FOSSIL FOOT INDICATES NEW PREHUMAN SPECIES. (comentado)

The fourth metatarsal of the Burtele partial foot, which was found in Ethiopia.

Now it seems that Lucy shared eastern Africa with another prehuman species, one that may have spent more time in trees than on the ground.

A 3.4-million-year-old fossil foot found in Ethiopia appears to settle the long-disputed question of whether there was only a single line of hominins — species more closely related to humans than to chimpanzees — between four million and three million years ago. The fossil record for that period had been virtually limited to the species Australopithecus afarensis, made famous by the 3.2-million-year-old Lucy skeleton.

Of perhaps more importance, scientists report in the journal Nature, published online Wednesday, the newfound foot not only belonged to a different species but also had evolved a distinctive mode of locomotion, which scientists described as “equivocal.” It clung to the trees and never adapted to terrestrial mobility outright.

The Lucy species had long before evolved almost humanlike upright walking, bipedality, as attested by the Laetoli footprints in Tanzania from as early as 3.7 million years ago. This other species was still built for climbing trees and grasping limbs. It was capable of walking, though less efficiently and probably at an awkward gait.

The Burtele partial foot after cleaning and preparation.

At a pivotal period in prehuman evolution, the discoverers concluded, two lines of hominins practiced contrasting locomotion behavior. Their feet, mostly, told the tale: the divergent, opposable big toe, long digits and other bones of the newfound species did not match the feet of afarensis. Lucy’s foot had a strong arch and the big toe was lined up with the other four digits, much like the feet of modern humans and all critical for effective bipedality, while retaining some agility for climbing trees. Yohannes Haile-Selassie, a paleoanthropologist at the Cleveland Museum of Natural History in Ohio, and his colleagues said the species the foot belonged to remains undetermined, for lack of any cranial or dental remains associated with the specimen. But they said the foot was strikingly similar to the earlier hominin Ardipithecus ramidus, nicknamed Ardi, which lived 4.4 million years ago, also in what is now Ethiopia.

Ardi’s foot also had a divergent big toe, similar to those of apes and gorillas, for tree climbing, though Ardi was an occasional upright walker.

Daniel E. Lieberman, a human evolutionary biologist at Harvard who was not involved in the research, wrote in a commentary for the journal that the hominin foot “is a valuable addition to the fossil record as it extends the existence of Ardipithecus-like feet by a million years.”

This and other recent discoveries, Dr. Lieberman said, indicate “that there was more diversity in hominin locomotion than we had previously thought, and not all of it took place on the ground.”

Donald C. Johanson, the discoverer of the original afarensis specimen Lucy, admired this new member of the rarefied fossil kingdom. “It’s a lovely little foot to have,” he said, agreeing that its similarity to the Ardipithecus mode of locomotion suggested the existence of “two parallel lineages in this long time period.”

Dr. Johanson, who is the founding director of the Institute of Human Origins at Arizona State University, discovered the Lucy skeleton in 1974, only 30 miles from the site of this latest find. In February 2009, at a place in the central Afar region known as Burtele, a member of Dr. Haile-Selassie’s team, Stephanie Melillo, spotted the first bone fragment eroding out of sandstone.

Eventually, eight bones of a hominin foot’s usual 27 were recovered and analyzed. It was a right foot, and, there being no duplication of parts, it was thought to be from a single individual. Finding any hominin foot bones that old is rare, Dr. Haile-Selassie said. They are small and delicate, especially vulnerable to scavenging and decay.

Beverly Z. Saylor of Case Western Reserve University in Cleveland, a team member and an author of the report, said that at the time this hominin lived, the region had many lakes and streams with wooded shores, thus ample opportunities for arboreal habits. The dating of sediments where the bones were embedded was conducted by the Berkeley Geochronology Center in California.

Fonte: The New York Times

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Resenha do autor

Um pé fossilizado de 3,4 milhões de anos foi encontrado na Etiópia e aparece para resolver uma questão de longa disputa sobre se houve realmente uma única linha de hominídeos entre quatro e três milhões de anos ou se houve mais.

O registro fóssil para esse período havia sido praticamente limitado ao Australopithecus afarensis, com a Lucy de 3,2 milhões de anos.

O achado mostra um pé que não só pertencia a uma espécie diferente, mas também tinha um modo distinto de locomoção. Um indivíduo mais arborícola do que realmente terrestre.

As espécies de Lucy, já andavam em posição ereta a cerca de 3,7 milhões de anos, como evidenciam as pegadas de Laetoli na Tanzânia e vários estudos inclusive deClaude Owen Lovejoy.

Esta nova espécie era adaptada a viver em árvores e com membros acrobáticos adaptados a agarrar troncos. Era capaz de andar bipede de forma bastante rudimentar.

O dedo do pé dessa recém-descoberta não coincide com os pés do A. afarensis.

O pé de Lucy tinha um arco forte e o dedão estava alinhado com os outros quatro dígitos, bem como os pés do homem moderno mantendo alguma agilidade para subir em árvores.

Por falta de uma peça cranial ou odontológica associada com o modelo fica difícil classificar o indivíduo e compara-lo precisamente com outros hominídeos. Mas alguns pesquisadores apontam que o pé é muito semelhante aos hominídeos Ardipithecus ramidus de 4,4 milhões de anos atrás.

O A ramidus apresentava os dedos dos pés muito semelhantes aos de macacos e gorilas, adaptados ao arvorismo embora ocasionalmente fosse bípede.

O A. ramidus foi descoberto por Tim White em 1994 na região de Middle Awash na Etiópia. Inicialmente foi incluído entre os Australopitecineos, mas posteriormente verificou-se que diferiam muito entre si em determinadas regiões anatômicas, inclusive descartando a hipótese de serem antecessores.

Foram encontrados vários ossos de 17 indivíduos, desde mandíbula de uma criança, dentes, fragmento da base de um crânio e ossos de um braço esquerdo de um indivíduo. Análises posteriores levaram as seguintes conclusões.

De fato não se pode comprovar que tenham sido bípedes integralmente e provavelmente sejam um grupo, ou gênero irmão dos Australopithecus assim como foi o Paranthropus (2,7 m.a) para o gênero Homo ou como descoberto recentemente a coexistência humana com os neanderthais e Homo antecessor.

Não se sabe qual é o seu posicionamento da filogenia dos hominídeos. Também há muitas dúvidas a respeito do real papel evolutivo de outros exemplares como o Orrorin tugenesis e o Sahelanthropus chadensis. Pode ser que estejam mais ligados a linhagem dos chimpanzés ou gorilas embora as evidências ainda apontem esses dois como pertencentes a linhagem humana e o bipedismo.

Mas há ainda fragmentos fósseis descobertos entre 1997 e 2001 datados de 5,2 a5,8 milhões de anos, foram denominados, Ardipithecus ramidus e A. kadabba.

Os fósseis foram encontrados no deserto central da Etiópia, essa área representa uma das mais férteis do mundo para busca de fósseis humanos.

É possível que outros hominídeos tenham sido contemporâneos dos Australopithecus uma vez que o registro fóssil ainda é preenchido e reorganizado com as novas descobertas. De fato, não há muita certeza na forma com que os fósseis se relacionam dentro da filogenia humana mesmo que eles apresentem-se claramente ligados a origem do homem.

O único que apresenta certeza absoluta entre ancestral e descendente são os Australopithecus anamensis com o A. afarensis. Os outros se aproximam muito, mas faltam mais detalhes anatômicos que possibilitem conferir certeza ás aproximações.

Recentemente com a descoberta do Australopithecus sediba essa arvore filogenética da evolução humana vai sofrer novas reconfigurações, que mostras hipóteses e suportam traçar o perfil evolutivo tomado pelas espécies.

Houve um período em que o continente africano dispunha de pelo menos 6 espécies distintas de hominídeos e é bem provável que os Australopithecus ainda tenham alguns ancestrais que nos conecte com hominídeos mais arborícolas do que bípedes. Alguns podem ter sido seu contemporâneo.

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Scritto da Rossetti

Palavra chave: NetNature, Rossetti, Australopithecus, Ardipithecus ramidus, Evolução humana, Fóssil, Etiópia.

One thought on “FOSSIL FOOT INDICATES NEW PREHUMAN SPECIES. (comentado)

  1. O cientistas continuam como Aristóteles, OBSERVAM ALGO, IMAGINAM ALGO E CONCLUEM SOBRE O ALGO, por isso o sábio concluiu que a Terra era o Centro do Universo, ELEMENTAR CARO WATSON, tudo caía para ela, claro como água, e durou mais de dois mil anos para outro sábio “observar” que Aristóteles estava errado, AS COISAS CAÍAM PARA TERRA PELA GRAIVDADE!! Alguém podia “ver” ou sequer imaginar a gravidade na época de Aristóteles?
    ESSA É A QUESTÃO ATUAL DOS NOSSOS CIENTISTAS, só acreditam no que podem “ver”. Aí alguém acha uns pedaços de ossos, que podem ser datados cientiticamente, “imagina” um organismo que teria formado esses ossos, E CONFUNDE ORGANISMO COM SER-VIVO, como também fez Darwin.
    Se alguém encontrar uma engrenagem com 10.000 anos de idade, de alguma forma, VAI IMAGINAR QUE FOSSE ANCESTRAL DE UMA FERRARI DE HOJE? Até poderia, MAS COMO ANCESTRAL PELA SELEÇÃO NATURAL?
    É DEMAIS!!!
    O organismo humano de hoje é exatamente igual ao do homo-sapiens de 150 mil anos atrás, e quase igual ao de um porco suja origem seria de milhões de anos. Aí se conclui que somos “homo-sapiens” ou do mesmo ramo ancestral dos porcos?
    Caro Rossetti, SER -VIVO NÃO É SEU ORGANISMO, se o ser-vivo é algo de origem inteligente, e ainda mais cuja inteligência está em evolução, QUAL O PROBLEMA DE EVIDENCIARMOS QUE O AUTOMÓVEL ATUAL TEVE “ORIGEM ORGÂNICA” NUMA SIMPLES RODA CUJO SURGIMENTO PODERIA TER OCORRIDO HÁ 10O MIL ANOS ATRÁS? A pergunta é se essa RODA PODERIA TER SIDO UMA MERA SELEÇÃO NATURAL DO QUE QUER QUE FOSSE!! A questão não são os fatos, MAS A FILOSOFIA!!

    arioba.

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