EVOLUTION AND DIVINE CREATION: WHERE’S THE CONTRADICTION? (comentado)

Remember that the first statement from an Anglican clergyman towards The Origin of Species was wholly positive.

Noah’s Ark … a literalist reading of Genesis found its footings as recently as the 1960s. Photograph; Blue Lantern Studio,Corbis

The best part of a decade ago, during a cold and dark winter’s evening, I stood in an Oxford chapel in support of a friend’s confirmation of his faith. The bishop conducting the service decided to start his sermon with the theory of the big bang, the creation of Earth, the development of life, and the evolution of man.

Awkward looks were exchanged amongst the congregation, as those less accustomed to such open discourse by a man of the cloth were worried that, at any moment, he would denounce God before storming out and declaring himself a newborn atheist. An air of calm finally spread across the uncertain listeners as he brought the lesson to a close, ending on a simple proposition: that his faith told him, however it happened, that the universe was created by a divine being. He then spoke in praise of the work of those within Oxford University as they, like him, sought an understanding of God’s creation.

His acceptance of scientific method and the answers it had produced, while perhaps seemingly unorthodox, should not surprise us. Natural philosophy had its origin in the teaching of the church. Individuals such as Isaac Newton often stated that it was not possible to understand the mind of God, because that was beyond us; we should therefore open our eyes and investigate the world around us, rather than just philosophise.Roger Cotes, a 17th-century mathematician, wrote to this effect in the preface to Newton’s Mathematica Principia: “Without all doubt this world … could arise from nothing but the perfectly free will of God … These [laws of nature], therefore, we must not seek from uncertain conjectures, but learn them from observations and experiments.”

It was not until the late 19th century that Thomas Huxley, known to many as “Darwin’s Bulldog”, started to advocate the separation of science and the church; yet his reasons were based on reducing the power of the church as science became professionalised, rather than due to any real conflict between the two. It is therefore neither controversial, nor particularly surprising, that the first statement from an Anglican clergyman, Charles Kingsley, towards Darwin’s Origin of Species was wholly positive. He stated it is “just as noble a conception of Deity, to believe that He created primal forms capable of self-development … as to believe that He required a fresh act of intervention to supply the lacunas which He Himself had made”.

Young Earth creationism is not some long brooding minority: it found its footings as recently as the 1960s with John C Whitcomb’s and Henry M Morris’s book The Genesis Flood. The book sold over 200,000 copies between 1961 and 1986 and, curiously, the literal reading of the Bible as if it were a scientific text appealed to an educated and technically minded audience – not, as many would like to believe, a backward and uneducated population.

Despite this, it is a concept that has always seemed contradictory to the scriptures: I vividly recall a priest’s homily from my youth, similar to the sermon in the Oxford chapel, yet the reconciliation was not of science and faith but rather the multiple stories of creation found in Genesis, which appear at least contradictory if read literalistically. The conclusion, however, was the same: how God made the world was not the important teaching point, rather that God made it.

Denis Alexander of The Faraday Institute in Cambridge, both a Christian and with a well-established past as a molecular immunologist, has spent recent years investigating the area between science and religion. While a keen proponent of keeping the two separate in both the lab and the classroom, he very much advocates debate and discussion. He went so far as to cite that the absence of religious education in the US helped to perpetuate young Earth creationism, while praising the UK’s system of allowing discourse on religious subjects in a specific lesson and thus providing a more involved study of one’s own beliefs.

As to why certain religious elements now find themselves at odds with science, Alexander suggests that a modern reliance of a “God of the Gaps” (a belief that God is responsible for what science cannot explain) to reconcile one’s faith is, in part, to blame. The result of such a belief is that it ensures that every step of enhancing our understanding, and hence shrinking those gaps, is essentially an attack on an individual’s beliefs. At a recent talk in Cambridge, Alexander went further, suggesting that perhaps Richard Dawkins’s use of science to promote atheism had also intensified this link but conceded that, while there are social scientists trying to quantify that supposition, he had no hard data to back it up.

So can evolution and a divine creation co-exist as beliefs? Certainly; even rationally, in the case of many religions. But for many of the audience who attended Alexander’s talk, there was a feeling that it is not necessary. In the same way that Albert Einstein’s work did away with the need of a luminiferous aether, in the melding of the two propositions, divine creation and evolution, the former had to make too many concessions. The result for some is that God is an unnecessary addition to an already consistent and functioning understanding of the universe. For them they are happy that the big bang was just that, and not the work of any divine force.

Others, like Denis Alexander, echoing Leibniz, will still want to ask the questions to why there is something rather than nothing.

Fonte: The Guardian

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Resenha do autor

Mesmo com tamanha controvérsia o criacionismo e a sua versão de uma Terra jovem ainda sim é uma minoria que encontrou novos fundamentos na década de 1960 com John Whitcomb e Henry Morris no livro O Dilúvio de Gênesis. O livro vendeu mais de 200 mil cópias entre 1961 e 1986 e claramente deu uma interpretação literal da Bíblia como se fosse um texto científico.

Apesar de tamanha infantilidade e inocência essa tentativa de forma alguma conseguiu reconciliar ciência e fé. Pelo contrário, ela afasta cada vez mais o processo e auxilia a produção cientifica e o ensino da biologia evolutiva (MEU AGRADECIMENTO AOS CRIACIONISTAS).

O criacionismo vem evidenciando múltiplas histórias de criação encontrada no Gênesis, cada uma interpretada da maneira pessoal.

Exemplos claros estão em alguns vídeos criacionistas que tentam explicar a maneira pela qual o dilúvio ocorreu, tentando-se utilizar a ciência, recorrendo a cálculos do tamanho da arca e a disponibilidade espacial para manter tantas espécies, inclusive com alegações pessoais dizendo que os animais poderiam ser filhotes a tal ponto de garantir maiores espaços.

Outros tentam justificar cientificamente a disposição dos fósseis encontrados atualmente como resultado de um fenômeno diluviano de 4 mil anos atrás.

A grande verdade é que de forma alguma caberiam 8,7 milhões de espécies de animais presentes no mundo reconhecidos pela ciência, outras variáveis são desclassificadas como os fósseis encontrados que datam muito mais tempo do que previsto na proposta da Terra jovem. Não há nenhum registro fóssil que aponte para a co-existência de dinossauros e humanos, embora muitas tentativas de falsificação tenham ocorrido.

Em uma discussão a respeito disso o imunologista Denis Alexander do Instituto Faraday em Cambridge sugere que a confiança moderna de um “Deus das Lacunas” (a crença de que Deus é responsável por aquilo que a ciência não pode explicar) para conciliar a fé é em parte a culpa pela separação entre essas duas áreas.

O começo dessa separação foi dado pelo Huxley, defensor assíduo das idéias de Darwin e agnóstico, não ateu como as pessoas pensam até hoje.

O resultado é que tentar conciliar a fé com a crença como tentam fazer os criacionistas só reforça o nosso entendimento dos fenômenos naturais.

De fato levam a diminuir as lacunas, mas pelo preenchimento científico e não a verdade estacionada teísta. Esse preenchimento acaba essencialmente culminando em um ataque sobre as crenças de um indivíduo muitas vezes pelo próprio individuo.

Por outro lado, esse processo não deveria garantir a Richard Dawkins usar a ciência para promover o ateísmo, embora tenha intensificado tal disputa.

A descrença em Deus supera os limites da ciência, e como disse bem Stephen Jay Gould, a ciência e a religião trabalham em magistérios que não deveriam ser interferentes.

O resultado é que para alguns, Deus se tornou essencialmente um acréscimo desnecessário ao entendimento já consistente no funcionamento do universo. Sendo assim, a religião deveria se atrelar aos ensinamentos espirituais, morais, gnósticos, esotéricos, simbólicos e místicos, porém jamais científicos.

A adoção da postura criacionista mostra uma linha de pensamento totalmente anti-científica, pois não segue seus métodos tradicionais de experimentação e empirismo. Ao mesmo tempo perde o foco das razões pelas quais levam as pessoas a acreditar em Deus, a fé. O criacionismo soa mais do que uma pseudo-ciência, mas uma pseudo-religião em que precisa-se provar para se crer e não ter fé para crer.

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Scritto da Rossetti

Palavra chave: Netnature, Rossetti, Criacionismo, Fé, Stephen Jay Gould, Dawkins, Religião.

One thought on “EVOLUTION AND DIVINE CREATION: WHERE’S THE CONTRADICTION? (comentado)

  1. Em casa onde falta pão, todos gritam e ninguém tem razão.

    A visão criacionista e evolucionista é a mesma de dois indivíduos, um em cada esquina da quadra, UM OLHA PARA A NUVEM E VÊ UMA IMAGEM DE SANTA, SE BENZE E AGRADECE A DEUS A VISÃO. O OUTRO VÊ NA MESMA NUVEM UMA BICICLETA E VAI FAZER CONTAS COMO O CARA CONSETUIU FAZER A BICILETA LÁ. Não passa pela cabeça dos dois que a nuvem não é nem uma coisa nem outra, É VAPOR SE DONDENSANDO.
    Tudo decorre de referenciais equivocados. Se is dois observadores ajustassem suas referências e seus conhecimentos, O QUE SE VÊ É “IMAGINAÇÃO” QUE FAZEMOS do nosso sentido de visão.
    Não vou delongar nos princípios das religiões, nem nos princípios da ciência, mormente a ciência tida como “reducionista”, isto é, O UNIVERSO É UMA CONTA MATEMÁTICA. Mas os pontos de partidas considerados é que o Universo seja uma obra “divina” ou um obra “fortuita ocasional”, cuja origem é o “deus nada”, pois ambos podem fazer o mesmo milagre, CRIAR TUDO DO NADA!!
    E tudo mudaria se o Universo fosse uma obra inteligente e planejada, EXATAMENTE COMO O HOMEM FAZ NA TERRA, INCLUSVE MUDANDO SEU PRÓPRIO AMBIENTE. O homem já não pode criar novas espécies e o que freia é a prudência de não saber para o quê? E se o homem não é “deus”, muito pelo contrário, E MUDA TUDO COM SUA INTELIGÊNCIA, POR QUE NA NATUREZA TUDO TERIA QUE SER OBRA DE UM DEUS INFINITO OU DE UM NADA TÃO INFINITO QUANTO?

    Coloque a inteligância como premissa de origem de tudo, E VEREMOS QUE O TEXTO É UM MONTE DE BESTEIRAS DE CRENTES FANÁTICOS EM DEUS “OBREIRO E OPERÁRIO” OU DE UM “NADA” TÃO EFICIENTE QUANTO.
    O pão que falta é a idéia de que a origem de tudo há que ser inteligente, planejada e decidida, e que não sendo de Deus por contraria sua própria definição, HÁ DE QUE SER DE ENTIDADES IGUAIS A NÓS, APENAS EM GRAU MUITO MAIS ELEVADO DE CONHECIMENTOS, DE MORAL E DE ÉTICA, que define o que em qualquer religião se ensina, O ESPÍRITO EVOLUÍDO. No Universo somos menos intelectualmente evoluídos do que uma minhoca em relação a nós mesmos. Nem por isso temos que entender que como a minhoca, SOMOS APENAS DÁDIVAS DE UM DEUS INFINITO, que se fosse isso, sequer poderia ser “deus” e muito menos infinito.

    arioba

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