ANIMAL AQUÁTICO SEM OLHOS REAGE À LUZ POR CAUSA DE PROTEÍNA, DIZ ESTUDO. (comentado)

Opsina é ativada pela luz e provoca resposta nas células sensoriais. Hidra pertence ao filo dos cnidários, assim como a água-viva.

Essa imagem da hidra mostra a opsina em azul e as células sensoriais e os cnidócitos em vermelho (Foto; Dr. David Plachetzki, University of California)

Uma pesquisa publicada nesta segunda-feira (5) mostra que a hidra, um pequeno animal de água doce, parente da água-viva, reage à luz, mesmo sem ter olhos. A forma com que isso ocorre está descrita na revista científica “BMC Biology”.

Como todos os animais desse filo, a hidra traz em seus tentáculos células venenosas, chamadas “cnidócitos”. Essas células são usadas para paralisar pequenos animais, dos quais a hidra se alimenta, e também na defesa contra predadores maiores.

Embora não tenha olhos, a hidra é um animal diurno, que caça durante o dia. O que esses pesquisadores conseguiram mostrar é como ela é influenciada pela luz.

A luz ativa uma proteína chamada opsina, que fica nas células sensoriais da hidra, e regula o disparo dos cnidócitos, como se fossem pequenos harpões. Além disso, essas células sensíveis à luz também acionam outras habilidades do animal, como prender suas presas e se impulsionar para dar cambalhotas.

Fonte: G1

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Resenha do autor

A hidra é influenciada pela luz porque há regiões de seu corpo em que há células fotossensíveis, ou seja, com a presença da rodopsina. A rodopsina é o mesmo pigmento presente nas células fotorreceptoras dos olhos.

A hidra é um Cnidário e sua origem data entre 600 e 650 milhões de anos. Nesse período não havia animais com órgão especializados unicamente na função de captar luz solar. As células destes animais apenas formam um tecido que respondia a luz solar sem criar um órgão especifico para tal função.

É um rudimento do que veio a ser o olho nos animais subseqüentes.

Os biólogos fizeram comparações utilizando dados da paleontologia e principalmente da embriologia do desenvolvimento comparando com a estrutura e os genes de várias espécies para determinar quando surgem os caracteres essenciais da formação do olho.

Os resultados mostram que o tipo de olho mais comum entre os vertebrados se formou há menos de 100 milhões de anos, estabeleceu como uma característica comum entre eles. Ele formou um tipo de sensor de luz simples que atua basicamente no controle dos ritmos circadianos e sazonais.

Isso significa que demorou cerca de 500 milhões de anos para que o olho dos vertebrados de hoje se constituísse genética e morfologicamente na evolução das espécies.

Desde o momento em que a hidra surgiu até o presente momento demorou 500 milhões de anos para que aquelas células fotossensíveis se reunissem em grupos especializados em diversos tecidos e órgãos e estruturas de ajuste de foco com a formação de um cordão nervoso que se liga ao encéfalo e interpreta virtualmente o mundo externo.

Isso ocorre porque por volta 1 bilhão de anos atrás os animais multicelulares simples se separaram em dois grandes grupos.

Um com estrutura de simetria radial e outro de simetria bilateral.

Após cerca de 600 milhões de anos os representantes bilaterais se dividiram em outros dois grupos importantes.

Um deu origem à grande maioria dos animais sem coluna vertebral, conhecidos hoje como invertebrados. O outro cujos descendentes incluem nossa própria espécie é o grupo dos vertebrados

Logo após essas duas linhagens se separarem ocorreu uma incrível diversidade de estruturas animais. Ela fica bastante expressa na explosão cambriana (ECOLOGIA E EVOLUÇÃO DA EXPLOSÃO CAMBRIANA) lançando a base para a origem de nossos tão complexos olhos com o preenchimento de novos nichos marinhos, a colonização de novos mares e a pressão seletiva a novos predadores.

Mas qual o valor adaptativo dessas estruturas de reconhecimento da claridade? É evidente que o valor que isso trouxe foi enorme, tanto que permanece dentro do repertório de estruturas da hidra, principalmente favorecendo o forrageio e o deslocamento geográfico.

A hidra ainda apresenta outros exemplos fantásticos, pois reproduz-se tanto pelo sexo quanto assexuadamente. Além de tudo apresenta um tipo celular muito peculiar, uma célula com um arpão chamado de Cnida (do grego, urtiga) que é altamente tóxica.

Além disto, tem comportamentos estranhos como navegar em conjunto formando gigantes paredões perigosos.

De fato a premissa de que os Cnidários tem células fotossensíveis corresponde a premissa evolutiva. Além disso outros animais marinhos sustentam a evolução do olho (OLHOS” DE CRIATURA MARINHA CONDIZEM COM TEORIA DA EVOLUÇÃO).

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Scritto da Rossetti

Palavra chave: NetNature, Rossetti, Hidra, Cnidário, Olho, Foto-sensibilidade, Fotorreceptor, Evolução, Cambriano.

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