NOVOS FÓSSEIS REVELAM PASSAGEM DOS ANIMAIS DA ÁGUA PARA A TERRA. (comentado)

Tetrápodes viveram no período tournaisiano, há 350 milhões de anos. Material foi encontrado na Escócia.

Fósseis descobertos na Escócia ajudaram os cientistas a preencher uma lacuna de 15 milhões de anos na linha da evolução. O estudo publicado pela “PNAS”, revista da Academia Americana de Ciências, mostra os animais que fizeram a transição da água para a terra.

O artigo descreve uma variedade de invertebrados – artrópodes, parentes dos insetos – e vertebrados – tetrápodes, animais de quatro patas. A descoberta inclui animais aquáticos e terrestres.

Até a publicação desse estudo, não havia nenhum registro de animais desse tipo nessa época. Havia tetrápodes mais antigos – aquáticos – e mais recentes – já terrestres. Esses fósseis confirmam que houve uma etapa intermediária na evolução, como os especialistas já imaginavam.

Com a descoberta, os cientistas confirmam ainda com mais precisão quando ocorreu a passagem dos animais do ambiente aquático para o terrestre. Esses fósseis datam do período tournaisiano, há cerca de 350 milhões de anos.

 

Ilustração de um dos animais descobertos, chamado de ‘Ribbo’ pelos pesquisadores (Foto; Michael Coates,University of Chicago,National Museums Scotland (NMS))

Fonte: G1

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Resenha do autor

Encontrar intermediários é importante, pois evidencia as premissas dos evolucionistas. De fato há vários exemplos de animais que eram terrestres e posteriormente preencheram um novo nicho ecológico em ambientes marinhos, ou ainda o processo inverso.

Há evidências que retratam a origem dos anfíbios e uma série de fósseis intermediários que demonstram claramente essa transição de habitat (A GRANDE CONQUISTA). No caso das baleias também há uma série de registros fósseis que mostram o processo inverso, ou seja, o retorno as águas que 65 milhões de anos depois tornou um ancestral terrestre em um animal aquático, preservando uma série de características anatômicas antigas (DEBATE ENTRE UM BOING 747 E UMA BALEIA).

No caso dos proboscídeos também ocorre a presença desses fósseis (A DIVERSIDADE E EVOLUÇÃO DOS PROBOSCÍDEOS. UM FOCO A BIOLOGIA DOS ELEFANTES). Enfim, existem diversos exemplos encontrados nos registros fósseis que retratam com clareza tais processos.

Existem casos em que os intermediários ainda não foram encontrados e portanto torna-se difícil traçar um modelo explicativo forte que demonstre por quais vias o animal evoluiu.

Esse é o caso da girafa. Não que elas tenham um ancestral marinho, mas um olhar sob a perspectiva da necessidade do intermediário serve como um bom exemplo. Sua filogenia ainda permanece obscura, e por mais que ainda sim apresente intermediários evolutivos, há uma lacuna que permanece aberta.

O caso da girafa é especial pois ainda é inconclusivo sob o ponto de vista evolutivo uma vez que o seu parente mais próximo no registro fóssil tinha o pescoço pequeno. O que falta no registro fóssil é justamente algum exemplar de pescoço de tamanho médio que exemplifique como o pescoço proporcionou um remodelamento fisiológico e anatômico em toda a espécie (A INCOMPLETA EVOLUÇÃO DAS GIRAFAS. TRÊS LINHAS DE PENSAMENTO; UMA CRÍTICA A DAWKINS E AO CRIACIONISMO).

Nesta reportagem vemos um caso claro que preenche uma lacuna importante, um animal que preenche o intermediário entre um organismo aquático e outro terrestre.

É fundamental que as pessoas percebam que estamos falando de lacunas e do seu preenchimento e não de “elos perdidos”.

O conceito de elo perdido não é correto de se usar em biologia evolutiva porque não precisa existir necessariamente um individuo com características intermediárias entre duas espécies.

Isso ocorre por diversos fatores inclusive pelo próprio conceito de espécie que é subjetivo. Portanto, é passivo de se compreender porque não encontramos uma espécie intermediária entre a ave skuas da espécie Catharacta lonnbergi e as skuas Catharacta maccormicki.

Apesar dessas duas espécies não mais se reproduzirem elas ainda trocam genes unicamente pela presença de um grupo intermediário de indivíduos chamados de espécie-anel. Isso evidencia como ocorre a especiação e como espécies surgem sem a necessidade de deixar intermediários.

Evidentemente que estamos falando de espécies próximas, isso é diferente de buscar os intermediários entre o terrestre Pakicetus de 65 milhões de anos e as baleias atuais que apresentam diversas espécies intermediárias já que cada uma seguiu caminhos evolutivos distintos a partir de sua separação.

Entre duas espécies não precisa necessariamente haver intermediários, mas é evidente que entre duas espécies há de se encontrar bastante tempo para o surgimento de novas espécies que são intermediarias.

Isso ocorre pelo simples fato de que quanto mais distante os animais são entre si, maior o número de espécies que os distanciam. Essa confusão toda ocorre porque o conceito de espécie é bastante subjetivo. Isso significa que entre a espécie A e B não precisa necessariamente existir um intermediário (AB), mas entre a espécie A e E deve existir pelo menos 3 espécies (B, C e D) que as ligam e mostram o compartilhamento de relações históricas.

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Scritto da Rossetti

Palavra chave: NetNature, Rossetti, Intermediários, Elo perdido, Espécie anel.

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