causar danos incalculáveis a nosso sistema fisiológico.

Por muitas vezes vemos alegações da complexidade como evidencia da presença de inteligência sobrenatural e citandos vários exemplos.

Em DESCARTANDO A COMPLEXIDADE IRREDUTÍVEL DO DESIGNER INTELIGENTE e tantos outros artigos discorri uma série de argumentos que vão contra essa idéia.

Mesmo na história de toda a vida na Terra já passaram vários organismos com peculiaridades e especialidades anatômicas, comportamentais e fisiológicas extremamente excêntricas e que hoje não estão mais presentes porque por algum motivo não correspondiam a expectativa de vida da espécie e foram podados da árvore da vida.

As principais diferenças na forma de se analisar um determinado animal sob o ponto de vista evolutivo e criacionista esta no fato de que sob o ponto de vista biológico desde as mais simples até as mais complexas formas de vida despertam o interesse grande de conhecer sua história evolutiva. Seja ela um exemplo claro da evolução ou complexa o suficiente para desafiar os biólogos.

É evidente que o fato de não se conhecer a história evolutiva não torna por exclusão aquele individuo um exemplo de sobrenaturalidade.

Sob o ponto de vista criacionista, embora se adote um criador como projetista de todas as espécies de vida o foco é sempre aquelas que desafiam a biológica evolutiva. Isso ocorre pela necessidade de verdade absoluta, rápida e que nem sempre é a mais coerente.

Frequentemente vemos citações como a do besouro bombardeiro, da língua do pica pau, do sistema imunológico, do olho e uma série de seres e estruturas peculiares com a ferramenta de ataque criacionista.

Nenhum criacionista utiliza a simplicidade fisiológica ou comportamental dos pardais ou das minhocas para sustentar seus argumentos, pois a sua estratégia de ataque não é a ciência e sim a desmoralização do biólogo evolucionista.

Diante disso separei alguns sistemas fisiológicos para nossa reflexão sobre o que se entende por evolução.

Muitas desses exemplos já foram citados em literatura ou aqui mesmo como a evolução dos proboscídeos, dos felinos, dos ursos e cachorros, ornitorrinco e lepidópteros.

É inegável que há casos em que a biologia evolutiva não tem modelos explicativos que demonstrem como determinadas formas de vida evoluíram ou como determinadas estruturas surgiram. Evidente que isso não torna a evolução inconcebível.

Aqui discorro sobre alguns exemplos como a seleção natural e outros mecanismos permitiram a evolução, e outros exemplos que realmente desafiam o pilar da biologia.

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Entre elefantes e crocodilos.

A primeira reflexão que faço aqui é demonstrar que animais mais recentes no tempo geológico não são nem mais, nem menos complexos – evoluídos – biologicamente. Por essa razão em biologia é errado classificar animais em superiores e inferiores.

Sabe-se que o grupo dos proboscídeos é datado em aproximadamente 65 milhões de anos e descendem de ancestrais comuns com os peixes-boi. Durante todo seu processo evolutivo (veja aqui) ele desenvolveu estruturas espetaculares.

Destacam-se três características interessantes dos elefantes.

A tromba, que além da respiração atua como um sifão para se banhar, como um braço para abrir caminho na mata e órgão comunicativo com mais de 50 mil músculos. Acompanhado dela vem um sistema respiratório bastante especial, com pulmões conectados as costelas pela presença de um tecido conjuntivo que se desenvolveu com a finalidade de suportar a pressão do ar que o elefante provoca quando suga água pela tromba. Assim o pulmão pode se esticar por dentro da cavidade das costelas sem ser prejudicado e prejudicar outros orgãos.

Outra característica deles é que seus pés apresentam os ossos do calcanhar projetados para cima e não repousam no solo como os dos seres humanos e primatas em geral.

A parte do calcanhar dos elefantes é constituída por um tecido elástico gorduroso que atua como um amortecedor de seu peso expandindo-se quando o elefante pisa.

Esse animal extremamente grande e complexo pode parecer um ramo alto e superior da árvore da vida, mas há animais muito mais antigos que apresentam aspectos anatômicos e comportamentais muito mais complexos, como os crocodilos.

Os crocodilianos surgiram a mais de 200 milhões de anos, são mais velhos que os dinossauros em vários milhões de anos e mesmo sendo bem mais antigos filogeneticamente falando apresentam estruturas complexas.

O crocodilo tem o corpo coberto de escamas, seu dorso formam grandes placas ósseas que podem deter até a mordida de um leão. De fato a mordida dos crocodilos é mais forte que a do leão e até mesmo do tubarão branco.

Apesar de pesar cerca de 750kg, que é pouco comparado com os elefantes, seu músculo mastigador é extremamente forte. Seu músculo mastigador é esbranquiçado com pouco fluxo sanguíneo e se projeta de trás da cabeça descendo pela mandíbula permitindo uma mordedura forte e rígida.

Da mesma forma que seus parentes gavialis tem a boca adaptada a pesca e os crocodilos em tem seus dentes projetados para caçar animais terrestres e não mastiga-los.

O crocodilo tem outras três características interessantes; a primeira é o seu sistema digestório.

O crocodilo tem duas estratégias de ataque a presa; a corrida da morte e o ataque lateral, que vem acompanhado do o giro da morte. A corrida é um sistema de ataque em que o crocodilo se projeta para frente. No lamaçal ou em um terreno em declínio ele desliza a barriga no chão em um movimento primitivo. Sua corrida é um resquício da época dos dinossauros e só é possível graças a seus joelhos capazes de rotacionar.

O ataque lateral é feito com a dobra do pescoço para o lado formando um ângulo de 180 graus e é acompanhado com o giro da morte que destronca o pescoço da presa ou afoga-a rapidamente.

Ambos os mecanismos ocorrem graças a musculatura da cauda.  Durante o ataque, ou o giro da morte o crocodilo mantém a boca aberta sem se afogar. Isso ocorre porque a base de sua língua sobe e se encosta ao teto da boca. Com o fechamento da base da língua os canais nasais se juntam com a traqueia atrás dessa glote fechada e projetam o ar do focinho até a traqueia e pulmões.

Um mecanismo de válvula fascinante que demorou cerca de 200 milhões de anos para aparecer.

Uma evidencia desse mecanismo é a diversidade de sistemas de respiração que foram encontradas em diferentes crocodilianos fósseis. Classificados assim como Eusuchios, mesosuchios e protosuchios.

A) Protosuchia, B) Mesosuchia, C) Eusuchia

Seu sistema respiratório é único na natureza.

Os crocodilianos respiram 4 vezes mais ar que o homem. Seu fígado funciona como um pistão podendo ser arrastado com a inflação do pulmão. Pode ficar imerso cerca de meia hora.

Do ponto de vista evolutivo a artéria aorta direita ou esquerda é perdida dependendo da posição evolutiva que o animal pertence, isso é evidente em anfíbios e exceto em mamíferos.

No caso dos crocodilos pode haver resquício de uma aorta extra. A aorta extra desvia o fluxo para o sistema digestório para misturar o dióxido de carbono com soluções e produzir substâncias ácidas que auxiliem na digestão.

Mas o mais interessante nos crocodilianos é o que ocorre em sua respiração durante o mergulho e que realmente desafia os biólogos evolucionistas a produzir teorias que expliquem tal mecanismo.

Nos répteis não crocodilianos os átrios do coração são separados e os ventrículos parcialmente divididos e mesmo assim o sangue oxigenado pouco se mistura com o sangue venoso (pobre em oxigênio). Apresentando assim uma circulação dupla bem desenvolvida.

Nos crocodilianos, ambas as câmaras cardíacas estão divididas. Essa separação peculiar permite que o arco aórtico origine-se no ventrículo direito, portanto recebe sangue venoso.

Há um orifício que conecta os dois arcos aórticos e mesmo assim o sangue não se mistura. Assim, durante o mergulho o crocodilo conduz um tipo de respiração peculiar porque sua circulação se modifica de tal modo que o fluxo de sangue para os pulmões diminui e o débito cardíaco do ventrículo direito é ejetado para o arco aórtico esquerdo através dessa uma junção chamada de anastomose.

Esse mecanismo de redirecionamento do fluxo sanguineo na natureza é único e permanece um mistério, mas evidencia como mesmo elefantes sendo maiores e mais recentes filogeneticamente tem sua fisiologia simples quando comparada com crocodilianos que são mais antigos cerca de 140 milhões de anos.

A complexidade surge não como regra. A regra é a sobrevivência do mais apto e se aptidão significar a modificação de seu nariz em uma tromba ou utilizar um canal circulatório alternativo então a sobrevivência esta garantida.

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O Besouro Bombardeiro.

Erroneamente os criacionistas tratam o besouro bombardeiro como um caso complexo para a evolução.

O besouro bombardeiro Brachinus crepitans é um coleóptero que passa grande parte de vida se escondendo em pedras, raízes e árvores, se alimentando de animais como caracóis. São encontrados em locais como o Sul da Europa, Sibéria e até na África.

Segundo o que afirma o criacionista Michael Behe, um besouro que tem a capacidade de espirrar uma substância quente é totalmente excessivo as regras biológicas.

Isso é evidente, mas não o torna um exemplo de complexidade sobrenatural.

O besouro realiza suas funções metabólicas normalmente, e dentre tantos produtos gerados por seu metabolismo estão a hidroquinona e o peróxido de hidrogênio.

Essa solução fica armazenada em uma câmara específica de seu corpo denominada vesícula coletora.

Quando o animal se sente ameaçado, utiliza sua técnica de bombardeiro com um eficiente mecanismo de defesa.

A solução de peróxido de hidrogênio e hidroquinona é transferida para a câmara de combustão chamada de glândulas ectodérmicas através da abertura de um músculo esfíncter que permite a transferência do fluído de uma câmara para a outra.

Com a secreção da calaze o peróxido de hidrogênio é decomposto quimicamente em água e oxigênio. O oxigênio reage com a hidroquinona que resulta em mais água e a substância quinona que é um produto irritante.

Nessas reações grande quantidade de calor é produzida e a câmara de combustão fica sobre pressão já que a água absorve esse calor e o oxigênio é comburente. Como o esfíncter está fechado e a pressão aumenta pelo aquecimento da substância e a pressão do oxigênio abre-se o ducto de saída.

Não há dificuldade alguma no caso do besouro bombardeiro.

Alguns criacionistas duvidam que o besouro teria sido criado pela seleção natural já que seus ancestrais teriam explodido com a mistura do peróxido de hidrogênio e a hidroquinona. Essas são substancias resultantes do metabolismo de alguns besouros e ganhou uma função no caso do Brachinus crepitans.

Aranhas produzem suas teias nas suas fiandeiras que são tecidos internos, a diferença é que elas não produzem substâncias irritantes, mas assim como os besouros seus tecidos se modificaram a tal ponto de permitir a produção de tais características. No caso do besouro bombardeiro substancia irritante, no caso das aranhas as teias são formadas por cristais de glicina e alanina além da substância pegajosa.

A grande chave do mistério está na presença da enzima catalítica calaze que funciona como um gatilho. Ela desencadeia as reações que quando começam a se aquecer são liberadas.

Esses conceitos são comuns, a mitocôndria por exemplo é literalmente uma bomba de calor que trabalha moderadamente para não aquecer e explodir.

Na respiração celular feita pelas mitocôndrias as reações explosivas são controladas e a quebra das cadeias de carbono são feitas gradativamente liberando energia em parcelas e estocadas na forma de ATP. Esse fenômeno não é diferente da queima da gasolina ou de madeira, cuja característica é a mesma, romper ligações químicas.

No caso do besouro, a simples presença de hidroquinona e peróxido de hidrogênio juntas na mesma câmara não é o suficiente para desencadear o evento explosivo. Mistura-las não promove reação química alguma, é necessário um “estalo químico” que desencadeie tal reação.

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O caso do camelo

Há outros mecanismos que aparentemente são complexos, mas que não exigem estruturas especiais para acontecer. Este é o caso do camelo, que não apresenta nada de incomum anatomicamente, mas que tem uma estratégia fisiológica bastante interessante.

É evidente que o camelo por viver em um ambiente árido como os desertos tem adaptações inexoravelmente distintas a de um homem, mesmo que este seja um beduíno.

Os camelos utilizam uma combinação de diversos métodos que o auxiliam no ganho de calor do meio e dessa maneira utilizar a água.

No camelo o armazenamento de calor é feito por toda a estrutura corpórea. Um camelo bem hidratado que tenha bebido os seus 120 litros de água e tem seu suprimento reposto todos os dias, seguramente tem sua temperatura corpórea variando somente 2°C, ou seja, oscilar entre 36°C e 38°C.

Quando um camelo encontra-se privado dos seus recursos hídricos suas flutuações de temperatura são bem mais extremas, chegando a 7 graus de diferença, ou seja, pode oscilar entre 34°C e 41°C.

Esse aumento de temperatura ocorre durante o dia com o armazenamento de calor em sua estrutura corpórea.

Para um camelo que pesa aproximadamente 500kg e oscila sua temperatura em 7 graus isso corresponderia em 2.900kcal de calor que é equivalente a economia de 5 litros de água. Mas durante a noite o calor armazenado é liberado para o meio em forma de radiação e condução.

A radiação é a capacidade que um material tem de absorver ou refletir a energia que incide sobre si. A condução é a capacidade térmica que o material possui de transmitir sua energia ou calor no caso dos camelos.

Isso ocorre porque quando a estrutura corpórea é grande o calor é absorvido somente até um certo limite, a partir de um determinado ponto ele não absorve mais esse calor e começa a perde-lo para o meio. No caso do camelo seu limite é 41°C.

Assim o camelo sobrevive com certa facilidade sob o calor do deserto que é insuportável aos beduínos.

De fato, o camelo usa substancialmente menos água que o homem. O camelo utiliza 0,28 litros de água em uma hora no deserto, o homem utiliza cerca de um litro por hora. Isso reflete sua falta de eficiência fisiológica em um ambiente extremo como os áridos.

O camelo suporta isso pois seu corpo foi sujeito a seleção natural que permitiu o uso eficiente da água no ambiente em que foi condicionado e evoluiu.

Outros mecanismos acabam auxiliando o camelo nessa empreitada no deserto, como a pele grossa com alto valor de isolamento térmico que atua como um refletor reduzindo o ganho de calor da radiação solar e facilitando a perda durante a noite.

Alguns experimentos foram feitos para testar a função da pele espessa do camelo. Um experimento simples foi tosar o pêlo do camelo e expô-lo ao sol. Os resultados demonstraram o aumento de sua necessidade de beber água em 50%. Camelos ancestrais com uma pelagem refletora e pele grossa sobreviviam a tais condições e suas estratégias fisiológicas também auxiliaram essa estratégia que foi passada a seus descendentes. Certamente os pouca pelagem morreram desidratados.

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O caso da língua do pica pau.

Um número de organizações criacionistas como Answers in Genesis têm divulgado o pica-pau como um exemplo de  organismo que não poderia ter evoluído.

Grande parte dos criacionistas apresentam informações distorcidas, falsas ou até mesmo erradas sobre sua fisiologia.

Em um vídeo do Youtube há uma visualização clara disto, totalmente falaciosa sobre a anatomia do pica pau.

Aqui discorrei correta e completamente o caso da língua do pica pau e como a evolução pela seleção natural e outros mecanismo podem realmente criar complexidade da língua do pica pau.

Concepção errada da língua do pica pau criada por criacionistas.

A imagem ao lado trás uma concepção errada a respeito da anatomia do pica pau verde da Europa Picus viridis.

O exemplo é uma criação criacionista, pois esse pica-pau jamais foi registrado, não há seu cadastro na taxonomia dos ornitólogos europeus. Em uma consulta a alguns amigos ornitólogos não fizeram menção a um pica pau cuja língua se projetasse pelo orifício nasal. (veja aqui a consulta)

O que de fato acontece é que determinadas projeções do músculo e do aparato hióideo se ampliaram na cabeça do pica-pau.

Isso quer dizer que eles podem se prolongar por volta da cabeça, ou por volta do olhou ou se aproximar da cavidade nasal, mas nunca atravessá-la e se projetar para fora através do orifício que usa para respirar.

É evidente que o caso é uma falácia pelo simples fato de que se a língua de um pica-pau sai pela cavidade nasal o animal não tem como respirar. A concepção acima é uma criação tendenciosa, inventada, pois jamais esse tipo anatômico foi encontrado na natureza embora se sabe que estruturas de moluscos e outras aves sofreram rotações em algumas de suas áreas.

Um das mais fascinantes criações da evolução é a língua do pica-pau.

Ao contrário da língua do ser humano que é tipicamente muscular, a língua dos pássaros é rigidamente  formada de cartilagem e recebe suporte do aparato hióide.

Todos os vertebrados têm o osso hióide de uma forma ou outra. Nos seres humanos mesmo podemos sentir suas projeções em forma de chifre na parte superior de sua garganta. Nosso hióide funciona como um local de ligação para os músculos de nossa garganta e língua.

3 tipos de projeções do aparato hióideo.

3 tipos de projeções do aparato hióideo.

Nas aves o aparelho hióideo tem a forma de “Y”  e se estende por todo o caminho até a ponta da língua. A bifurcação em Y  fica a frente da garganta. Nesta área que a maioria dos músculos do hióide esta anexado.

Duas estruturas chamadas de “chifres”ou “cornos” hióideos se projetam para trás e sustentam os músculos que se origina na parte inferior da mandíbula.

Tanto a língua quanto o aparato hióideo não são grandes quando o pica-pau nasce, na verdade se projetam somente até a parte de trás do ouvido interno.

É somente com a maturidade que os chifres hióideos do filhote crescem até o topo da cabeça, para frente e próximo a cavidade nasal.

Isto tem um sentido adaptativo, já que os jovens são alimentados pelos seus pais.

Seu prolongamento ocorre quando o animal atinge a maturidade e essas regiões crescem proporcionalmente conforme o animal vai ganhando peso e maiores dimensões. Assim, o aparato hióideo e a língua se desenvolvem conforme o animal ganha independência na busca de alimento.

A anatomia incomum da língua do pica-pau tem inspirado os criacionistas de usá-lo como um exemplo de uma estrutura muito bizarra para ter evoluído através de mutações.

Como veremos a seguir, a língua estranha de pica-paus na verdade é apenas uma versão alongada da língua encontrada em todas as aves, e de fato é um exemplo perfeito de como as estruturas anatômicas podem ser re-modeladas em novas morfologias a partir de mutações e seleção natural.

1) Pica Pau Adulto. 2 e 3) Pica-pau filhote.

Em galinhas os cornos hióideos se estendem para trás da garganta e se enrolam atrás das orelhas.

Quando os cornos do pica pau crescem uma bainha com fluido lubrificante  crescem como elas. Esta lubrificação dá os chifres hióideos certa liberdade para deslizar a bainha e a língua para cima e para baixo ou para dentro e para fora do bico.

Então, os cornos gêmeos do hióide de um pica-pau atuam apenas como um local de ligação para os músculos que se originam na mandíbula.

Quando contraído os músculos puxam os chifres e o aparelho hióide inteiro para frente do crânio empurrando a língua para fora da boca.

As mudanças genéticas necessárias para tal modificação são poucas já que nenhuma nova estrutura foi necessária e somente um período prolongado de crescimento para alongar uma estrutura já existente.

A evolução trabalhou favorecendo pica-paus ancestrais no momento da caça, aqueles que pegavam os insetos mais profundo nas árvores tinha maior chance de sobreviver. Isso foi crucial para criar pica-paus com línguas grandes e acima da média.

Mutações para o crescimento dos chifres hióideos concederam uma vantagem adaptativa grande já que poderiam estender a sua língua mais longe para alcançar a presa.

Alguns pica-paus não têm necessidade de longas línguas e assim os genes que encurtavam os chifres hióide foram selecionados.

Muitas outras adaptações interessantes já foram vistas em diferentes espécies de pica-paus. Algumas espécies, por exemplo, têm modificado as articulações entre os ossos do maxilar superior e crânio, assim como os músculos que se contraem para absorver o choque do bico.

Pescoço forte e cauda com penas e músculos que formam uma base para auxiliar a bicada em árvores.

As fontes criacionistas que apresentam informações imprecisas sobre a língua muitas vezes alegam que o grande número de adaptações encontradas em pica-paus fornecem argumento contra a evolução. Afirmam que todas estas adaptações teriam que ter surgido ao mesmo tempo ou  teriam sido inúteis.

Obviamente que o argumento ignora o fato de que muitas espécies de pica-paus vivos hoje faltam parte dessas adaptações ou mesmo são reduzidas e mesmo assim existem sem problemas algum.

Em alguns países Europeus pássaros popularmente chamados de wrynecks and piculets que são membros da família pica-pau apresentam algo parecido com um cruzamento entre pássaros e pica-paus. Há muitos deles como adaptações de línguas de grande comprimento e no entanto, não possuem em sua cauda penas rígidas ou certas especializações para bicar árvores.

Eles são estudados pelos evolucionistas ​​por serem semelhante à espécie ancestral de pica-paus já que o grupo dos picídeos têm mais de 3 milhões de anos.

 

A queda da seleção é a queda da evolução?

Mesmo que a seleção natural não explique plenamente a evolução de alguns animais não se descarta a evolução pelo fato de que hoje sabemos que há muitos outros mecanismos que atuam promovendo esse fenômeno.

Se algum dia for evidenciado que a evolução esteja errada sob a explicação de Darwin ainda sim não se descarta a evolução como um todo pelo simples fato de que a evolução não é uma criação darwiniana.

A concepção de que as espécies estão aparentadas entre si e se transformam ao longo do tempo não é uma criação de Darwin.

Lamarck tinha explicações tipicamente evolucionistas com a lei do uso e desuso.

Em seu livro Philosophie Zoologique Lamarck apresenta sua teoria do uso e desuso que é constituída como um elemento essencialmente evolutivo. Baseando-se em suas observações, ele emitiu a hipótese da transmissão hereditária dos caracteres adquiridos. Essa hipótese evolucionista é também conhecida como ‘lamarckismo’, apesar de Hipócrates (400 a.c) e em parte também Aristóteles já terem emitido idéias muito semelhantes.

A teoria de Lamarck não é uma mera hipótese de herança do adquirido ou aquilo que atuamente chama de lamarckismo.

Essa hipótese ocupa um lugar secundário na teoria de Lamarck. A herança dos caracteres adquiridos é uma idéia muito anterior a Lamarck que continuou a ser aceita na sua época. Darwin a aceitou até o fim de sua vida, admitindo inclusive que as mudanças acidentais (como perda do chifre de uma vaca por doença e transmitiam a seus descendentes.

Como a maioria dos biólogos de sua época, Lamarck acreditava que todas as coisas vivas eram dotadas de uma força vital que controlava o desenvolvimento e o funcionamento de suas partes e fazia com que transpusessem obstáculos do meio ambiente.

Ele acreditava que qualquer característica adquirida por um organismo durante a sua vida era transmitida a sua prole.

Mesmo na época de Darwin quando usaram o exemplo do pescoço da girafa como exemplo de manifestação da seleção natural vemos exemplos de como a evolução faz parte das discussões científicas.

Darwin nunca fez menção alguma sobre o pescoço da girafa no seu livro A origem das espécies até a sexta edição em 1872. Isso porque as pessoas do meio acadêmico estavam postulando como teria sido os passos da evolução do pescoço da girafa e comparando com as idéias de Lamarck.

Em 1871 George Mivart publicou uma crítica ao darwinismo chamada The genesis of species.

Mivart focou seus argumentos no pescoço da girafa, e atacou duramente o darwinismo.

Darwin, em reação ao ataque de Mivart, acrescentou à sua sexta e última edição da Origem das espécies um capítulo em que discorre extensivamente sobre o assunto. É essa edição que tem servido de base às versões subseqüentes e tem sido utilizada na escola para o ensino.

De fato Mivert argumentou corretamente já que as girafas não tem o pescoço grande devido a atuação da seleção natural, mas sim de outros mecanismos evolutivos. Isso mostra que até mesmo Mivart era um evolucionista embora não concordasse com as idéias de Darwin.

Mivart demonstrou que a importância do tamanho do pescoço da girafa não se resume a alcançar as folhas mais altas. De fato, entre os machos, o pescoço é uma importante ferramenta utilizada para garantir a dominação dos machos e a preferência das fêmeas por meio de verdadeiros duelos nos quais às vezes o perdedor acaba perdendo também a vida.

Além de ter no pescoço uma verdadeira fonte de observação a grandes distancias na qual podem manter controle sobre a aproximação de predadores.

Esses dois usos do pescoço já constituem argumentos relevantes para a importância de seu comprimento. A seleção sexual.

Há outras versões mais antigas do pensamento evolucionista no passado.

Anaximandro argumentava que se os seres humanos tivessem aparecido na Terra como bebes não teriam sobrevivido fazendo uma alusão clara a evolução.

O próprio da Vinci tinha uma concepção evolucionista quando disse “Natura non può dare moto alli animali sanza strumenti machinali” (A natureza não pode dar movimento a todos os animais sem um instrumento mecânico).

O pensamento evolucionista não é fruto da era darwiniana e sim de longa data. Mesmo se hoje a seleção natural começar a falhar como mecanismo vigente da evolução ainda sim se mantém a idéias de que os animais evoluem, porém sobre mecanismos distintos.

De fato isso não esta prestes a acontecer pelo fato de que um modelo só pode ser substituído se um outro for criado explicando mais e melhor o modelo vigente.

Isso porque a ciência trabalha desta forma, sob a substituição de paradigmas.

Não há nenhum modelo que hoje faça esse papel. A evolução das espécies é um fato consolidado pela ciência, os mecanismos pelos quais elas ocorrem e os caminhos evolutivos tomados pelas espécies é que são obscuros, mas ainda sim nos permite criar teorias e hipóteses.

O criacionismo não se encaixa como um modelo explicativo porque não é uma ciência, não é possível testar a veracidade de um designer inteligente.

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Scritto da Rossetti

Palavras chave: Netnature, Rossetti, Pica-Pau, Camelo, Elefante, Crocodilos, Mivart, Darwin, Lamarck, Criacionismo, Evolução.

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Referências

Anatomy and Evolution of the Woodpecker’s Tongue
Richard Dawkins. O relojoeiro cego. Companhia das letras. 2a edição de 2001.
Nielsen, Knut Schmidt, Fisiologia Animal, Adaptação e Meio Ambiente. Editora santos, 5a edição, 2002.
Sobre girafas, mariposas,corporativismo científico e anacronismos didáticos. 2002.
Lilian Al-Chueyr Pereira Martins. A história da ciência e o ensino da biologia. Jornal Semestral do gepCE – Grupo de Estudo e Pesquisa em Ciência e Ensino FE – Unicamp. Número 5, 1998.


2 thoughts on “A EVOLUÇÃO BUSCA A COMPLEXIDADE? E O PILAR DA BIOLOGIA CORRE ALGUM RISCO?

  1. Em casa onde falta pão, todos gritam e ninguém tem razão, daí a discussão inútil de sexo de anjo que travam os criacionistas e evolucionistas.

    Os criacionistas “acredtiam” que o ser vivo é obra de Deus Infinito, mesmo que obra imperfeita, em transformação e movimento contínuo, etc.etc., COMO SE TRATASSE DE UM DEUS INFINITO EM EVOLUÇÃO, quer dizer, o criacionismo fura por princípio, e nem preciso prolonga argumentos, PORQUE CRENÇAS NÃO SE DISCUTEM.

    Os evolucionists “acreditam” de pé junto que a variação das espécies que de fato mostram um aspecto evolutivo na Árvore da Vida, como também a Tabela Periódica, mostra o mesmo com os Elementos, SE DÁ POR SELEÇÃO NATURAL, mesmo que isso só tenha acontecido no passado, não acontece no presente, e com certeza absoluta, não acontecerá no futuro, OI UM MERO PALPITE DE DARWIN QUE OS EVOLUCIONISTAS TRANSFORMARAM DOGMAS DE FÉ, e crenças não adianta discutir. Mas podemos argumentar.
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    O homem já altera espécies sem ser Deus e nem de longe por seleção natural alguma, a menos que se imagine e se acreditte que o homem é inteligente por “acaso”!
    Os químicos na mesma época de Darwim na química já muito mais desenvolvida, se escusaram de “chutar” teoria como os elementos fizeram ou fazem para se transformar uns nos outros, e ainda mais por “seleção natural”. Se fosse assim, ainda estaríamos discutindo o geocentrismo “provado” por Aristóteles, tão bem, que levou 2 mil anos para cair.
    Os evolucionistas confundem “descrever” detalhes orgânicos das espécies, que de fato mostram uma sequência evolutiva orgânica, COM SELEÇÃO NATURAL, e de fato não mostram absolutamente nada dessa “religião”. Vamos ver alguns detalhes da lambança evolutiva da seleção.

    a) Por ela, as espécies teriam um ancestral único comum a todos, ATÉ HOJE NÃO SE PODE TER NEM ÍNDICIOS DESSE ANCESTRAL UNITÁRIO, exceto conversa fiada que seriam as bactérias oun virus, ou seres-vivos unicelulares, etc. Uma babaquice,, até porque a vida é um processo sistêmico, uma espécie apenas vive se depender de outra. nenhuma vive sem outros seres-vivos que lhes dês sustentação, e vice versa, só na teoria esdrúxula da “seleção natural” isso pode não acontecer.
    Quer dizer, é a mesma coisa que admitir um Deus Inifnito criador de tudo, MERA CRENÇA QUE NÃO SE SUSTENTA, nem comsa as “estatisticas” mirabolantes de cientistas, que simplesmente confundem estatísticas, com probabilidades, mera conta matemática.
    b) Até agora, a “Vida” para os religiosos é um mistéiro de Deus, e para a ciência, um enigma inexplicável, tanto quanto a morte. Assume-se que a vida bem como a inteligênfcia sejam atributos da matéria ou dos organismos materiais em que se manifesta, e no instante da morte, O MESMO ORGANISMO É VIVO ANTES E MORTO DEPOIS, COM TUDO O QUE SE NECESSITA PARA CONTINUAR VIVENDO, exceto a inteligência que não existe mais. Os religiosos têm solução melhor, ainda que mal explicada. A vida é atributo do “espirito” mas explicam de forma esdrúxula, como o espírito faz, e menciono como talvez única exceção, A DOUTRINA ESPÍRITA, POR “COINCIDÊNCIA” PUBLICADA PRATICAMENTE JUNTO COM A OBRA DE DARWIN, DE MENDEL, DE MENEELEEV, DE MARX ETC., uma safra de sábios como na época dos gregos e de Cristo, que nem atéhoje a humanidade ainda digeriu de forma adequada. NÃO SOMOS CAPAZES DE DESCREVER SEQUER O QUE SOMOS, E FICAMOS BRIGANDO POR EXPLICAR AQUILO QUE NÃO FOMOS, NÃO FIZEMOS ETC., é a disucussão estúpida de sexo de anjos.
    c) A “seleção” prega dogmaticamente que se processa em períodos muito longos, milhões de anos, POR ISSO NÃO A VEMOS. Mas não explica que todas as espécies praticamente SURGIRAM COMO QUE DE REPENTE, As grandes destruições que quase dizimaram a Terra num determinado instante, NO OUTRO PRATICAMENTE A TERRA ESTAVA COMPLETA DE SERES VIVOS, E DE ESPÉCIES DIFERENTES, etc. etc. O homem hoje pode fazer esse “milagre darwiniano” a hora que quiser, e não faz mais porque ainda lhe falta moral e ética fucientemente elevadas para saber o que faz, DAÍ O ASPECTO AINDA MORAL E ÉTICO QUE LIMITA AS EXPERIÊNCIAS GENÉTICAS. Se Hitler não se suicidasse e ganhasse a guerra, COM CERTEZA JÁ TERÍAMOS HOJE HOMENS JACARÉS, HOMENS FORMGIAS, ETC. ETC., é como montar automóveis, caminhões, jeeps, carrinhos de criança, tanque de guerra etc. etc.
    d) E ainda acontece o absurdo de não se reconhecer o que acontece com os órgãos das espécies. O homem, supostamente a “especie mais evoluída”, tem sentidos e órgãos subdesenvolvido em relação a outras espécies, ate mesmo no início da tal “evolução seletiva”. Enxergamos mal, ouvimos mal, cheiramos mal, nosso tato é um desastre, etc. E MESMO ASSIM SOMOS A OBRA PRIMA DA NATUREZA. Simples,,a enhgenharia dos órgãos não têm a mesma engenharia do conjunto, EXATAMENTE COMO O PRÓPRIO HOMEM FAZ COM SEUS ARTEFATOS. O motor, o sistema de transmissão, de suspensão, de controles, etc. de um carro, AVANÇAM INTELIGENTE E INDEPENDENTEMENTE DO PRÓPRIO AUTOMÓVEL, QUE NO FINAL É UMA MERA MONTAGEM DE OUTRAS ENGENHARIAS, DE ACORDO COM AS NECESSIDADES DO PRÓPRIO HOMEM. Será que o evolucionista ou o criacionista podem MOSTRAR QUAL É A UTILIDADE DE QUALQUER SER-VIVO NA TERRA. Sem utilidade, POUCO IMPORTA A ENTENHARIA, por coincidência burra, todo evolucionista não vê utilidade alguma em qualquer ser-vivo, e sequer no Próprio Universo, porque simplesmente falta o componente da INTELIGÊNCIA.
    Contudo, num processo inteligente tudo parece se encaixar maravilhosamente no próprio Universo que nos parece maravilhos, MERAS OBRAS DE SERES INTELIGENTES, EXAAMENTE COMO NÓS MESMOS, apenas em grau muito mais elevado, COMO DESCREVE COM PRECISÃO A DOUTRA ESPÍRITA. O exercita sua inteligência exatamente para copias o que já existe pronto e funcionando, E BURRAMENTE ACHAMOS QUE ISSO POR OBRA DE UM ACASO BURRO, OU DE UM DEUS INFINTIO, QUE PODE ERRAR E ACERTAR, COMO QUALQUER MORTAL.

    E por aí poderíamos ir descrevendo burrices que sustentam a “crença evolutiva e criacionista”, que se complica com descriões complicadas e inúteis, para provar o equívoco, que apenas se opõe de forma também dogmática, o outro equívoco de um Deus Infintio Criador de tudo. Se fosse um “deus finito” exatamente igual ao homem, a COISA FICARIA COMPREENSÍVEL, e bastaria admitir que esse “deus finito” nada mais é do que o próprio espírito tanto do homem como do Universo em geral, em vários estágios de evolução mental. O espírito tem o atributo da inteligência, por isso fica fácil entender o instante da vida e da morte, COMO O MOTORISTA QUE ASSUME E DEIXA SEU CARRO. Carro+motorista é um ser-vivo exatamente igual a outro qualquer, exceto pelo respectivo organismo. DARWIN CONFUNDIU ORGANISMO COM O SER-VIVO, E OS EVOLUCIONISTAS AINDA SEGUEM O MESMO EQUIVOCO DE INTERPRETAÇÃO, mas de forma dogmática. Darwin apenas deu jum palpite, os evolucionistas o transformaram em vedade. Automóvel como corpo humano, são meros organismos materiais sem vida alguma, SEM O ESPÍRITO DO HOMEM, será que é tão difícil ver e entender isso?
    “A ciência sem a religião é manca, e a religião sem a ciência é cega”, quem disse isso foi o “filósofo” Einstein, e completo, ambas sem as artes, são estáticas e estagnadas.
    Compare o automóvel de hoje com os carros de ontem e até mesmo com sua ancestral carroça. NÃO HOUVE SELEÇÃO NATURAL ALGUMA, MAS É EVIDENTE QUE UM VEÍCULDO DEOCRRE DE OUTRO, EXATAMENTE COMO NA NATUREZA.
    Falta tanto aos evolucionistas como aos criacionistas a admissão pura e seimples que SEM INTELIGÊNCIA, NADA EVOLUI PARA CANTO ALGUM, e a evolução dos organismo é consequência da inteligência, ATÉ PORQUE A MATÉIRA SEMPRE CONTINUA A MESMA. O material orgãnico de hoje é constituido dos mesmos elementos de 4 bilhões de anos atrás, ALTEROU-SE A “ENGENHARIA” DOS ORGANISMOS, não matéria alguma.
    Mas enquanto não se enxergam o óbvio, ficamos assistindo a luta de “box” de uma burrice dogmática de um lado, com outra burrice de outro igualmente domática, meras crenças insustentáveis.
    Um “garimpeiro do nada” encontra uns pedaços de ossos, com os quais artisticamente se constroi um “corpo de animal ancestral”,E SAI POR AÍ DIZENDO QUE ESTÁ PROVADA A SELAÇÃO NATURAL que nem por milagre de um Deus Infinito acontece aqui e agora, SÓ ONDE SOMOS INCAPAZES DE FATO CONSTATAR, APENAS IMAGINAR.
    Crenças não se discutem, é a discussão idiota que se assiste.
    arioba

    • Muito bem Ariovaldo, concordo em gênero, número e grau. Infelizmente os livros didáticos não apresentam esta verdade, apenas meras suposições.

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