RESEARCHERS SOLVE DARWIN’S COPYCAT EVOLUTION PUZZLE (comentado)

It is a clever trick if you can pull it off – mimic another, more dangerous animal and so avoid being eaten.

Hoverflies are harmless but have evolved to look like wasps to avoid being eaten by birds

Many insects try it, but it has been a long standing puzzle why some of the worst mimics in Nature can still seem to escape becoming a meal.

Now, Canadian scientists tell Nature journal they can answer that one.

Larger animals, they say, make for more substantial meals, and so their mimicry needs to be spot on. For small prey, a great performance is not so essential.

“Mimicry of harmless species pretending to be dangerous ones in order to avoid being eaten is one of the best celebrated examples of the outcome of evolution by natural selection,” says Professor Tom Sherratt, of Carleton University in Ottawa, who led the research.

“Good examples of mimicry are highlighted in biology text books, but many mimics are poor and their emergence remains something of a puzzle.”

Mimicry is common among plants and animals.

Species of snakes, spiders and butterflies have all evolved to look like other species to ward off predators. But one of the great mysteries in biology is that most of this copy-cat behaviour is not very good, and bad impersonators seem just as abundant as the good ones.

A simplistic interpretation of Darwin’s theory of natural selection would suggest that it would be better for all mimics to closely resemble the species they are trying to impersonate.

One explanation for why some might not achieve this is the eye of the beholder theory.

This states that although the mimicking species aren’t convincing to humans, they do fool their predators whose senses are quite different to ours.

Darwinian selection would suggest that over time the hoverflies that sounded most like wasps would be preferentially selected until a species emerged that sounded very nearly, if not exactly, like the creature it was trying to impersonate.

In contrast, the species that were poor mimics would all be eaten and die out.

The new Canadian research suggests why this hasn’t happened?

Another theory is that poor mimics are an amalgamation of unappetising species and so, although they don’t resemble any one of them to a predator, they do represent the worst possible combination.

To probe the conundrum further, researchers at Carlton University studied 81 different species of hoverfly, which to varying degrees mimic bees and wasps.

Hoverflies are harmless flies and yet many have evolved a resemblance to wasps and bees to avoid being eaten by birds.

Some species of hoverfly look very close to the bees and wasps they are supposed to resemble, and other species only bear a passing resemblance.

A moth that looks like a wasp. Mimicry has evolved in many animal and plant species.

The team began by first quantifying how close each species was to the bee or wasp it was trying to impersonate.

They did this by showing photographs to people and asking them to give each species a score out of 10.

The team then combined these results with an objective score obtained by comparing measurements of the body parts of each species and their bee or wasp counterpart to obtain an overall score for similarity.

The scientists found that the larger the hoverfly species, the closer it resembled the emulated wasp or bee. They also found that the smaller species were not very good mimics at all.

“If you are a small hoverfly then birds are not going to be very interested in you,” Prof Sherratt explained.

“You are a relatively unprofitable meal and so the selection on mimicry is relatively weak.

“All you need to do is vaguely look like a wasp, and a bird will be sufficiently deterred to leave you alone because it’s just not worth taking the risk if it turned you were a wasp because the benefit is that much smaller.

“But if you are a nice fat juicy hoverfly, you are a substantial meal to a bird, and in those cases you might experience even stronger selection to resemble something like a wasp or bee and therefore gain protection from predators.”

Fonte: BBC

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Resenha do autor

Existem diferentes tipos de mimetismo. Quando se analisa o mimetismo como estratégia para a sobrevivência podemos classificá-los em diferentes categorias; batesiano, mulleriano, agressivo e wasmanniano. Não entraremos em detalhes aqui, mas o que a reportagem acima trás é uma nova perspectiva para explicar como animais adquirem tamanha especificidade na arte de imitar e porque sob certas circunstâncias até mesmo os maus imitadores tem a capacidade de sobreviver.

Animais maiores precisam fazer mais refeições e por isso a sua imitação precisa estar no local da predação. Em contrapartida, para as pequenas presas uma grande performance não é tão essencial.

O mimetismo das espécies inofensivas que fingem ser mais perigosas a fim de evitar ser comido é um dos melhores exemplos célebres do resultado da evolução por seleção natural.

Espécies de cobras, aranhas e borboletas evoluíram de tal forma se assemelhar com outras espécies afim de afastar predadores (mimetismo batesiano). Mas um dos grandes mistérios da biologia é que boa parte desse comportamento exemplar não é muito bom e os maus imitadores parecem tão abundantes quanto os bons.

Como isso é possível?

Uma interpretação leviana da teoria de Darwin poderia sugerir que seria melhor para todos os imitadores se assemelham às espécies que estão tentando se passar.

Isto indica que embora as espécies que imitam não são convincentes para os seres humanos, mas não é para os seres humanos que elas fazem tal tipo de mimetismo.

Eles adquiriram tais características pela seleção natural através da exposição a seus predadores na tentativa de engana-los, cujos sentidos são bastante diferentes dos nossos.

A seleção natural sugere que ao longo do tempo as mosca-das-flores da espécie Sphaerophoria scripta  que soavam mais parecidas com vespas seriam preferencialmente selecionadas, até que surgiu uma espécie que parecia quase, se não exatamente, como a criatura que ele estava tentando passar.

Em contraste, as espécies que eram péssimas imitadoras seriam comidas.

A nova pesquisa canadense sugere que isso não aconteceu. De fato, acreditasse que imitações pobres são um amálgama de espécies não apetitosas e assim, embora eles não se pareçam com qualquer outro animal, elas representam a pior combinação possível sob o ponto de vista do predador.

De fato isso combina com as preferências alimentares de cada animal.

Cada animal tem um imprint de sua dieta. Para indivíduos ocidentais um prato de larvas de bicho da seda não desperta o apetite como desperta em algumas culturas orientais. Da mesma forma ocorre aqui, o amálgama não desperta apetite algum para o predador.

Cada espécie tem um repertório preferencial que faz parte de sua dieta.  A cobra africana egg-eating (Dasypeltis) come exclusivamente ovos e jamais atacaria um mamífero, pois não faz parte de seu elenco alimentar.

Há registros de cobras que se alimentam exclusivamente de anfíbios. Experimentos feitos colocando coelhos e ratos não despertaram o apetite do animal mesmo quando esses mamíferos estavam repletos de hormônios e da urina e a serpente sem se alimentar a dias.

No estudo acima, Carlton estudou 81 espécies diferentes de mosca-de-flores que em diferentes graus imitam abelhas e vespas.

As mosca-de-flores são inofensivas e utilizam-se de tal estratégia para evitar ser comido por aves.

A equipe começou pela primeira quantificar o quão próximo cada espécie foi a abelha ou vespa que estava tentando passar.

Eles fizeram isso por mostrar fotografias de pessoas e pedindo-lhes para dar cada espécie uma pontuação de 10.

Os cientistas descobriram que quanto maior a espécie de mosca-de-flores mais parecida eram com as vespas ou abelhas emuladas. E ainda descobriram que as espécies menores não eram muito boas imitadoras.

Portanto uma pequena mosca-de-flores não desperta muito o interesse dos pássaros. Isso ocorre porque a refeição é relativamente inútil já que seu valor energético á baixo e por isso a seleção no mimetismo é relativamente fraca.

Se a mosca-de-flores tem grandes dimensões, certamente contém um valor energético muito maior e portanto são mais predadas. Espera-se então que nesses casos a seleção seja bem mais forte. Assim, sobrevivem aqueles indivíduos maiores que se assemelhavam mais com os animais que procuravam imitar.

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Scritto da Rossetti

Palavra chave: NetNature, Rossetti, Mimetismo, Mosca de Flores, Evolução, Dieta

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