CRÍTICAS A RICHARD DAWKINS.

Richard Dawkins é um excelente argumentador, mas mesmo um bom argumentador comete erros e gafes.

Há pouco tempo atrás uma pesquisa Britânica mostrou que em 2001 cerca de 70% se diziam cristãs no Reino Unido.

Esse número é bastante vago, pois muitas pessoas se consideram cristãs sem ao menos praticar qualquer atividade ligada ao cristianismo. No Reino Unido há muitas situações onde o bairro, ou o local onde a pessoa vive faça ela se identificar como cristã. Assim como a família pode afirmar que seus membros são todos cristãos. As vezes uma pessoa se assume como cristão e nem ao mesmo pisa na igreja ou lê a bíblia.

De fato é vago demais, mas Dawkins afirmou que mais da metade dessas pessoas que se auto-intitulam cristão não saberiam dizer qual é o primeiro livro do Novo Testamento.

Dawkins alegou isso em um programa e ao mesmo tempo o apresentador perguntou a Dawkins se ele sabia o nome completo da grande Obra de Charles Darwin.

Mesmo sendo um ultra-Darwinista o zoólogo não soube responder. O nome completo de sua Obra é A origem das espécies por Meio da Seleção Natural ou a Preservação de Raças Favorecidas na Luta pela Vida.

Dawkins sempre foi um bom argumentador, mas nem mesmo Dawkins consegue de fato tornar uma pessoa atéia ao ler o seu livro Deus, um Delírio. Pelo simples fato que o ateísmo é um posicionamento questionativo pessoal e a biologia, bem como a ciência não dão argumentos o suficiente para descartar a possibilidade de Deus. Por tal razão o próprio Dawkins não oferece certeza da inexistência de Deus. De fato, ele esta certo!

Muitas das idéias de Dawkins não são tão coerentes quanto parecem.

Hoje sabemos que o egoísmo dos genes segundo a sua visão genética apresentada no livro O gene egoísta não explica a natureza da sociedade humana. Ela explica a questão individual, mas não explica o egoísmo ou o altruísmo forçado na sociedade como um todo. Se por um lado os genes e o lado individual parecem ser egoístas por outro Steven Pinker aposta que em essência somos altruístas, mas a sociedade nos corrompe.

Enfim, todos os grandes pensadores, por serem grandes acabam por sofrer grandes pressões de argumentos alheios. Sempre foi assim, não existe consenso total. Todos nós duvidamos e contrapomos a argumentos coletivos ou individuais a respeito de qualquer afirmação.

Einstein morreu tentando unificar as leis da física e falhou, Darwin ficava de mãos atadas quando o questionavam por qual mecanismo as características dos pais passavam para os filhos. Enfim, todos os grandes pensadores, por mais geniais que tenham sido sofrem críticas. Nietzsche critica claramente os filósofos Sócrates, Platão e Aristóteles, tratando-os com certa arrogância, mas o próprio Nietzsche é criticado sobre diversas linhas de pensamento filosófico.

Atualmente tem acontecido com Stephen Hawking em seu mais recente livro O grande projeto.

Como não poderia ser diferente Dawkins também e aqui aponto algumas falhas de seus argumentos. Algumas já discutidas acima, mesmo que de forma leviana. Outras tratarei aqui, embora de forma mais simplória.

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Macroevolução circunstâncial.

Richard Dawkins em A escalada do monte improvável mostra que as transformações das espécies são como uma escalada de uma montanha, ou seja, feita a passos curtos de tal forma que cada passo representa uma sutil mudança na unidade biológica. Essas mudanças sutis podem vir a separar, isolar uma espécie em diferentes raças e posteriormente em espécies, gêneros e assim por diante.

Não existe a possibilidade de pular da base para o topo da montanha, que seria o argumento utilizado pelos criacionistas referindo-se a criação divina.

Dawkins argumenta bem os aspectos micromutacionais que levam as espécies a serem criadas, mas ele abre uma exceção na questão da evolução das girafas.

Isso porque o pescoço da girafa é somente a raiz da incógnita evolutiva. A origem do pescoço da girafa não é compreendida até hoje pela ausência de fósseis.

A girafa não é um animal cujo pescoço é simplesmente grande. De fato o aumento do pescoço da girafa depende de sistemas fisiológicos que devem ter evoluído em conjunto ao pescoço.

O pescoço grande é somente parte do problema, pois um pescoço grande existe um coração com átrios músculos para mandar o sangue a 4 metros de altura, sistemas de válvulas no pescoço que impedem o contra-fluxo gerado pela força da gravidade e uma rede de capilares de pareces rígidas e inflexíveis que reduzem a pressão sanguinea impedindo que o cérebro literalmente exploda (veja mais aqui).

Aparentemente esse sistema parece impossível de ter surgido através das leis darwinianas em pequenas mudanças, ou na escalada do monte improvável de Dawkins.

Dawkins oferece uma explicação puramente leviana a respeito da evolução desse pescoço.

Ele afirma que tanto a girafa quando as Okapias (parentes vivos mais próximos das girafas) que tem a altura de 2,5 metros são semelhantes e podem explica como o pescoço se alongou.

De fato, okapis e girafas têm o mesmo número de vértebras na coluna, a diferença é que no caso da girafa elas são maiores. Dawkins argumenta que mutações nos genes responsáveis pela construção do pescoço (genes hox) levaram ao engrossamento das vértebras na girafas e todo o resto do corpo do corpo e de sua fisiologia acompanhou o pescoço em um salto macromutacional.

Dawkins não nega que a macromutação ocorra, e explica a diferença entre macromutação e saltacionismo.

Qualquer mudança no padrão de expressão gênica durante o desenvolvimento embrionário pode acarretar em macromutações na prole. Isso é evidente, basta ver o uso de agentes teratogênicos durante a gravidez que isso se torna evidente.

Mas a macromutação não explica o intrincado sistema fisiológico da girafa. Isso não quer dizer que por exclusão o argumento do design inteligente passa a ser vigente. Significa que há elementos faltando nessa historia evolutiva da girafa que impedem o modelo evolutivo de prosseguir e resolver o grande enigma da origem das girafas. Em palavra simples, a história evolutiva esta mal contada.

O conceito de macromutação adotado por criacionistas é bastante diferente do usado na biologia.

Um criacionista trata uma macromutação quando uma espécie dá origem á outra, e por isso negam que isso possa acontecer mesmo que exemplo de seleção artificial e alguns exemplos da natureza já tenham sido verificados e registrados no mundo acadêmico e não sejam classificados como macromutação e sim como surgimento de uma espécie por diferentes mecanismos.

Para o criacionista a macromutação é impossível porque nenhuma espécie pode dar origem a outra, sendo todas as espécies criações fixas e divinas. Mas de modo algum explicam por quais razões um design criaria animais tão próximos como bonobos (Pan paniscus) e chimpanzés (Pan troglodytes), humanos (Homo sapiens) e neanderthais (Homo neanderthalensis). Ou até mesmo o relacionamento entre a Rolinha-picuí (Columbia picui) com Rolinha-de-asa-de-canela (Columbia minuta) e Rolinha-caldo-de-feijão (Columbiatal pacoti) e Rolinha-do planalto (Columbia cyanopis) que compartilham a mesma localização geográfica. Porque um design criaria várias espécies distintas para viver em um mesmo espaço geográfico quando poderia ter criado somente uma única espécie?

Para a biologia evolutiva a macromutação é qualquer mudança que ocorra no nível de espécie ou acima dela, gerando outra. Um indivíduo pode sofrer uma macromutação e nem por isso passa a ser visto como uma nova espécie embora elas tenham essa capacidade mesmo que raramente.

Mesmo assim as espécies surgem a partir de pequenas mudanças, ou microevoluções. Não há evidencia alguma de que as variações se restrinjam unicamente ao nível da espécie e nunca extrapolem a tal ponta de criar novas. E a criação dessas novas espécies não significa que sejam macromutações como os criacionistas vêem. O conceito de macromutação dos criacionistas não é o mesmo dos evolucionistas e por isso há tanta discussão.

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Unicamente Genes?

Nos primeiros livros de Dawkins, ele trás uma perspectiva puramente genética. De fato Dawkins trata todas as formas de vida como unicamente um mosaico criado por genes e são eles que no fim das contas comandam tudo. Ao longo do tempo seus livros parecem mudar um pouco essa perspectiva. O que Dawkins faz é justamente olhar a evolução sob outro ponto de vista.

Darwin viu a evolução sob a perspectiva da espécie, ou seja, a seleção natural agindo sobre os indivíduos de uma determinada espécie. Dawkins em O gene egoísta analisa a evolução sob a perspectiva dos genes, por isso atribui a eles o caráter de egoísta ou altruísmo. Obviamente não sob a concepção da intenção ou da psicologia humana, mas sim sobre a necessidade que os genes tem de trabalhar em conjunto para poder pular para a geração seguinte.

De fato, os genes têm um papel importante, mas a vida não se resume somente a genes. Existem outros fatores que atuam como determinantes importantes na biologia das espécies.

Não podemos resumir a vida unicamente ao nível dos genes. Existem muitos fatores que influenciam a constituição de um indivíduo.

A epigenética é um elemento já reconhecido na biologia e refere-se a características de organismos que são estáveis ao longo de diversas divisões celulares embora não envolvem mudanças na sequência de DNA do organismo.

Estas mudanças desempenham um fundamental papel no processo de diferenciação celular permitindo que as células mantenham características estáveis diferentes apesar de conterem o mesmo material genômico.

Existem diferentes mecanismos com esse poder, como a permutação, inativação do cromossomo X, imprinting genômico, position effect, silenciamento de genes, reprogramação, agentes carciogênicos, teratógenos e regulação das modificações de histona e heterocromatina.

O ambiente é um fator fundamental para constituir o organismo e portanto, nem tudo resume-se a genes.

Nesse sentido, sob determinadas circunstâncias até mesmo Lamarck estaria certo quando descrevia que o ambiente tem um peso enorme na evolução das espécies. O problema é que a explicação lamarckista não abordava a luta pela sobrevivência, ou a seletividade das características criadas pelos mecanismos internos.

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Ultra-darwinismo e seleção natural

Dawkins é quase um ultra-darwinista. Ele trata a seleção natural com muita ênfase e por vezes a seleção sexual, mas descarta, ou fala pouco sobre outros mecanismos evolutivos envolvidos na história da vida. Dentre eles está a exaptação ou a deriva genética.

A seleção é somente dentre tantos outros mecanismos. Hoje sabemos que mecanismos epigenéticos estão envolvidos no processo de evolução atuando na diferenciação celular na supressão e atividade gênica. Além disso, a transferência horizontal de genes pode ser um evento que auxilie a evolução através da doação de genes entre espécies distintas.

Os ultra-darwinistas adotam a seleção natural como o processo evolutivo central alterando significativamente o seu conceito. Em suma, o ultra-darwinistas vêem a seleção natural como competição entre membros da mesma espécie para o sucesso reprodutivo extrapolando, elevando a sua interpretação a níveis da seleção de grupo, que é um erro grotesco por vezes batendo até no darwinismo social que também é evidentemente um erro clássico.

A seleção de grupo é uma falácia, imagine se as pessoas intolerantes a lactose por exemplo eliminassem os tolerantes a lactose. Seria a perda de uma característica que em um futuro próximo poderia ter um valor adaptativo bem mais expressivo, em caso de um afunilamento populacional.

O mesmo ocorre se fosse o contrário, pois até mesmo os intolerantes a lactose podem ter genes que a longo prazo podem conferir adaptabilidade diante de uma situação catastrófica.

Dawkins tem plena noção da falha da seleção de grupo e do darwinismo social e embora não os adote, toma a seleção natural como evento central e por vezes único.

Não diria que Dawkins é um ultra-darwinista, mas um darwinista conservador.

Deve-se ter cuidado ao interpretar as idéias de Darwin para não beirar essas concepções desastrosas.

Não deve-ser adotar uma postura ultra-darwinista ou conservadora a tal ponto de transformar aquilo em um posicionamento político como tem sido feito no ultra-conservadorismo americano dos criacionistas. É preciso ter cautela antes de apontar para não cair no senso da hipocrisia, e aqui Dawkins se encaixaria.

A biologia evolutiva não descarta Deus, ela descarta Gêneses, ou somente a criação divina.

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Naturalismo filosófico

O naturalismo filosófico, ou velho jargão usado por criacionistas, é a adoção da idéia de que a verdade só pode ser adquirida sob a metodologia científica.

Não cairemos aqui na concepção do que é a verdade, se é que existe uma verdade, ou se ela é circunstancial como dizia Nietzsche. Ou ainda cair no ceticismo de Descartes e na duvida hiporbólica de nossos sentidos nos enganando com supostas verdades.

O que Dawkins vem propondo é arriscado, é promover o ateísmo usando a ciência como mecanismo.

É necessário mostrar que a ciência e o ateísmo são coisas diferentes e se por vezes podem se apoiar, mas também podem se repelir, afinal a ciência não existe para sustentar a descrença em Deus. Ela é apenas um mecanismo construtor de conhecimento sob uma determinada plataforma metodológica.

A idéia de Darwin descarta somente o mito da criação do homem assim como a física quântica vem retalhando a concepção da criação do universo, mas ambas não descartam a existência de um Deus.

É necessário um embasamento muito mais complexo do que a unicamente a ciência para descartar Deus.

Nos EUA novas propostas vem surgindo com a finalidade de reprimir o ensino da evolução em colégios do Tennessee nos EUA. Existem pelo menos 6 projetos de lei que tentam atingir o ensino da evolução usando o ceticismo em relação as mudanças climáticas.

Desmoralizar a ciência para desmoralizar a evolução. Tornar questionável as concepções científicas é a maneira que os criacionistas tem de atingir o ateísmo que vem rondando a evolução das espécies. Isso ocorre porque os ateus tem recorrido muito a ciência para se justificar.

Alguns países tem se preocupado com a falta de credibilidade que a ciência tem tido nos últimos anos no que tange as mudanças climáticas.

De fato tem de se preocupar, pois o aquecimento global é apenas uma teoria e sob o ponto de vista das evidencias ainda é uma teoria frágil, frouxa e cheia de contradições. Inclusive quem vos escreve é cético quanto a ocorrência do aquecimento global, mas não das mudanças climáticas. Não há evidências, provas definitivas que mostrem que o planeta passa por um aquecimento antropogênico (veja mais aqui e aqui).

A Europa tem passado por um período de frio extremo, tem nevado em Roma, algo que não ocorria a quase 30 anos, e o Japão passa por uma onda de frio intenso que geralmente ocorre em dezembro e janeiro. Talvez isso aponte para um resfriamento global como certas correntes climatológicas apontam atualmente. Enfim, há muitas dúvidas e contradições rondando a suporta verdade inconveniente.

O naturalismo filosófico sob a concepção de que somente a ciência tem a capacidade de alcançar a verdade deve ser combatido, pois a filosofia as artes e até o senso comum tem papel fundamental na construção do conhecimento. Por vezes a religião também embora o sistema religioso soe como o mais frágil e infantil de todos.

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Memes e Pseudo-ciência

Dawkins usou o termo memes para explica e justificar o processo pelo qual a escrituras sagradas sofreram alterações, interpolações a tal ponto de mudar a sua verdade moral e científica.

De fato a memética explica muito bem exatamente o que ocorreu com a escrita da bíblia, mas Dawkins precisa ter cuidado ao afirmar que o criacionismo é uma pseudo-ciência.

De fato, o criacionismo é considerado uma pseudo-ciência sem reconhecimento acadêmico, mas apesar da memética explicar bem e claramente o que ocorre com as religiões, esta também é uma pseudo-ciência.

Exatamente, a memética é uma pseudo-ciência. Apesar de seus conceitos serem interessantes e adotados por ateus ela é uma pseudo-ciência. A melhor forma de discutir e levantar suspeitas a respeito da validade e da confiabilidade de um texto sagrado ou de um livro é simplesmente analisar a sua história.

Facilmente encontra-se livros e vídeos na internet discutindo a ascensão do cristianismo e todas as falhas teológicas que corroborou ao longo de sua historia. Não é preciso recorrer a memética para visualizar as falhas das escrituras. Basta olhar para a história, a arqueologia, a filosofia e todos esses mecanismos possibilitam as pessoas tirar conclusões a respeito da história de qualquer religião.

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Scritto da Rossetti

Palavras chave: Netnature, Rossetti, Richard Dawkins, Crítica, Darwin, Evolução, Memética, Ultra-Darwinismo, Gene Egoísta, Deus um Delírio, Macroevolução.

2 thoughts on “CRÍTICAS A RICHARD DAWKINS.

  1. Tive várias oportunidades de criticar esse guru do evolucionismo aqui mesmo no seu site, de modos que devo dar uma opinião sobre o texto.

    Nada contra a pessoa e o profssional R. Dawihs, que parece ser zoólogo ou coisa que o valha. Todos seus livros (li com cuidado o Relojoeiro, até resumi), tenho o “O Maior Espetáculo da Terra-As evîdências da evolução” (presente) que estou pensando em doar, e outros tive o saco de ler as orelhas no máximo. É COMO DISCO ANTIGO FURADO, mas é preciso fazer outras considerações sobre os mesmos.

    Do ponto de vista de seus conhecimentos profissionais, OS LIVROS SÃO COMO ALAMANAQUES ESPECIALIZADOS, mostram várias coisas que são interessantes, principalmente para quem não é do ramo. MAS SE ESTÁ FALANDO COISA COM COISA, SÓ ALGUÉM DO RAMO PODE DIZER. Há uma mania entre os escritores científicos de encherem linguiça sobre seus próprios conhecimentos, PARA EXPOREM IDÉIAS E FILOSOFIAS. É o caso do escritor, e parece que a “ritualística” científica até exige isso, PARA DAR BASE CIENTÍFICA A MUITAS VEZES, MERAS BOBAGENS. Qualquer livro “científico” tem que ter inúmeras páginas no final, MOSTRANDO A BIBLIOGRAFIA, QUE NINGUÉM LÊ, NEM SEQUER PODEMOS SABER SE O ARTISTA LEU. Mas está no “modelito” para ser “científico”. Regras são regras, e não discuto. Seu segundo livro tem de conteúdo, umas 390 paginas, tem 26 de letrinhas miúdas dando notas e bibliografia, COMO SE SUAS IDÉIAS NÃO FOSSEM SUAS, MAS DE MUITOS OUTROS GURUS DA LITERATURA, nos quais acredita. Não é crítica ao livro, mas ao sistema! Expóe pesuisas Gallup sobre “crenças”, onde 80% liga a criação a alguma forma religiosa, 14% não liga a criação a Deus algum, e faltando 6%, que não menciona, ACHO QUE FORAM MUDOS. Ele se acha enre os 14%, MAS NÃO EXPLICA NO QUE ACREDITA QUE SEJA A ORIGEM DO SER-VIVO, talvez esteja de fato enre os 6% “mudos”. Não quero ser do contra, MAS É COMO ALgUÉM QUE ENTRA NA CONTRA-MÃO NUMA VIA DE MÃO ÚNICA, E JULGA QUE TODOS ESTÃO ERRADOS, SÓ ELE ESTÁ CERTO!!

    O fato real é que Dawkins defende uma filosofia, OU MELHOR VÁRIAS. E quanto procurava ler algum seu livro, PROCURAVA DE FATO ENTENDER SUA FILOSOFIA, NÃO SEUS CONHECIMENTOS SOBRE BICHOS, PLANTAS, ETC.

    A primeira é defender a evolução pela “seleção natural”. Além de não defendê-la, SEU LIVRO O RELOJOEIRO PODE SER CONTESTADO QUASE QUE PÁGINA POR PÁGINA, cheio de contradições no próprio livro. Por exemplo, procura defender a “aleatoriedade das coisas na natureza” que não teria origem em inteligência alguma, o próprio DNA agiria assim, e mostra um programa feito por ele, QUE SIMULA COMO DNA FARIA PARA SER “ALEATÓRIO”. Só que sequer explica que sem sua própria inteliência, NEM SEQUER PROGRAMA IRIA EXISTIR E SE O PROGRAMA FOR COLOCADO NUMA LATA DE LIXO, TAMBÉM NÃO VAI SIMULAR PORCARIA NENHUMA. E se o guru vivesse um bilhão de anos aperfeiçoando seu programa, ao invés de “figurinhas”, poderia de fato, gerar “criaturas” reais. E por aí vai seus equívocos de “fiilósofo”.
    A outra filosofia é SER CONTRA RELIGIÃO, CONTRA DEUS ETC. Nesse caso, a crença de cada um pouco importa. Se o “cara” não acredita em Deus, É PROBLEMA SEU, DEUS NÃO VAI MUDAR, NÃO VAI SER DIFERENTE, NEM SEQUER EXISTIR OU DEIXAR DE EXISTIR PELA SUA CRENÇA, MINHA OU DE QUALQUER OUTRO, mas o que se questiona são seus argumentos para “provar” o improvável. No fundo, é um CARA DO CONTRA, MUITO MAIS DO QUE DO PRÓ, nem sequer prova porque é do contra.
    A terceira filosofia é que ele É DONO DA VERDADE, QUER DIZER, AGE EXATAMENTE COMO AQUELES QUE ELE COMBATE, um dogmático que seria um Hitler se tivesse poder, como já foram os Papas da Igreja Católica. Como comentei naquela entrevista com um bispo, É O ROTO FALANDO DO ESFARRAPADO, cada um nos seus respectivos dogmatismos de criacionismo e evolucionismo.
    Entretanto, VÁRIOS EXPOENTES LITERÁRIOS O ELOGIAM, COMO VÁRIOS OUTROS DO OUTRO LADO TAMBÉM ELOGIAM DA MESMA FORMA. Vivemos numa mundo de elogíos cínicos? Acredito que não, O PROBLEMA É O FANATISMO DE UMA CRENÇA.

    No que tange ao “profissional” como filósofo, é uma “mané’ como eu ou outro qualquer, como profissional que ganha a vida em alguma faculdade, OS COLEGAS É QUE DEVEM SE PRONUNCIAR, parece pelo que presumo ter um vasto conhecimento em zoologia e biologa. Quanto a ganhar dinheiro com porcarias, AS LIVRARIAS E VENDEDORAS DE ARTES ESTÃO CHEIAS DISSO. Já tentei ler 3 livros do Paulo Coelho, não consegui ir além do primeiro capítulo. Se as obras de Picasso não tivessem assinatura nenhuma, PODERIA SER OBRA DA TROMBA DE UM ELEFANTE, e vai por aí. São coisas da mente humana que a ciência não explica e não sou eu que vou explicar.
    Na realidade, estou tentando explicar minha “crença” em relação ao guru da anti-religião, NADA CONTRA A PESSOA E MUITO MENOS O PROFISSIONAL DA CIÊNCIA, critico como “profissional filósofo” através de seus escritos, apenas isso. E também reconheço que minhas considerações têm pouco peso, e nem sequer estou preocupado com isso, ESTOU APENAS TENDO A OPORTUNIDADE DE EXPOR MINHAS PRÓPRIAS IDÉIAS.

    arioba.

    • É que os experimentos são necessariamente estruturas inteligente porque nós os testamos.
      Quando Dawkins diz que não ha um designer e desenvolve um programa como o Biomorpho o cara que fez o programa é um criador. O problema é que o que ele esta demonstrando ali não é como o regramento do programa foi construído e sim como a lei de sobrevivência funciona e como os genes escorrem dentro das gerações e como eles podem sofrer variações.
      Existem experimentos que são feitos com a intenção de descobrir como as primeiras moléculas auto-replicantes surgiram, ai eles imitam o contexto ecológico, as condições climatológicas e astronômicas de 3,5 ou 4 bilhões de anos de acordo com o o que se tem de conhecimento a respeito daquela época.
      O experimento em si é uma condição artificial que tenta simular o natural, mas depende do foco. Os biomorphos não estão demonstrando como a aleatoriedade deu origem a vida mas como as variações do genoma são aleatórias e por vezes podem gerar variações morfológicas, comportamentais e etc.
      A questão de como a vida surgiu exatamente a ciência realmente não sabe, mas ela tem um conjunto de hipóteses de idéias que são testadas e criam os paradigmas, tanto para as hipóteses de surgimento aqui na terra quando fora a ela. Todas as hipóteses permanecem abertas.

      O problema de Dawkins é que ele quer usar a ciência e a biologia evolutiva para promover o ateísmo quando na verdade a biologia evolutiva só trás evidencias de que a vida surgiu de um processo natural e não sobrenatural assim como o universo é resultado de um fenômeno quântico.
      O que a ciência faz é por em cheque Gêneses, a descrença em Deus, ou o ateísmo exige muito mais do que simples conceitos científicos mas também argumentos da psicológicos da teologia e da historia da religião, da lógica.
      Dawkins relaciona ciência e ateísmo quando na verdade o ateísmo exige muito mais do que a ciência pode oferecer. Dawkins é incompleto e sua filosofia é frouxa por isso!
      Ha uma entrevista do Dawkins que ele supõem que possa existir designer inteligentes mas não Deus, pois designer inteligente pode comprender mais do que o conceito de Deus.

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