TAPIRES EN UN LAGO VOLCÁNICO CATALÁN DEL PLEISTOCENO. (comentado)

El equipo de excavadores, junto al esqueleto. IPHES

Hace 3,1 millones de años, en lo que era un lago en el cráter de un volcán, un grupo de tapires murieron asfixiados cuando bebían de sus aguas. El tercer esqueleto fosilizado de uno de aquellos animales, del orden de los caballos, que hoy sólo existen en Asia y Centroamérica, acaba de ser encontrado en el yacimiento del Camp dels Ninots, em Caldes de Malavella (Gerona).

Un equipo del Instituto Catalán de Paleoecología Humana y Evolución Social (IPHES), ha descubierto sus huesos, todos situados en su sitio correcto, durante las excavaciones que desarrollan este mes de mayo en este campo, que reúne hasta el 70% del registro fósil mundial de esta especie.

“Es el tercer esqueleto de ‘Tapirus arvernensis’ que encontramos en un yacimiento que es excepcional. En Francia o Italia han encontrado fósiles sueltos, pero aquí los tenemos enteros y podemos reconstruir una fotografía instantánea del lugar“, asegura Bruno Gómez, investigador del IPHES que, junto a Gerard Campeny, codirige el proyecto desde hace nueve años.

En este tiempo, han averiguado que aquel lugar, hoy seco, en el pasado era un lago de unos 600 metros de diámetro formado en el cráter de un volcán (un maar) activo, por cuyo interior fluía el magma. Con el tiempo, se concentró dióxido de carbono (CO2) que, por causas que se desconocen, acabó saliendo a la superficie, matando a los animales que se acercaban a beber a sus orillas.

Entre ellos, los tapires. El último excavado, que se cree que era una hembra adulta, medía 1,80 metros de largo, 1,30 metros de altura y debía pesar unos 250 kilos. Anteriormente, ya se había encontrado a poca distancia otro ejemplar adulto y uno más joven.

Por entonces, hace 3,1 millones de años, estos tapires eran abundantes en el Mediterráneo. El clima era subtropical, muy lluvioso, como ahora en Centroamérica o algunas zonas de Asia.

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Un bosque de laurisilva

Cuando los animales murieron, cayeron al agua y enseguida fueron cubiertos por sedimento, lo que lo permitió que se conservaran en condiciones excepcionales. Los investigadores han identificado la existencia de chopos, sauces, nogales, encinas y bosques de laurisilva, como ahora en La Gomera o en China actualmente. Los tapires comían hojas, raíces, tubérculos y frutos durante todo el año.

El lago, con su frondosa vegetación, les proporcionaba, además, un refugio en el que se ocultaban de grandes carnívoros.

Hace unos 2,5 millones de años, cuando cambio el clima, los tapires, que existen desde hace 50 millones de años, desaparecieron en Europa, coincidiendo con el momento en el que la especie humana comenzaba a evolucionar en África, en los comienzos del Pleistoceno.

“Son animales muy sensibles a los cambios climáticos y por ello se extinguieron en este continente con el enfriamiento de las temperaturas, pero permanecieron en Asia, que es donde pensamos existe aún la misma rama de esta especie de Gerona“, argumenta Gómez. Por ello, en la representación que hacen de su pelaje se lo representan negro y con una franja blanca, como el ‘Tapirus indicus’.

Además de los esqueletos de tapires, el equipo del IPHES ha encontrado en el mismo nivel restos de tres bóvidos, un rinoceronte, un cérvido y numerosas tortugas, ranas y peces.

En niveles más recientes, del Pleistoceno superior, había una gran cantidad de utensilios de piedra pertenecientes a las últimas sociedades de cazadores y recolectores, de hace unos 20.000 años.

Fonte: El Mundo

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Resenha do autor

Para entender exatamente a evolução das antas, é preciso voltar no ancestral comum que deu origem a elas.

As antas são parentes muito próximas dos cavalos e dos rinocerontes. Como veremos adiante, tanto o grupo dos rinocerontes (Ceratomorpha) quando o grupo das antas (Tapiroidea) compartilham a mesma classificação taxonômica, de acordo com sua proximidade evolutiva.

Ambos os grupos estão contidos dentro de uma classificação chamada de tapiromorpha. Isso porque apresentam um ancestral comum e compartilham características evolutivas.

Todos esses animais são denominados Perissodactylus. Isto quer dizer que ele contém um número impar de dedos em seus membros. Diferente dos artiodactylos que dispõem números pares. Não que não sejam animais que tem cindo dedos, mas que durante seu desenvolvimento embrionário seus dedos se fundiram. Cavalos pré-históricos tinham cinco dedos, conforme frequentemente é visto no registro fóssil.

Todos estes grupos descendem de um perissodátilo que já estava espalhado em todo o globo terrestre desde o Cretáceo, a aproximadamente 73 milhões de anos.

Eles se diversificaram rapidamente na América do Norte. A fauna de ungulados do Eoceno foi dominada por perissodátilos, com treze famílias diferentes evoluindo e se espalhando por todo o mundo. Incluíam os maiores mamíferos terrestres que já existiu, como por exemplo o Indricotherium ceratomorph com mais de 5 metros de altura e 20 toneladas.

A diversidade de perissodátilos tem diminuído continuamente desde o Oligoceno em simultâneo com o aumento dos artiodáctilos.

Apenas três grupos perissodátilos  sobreviveram ao Pleistoceno, e apenas 16 espécies de 6 gêneros sobreviveram até os dias atuais. Uma espécie de cavalo denominada Equus quagga quagga foi extinta em 1883 devido à caça e  perda excessiva de habitat, nada diferente do que acontece com as antas da Malásia como veremos. Perissodátilos modernos são o último resquício de toda uma ordem que por algumas razões excepcionais sobreviveram a eventos de extinção. Grande parte desses animais são encontrados em números relativamente baixos no mundo atual.

Os perissodátilos vivos são agrupados em três famílias; equídeos, Rhinocerotidae e Tapiradae.  No entanto, eles estão unidos por várias características comuns. Por exemplo, o padrão de cúspide dos dentes entre eles é muito semelhante. A dentição varia, principalmente na altura da coroa dentaria,  sendo alta em herbívoros eqüídeos e algumas espécies de rinoceronte e baixa em antas e na maioria dos rinocerontes.

Os dedos na pata traseira são reduzidos a três ou por vezes apenas um. Os membros anteriores tem um, três ou quatro dedos. Em todos eles o plano de simetria do pé passa através do terceiro dedo. Além disso, o osso astrágalo que esta presente no tornozelo de todos os mamíferos são excepcionalmente característicos nos membros dos perissodátilos. Isso ajuda muito na identificação de fósseis do grupo.

As antas são representadas por um único gênero e quatro espécies. Tapirus terrestris e Tapirus bairdii com80 cromossomos, Tapirus pinchaque com 76 cromossomose Tapirus indicus com 52 cromossomos.

Seus registros fósseis não são tão bons quanto a da maioria dos outros perissodátilos, mas os fósseis são abundantes o suficiente para documentar a sua ancestralidade com um bom grau de precisão.

As antas são os animais que mais se semelham ao ancestral perissodátilo. Alguns autores consideram-nas quase como fósseis vivos devido as poucas mudanças que ocorreu em relação ao ancestral.

Todas as antas, sejam vivas ou fossilizadas, tem quatro dedos nas patas dianteiras, de três dedos patas traseiras e têm baixas coroas nos dentes.

As formas modernas têm apenas dois pré-molares em cada mandíbula. As tendências evolutivas mais notáveis foram o desenvolvimento de uma tromba curta e um aumento em tamanho. Nada muito diferente dos tapires mais antigos do Mioceno ou Eoceno e até com os primeiros perissodátilos.

Os primeiros seres que se assemelham aos tapirideos pertencem ao gênero e Homogalax (Família Isectolophidae) e Heptodon (Família Helaletidae). Eles são encontrados no Eoceno. Não são tão diferentes dos primeiros cavalos Hyracotherium, principalmente os Homogalax.

Ambos os gêneros eram de dimensões pequenas, bem como os Hiracotérios, e foram também semelhantes a um gênero tapiróideo chamado Hyrachyus (Família Helaletidae).

Hyrachyus difere do Heptodon apenas por ser ligeiramente maior e em ter dentes mais elevados com cristas no terceiro molar.

Esse é um ponto importante na evolução dos perissodátilos já que a maioria dos especialistas vem o Hyrachyus como ancestral de um grupo de rhinocerotodea primitivos.

Algumas vezes o Hyrachyus foi classificado como um rinoceronte, mas novas análises anatômicas e moleculares indicam que eles se assemelham mais com o grupo das antas.

Os Tapiridae são derivados da familia Helaletidae a partir do gênero Colodon que apareceu pela primeira vez para o Eoceno ou Oligoceno superior da Ásia e América do Norte.  É a família que forma o clado ancestral comum mais recente de Protapirus e portanto dos tapirus.

A evolução dos tapiróidea a partir dos Heptodon passando pelo Helaletes, Colodon, Protapiturus até o grupo Tapirus ocorreu em um período de 30 milhões de anos.

As principais mudanças que ocorreram foi o aumento das dimensões corporais, o aumento e deslocamento da incisura nasal posterior do animal com um encurtamento nasal, redução de caninos, a perda do primeiro pré-molar inferior e os seguintes pré- atuarem como molares.

O grupo dos Colodon no Eoceno médio já tinha características que foram compartilhadas até o grupo dos Tapirus, ou seja, das antas modernas. Embora também tenha dado origem a outra linhagem de antas que não tem ligação com as antas modernas, é o caso dos plesiocolopirus.

A probóscide preênsil surge no grupo dos Helaletideos um grupo parafilético, ou seja, um grupo que descende de um ancestral comum em que estão incluídos vários descendentes. A probóscide preênsil moderna surge com a retração da fossa nasal ocorrida no grupo dos Protapirus e Miotapirus.

As verdadeiras antas, da família Tapiridae, são encontradas no início do Oligoceno, sendo derivadas diretas de seus ancestrais, os Heptodon. E aqui compreenderemos os passos evolutivos tomados por este grupo.

Protapirus que existiu no começo do Oligoceno tem o crânio com cerca da metade do tamanho do crânio dos maiores antas modernas. Sua dentição não é tão especializada como em antas modernas. Ele animal pode ter desenvolvido uma tromba pouco pronunciada como evidenciado pelas análises anatômicas do crânio que mostrou uma retração dos ossos nasais.

A Miotapirus que viveu no Mioceno é descendente direta de Protapirus e é o ancestral direto também das antas modernas. Foi um pouco menor do que as atuais, mas teve suas projeções nasais fortemente retraídas indicando a presença da probóscide. Neste ponto surge a tromba preênsil que esta presente até os membros modernos.

A Miotapirus harrisonensis  viveu a cerca de 20 milhões de anos atrás na América do Norte. Elas são muito semelhantes aos seus descendentes modernos, mediam cerca de 2 metros etambém tinham hábitos noturnos.

Entre a Miotapirus e os Tapirus modernos surgiram grupos paralelos como os Paratapirus, Nexuotapirus e a Megatapirus.

Poucos são os fósseis de Paratapirus e Nexuotapirus. Eles evidenciam linhagens paralelas que viveram no Plioceno e foram extintas sem ter relacionamento com a linhagem das antas modernas.

As Megatapirus são descendentes das antas Miotapirus e correspondem ao grupo de antas que viveu na Megafauna Plestocênica. Elas também deram origem ao gênero tapirus.

De fato, no Pleistoceno não ocorreu somente as Megatapirus, mas uma série de grupos que foram extintos após o fim do período.

A Megatapirus augustus é uma anta extinta que viveu no sul da China e do Vietnã até cerca de 4 mil anos atrás. Era maior do que antas modernas, e pesava cerca de 500 kg.

Pertencendo também a Megafauna, porém com dimensões menores, existiram diversos outros grupos de tapirideos. Como por exemplo a anta apresentada no texto, Tapirus arvernensis com cerca de 3 milhões de anos.

Houve também as Tapirus veroensis e Tapirus copei que foram extintas a cerca de 11 mil anos na entrada do Holoceno. Assim como elas, as antas da Califórnia foram extintas no final do Pleistoceno.

Os dois grupos norte-americano (Tapirus californicus e Tapirus merriami) foram extintos há aproximadamente 15 e 13 mil anos.

Tapirus arvernensis

Durante treze milhões existiam antas norte-americana vivendo inclusive no Canadá, que era uma zona temperada e nos Estados unidos.

Durante o Pleistoceno, quatro espécies de antas viveram no norte da América. As antas da Califórnia, a Verensis e a da Geórgia cuja espécie era Tapirus Copei e merriami.

O peso das Tapirus californicus era de aproximadamente 225 kg e tinham cerca de um metro e meio. Estudos do crânio mostraram que a Tapirus californicus sofreu um encurtamento dos ossos nasais. Isso permitiu a fixação dos músculos e ligamentos fortes durante a formação da tromba preênsil.

Sua dieta era herbívora, comiam arbustos, folhas, plantas aquáticas, frutas e sementes. Ela certamente foi presa de predadores como o smilodon (um tipo de tigre dente de sabre), leões-americanos e possivelmente de paleoíndios.

A Tapirus merriami viveu ao mesmo tempo que a califórnica e era a maior de  todas as antas da América do norte.

Atualmente existem 4 espécies de antas no mundo; Tapirus terrestris que ocorre no Brasil juntamente com a Tapirus pinchaque, a Tapirus bairdii na América central, e Tapirus indicus que ocorre na Indonésia, Sumatra Laos, Malásia, Myanmar, Tailândia e Vietnã e é conhecida como anta-da-Malásia. Seu estado de conservação é considerado “vulnerável” já que sua principal ameaça vem do desmatamento para expansão da agricultura e o ataque de leopardos e tigres.

A anta-da-Malásia esta isolada geograficamente do resto de seu gênero e tem um número de cromossomos menor que as outras espécies. Isso ocorre justamente pelo isolamento geográfico. Mesmo assim foram encontradas diversas homologias evolutivas com as três espécies americanas.

Um exame cariotípico mostrou que a anta-da-Malásia tem pelo menos 13 cromossomos comuns com a anta  brasileira e 15 cromossomos em comum com as Tapirus pichaque e bairdii.

Além disto, muitas características genéticas foram encontrados somente em antas americanas e não são encontradas no animal asiático.

Análises da banda-G (técnica de análise comparativa por histocompatibilidade) têm revelado que as antas-da-malásia, T. bairdii e brasileiras têm cromossomas X idênticos, enquanto que as antas Tapirus pinchaque estão separados por uma variação de adição ou deleção genética denominada heterocromática.

A baixa variabilidade genética nas populações hoje é o maior problema que esses animais tem passado. São problemas de afunilamento genético que levaram muitas espécies em extinção. Mesmo nos zoológicos, a diversidade genética desses animais é bastante limitada. Atualmente, todas as antas Tapirus pichaque são descendentes de apenas de um casal.

Apesar da bem compreendida evolução desses animais pouca é a diversidade de perissodactylus no mundo, em especial as antas que vêm sofrendo grande impacto da variabilidade genética, e os rinocerontes que também tem sido extintos em lugares como Sumatra.

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Scritto da Rossetti

Palavra chave: NetNature, Rossetti, Perissodactyla, Antas, Equinos, Cavalos, Rinoceronte, Homogalax, Isectolophidae, Heptodon, Helaletidae,  Hyracotherium, Hyrachyus, Colodon, Protapiturus, Miotapirus, Megatapirus, Paratapirus, Tapirus, Brasil, China, Indonésia, Evolução, Fósseis.

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Referências

* Order Perissodactyla. Odd-toed ungulates. Discovery the ungulates of the world.
* Palmer, D., ed. (1999). The Marshall Illustrated Encyclopedia of Dinosaurs and Prehistoric Animals. London: Marshall Editions. p. 261. ISBN 1-84028-152-9.
* James S. Monroe . Basic Created Kinds and the Fossil Record of Perissodactyls. National Center for Science Education. 1985.
* San Diego Zoo: California Tapir, Tapirus californicus, 2009
* Jefferson, George T. Contributions in Science: Late Cenozoic Tapirs (Mammalia: Perissodactyla) of Western North America
*  Houck, M.L., S.C. Kingswood, A.T. Kumamoto. “Comparative cytogenetics of tapirs, genus Tapirus (Perissodactyla, Tapiridae). Cytogenetics and Cell Genetics 2000; 89: 110-115 doi:10.1159/000015587
* ^ Mountain Tapir Conservation at the Cheyenne Mountain Zoo
* Celestino Holanda, Elizete. Os Tapiridae (Mammalia, Perissodactyla) do Pleistoceno Superior do Estado de Rondônia, Brasil. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre 2007.

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