UM OLHAR COMPARATIVO ENTRE FILOSOFIA, RELIGIÃO E CIÊNCIA SOB A PERSPECTIVA DA COMPOSIÇÃO DO UNIVERSO.

Existe finalidade na composição do universo?

É ilusório atribuir inteligência a composição do universo. O grande problema é que a questão se fixa em duas únicas respostas; ou tudo foi feito do mero acaso quântico material ou é uma construção inteligente (Veja mais em CASUALIDADE E CAUSALIDADE).

A questão não é endeusar a aleatoriedade como mecanismo criador pelo simples fato de que a aleatoriedade ou a falta de plano estrutural inteligente esta presente em nosso dia a dia.

Atribuir finalidade aos fenômenos que compõem o universo é uma questão que permeia a filosofia, a religião e mais recentemente a ciência.

Sob o ponto de vista filosófico percebemos uma forte mudança de concepção a respeito da genialidade da criação que ao longo do tempo foi perdendo seu charme divino. Nessa perspectiva a filosofia foi ganhando uma concorrente, uma transição do pensamento filosófico para pensamentos científicos com Kant, Hume e Khun. (Saiba mais em UMA PERSPECTIVA HISTÓRICA SOBRE A FINALIDADE, OU SUA FALTA NA COMPOSIÇÃO DO UNIVERSO).

O próprio Nietzsche percebia que a finalidade é uma criação puramente humana.

Nada é criado para nos servir, o universo não conspira a nosso favor e fazer pedidos para os astros ou para o universo como preconiza o documentário The Secret não é nada mais do que uma suplica humilhante e supersticiosa.

Acreditamos que tudo conspira a nosso favor porque nosso cérebro tem um grave defeito congênito, o de encontrar sentido as coisas, de buscar padrões que expliquem a nossa existência. Quando na verdade é mais interessante saber “Como viemos para aqui?” do que “Porque estamos aqui?”. Há uma causa para estarmos aqui? Qual nossa finalidade aqui?

Sob o ponto de vista religioso isso é extremamente controverso porque se de fato todo o universo foi criado com a intenção de nos servir e nada do que a gente faça pode mudar isso certamente esse argumento é valido para o nosso destino. Se tudo foi traçado e arquitetado, quem garante que nosso destino já não esta traçado também pelo grande criador?

Certamente os cristãos argumentariam a favor do livre-arbítrio que é uma supressão dos instintos naturais do homem segundo Nietzsche. Os indianos diriam que estamos certo e que tudo que somos hoje é resultado de nosso karma.

Durante muitos anos a astrologia foi uma resposta para esses enigmas. Os grupos pré-históricos da humanidade acreditam que um grupo de constelações poderia modelar nosso destino e a razão porque viemos ao mundo já que as estrelas eram manifestações divinas.

O local onde o sol nascia deu origem as estações dos anos que se tornaram motivo para celebrações e rituais de passagem e de fertilidade. Nesse ponto surge o horóscopo. Na mesopotâmia cerca de mil anos antes de cristo e que é lido até hoje por cerca de 70% dos povos ocidentais.

Hoje ninguém vê mais a astrologia como uma religião forte, mas sim como uma piada ou uma brincadeira. Exceto se a pessoa for engolida pela alienação do tradicionalismo e fundamentalismo religioso, vendo a astrologia como um neo-paganismo.

Até o século 17 os astrônomos se valiam também de previsões astrológicas. Não existia  distinção do que era ciência e do que era místico e religioso. Essa quebra é recente, cerca de 200 anos.

O que nos importa aqui, nesta discussão é que esses três conceitos mostram exatamente como sistemas diferentes buscam respostas para a mesma pergunta.

A filosofia durante muito discutiu isso, com os primeiros filósofos gregos esticando o assunto até os epicuristas e o estoicistas.

A ciência trazendo uma perspectiva puramente materialista de que nada é criado sob uma organização especial e sim do caos.

E a religião apresenta a perspectiva divina, o planejamento e execução de um projeto sobrenatural conspirando a nosso favor.

Mas a questão é que se tudo foi criado com uma intenção então nada do que fazemos é realmente livre, genuíno ou independente.

O karma criado a mais de 3 mil anos afirma que nada acontece por acaso e tudo que nos acontece é resultado das nossas ações em vidas passadas. Assim, quando afirmamos que algo ocorreu ao acaso é porque o nosso conhecimento é limitado em relação aos fatos e as razões pelas quais aquilo ocorreu. Isso fica evidente no vedanismo hindu.

Para os indianos o homem tem sua liberdade, ou livre arbítrio, inclusive para acertar suas contas karmicas para ser recompensado (ou não) na próxima reencarnação.

Os filósofos da Grécia tinham uma visão parecida, não da para fugir do que há reservado para você e portanto tudo já esta constituído de acordo com uma finalidade divina.

O cosmo para o grego era mais do que hoje chamamos de universo. Para o grego cosmo significa beleza e organização. De tão bem organizado que o universo era, ele se tornava belo e portanto só poderia ter sido criado por uma entidade divina, ou várias.

Para os estoicos o futuro era inalterável, e portanto o livre arbítrio era unicamente uma ilusão. Nada do que você faça poderia ser novidade aos olhos de Deus.

No século 4 a.c a surge uma corrente de pensamento oposta, denominada epicurismo que afirmava que a essência de tudo esta no caos. E essa ideia foi reavivada no século 20 com diversos filósofos existencialistas, inclusive Jean Paul-Sartre.

Assim, a finalidade na questão do universo é uma criação humana, nada é criado para nos servir, não há intenções divinas nobres ou não nos eventos de nossa vida. Sartre dizia que “Existir é assumir o seu ser, ser responsável por ele em vez de recebe-lo de fora como faz uma pedra”.

Dizer que tudo já estava planejado e que nada que façamos é novidade para Deus pode trazer consequências terríveis. No próprio cristianismo a questão do destino é vista exatamente dessa forma.

A crucificação de Jesus Cristo já fazia parte do plano divino. Tudo foi coordenado, planejado e conspirado para que Jesus morresse se torna-se um mártir. Mesmo que os motivos pelos quais ele fez isso sejam nobres, narcisistas ou quaisquer razoes meramente humanas.

João Calvino no século 16 dizia exatamente isso, que Deus de antemão já havia predestinado todos os humanos que já passaram, que estão e que virão a Terra.

Assim, ele já havia escolhido um número certo de pessoas que receberão a salvação divina e a grande maioria certamente ira para o inferno.

As situações só mudariam caso a misericórdia divina intervisse sob a vida das pessoas. Essa forma de pensamento deu origem ao que hoje é a maior crise dos evangélicos, a Teologia da prosperidade.

No século 20 fundamentalistas cristãos reciclaram tais ideias calvinistas e criaram essa teologia fajuta de que a riqueza e a boa sorte nos negócios são sinais de que aquela pessoa foi escolhida para ganhar o reino dos céus.

O que é uma grande besteira. Tanto a predestinação programada quanto o livre arbítrio são puras mazelas teológicas, pois se as pessoas fossem boas ou más por decreto divino qual o sentido de puni-las ou recompensa-las?

O livre-arbítrio surge como um truque teológico com a finalidade de tornar a humanidade dependente da teologia, de procurar culpados. A teologia oferece uma liberdade que a humanidade não tem para que se encontre um meio de se culpar se sentir punido. A religião surge como uma forma de suprimir esses instintos que nos torna culpado e que para Nietzsche é o que torna a pessoa feliz.

Para Nietzsche “o mundo não constitui uma unidade nem como sensório nem como espírito, apenas essa é a grande libertação…negamos Deus, negamos a responsabilidade de Deus e apenas assim libertamos o mundo”.

Assim a própria teologia não oferece um consenso a respeito da finalidade das coisas. Por um lado se há realmente a predestinação e tudo foi criado com uma finalidade o livre arbítrio não existe, mesmo porque o livre-arbítrio apresenta-se como uma ilusão até pelas próprias vertentes religiosas. Portanto o futuro tem cartas marcadas e escapamos da responsabilidade de tomar decisões.

Se há a negação do destino e da finalidade então o livre-arbítrio trás a angústia da liberdade e responsabilidade das escolhas. Corremos o risco da liberdade nos trazer o medo de perceber que vivemos em um mundo que não faça sentido já que não há regras.

E para piorar a finalidade é uma criação humana na busca de interpretar o desconhecido quando na verdade pode não haver finalidade alguma.

A questão volta então; vivemos num mosaico casual ou numa criação proposital?

Ainda sim há pessoas que acreditam que as coisas ocorrem com certa finalidade, e até mesmo dentro da doutrina religiosa cristã adotam interpretações de outras religiões.

Em 2011 após o terremoto seguido de Tsunami no Japão pastores ofereceram uma interpretação puramente Kármica a tragédia dizendo que aquilo havia sido um sinal de Deus para o Japão que tem grande parte da população ateia, budista e xintoísta.

Um fenômeno natural recebe uma finalidade, um presságio sobre um determinado deus.

Não há finalidade em terremotos, Deus não sacode a Terra para avisar.

Para os cristãos, Jesus tinha que morrer porque era esse o destino que Deus programou para ele. Assim sendo, o Monte Gunung Agung foi colocado exatamente na indonésia por Bali para que os povos fizessem sacrifícios a ele. Será?

Será que a santa da janela é uma manifestação religiosa? Porque o rosto de Jesus apareceria em uma torrada? Porque várias estatuas de Ganesha choraram na Índia após o terremoto em 1993? Qual a finalidade desses fenômenos? Se é que há uma finalidade.

As pessoas criam finalidades para explicar o mundo que nos rodeia, veem rostos onde não há nada porque nosso cérebro interpreta padrões pareidólicos.

Sob a perspectiva científica não há razão alguma para que o universo tenha surgido, ou para que tenha essa forma de atuar. O que importa é como aconteceu.

Não há razão do porque a Terra é capaz de dar origem a vida. Nosso Sistema Solar não é único, nossa Galáxia não é única e mais recentemente a física postula que o nosso universo também não seja único. A questão é “Como isso pode acontecer?” e não “Porque tem de ser assim?”

Existe uma forte impressão casual dentro de sistemas que aparentemente são construções inteligentes.

A aleatoriedade esta presente na bolsa de valores, nas condições climáticas, nas variações genômicas, nas orbitas dos planetas e até na formação mineralógicas extremamente precisas.

Existem diversas estruturas que mostram como não é necessário grandes projetistas para que surjam.

Em mineralogia há exemplos clássicos de formas aparentemente complexas podem se formar sem a necessidade de uma finalidade.

Quando o tempo não é um problema aquilo que é improvável pode acontecer, como ganhar na Mega-Sena. Jogamos na Mega-Sena porque há possibilidade de ganharmos mesmo que a chance seja ínfima. Mas sabemos que há chances de ganharmos porque vimos outras pessoas que ganharam. Assim, arriscamos sempre um mesmo conjunto de números da nossa sorte e nossa chance estatística é igual para todos independente dos números que escolhemos. Seria impossível ganhar se não jogássemos.

Certamente uma pessoa em sã consciência jamais jogaria um jogo que soubesse que nunca ganharia.

Então ganhamos na Mega-Sena não porque Deus nos ajudou com um “empurrãozinho”, mas porque criamos as nossas oportunidades.

A pirita é um dissulfeto de ferro formado por cristais  que aparecem geralmente como cubos, octaedros, piritoedros, dodecaedros com extremidades pentagonais. É formado tanto em altas como em baixas temperaturas e ganha esse formato de acordo com o alinhamento molecular que formam os cristais dessa rocha. Não foi necessário projeção inteligente alguma, as próprias interações da matéria formaram tais cubos perfeitos.

Pirita bruta sem lapidação. Naturalmente ela apresenta esta forma.

Em biologia costuma-se atribuir valores e finalidades para estruturas morfológicas de animais. Para o taxonomista pouco importa para que serve o chifre de um besouro rinoceronte (Oryctes rhinoceros). O que importa é o grau de homologia evolutiva que há entre ele e suas espécies irmãs.

Qualquer estrutura morfológica surge por razões aleatórias e podem ser mantidas nos taxa de acordo com o valor adaptativo que aquilo trás e não a finalidade que ele apresenta porque ele não apresenta finalidade alguma. Ele não foi introduzido na espécie para servir para tal função.

O que esta em jogo na evolução não é a finalidade, mas a função que a estrutura ganha na capacidade de sobrevivência. Tanto que a estrutura pode ganhar funções novas e perder antigas, como ocorreu com as penas nos dinossauros e nas aves.

Existe uma diferença clara entre finalidade, funcionalidade e necessidade.

Atribuir finalidade a uma estrutura em biologia evolutiva equivale a dizer que a evolução trabalha de forma progressista quando na verdade os mecanismos evolutivos apenas mantém vivo os aptos e pune com a morte os inaptos.

Não há foco na evolução, ela funciona por mecanismos cegos que apenas permite sobrevivência ou não.

O único ser que cria com finalidade é o ser humano. Tanto buscando razões para que o mundo seja da forma com que nós conhecemos (ou desconhecemos) quanto em suas criações.

De fato, há um designer inteligente e o nome dele é homem (veja AUSÊNCIA DE INTENCIONALIDADE E IMPERFEIÇÕES DESESTABILIZAM O CRIACIONISMO E FAVORECEM O VERDADEIRO DESIGNER) porque o seu grau de instrução intelectual, suas faculdades, sua consciência permite ele atribuir finalidades por uma questão de naturalidade neurobiológica.

Uma ferramenta hoje é criada com uma finalidade, o homem tem esse poder intelectual e consciente.

Um corvo usa gravetos como ferramenta porque encontrou uma função em uma dada circunstância e executa sem a consciência direta. O graveto tem uma função, a ferramenta humana ganha uma finalidade ao ser construída, modelada e adaptada a uma determinada tarefa.

Ambos, tanto o homem quanto corvos ou orangotangos de Bornéu usam ferramentas como reflexo de sua inteligência, ou seja, a capacidade de atribuir valores a diferentes circunstâncias. No caso dos animais a circunstancia faz a ferramenta, no caso humano a ferramenta permite novas circunstancias e ganha finalidades.

Em evolução uma característica nova adquire uma função e quando se espalha positivamente pela seleção natural se torna uma necessidade de sobrevivência, ou uma estratégia evolutivamente estável, por exemplo.

Não existe qualquer finalidade na criação de espécies, na composição do universo na condição futurística de nossa vida, do tempo. Para a ciência passado, presente e futuro não existem, pois tudo pode estar ocorrendo agora de acordo com a relatividade de Einstein.

Não há como saber como será o futuro, a ciência não mostra como o futuro será, apenas apresenta projeções estatísticas. A filosofia não responde para onde vamos, se temos liberdade total, parcial ou se seguimos um script divino. A religião nos oferece uma interpretação ambígua dependendo de qual doutrina se segue.

O que sabemos é que o ser humano é o único que cria e atribui finalidade aos eventos, mesmo que não haja finalidade alguma.

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Scritto da Rossetti

Palavra chave: NetNature, Rossetti, Finalidade, Cosmo, Universo, Religião, Filosofia, Ciência, Causalidade, Casualidade, Epicurista, Estoicismo, Jean Paul Sartre, Nietzsche.

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Referências

* Friedrich Nietzsche. Crepúsculo dos ídolos. L&PM Pocket 2009.
* Jean Paul Sartre. Esboço para uma teoria das emoções. L&PM Pocket 2009.
* Daniela de Souza Onça. A ideologia do aquecimento global. Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. 2011.
* Stephen Hawking & Leonard Mlodinow. O grande projeto. ED. Nova fronteira. 2011.
* José Francisco Botelho & Alexandre versignassi. O destino esta nas estrelas. Revista Super interessante. Numero 287. 2010.

8 thoughts on “UM OLHAR COMPARATIVO ENTRE FILOSOFIA, RELIGIÃO E CIÊNCIA SOB A PERSPECTIVA DA COMPOSIÇÃO DO UNIVERSO.

  1. Caro Rossetti, como já disse várias vezes alqui, em casa onde falta pão, todos gritam e ninguém tem razão, é exatamente isso que o texto diz de forma mais ampliada.

    a) Há duas correntes que hoje disputam a “verdade”, um Deus Criador e Fazedor de tudo (criacionismo) ou um “nada” capaz de fazer a mesma proeza que se nega a Deus (evolucionismo), e ambas na condição de “infinitas” que cada imagina e acredita como quer.

    b) E não sendo nenhuma das duas hipóteses sequer viáveis, porque teríamos que pensar em “milagres” que não existem onde existem leis, E TODO UNIVERSO EXISTE SOB O COMANDO DE LEIS, ficamos no meio do caminho como formigas onde se estragam o “caminho da carreirinha”. No entanto, a hipótese mais provável, senão a “certa” já existe e há muito tempo, BASTARIA APENAS QUE COMO “SÁBIOS” OS HOMENS ADQUIRISSEM O HÁBITO DE NÃO SEREM “ESPECIALISTAS DE DETALHES”. Bastaria que juntassem como ACERVOS DE CONHECIMENTOS, AS ARTES, A RELIGIÃO E A CIÊNCIA, e ao invés de discussão estúpidas sobre aquilo que elas “diferem”, se concentrassem naquilo que elas “convergem”, onde de fato estará a “probabilidade da verdade”. O próprio título de texto sugere essa discussãos supérflua e boba, que redunda sempre AINDA NÃO SE SABE, mas se juntarmos os conhecimentos das 3 ao longo dos séculos, AS RESPOSTAS ESTÃO EVIDENTES, podemos perfeitamente ENTENDER, sem que para isso tenhamos que SABER!! Qualquer pode entender o ques eja um computador, mesmo que não saiba bulhufas sobre o mesmo, e muito menos como fazer, que significa acesso aos DETALHES. O sujeito, por outro lado que tem acesso a detalhes PENSA QUE SABE TUDO, e aí começam as besteiras.

    c) O homem assim que percebeu que tinha inteligência, mas muito mais, “que sua inteligência podia evoluir”, começou de forma certa, ENCONTRANDO EXPLICAÇÕES DAQUILO QUE NÃO CONHECE, AQUI MESMO. À medida que evoluiu com a inteligência, começou a duvidar das soluções de “casa” e começou a inventar “‘soluções”, DAÍ SURGIRAM OS “MITOS”, que de fato são a base dessas duas ideologias cuja base é uma mera fé dogmática. NEM DEUS INFINITO PODERIA TER FEITO PORCARIA NENHUMA, MAS MUITO UM “NADA’ QUE TERIA QUE SER IGUAL. Apenas dogma de fé que sustenta uma crença irracional
    Tudo que olhamos ao nosso redor e dependa de nós, TEM COMO ORIGEM ALGUMA FORMA DE INTELIGÊNCIA. Só as coisas que o homem faz são inteligentes, o resto no Universo é obra de um “relojoeiro cego” como seu inventor? E se as leis forem as mesmas, e é isso mesmo que descobrimos nos nossos artefatos que não por coincidência, imitam a própria natureza, PRINCIPALMENTE QUANDO EVOLUEM? Quer dizer, a resposta está aqui mesmo ao nosso lado e procuramos REINVENTAR A RODA?

    d) Há vários fenômenos que não temos explicação, OU CHAMAMOS DE MISTICISMO OU DE OVNIs OU OUTRA BOBAGEM QUALQUER. As pirâmides estão aí, as esferas perfeitas de Costa Rica estão aí, as estátuas de Páscoa estão aí, os OVNIs estão aí, E ALGUÉM COM UM MÍNIMO DE BOM CENSO PODE DIZER QUE SÃO OBRAS DO MERO ACASO?
    Os fantasmas existem? “No acredtto,mas que existem existem” diz o “espnahol”,e provavelmente é ainda a resposta “mais racional” que se conhece. E a ciência já diz que nos é perceptíval menos ded 5% da matéria, E O RESTO ONDE ESTÁ? Aqui mesmo ao nosso lado, sem que possamos ver, PELO MENOS SEMPRE? E essa “visão esporádica” daquilo que nos cerca não seria a resposta mais provável?

    e) Suponhamos que o homem queira um dia, se continuar tão burro assim, HABITAR UM SATÉLITE OU OUTRO PLANETA. O que teria de fazer? TORNÁ-LO INTELIGENTEMENTE HABITÁVEL, OU ESPERAR QUE A TEORIA DA EVOLUÇÃO ACONTEÇA LÁ POR ACASO? E em ambos os casos, a conclusão mais lógica é que inteligência do homem não é feita paras essas bobagens!! A primeira coisa que eria que responder é COM QUE FINALIDADE? Sequer ainda sabemos qual a finalidade de nós mesmos aqui na Terra, e se soubéssemos não faríamos tantas asneiras.

    E poderia ir usando mais algumas páginas descrevendo a quantidade de besteiras que um simples posicionamento dogmático pode produzir.

    Nem “Deus” nem o “nada” poderiam ser origem de tudo, porque ambos na condição de Infinitos, se pudessem fazer algo, TERIA QUE SER PERFEITO, ESTÁTICO E INFINITO, PORQUE SENÃO SERIAM ALGO TAMBÉM EM FORMAÇÃO OU TRANSFORMAÇÃO, o que não diz com a própria definição de infinito. ENTRETANTO, PODERIAM SER ORIGENS COMO PRINCÍPIO que podemos chamar de “primitivo” amite-se sem explicar. Alguém já fiu o ponto ou a reta “fazendo alguma coisa”? Mas sem eles, alguém pode sequer fazer um “desenho”? Quer dizer as respostas estão naquilo que fazemos, e ficamos reinventando a roda?
    A “origem das coisas” tem o mesmo raciocínio do “fim das coisas”. Conhecer o passado remoto que não temos acesso, é o mesmo que “ter visão do futuro remoto”, que também não temos acesso, ENTÃO, CONHECER MELHOR UM OU OUTRO SÓ É POSSÍVEL SE CONHECERMOS MELHOR O QUE HÁ AQUI E AGORA. Para a inteligência do homem só vale o “presente”, o passado ou o futuro há que se explicar somente a partir do presente, e a base desse raciocínio, É QUE HÁ LEIS EM TUDO, e onde há leis, NÃO PODE EXISTIR ACASOS, EXCETO SE DENTRO DELAS PRÓPRIAS, que entendemos como “livre arbítrio”. O “maquinista” tem o livre arbítrio de comandar o trem dentros dos trilhos e das outras limitações que lhe são impostas. O tal cristal é como um processo fabril “automatizado”, que quando começado, vai em frente, SEM QUE DE FATO SE POSSA CONSTATAR INTENÇÃO OU RAZÃO ALGUMA. Se você deixar o carro sem freio na rampa, ELE DESCE “POR ACASO”, mas na realidade não houve acaso algum, ALGUÉM DEIXOU O FREIO SEM PUXAR, ou por descuido ou até de propósito, era para destruir mesmo. ONDE SE COLOCA A INTELIGÊNCIA, NÃO HÁ ACASOS, NO MÁXIMO, ERROS DA PRÓPRIA INTELIGÊNCIA. Tão simples como somar 2 mais 2!!

    Acho claro por que o Universo não é obra de Deus Infintio, e muito menos obra de outro “deus burro” como o do Sr. Dawkins, mas é evidente que estando sob leis, HÁ QUE SER ALGO DE ORIGEM INTELIGENTE, o fato de não “sabermos detalhes”, não nos impede de “entender o óbvio”.
    O criacionismo e o evolucionismos são duas ideologias igualmente equivocadas que partem do raciocínio inverso, SE INVENTA UM PASSADO PARA DESCOBRIR QUE NÃO EXPLICA O PRESENTE! Haja dogma de fé nisso!

    arioba..

    • O fato de não sabermos os detalhes não valida outra linha de pensamento. O fato de haver complexidade não implica em evidencia para a existência de inteligencia suprema. Os cubos de pirita mostram isso. As leis da natureza não precisam ser adotadas por ordem de um criador assim como aceitamos que é imoral certas coisas dentro da sociedade contemporânea. Ninguém impôs isso a nós.
      Antes de dizer que algo é resultado de uma obra sobrenatural é preciso provar que não ocorre naturalmente. Isso piora quando a própria
      existência de entes sobrenaturais é posta em cheque e começa a ser questionada.
      As piramides, os OVNIS, as esferas da Costa rica podem não ter uma explicação científica satisfatória a respeito de como foram construídas, mas isso não significa que foram criadas por entidades divinas. Certamente por entidades inteligentes, nós.
      Senão poderíamos acreditar que tudo nao passa de testes em nossa vida que um Deus mesquinho e prepotente pois para testar nossa ignorante fé nele, assim como Odisseu foi testado por Poseidon ou Abraão por Jafé…
      Estamos pressupondo que há algo inteligente por trás de tudo quanto na verdade a unica certeza que temos é que o próprio acaso pode explicar algumas delas ou será que cada nuvem com formato de ursinho que vemos é uma manifestação divina? ou será que cada vaga que conseguimos para estacionar o carro no centro de São Paulo vale uma oração de agradecimento a Deus? sendo assim ateus deveriam ser punidos pela sua pachorra em ignorar a existência de deuses…

      • Estou de acordo com você, se você entendeu fui claro que Deus Infinito não poderia ter feito nada do que nos é perceptível, porque teria que necessariamente ser perfeito, acabado, estático etc. o que não é. O que não entendi é se você está concluindo não sendo obras de Deus, TERIAM QUE SER OBRAS DE UMA MERO ACASO, que teria aque ser tão milagroso como esse Deus. A primeira dúvida está clara, a segunda, não está, ou apenas está esquivando de adimtir que um “nada” pode fazer os mesmos “milagres” que você acha que Deus não pode!
        È claro que estou confrontando duas corrente idológicas igulamen te equivocadas, o seu texto é claramente evolucionista e sua resposta já me deixa dúvidas.

        arioba.

      • Não creio que sejam milagres. Uma lei natural por si só pode construir estruturas complexas, como a pirita, um cubo perfeito seguindo unicamente a lei da química. Uma vez que haja matéria as leis e constantes são estabelecidas.
        Uma vez que haja uma lei como a gravidade, imensos corpos celestes podem surgir no espaço.
        Alias, o espaço é o maior de todos os laboratórios onde a aleatoriedade faz experimentos gigantescos.
        O acaso explica melhor do que simplesmente reduzir a explicação a Deus, um ente mesquinho, sobrenatural que conspira a nosso favor para o bem e o Mal. O acaso não deve ser visto como Deus e mostra que não estamos sujeitos a atenção do deus caprichoso e sim navegando de acordo com a maré, sem rumo, apenas existindo com um mero respingo de consciência para perceber isso e não admitir, para isso criamos deuses!!! Porque deveria haver algo além daqui? Para sanar nossa sede de justiça e justificar a vinda a terra? Somos resultado de um espermatozoide sortudo, poderia ser qualquer outro, mas foi justamente aquele por algum teria de ser, do contrario não estaríamos aqui, estaria outro.

        Alias Arioba, obrigado pelos seus comentários. Quando da tempo eu me aprofundo!!!
        Abraço

      • …O fato de não sabermos os detalhes não valida outra linha de pensamento. O fato de haver complexidade não implica em evidencia para a existência de inteligencia suprema. Isto disse você nas primeiras frases. Porem, sem se importar com o resto eu diria: Quem não sabe os detalhes de alguma questão, é a pessoa menos indicada para invalidar outra linha de pensamento. Quanto o fato de haver complexidade numa questão, já implicou a evidência, sim, de algum tipo de inteligência envolvê-la. Larga de ser cretino também cara, e te cuida que a aposta de Pascal estará, queira tu ou não, a esperá-lo seu trouxa.

  2. Rossetti :
    Não creio que sejam milagres. Uma lei natural por si só pode construir estruturas complexas, como a pirita, um cubo perfeito seguindo unicamente a lei da química. Uma vez que haja matéria as leis e constantes são estabelecidas.
    Uma vez que haja uma lei como a gravidade, imensos corpos celestes podem surgir no espaço.
    Alias, o espaço é o maior de todos os laboratórios onde a aleatoriedade faz experimentos gigantescos.
    O acaso explica melhor do que simplesmente reduzir a explicação a Deus, um ente mesquinho, sobrenatural que conspira a nosso favor para o bem e o Mal. O acaso não deve ser visto como Deus e mostra que não estamos sujeitos a atenção do deus caprichoso e sim navegando de acordo com a maré, sem rumo, apenas existindo com um mero respingo de consciência para perceber isso e não admitir, para isso criamos deuses!!! Porque deveria haver algo além daqui? Para sanar nossa sede de justiça e justificar a vinda a terra? Somos resultado de um espermatozoide sortudo, poderia ser qualquer outro, mas foi justamente aquele por algum teria de ser, do contrario não estaríamos aqui, estaria outro.
    Alias Arioba, obrigado pelos seus comentários. Quando da tempo eu me aprofundo!!!
    Abraço

    A questão é de se especificar melhor o que entendemos por “natural”. Você inverte as coisas, PARTE DO PRINCÍPIO QUE A MATÉRIA OCORRE ANTES DAS LEIS, e aí está a complicação, onde aliás, CONFUNDE MATÉRIA COM ORGANISMOS. A pirita que se “oganiza” por acaso, é como o carro que você deixa morro abaixo sem freio puxado, ELE SE TORNA NATURALMENTE “VIVO”, SEM INTELIGÊNCIA ALGUMA, MAS ALGUÉM TEVE QUE ODEIXAR LÁ MORRO ABAIXO SEM FREIO, compreende? As leis têm “eixo e bordas”, dentro delas, HÁ O QUE PODEMOS ENTENDER COMO LIVRE ARBÍTRIO, funciona como se fosse “por acaso”, basta olhar em volta e extrapolar o que vemos para aquilo que não temos como ver!! O equívoco está em entender muito bem que a birita se forma a partir de uma lei, MAS A LEI É OBRA DE UM ACASO FORTUITO, OU DO NADA!!
    Os milagres decorrem de um “Deus cientista e engenheiro”, ou de um nada que pode fazer a mesma coisa SEM INTELIGÊNCIA ALGUMA, inclusive cirar leis!!
    arioba.

  3. Ariovaldo, nem sei como explicar, ou cansar-me-ia. Mas acho você um idiota. Ora, um verdadeiro ateu, seu cretino, jamais odiará quaisquer “deus”. É isto fá-lo, na verdade, não um idiota. Mas um cretino que serve-se da idiotice por desfaçatez.

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