NEW TO NATURE NO 71: POTAMOTRYGON TIGRINA (comentado)

The beautiful markings of the tiger ray have made the freshwater species popular with fishkeepers, but scientists still have a lot to learn about it.

The tiger ray; ‘nothing short of spectacular’. Photograph; Ash Bullard and Mark Sabaj Pérez.

The tiger ray is a beautifully coloured freshwater species found in Peru in the Nanay river, a moderately sized tributary of the Amazon. Although specimens of the tiger ray have been sold in the aquarium trade under this common name for at least 13 years, almost nothing is known about its biology.

The species was not given a scientific name until 2011, when Marcelo de Carvalho of the University of São Paulo and his co-authors Mark Sabaj Pérez of the Academy of Natural Sciences at Drexel University in Philadelphia and Nathan Lovejoy of the University of Toronto published their official description of it in the journal Zootaxa. To date, there are more rumours than facts about the species, including unconfirmed collections from the Putumayo river in Peru and specimens reaching a full metre in body width.

It is likely that many specimens showing up in the aquarium trade originate in the ornamental fish market in Iquitos. Fishkeepers report that the tiger ray is more difficult to maintain in captivity than other commonly kept ray species. Even though de Carvalho and his colleagues suspect the species may be widespread in the upper reaches of the Amazon drainage, so little is known about its population and reproductive habits that it is impossible to say what its status is in the wild. The photograph shows live colouration of the type specimen of P. tigrina when it was freshly captured.

The swirling tan-to-bright-yellow-or-orange irregular, curved and convoluted pattern against the brown-to-black dark background colour is nothing short of spectacular and the bands on the apical portion of the tail remove any doubts about the appropriateness of its common and scientific names. Although the species is distinct in a number of characters, the dorsal and tail-colour patterns are sufficient to distinguish it from all others in the genus.

The nearest relative of the tiger ray is P schroederi. This sister species was described in 1958 and is known to live in the Negro river in Brazil and the Orinoco of Venezuela and Colombia. Neotropical freshwater stingrays are represented by four genera and more than 20 species, but the authors are aware of other species new to science and expect that number to exceed 35 in the near future.

While the colour patterns of some species, including P. tigrina, are reliable for species identification purposes, colour varies so extensively in many other species that it can be misleading. The kind of thorough comparative morphology work by de Carvalho et al in this study is needed across the family Potamotrygonidae but this will require a great deal more fieldwork to assemble enough representation of variation to corroborate species boundaries.

Fonte: The Guardian

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Resenha do autor

New to Nature 71 indica a descoberta de mais uma espécie no mundo acadêmico. Esporadicamente são encontrados novos números no site The guardian. O caso acima mostra uma descoberta que envolve o Brasil.

A arraia-tigre é uma espécie de peixe condricte de água doce encontrado no rio Nanay no Peru. Este rio é um afluente do Amazonas e embora essa espécie esteja sendo amplamente vendida no comércio do aquarismo a pelo menos 13 anos quase nada se sabe sobre sua biologia e estado de conservação.

De fato, a espécie não tinha uma classificação biológica até 2011 quando Marcelo de Carvalho da Universidade de São Paulo co-autores da Academia de Ciências Naturais da Universidade de Drexel e de Toronto no Canadá publicaram a descrição oficial.

A espécie agora é chamada cientificamente de Potamotrygon tigrina. O parente mais próximo da arraia-tigre é P schroederi que foi descrita em 1958 e é conhecido por viver no rio Negro, aqui no Brasil, e no rio Orinoco da Venezuela e Colômbia.

Arraias de água doce neotropicais são representados por quatro gêneros e mais de 20 espécies. Áreas neotropicais geralmente apresentem uma maior diversidade do que outros locais, isso é visto principalmente na biologia de insetos, tanto que os autores estão cientes de que outras espécies novas de arraias podem surgir a qualquer momento e chegar até cerca de 35 espécies.

Os padrões de coloração de algumas espécies como a P. tigrina são confiáveis para fins de identificação de espécies, a cor varia tão extensivamente em muitas outras espécies que podem ser fundamentais para identificar espécies novas.

Muitas espécies somem sem que a ciência tenha conhecimento a respeito de sua zoologia e seu estado de conservação.

A Mata Atlântica tem somente 7% do seu território original preservado, os outros 93% foram devastados durante o processo de colonização do país.

Hoje vemos o nível de endemismo que existe nos fragmentos restantes de Mata Atlântica e não temos ideia de quantas espécies de aves, mamíferos, repteis, anfíbios e invertebrados devem ter sido extinto nesses quinhentos anos de Brasil.

Devido a fatores como a perda dos habitats naturais e as mudanças climáticas, milhares de espécies ainda não descobertas e podem entrar em extinção antes mesmo de serem catalogadas pelos cientistas.

Um estudo publicado por pesquisadores dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha na revista científica Proceedings of the Royal Society mostra que essa possibilidade é real.

Os cientistas estimaram que devem existir entre 5 e 50 milhões de espécies em todo o mundo, alguns arriscam que sejam até um bilhão de espécies. Menos de 2 milhões dessas espécies já foram descobertas até agora.

Se tomarmos o número de espécies ameaçadas que são conhecidas atualmente e somarmos aquelas que ainda estão por ser descobertas podemos estimar que entre 27% e 33% de todas as plantas estão sob ameaça de extinção e nem se quer temos conhecimento delas.

Esses números sobem devido a perda dos habitats e pode aumentar ainda mais se forem somados outros problemas, como as mudanças climáticas regionais ou até mesmo globais.

Assim, é possível que cerca de 86% das espécies da Terra ainda não foram completamente descritas. De acordo com o estudo How Many Species Are There on Earth and in the Ocean? do autor canadense Boris Worm o nosso planeta é o lar de 8,7 milhões de espécies, sem contar os números concretos de invertebrados e microrganismos.

Por exemplo, apenas 7% do número previsto de fungos que compreende também os cogumelos e leveduras foram descritos e menos de 10% das formas de vida nos oceanos foram identificadas.

Isso significa que os cientistas catalogaram menos de 15% das espécies vivas hoje e com a taxa de extinção atual significa que muitos organismos desconhecidos vão deixar de existir antes que possamos conhecer sua biologia ou estado de conservação.

O que foi descoberto até agora são aqueles animais que são fáceis de se encontrar e que são bem visíveis e relativamente grandes.

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Scritto da Rossetti

Palavra chave: NetNature, Rossetti, Conservação, Arraia, Espécies, Biodiversidade, Brasil, Peru.

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