TENNESSEE BILL PROTECTS TEACHERS WHO CHALLENGE EVOLUTION AND CLIMATE CHANGE. (comentado)

State legislature gives legal protection to teachers who do not believe in the science and want to debate alternate explanations.

An anti-evolution league holds a book sale at the opening of the Scopes ‘monkey’ trial in 1925, when a Tennessee public school teacher was convicted and fined for teaching evolution. Photograph; Corbis

The state legislature of Tennessee has given legal cover to public school teachers to challenge the science of evolution and climate change, in a move that looks set to deepen a debate about politicisation of the classroom.

The bill passed in the Tennessee Senate this week provides legal protection to teachers who personally do not believe in evolution or the human causes of climate change, and instead want to teach the “scientific strengths and weaknesses of existing scientific theories”.

It comes at a time when science associations are increasingly concerned by moves to inject religious or ideological beliefs into science teaching ahead of the release next month of a new set of education standards which give a central place to climate change.

The new standards, based on recommendations from the National Research Council, are not mandatory for all states. But they have already provoked a backlash from states, such as Utah, which have officially ruled climate change is not settled scienceAn unauthorised release of documents from the rightwing Heartland Institute last month revealed an ambitious plan in 2012 to discredit existing teaching on climate change.

The Tennessee measure, which passed by 24-8 votes, was strongly criticised by the American Association for the Advancement of Science and the National Centre for Science Education, who called it a step backward. The house approved a similar version of the measure last year.

Bloggers called the move a throwback to the Scopes monkey trial of the 1920s, when a Tennessee public school teacher was convicted and fined for teaching evolution.

Supporters of the measure said it would encourage critical thinking. “The idea behind this bill is that students should be encouraged to challenge current scientific thought and theory,” Bo Watson, a Republican state senator and the bill’s sponsor, told reporters.

But the National Association of Biology Teachers said the measure, would encourage non-scientific thinking – not critical thought.

“Concepts like evolution and climate change should not be misrepresented as controversial or needing of special evaluation. Instead, they should be presented as scientific explanations for events and processes that are supported by experimentation, logical analysis, and evidence-based revision based on detectable and measurable data,” the organisation said.

The bill still has to be signed into law by the state’s governor, Bill Haslam, who has said he will discuss it first with the board of education.

Texas and Louisiana have introduced education standards requiring teachers to describe climate change denial as a valid scientific position. A California school board last year instructed teachers to tell students that climate change was controversial, but later reversed the directive.

The National Centre for Science Education launched a project earlier this year to support science teachers coming under pressure from those who dismiss climate change.

Fonte: The Guardian

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Resenha do autor

A Assembléia Legislativa do estado do Tennessee deu cobertura legal para professores de escolas públicas para desafiar a ciência da evolução e mudança climática, em um movimento que tende a aprofundar o debate sobre a politização da sala de aula. Mas até que ponto isso é verdade?

A lei foi aprovada no Senado e fornece proteção legal aos professores que pessoalmente não acreditam na evolução e as causas humanas das mudanças climáticas.

Essa proposta aparece em um momento bastante suspeito, em que as associações científicas estão cada vez mais preocupadas com movimentos de fundamentalistas religiosos na tentativa de injetar crenças e ideologias no ensino de ciências.

Deve sim haver a politização desses temas, mas ciência debate-se com ciência. Essa incoerência em atribuir religiosidade nos temas faz com que a escola deixe de ser um ambiente acadêmico e se torna um programa “Casos de Família”.

Deve haver o posicionamento dos alunos em relação ao aquecimento global antropogênico ou a evolução das espécies. Se há ceticismo em relação a essas idéias eles devem ser impactados segundo a luz da ciência e da razão e não por motivos religiosos pelo simples fato de que eles ferem tudo que a constituição americana preconiza.

Particularmente tenho um ceticismo muito grande em relação ao aquecimento global, que cientificamente deve ser visto apenas como um paradigma inconveniente. As razões que levam a descrença do aquecimento global são embasadas pelo próprio conhecimento científico. Se há evidencias consideráveis a respeito do aquecimento global deve-se lembrar que há também para o inverso, nas quais já discuti cientificamente em AQUECIMENTO GLOBAL, SERÁ? e DOCIÊ CLIMATOLÓGICO. AMBIGUIDADES E VARIÁVEIS NA TEMÁTICA AMBIENTAL QUE AFETAM A MENSURAÇÃO DA TEMPERATURA E AQUECIMENTO GLOBAL.

Politizar, participar das decisões e tomar partido de diferentes linhas de pensamento é natural em ciência e fundamental para o seu progresso. Mas o debate deve ser restrito ao ambiente acadêmico.

A tentativa criacionista de banir a biologia evolucionista através da desmoralização das ciências ambientais é no mínimo infantil e mesquinha.

Se a escola é um ambiente acadêmico pensaremos como cientistas e pesquisadores e não como pastores de ovelhas anciãos.

Stephen Jay Gould escreveu justamente sobre até que ponto há essa sobreposição de tema e definiu que ciência e religião não precisam necessariamente concordar, mas também não precisam travar Jihads com a ciência.

Se o setor ultraconservador criacionista tem medo de que a ciência estimule o ateísmo dentro desses ambientes seguem a premissa errônea.

Da mesma forma com que os professores tem de ensinar o conteúdo e se abster de suas convicções religiosas, deve ser assim com aqueles que concordam com evolução ou que são ateus. Meus alunos não sabem que sou ateu, e os mais velhos que sabem as razões que me levam a tal posicionamento. Pelo simples fato de que isso não lhes interessa ou porque ainda são muito jovens para posicionar-se.

Ciência, evolução e Big Bang não descartam a existência de Deus. Essas propostas apenas descartam o livro de Gêneses. O que leva a pessoa a desacreditar em deuses exige muito mais do que a origem do universo ou da vida.

Se não parece justo um cientista ir a igreja para falar sobre evolução não me parece coerente falar sobre Deus dentro de escolas onde realmente existe uma diversidade religiosa tão ampla quanto o cristianismo. Ou devemos criar criacionismos islâmicos judeus e hindus?

O que o setor ultraconservador criacionista quer é justamente não politizar os alunos com a capacidade de decidir qual pensamento defender.

Para politizar, tomar partido de uma linha de pensamento é preciso questionar as suas bases, levantar as dúvidas e para todo bom religioso fanático a crença em Deus jamais deve ser questionada, pois a fé é justamente a ausência de questionamentos no quesito divino.

O que o setor criacionista do Tenessee quer é doutrinar alunos e ferir a emenda americana enfiando goela a baixo o que sempre aconteceu nos EUA, manter o velho tradicionalismo puritano.

A cada ano os EUA recebem várias dessas tentativas escandalosas e arcaicas no ensino e recriar para o julgamento do macaco Scopes da década de 1920, quando um professor de escola pública no próprio Tennessee foi condenado e multado por o ensino da evolução (veja aqui O CASO JOHN SCOPES. A LEI E O PRÓPRIO CRIACIONISMO SE EXPONDO COMO UMA NÃO-CIÊNCIA). Isso mostra que essas tentativas tem muito mais cunho religioso do que compromisso com o ensino de qualidade.

Deve haver a politização, não há problema em questionar os elementos que sustentam e não sustentam a evolução ou o aquecimento global, mas dentro dos limites legais e acadêmicos. Para discutir criacionismo e evolucionista existem os debates públicos.

Os defensores da medida (Bo Watson, um senador estadual republicano) disseram que iria incentivar o pensamento crítico “A idéia por trás deste projeto é que os alunos devem ser encorajados a desafiar o pensamento científico atual e teoria

A Associação Nacional de Professores de Biologia disse que a medida iria incentivar as organizações não-científicas e o pensar não crítico a se inserir no ambiente acadêmico. De fato é exatamente o que vai acontecer.

Mesmo nos EUA o criacionismo não é visto como ciência, se for permitido que ele entre no setor acadêmico, escolas e pregue seu tedeísmo será permitido professores expressarem suas posições pessoais dizendo que a vida humana foi criada pelas pulgas do deus P´an-ku da China ou pela engenharia genética de seres extraterrestres. Isto não tem nada de acadêmico.

Conceitos como evolução e mudança do clima não devem ser deturpados como controversos ou necessidade de avaliação especial. Fazem parte da disciplina da biologia assim como o estudo da fisiologia e das relações ecológicas.

Eles devem ser apresentados como explicações científicas para eventos e processos que são suportados pela experimentação, análise lógica, e revisão baseada em evidências com base em detectável e dados mensuráveis, como ocorre em qualquer outra ciência.

O projeto de lei ainda precisa ser sancionado pelo governador do estado, Bill Haslam, que disse que vai discuti-lo primeiro com o conselho de educação.

 .

Scritto da Rossetti

Palavra chave: NetNature, Rossetti, Tennessee, Scopes, Criacionismo, Legislação, Evolução, Mudanças climáticas, Aquecimento global.

One thought on “TENNESSEE BILL PROTECTS TEACHERS WHO CHALLENGE EVOLUTION AND CLIMATE CHANGE. (comentado)

  1. Completamente com você, Rossetti, o que se quer mesmo É DOGMATISAR CRENÇAS DE AMBOS OS LADOS.

    Um sujeito é “eleito” por um povo para governá-lo, POR QUE QUESTIONAR SUAS CRENÇAS COM OUTRAS? O povo precisa ser informado? Como? POR ALGUM DOS DOGMÁTICOS E POR LEI? Cada povo tem o governo que merece, é ditado certo.

    É evidente que a própria ONU está politizada, esclerosada e já perdeu sua origem inicial, É SUSTENTA HOJE POR MEIA DÚZIA DE NAÇÕES E É EXPLORADA POR MAIS DE UMA CENTENA DE OUTRAS que colocam seus representantes na sua diretoria.
    Que legitimidade tem suas reuniões de balelas sobre o clima? Não mudam nada, coletam fracassos, nenhum governo as toma como sério e vai por aí afora, os fatos é que o dizem.

    É claro que o Big Bang é um conclusão “aristotélica” sobre o começo do Universo, não se sustenta com argumentações até infantis, mera crença, portanto. São crenças baseadas em interpretações de INSTRUMENTOS, que os pajes da ciência transformam em dogmas de fé, como os pajés da religião transformam escritos pictóricos Bíblicos.
    É evidente que a evolução pela “seleção” também se perde nas próprias contradições, então, que diferença faz ACREDITAR NESSA CIÊNCIA REDUCIONISTA OU NO CRIACIONISMO TEOLÓGICO? Ambos pregando abobrinhas como dogmas de fé?
    Confundem-se igrejas com religião, SE DISCUTE ENSINAR “CÂNONES DE IGREJAS”, E NÃO CONHECIMENTODA DAS RELIGIÕES. Confundme-se institutos com ciência, SE DISCUTE ENSINAR POSTULADOS INSTITUCIONAIS DE CORRENTES FORMADAS POR CIENTISTAS, E NÃO CONHECIMENTOS DA CIÊNCIA.
    Admitir que o Mundo foi feito por Deus, é tão impossível, COMO ADMITIR QUE FOI FEITO POR UMA EXPLOSÃO QUE INSTRUMENTOS CAPTARAM EM ALGUM LABORATÓRIO QUE EMPREGA CIENTISTAS, E CUJA CONSTATAÇÃO É APENAS TEÓRICA, MERO PALPITE. Discussões idiotas, supérfluas, etc. COMO DISCUTIR SEXO DE ANJOS.
    A QUESTÃO DA ESCOLA É DE ÂMBITO POLÍTICO DE CADA NAÇÃO, e há caciques imbecis em todas.
    NO BRASIL O EXEMPLO É CLÁSSICO. Até agora não se chega a conclusão sobre aborto, casamento gay, program de governo para o ensino, e outras idiotices como leis. Os “direitos humanos” são a piada que são, DIREITOS SEM DEVER,ALGUM, pode? E a bandidagem inclusive dos governantes deita e rola impunemente.
    As escolas estão virando aparelhos “socialistas”, formam-se “doutores” que nem sabem ler, onde a ética profissional virou balela para boi dormir, e vai por aí afora.
    O Estado transformou a família numa coisa supérflua, HERANÇA DA DOUTRINA SOCIALISTA E DO REGIME COMUNISTA. Em toda a natureza animalesca quem educa são OS PAIS,o socialismo disse que é o Estado, normalmente dominado por uma gang de imbecis! E está aí o resultado, o mundo virou uma praça de guerra de imoralidades e falta de ética.

    E será muito diferente, por exemplo, NOS EUA?
    Apenas pelos avanços tecnológicos, e pela moralidade de uma Constituição que é lei, E NÃO ORA LEI, COMO ACONTECE NO BRASIL. Os pajés e os caciques de lá como os de cá ainda são os mesmo da época de Adão e Eva, CUJO LEMA MORAL E ÉTICO ERA E AINDA CONTINUA SENDO: MENTIR PARA GOVERNAR.
    Esse é pano de fundo das discussões idiotas que se assistem, como essa de CRIACIONISMO CONTRA EVOLUCIONISMO, o roto falando do esfarrapado!

    arioba

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