THE NEW ANTI-SCIENCE ASSAULT ON US SCHOOLS. (comentado)

In a disturbing trend, anti-evolution campaigners are combining with climate change deniers to undermine public education

 

Charles Darwin, circa 1854; 12 February, his birthday, is marked by International Darwin Day. Photograph; Corbis

You might have thought it was all over after the 2005 decision by the US district court of Middle Pennsylvania (pdf), which ruled in the case of the Dover Area schools that teaching intelligent design is unconstitutional. You might have guessed that they wouldn’t come back after the 1987 US supreme court decision in Edwards v Aguillard, which deemed the teaching of creationism in Louisiana schools unconstitutional. Or maybe you figured that the opponents of evolution had their Waterloo in the1925 Scopes “monkey” trial in Tennessee.

They are back. There are six bills aimed at undermining the teaching of evolution before state legislatures this year: two each in New Hampshire and Missouri, one each in Indiana and Oklahoma. And it’s only February.

For the most part, the authors of these bills are singing a song we’ve heard before. Jerry Bergevin, the Republican sponsor of one of the New Hampshire bills, says of evolution that “It’s a worldview and it’s godless.” He blames the teaching of evolution for Nazism and Columbine. Josh Brecheen, the sponsor of the Oklahoma bill, wants to stop the teaching of “the religion of evolution.” These legislators, and their colleagues in Missouri and Indiana, trot out the hoary line that evolution is “just a theory” and that real science means saying that every point of view is just as good as any other.

Most of these bills aren’t likely to get anywhere. The Indiana bill, which specifically proposes the teaching of “creation science”, so obviously falls foul of the supreme court’s 1987 ruling that it’s hard to imagine it getting out of committee. The same could be said for the Missouri bill, which calls for the “equal treatment” of “biological evolution and biological intelligent design”.

Still, it’s worth asking: why is this happening now? Well, in part, it’s just that anti-evolution bills are an indicator of the theological temperature in state houses, and there is no question that the temperature has been rising. New Hampshire, Indiana, Oklahoma, and Missouri turned deeper shades of red in the 2010 elections, as did the US Congress.

But there are a couple of new twists that make this same-old story more interesting than usual. One has to do with the temperature in a less metaphorical sense. The Oklahoma bill isn’t properly speaking just an “anti-evolution” bill; it is just as opposed to the “theory” of “global warming”. A bill pending in Tennessee likewise targets “global warming” alongside “biological evolution”. These and other bills aim their rhetoric at “scientific controversies” in plural, and one of the New Hampshire bills does not even bother to specify which controversies it has in mind.

The convergence here is, to some degree, cultural. It just so happens that the people who don’t like evolution are often the same ones who don’t want to hear about climate change. It is also the case that the rhetoric of the two struggles is remarkably similar – everything is a “theory”, and we should “teach the controversy”. But we also cannot overlook the fact is that there is a lot more money at stake in the climate science debate than in the evolution wars. Match those resources with the passions aroused by evolution, and we may have a new force to be reckoned with in the classroom.

The other significant twist has to do with the fact that the new anti-evolution – make that anti-science – bills are emerging in the context of the most vigorous assault on public education in recent history. In Oklahoma, for example, while Senator Brecheen fights the forces of evolution and materialism, the funding for schools is being cut, educational attainments are falling, and conservative leaders are agitating for school voucher systems, which, in the name of “choice”, would divert money from public schools to private schools – many of them religious. The sponsor of Indiana’s anti-science bill, Dennis Kruse, who happens to be chairman of the Senate education committee, is also fighting the two battles at once.

The Heartland Institute – which has received funding in the past from oil companies and is a leading source of climate science skepticism – also lobbies strongly for school vouchers and other forms of “school transformation” that are broadly aimed at undermining the current public school system. The Discovery Institute – a leading voice for intelligent design – has indicated its support of exactly the same “school reform” initiatives.

If you can’t shut down the science, the new science-deniers appear to be saying, you should shut down the schools. It would be a shame if they succeeded in replacing the teaching of science with indoctrination. It would be worse if they were to close the public school house doors altogether.

Fonte: The Guardian

 .

Resenha do autor

Novamente os EUA sofrem com as tentativas criacionistas de se infiltrar no ensino público. Mas desta vez a estratégia é mais baixa, uma negação não só da evolução, mas da ciência como um todo.

Atualmente há seis projetos de lei cuja finalidade é retirar o ensino da evolução nos colégios estaduais ainda este ano, em New Hampshire e Missouri e em Indiana e Oklahoma.

A maioria desses projetos não chega a lugar algum como tem ocorrido nos últimos anos e no famoso caso Scopes (veja aqui).

O projeto de Lei de Indiana propõe especificamente o ensino da “ciência da criação” e cai como de praxi na desgraça da decisão da Suprema Corte de 1987 que novamente vai negar. O projeto de Lei de Missouri que apela para o “tratamento igualitário” entre o ensino da evolução biológica e design inteligente. Este também esta fadado a rejeição já que não há igualitarismo entre ciência e misticismo, afinal design inteligente é considerado religião e fere a Primeira Emenda americana.

Constituição dos Estados Unidos da América é uma parte da Declaração de direitos dos Estados Unidos da América. Impede, textualmente, o Congresso dos Estados Unidos da América de infringir seis direitos fundamentais. O Congresso passa a ser impedido de:

*Estabelecer uma religião oficial ou dar preferência a uma dada religião (a “Establishment Clause” da primeira emenda, que institui a separação entre a Igreja e o Estado)

*Proibir o livre exercício da religião;

*Limitar a liberdade de expressão;

*Limitar a liberdade de imprensa;

*Limitar o direito de livre associação pacífica;

*Limitar o direito de fazer petições ao governo com o intuito de reparar agravos;

O projeto de Oklahoma não é propriamente focado no anti-evolucionismo, mas é uma oposição direta à teoria do aquecimento global. Essa é a grande jogada criacionista do momento.

Um projeto de Lei pendente no Tennessee também tem como alvo o aquecimento global ao lado de evolução biológica. Estes e outros projetos visam a sua retórica em controvérsias científicas. Isso ocorre porque as pessoas que não gostam de evolução são muitas vezes os mesmos que não querem ouvir falar sobre as mudanças climáticas. As mudanças climáticas são evidentes embora a questão do aquecimento global realmente seja uma teoria e infelizmente vem sendo tratada como uma verdade consolidada pela ciência.

Há muitos dados que põem de fato o aquecimento global em cheque (AQUECIMENTO GLOBAL, SERÁ?),mas as mudanças climáticas e geral são evidentes.

A teoria da evolução embora ainda seja muito polêmica é tratada como uma verdade consolidada por mais de 150 anos de artigos científicos que a corroboram as idéias de Darwin embora saibamos que sempre haverá controvérsias no que tange os modelos evolutivos para certos grupos de animais.

Trocando em miúdos, a ciência vê a evolução como um fato, mas muitos dos modelos explicativos ainda são teorias dado a falta de fósseis ou evidências mais sólidas.

O caso do aquecimento global é recente e é sim uma teoria por completo, diferente da evolução.

Há muitos dados opostos a versão tradicional de que a terra esta em processo de aquecimento. Há cientistas que apontam para mudanças climáticas de cunho regional e não local e algumas vertentes apontam para um resfriamento global. De fato a Europa passa pelo seu pior inverno dos últimos 30 anos, principalmente a Polônia e em Roma na Itália, onde não nevada a três décadas.

O ceticismo ao aquecimento global é comum e sadio embora o governo não trate dessa forma, razão pela qual a verificabilidade dos fatos é suspensa e as reuniões sobre as mudanças climáticas são sempre de cunho político. Essa é uma manobra puramente política dos EUA, pois quem propôs tal proposta foi Al Gore em uma corrida política. Tudo que se faz nos EUA é basicamente política e o criacionismo esta no meio de toda essa cartada direitista extremista.

O caso é que a retórica dos dois é bastante parecida e o que o criacionismo vê em ciência é tudo como teoria e portanto devemos ensinar a controvérsia.

De fato deve-se explicar as controvérsias da evolução e do aquecimento global, mas sempre focando-se no modo acadêmico de se ensinar e não religioso.

Se há controversas que põem ambas propostas científicas em cheque, devem ser feitas devido a evidências científicas e não místicas e mitológicas como apresenta-se a pseudo-ciência criacionista.

É fundamental apresentar as falhas de cada verdade ou modelo científico, mas para a ciência mudar suas explicações é preciso que quem derrube tal modelo seja a própria ciência. Deus e religião não é ciência e portanto não pode ser usada como tal para alterar a vida acadêmica.

Vale lembrar também que há muito mais verba envolvida no debate das ciências ambientais do que nas guerras da evolução. Combinar esses recursos com as paixões despertadas pelo anti-evolucionismo é a maior estratégia criacionista para evocar o sentimento anti-científico, que é no mínimo patético.

Se há desgosto pela ciência e sua produção propõem-se então aos ultraconservadores criacionistas de direita que vão morar nas cavernas abstendo-se do conhecimento científico, e volte a idades das trevas onde a Terra era o centro de tudo. (veja mais em UM TERÇO DOS RUSSOS ACHA QUE O SOL GIRA EM TORNO DA TERRA)

Em Oklahoma o senador Brecheen e líderes conservadores combate as forças da evolução e do materialismo direcionando o financiamento das escolas públicas, boicotando conquistas educacionais em nome da escolha pessoal, como fez a família Garotinho no Rio de Janeiro.

Lá desvia-se o dinheiro de projetos de escolas públicas para escolas privadas, muitas delas religiosas.

O patrocinador de todo esse projeto de Lei de Indiana anti-ciência é Dennis Kruse, que por acaso é presidente da educação do Senado, parceiro de Brecheen e quer lutar contra essas duas propostas.

O Instituto Heartland recebeu financiamento a partir de empresas de petróleo para financiar o ceticismo das ciências climáticas e o Discovery Institute que é uma das principais vozes do design inteligente manifestou o seu apoio. A idéia principal é substituir o ensino da ciência pela doutrinação.

Jerry Bergevin, o patrocinador republicano de New Hampshire chegou a afirmar que a evolução é uma visão de mundo ateísta e culpa o ensino da evolução como razão do holocausto. O que é uma invenção e inversão de papeis afinal quem quer doutrinar os EUA são esses conservadores ultra-criacionistas fundamentalistas de direita, bem como fez o partido nazista.

 .

Scritto da Rossetti

Palavra chave: Netnature, Rossetti, Ultraconservadorismo, EUA, Criacionismo, Anti-ciência.

3 thoughts on “THE NEW ANTI-SCIENCE ASSAULT ON US SCHOOLS. (comentado)

  1. Discussões inúteis e supérfluas. O que é um religião? Um conjunto de conceitos que as pessoas acreditam ou não. O que é o evolucionismo? Exatamente a mesma coisa, logo, evolucionismo, socialismo, iluminisno, positivismo etc., SÃO RELIGIÕES TANTO QUANTO CRISTIANISMO, BUDISMO, ISLAMISMO, CONFUCIONISMO ETC. ETC.
    Convencionou-se que religião conceitua “deus” ou “deuses” ou Deus, e nas “demais” religiões não, MA QUAL A DIFERENÇA ENTRE ACREDITAR E NÃO ACREDITAR? Convencionou-se também que uma religião tem que igreja. Mas por que? Uma igreja é como um empresa, tem que ter sócios ou clientes, há ter local para os rituais (não igreja sem isso), precisa de “deinheiro” para existir, etc. etc. Exatamente como qualquer empresa. Se você é capaz de enfiar um livreto em baixo do braço ir para rua e encontrar “crentes” que acredita em você, está formada a igreja, que poderia ser de ateus, evolucionistas, confucionistas, etc. etc. Para você vender perfume, precisa encontrar crentes que acredita no que você expõe, exatamente como faria um evolucionista para fundar sua igreja, ALGUÉM TEM QUE PAGAR.

    Pouco importa a crença de cada um s sequer temos acesso, IMPORTA O QUE SE FAZ COM ESSA CRENÇA, que redunda no que entendemos por FÉ. Fé remove montanhas, crenças não. Não se pode cofundir religião que é um acervo de conhecimentos como é tambem a ciência ou as artes, com igrejas, da mesma forma como empresas com ciência e artistas com artes etc.
    Escola tem a função de “informar” sequer deveria ter a função de educar, que é naturalmente da família. É assim em qualqujer outra espécie, o homem se desviou e está em muitos casos colhendo as sanções do desvio. Para informar a escola não deve em princípio, “escolher a informação”, exceto pela questão de tempo, de organização e administração. Estabelece-se “prioridades” de informações. O ESTADO EXISTE PARA PERMITIR OPORTUNIDADES IGUAIS PARA TODOS, a decisão de optar por esta ou aquela informação DISPONIVILIZADA deve ser do usuário, principalmente depois que tem o livre arbítrio, isto é, NA UNIVERSIDADE.
    Qual o problema de um católico, que religiosamente é cristão, dar conhecemento do budismo, do islamismo e cristianismo (errado é ensinar catolicismo, seita xiita etc. que são igrejas, seria como ensinar os estatutod da GM numa escola pública) para seus filhos, até à condição de poder decidir, optar pela crença cristã ou budista?
    E por que evolucionismo ou criacionismo há que ser diferente, a discussão estúpida da excludência?
    Mais oportuno seria discutir as bobagens que essas duas “religiões” pregam, junto com muitas outras. O PARADIGMA DE QUALQUER RELIGIÃO DEVERIA SE CONCENTRAR NA MORAL E ÉTICA, se uma crença apresenta essa condição, poderia ser considerada como tal, se é apenas um tratado de conhecimento que visa o intelecto material, É CIÊNCIA, QUE SE QUALIFIQUE COMO TAL NOS CONCEITOS DE CIÊNCIA, FORME UM RAMO DE DISCIPLINA COMO É A MATEMÁTICA, FÍSICA, ETC., E PONTO FINAL.
    TODAS ESCOLAS DEVEM ENSINAR SIM ARTES, RELIGIÃO E CIÊNCIA COMO ACERVOS DE CONHECIMENTOS, não devem ensinar regras, estatutos e cânones de artistas, igrejas e empresas, EXCETO SE INTERNAMENTE A CADA INSTITUIÇÃO por opção.
    A GM pode e até deveria ensinar seus estatutos a seus funcionários e filhos, DENTRO DA SUA EMPRESA, e atendendo as demais exigências do ensino público. A Igreja Católica como qualquer outra igreja poderia fazer o mesmo. Se existisse uma instituição evolucionista (basta criar um produto para isso com tem qualquer igreja) também poderia fazer o mesmo, como também o criacionismo que já está inscrutado em várias igrejas. CRIACIONISMO É COISA DE IGREJA CATÓLICA COMO ORIGEM, alguém já viu escrito isso na Bíblia ou Evangelhos que são as bases doutrinárias cristãs da Igreja?
    A questão do produto é outro assunto que merece comentar. QUALQUER IGREJA VENDE UM PRODUTO CHAMADO “ESPERANÇA” QUE CADA UM “EMBALA” COMO QUER, a partir de uma doutrina. Então, para se formar uma “igreja” numa religião, BASTA CRIAR ESSE PRODUTO, o crente entra numa igreja para procurar resolver sua “esperança” em algo, e paga por isso da mesma forma que paga por um creme de face. ESPERANÇA GERA CRENÇA QUE GERA FÉ, QUE SEMPRE CUSTA DINHEIRO, esse é o processo, até mesmo para a ciência. Igrejas não são feitas para cães, que apenas entra porque a porta está aberta, como também na lanchonete, etc.
    Se o evolucionista quer vender um produto, QUE O CRIE, e encontre o consumidor para isso e está formada sua igreja. Uma vez falei a mesma coisa num forum de ateus, QUASE FUI EXPULSO DO FORUM, QUE NA REALIDADE ERA UM CLUBE DOS “BOLINHAS”, uma igrejinha de “voluntários”!

    Discussões idiotas, sem fundamentos, supérfluas etc. etc. que desvia atenção do Estado que deveria de fato estar cuidando do povo, e não DE SACERDOTES DE IGREJAS SEJAM LÁ QUAIS FOREM.

    arioba.

    • Cuidado para o seu discurso não virar uma religião para voce também Ariovaldo, até agora voce tem escrito a torto e a direita e não tem discutido. Parece que voce esta vendo o que diz como uma verdade absoluta e positivista tão religiosa quanto aquela que critica.
      Se a discussão é ridícula e superfula, e voce reduz tudo a religião porque ainda comenta-as?

      • Desculpe não ter respondido, RELIGIÃO É UMA IDÉIA, QUE QUALQUER UM DE NÓS PODE TER, OUTRA COISA É PREGAR UM RELIGIÃO, ISSO É IGREJA. Se o que estou é religião, É VOCÊ QUE ESTÁ DIZENDO, ESTOU EXPONDO COISAS QUE ENCONTRO E FORMO MINHAS IDÉIAS, SE ALGUÉM ACHAR QUE É RELIGIÃO, VÁ EM FRENTE E FORME A IGREJA. Eu não não criar igreja alguma.

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