CIENTISTAS RUSSOS PLANEJAM CLONAR MAMUTE CONGELADO POR 10 MIL ANOS. (comentado)

Animal de espécie já extinta seria gerado no útero de uma elefanta.
Polêmico cientista sul-coreano está envolvido no projeto.

Cientistas russos anunciaram nesta quarta-feira (14) os planos de clonar um exemplar pré-histórico de mamute que esteve congelado durante 10 mil anos no território da república siberiana de Iacútia.

“Queremos realizar uma clonagem somática, ao inserir o material genético de um mamute que viveu há milhares de anos nas células de uma elefanta atual”, disse um porta-voz Instituto de Ecologia Aplicada (IEA) da Sibéria à agência oficial “RIA Novosti”.

A fonte detalhou que “as células-tronco serão transvasadas ao útero de uma elefanta que gestará o feto durante 22 meses para que nasça, esperamos, um filhote de mamute vivo”.

Concretamente, as células do mamute em questão seriam inseridas em embriões de uma elefanta procedente da Índia, por ser seu parente genético mais próximo.

O porta-voz do IEA antecipou que as amostras genéticas serão extraídas do mamute no final deste ano, após o que serão enviadas à Coreia do Sul, onde a clonagem poderia tornar-se realidade dentro de vários anos.

Na clonagem do mamute que foi encontrada na inóspita tundra siberiana participarão cientistas russos, sul-coreanos e chineses.

Nesta semana a Universidade Federal do Nordeste da Rússia assinou o correspondente acordo com o controvertido cientista sul-coreano Hwang Woo-suk, da Fundação de Pesquisa Biotécnica de Seul.

Considerado então um pioneiro neste terreno ao clonar um cachorro em 2005, Hwang foi acusado em 2006 de falsificar testes científicos para confirmar suas ousadas teorias sobre clonagem humana. Em 2009, ele foi considerado culpado, mas não foi preso.

Os especialistas consideram que clonar um mamute é possível, já que as células desse animal pré-histórico podem ser encontradas tanto em seu sangue e órgãos internos, como na pele e nos ossos.

O segredo é encontrar tecido e células em bom estado em um animal que morreu, possivelmente de frio ou de fome, há milhares de anos.

A decodificação do DNA do paquiderme pré-histórico, que leva a informação genética sobre o animal, é um trabalho árduo que, em muitas ocasiões, termina em fracasso, sem encontrar uma única célula viva.

Os mamutes apareceram na África há três ou quatro milhões de anos, dois milhões de anos atrás emigraram para Europa e Ásia e chegaram à América do Norte há 500mil anos, passando pelo Estreito de Bering.

Para a ciência continua sendo uma incógnita a causa de seu desaparecimento, que começou há 11 mil anos, quando a população destes animais começou a diminuir até a total extinção dos últimos exemplares siberianos há 3,6 mil anos.

A maioria dos especialistas estimam que os mamutes foram extintos devido a uma brusca mudança das temperaturas na Terra, embora há também quem atribua seu desaparecimento ao ataque de caçadores ou a uma grande epidemia.

Fonte: G1

.

Resenha do autor

Certamente em três anos, talvez quatro, conheceremos de fato como era um mamute vivo, seus aspectos comportamentais e até mesmo a sua importância ecológica na era Pleistocênica.

O problema é que o eminente cientistas responsável por esse trabalho já esteve envolvido em escândalos pesados quando foi acusado de clandestinamente fazer clonagem humana e falsificação de resultados.

É evidente que para tal projeto é necessário uma comissão de ética. Essa mesma comissão deve julgar se é realmente válida clonar também o Neanderthal como foi proposto na semana retrasada em um congresso na Inglaterra (veja aqui). Cogita-se essa proposta deve ser imediatamente levada ao conselho de ética que deve avaliar a repercussão de se clonar um grupo de hominídeos paralelo a espécie humana.

Mamute conservado pela crio-preservação.

Sob essa linha de pesquisa seria interessante clonar também o lobo Tylacinos da Austrália, extinto em 1936.

Após sua extinção proposital os moradores da cidade de Tazmânia perceberam que seus problemas de ataque ao gado persistiram e que de fato o lobo tinha pouco haver com caso. A Austrália hoje é um continente infestado por animais exóticos, com um ecossistema defeituoso porque animais como o tilacionos preenchiam um nicho ecológico fundamental, o do predador de topo, aquele que controla a densidade populacional dos setores de consumidores secundários e primários da teia da vida.

Durante um bom tempo nos EUA o aumento de certos tipos de animais e plantas tem sido considerado um problema. Justamente pela extinção dos animais na megafauna.

Os mamutes, tigres-dente-de-sabre fizeram parte da ecologia de países das Américas, mas principalmente Canadá e EUA.

Uma das respostas propostas para tentar re-iquilibrar esses déficit ecologico do fim do Pleistoceno era através da re-inserção de similares destes animais. Foi proposto então a introdução de leões e elefantes nesses sistemas.

De fato, não faz sentido re-introduzir similares dessas espécies em um país totalmente desmatado pela necessidade de crescimento econômico. Isso acaba contribuindo para que se crie uma situação como a de Bangladesh onde a diminuição de habitats está fazendo os tigres se alimentarem de pessoas nas cidades e aldeias.

No ano passado o puma foi dado como extinto na região noroeste dos EUA. Mas se há ainda essa necessidade e por mais absurda que ela seja a reintrodução do mamute poderia resolver o problema de certas áreas de conservação americanas.

Obviamente essa proposta segue um intuito puramente funcional, o de usar o mamute como uma ferramenta ecológica e não unicamente compreensão a fisiologia dos paquidermes, ou a evolução dos proboscídeos.

Deve existir maior funcionalidade e ser mais ambiciosa nas propostas e trabalhos científicos. O exemplo do colisor de Hádrons trás uma proposta bastante ambiciosa a respeito da compreensão de aspectos básicos da física de partículas da matéria, o momento da criação, a partícula que massa ao universo e contempla também outros ramos como a medicina; a funcionalidade da aniquilação da matéria pela anti-matéria, o emprego dessas técnicas em produção tecnológica de ponta como os emissores de pósitrons em terapias.

 .

Scritto da Rossetti

Palavra chave: NetNature, Rossetti, Clonagem, Mamute, Neanderthal, Tilacino, Ética, Hádrons.

One thought on “CIENTISTAS RUSSOS PLANEJAM CLONAR MAMUTE CONGELADO POR 10 MIL ANOS. (comentado)

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s