SOUTH KOREA SURRENDERS TO CREATIONIST DEMANDS (comentado)

A campaign has succeeded in its aims to remove references to evolution, including the avian ancestor Archaeopteryx, from high-school textbooks.

 

Image; Klaus Honal,Naturfoto Honal,CORBIS

Mention creationism, and many scientists think of the United States, where efforts to limit the teaching of evolution have made headway in a couple of states. But the successes are modest compared with those in South Korea, where the anti-evolution sentiment seems to be winning its battle with mainstream science.

A petition to remove references to evolution from high-school textbooks claimed victory last month after the Ministry of Education, Science and Technology (MEST) revealed that many of the publishers would produce revised editions that exclude examples of the evolution of the horse or of avian ancestor Archaeopteryx. The move has alarmed biologists, who say that they were not consulted. “The ministry just sent the petition out to the publishing companies and let them judge,” says Dayk Jang, an evolutionary scientist at Seoul National University.

The campaign was led by the Society for Textbook Revise (STR), which aims to delete the “error” of evolution from textbooks to “correct” students’ views of the world, according to the society’s website. The society says that its members include professors of biology and high-school science teachers.

The STR is also campaigning to remove content about “the evolution of humans” and “the adaptation of finch beaks based on habitat and mode of sustenance”, a reference to one of the most famous observations in Charles Darwin’s On the Origin of Species. To back its campaign, the group highlights recent discoveries that Archaeopteryx is one of many feathered dinosaurs, and not necessarily an ancestor of all birds2. Exploiting such debates over the lineage of species “is a typical strategy of creation scientists to attack the teaching of evolution itself”, says Joonghwan Jeon, an evolutionary psychologist at Kyung Hee University in Yongin.

The STR is an independent offshoot of the Korea Association for Creation Research (KACR), according to KACR spokesman Jungyeol Han. Thanks in part to the KACR’s efforts, creation science — which seeks to provide evidence in support of the creation myth described in the Book of Genesis — has had a growing influence in South Korea, although the STR itself has distanced itself from such doctrines. In early 2008, the KACR scored a hit with a successful exhibition at Seoul Land, one of the country’s leading amusement parks. According to the group, the exhibition attracted more than 116,000 visitors in three months, and the park is now in talks to create a year-long exhibition.

Even the nation’s leading science institute — the Korea Advanced Institute of Science and Technology — has a creation science display on campus. “The exhibition was set up by scientists who believed in creation science back in 1993,” says Gab-duk Jang, a pastor of the campus church. The institute also has a thriving Research Association for Creation Science, run by professors and students, he adds.

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Antipathy to evolution
In a 2009 survey conducted for the South Korean documentary The Era of God and Darwin, almost one-third of the respondents didn’t believe in evolution. Of those, 41% said that there was insufficient scientific evidence to support it; 39% said that it contradicted their religious beliefs; and 17% did not understand the theory. The numbers approach those in the United States, where a survey by the research firm Gallup has shown that around 40% of Americans do not believe that humans evolved from less advanced forms of life.

The roots of the South Korean antipathy to evolution are unclear, although Jeon suggests that they are partly “due to strong Christianity in the country”. About half of South Korea’s citizens practice a religion, mostly split between Christianity and Buddhism.

However, a survey of trainee teachers in the country concluded that religious belief was not a strong determinant of their acceptance of evolution3. It also found that 40% of biology teachers agreed with the statement that “much of the scientific community doubts if evolution occurs”; and half disagreed that “modern humans are the product of evolutionary processes”.

Until now, says Dayk Jang, the scientific community has done little to combat the anti-evolution sentiment. “The biggest problem is that there are only 5–10 evolutionary scientists in the country who teach the theory of evolution in undergraduate and graduate schools,” he says. Having seen the fierce debates over evolution in the United States, he adds, some scientists also worry that engaging with creationists might give creationist views more credibility among the public.

Silence is not the answer, says Dayk Jang. He is now organizing a group of experts, including evolutionary scientists and theologians who believe in evolution, to counter the SRT’s campaign by working to improve the teaching of evolution in the classroom, and in broader public life.

Fonte: Scientific American

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Resenha do autor

Além dos EUA, que já representam grandes esforços para limitar o ensino da evolução nas escolas públicas a Coréia do Sul adotou a mesma postura.

Os criacionistas escreveram uma petição para remover referências ao evolução do ensino médio livros didáticos.

O movimento tem alarmado os poucos biólogos evolucionistas do país já que eles não foram consultados a respeito da modificação. A campanha foi liderada pela Society for Textbook Revise e é formada por professores de ensino médio de biologia e professores de ciências. Ela foi obrigada a retirar conteúdos evolutivos que tratavam da evolução das aves, as descobertas dos tentilhões de Darwin e até a evolução humana.

A sociedade e os membros alegam que o caso do Archaeopteryx não passa de dinossauros com penas e não tem relação alguma com as aves.

É evidente que essa é uma justificativa falsa. As evidencias apontam para a evolução das aves a partir dos Archaeopteryx, inclusive com descobertas recentes (veja em MODERN BIRDS ARE REALLY BABY DINOSAURS) e contam com mais de 25 fósseis que traçam o perfil evolutivo dos dinossauros as aves.

Esses debates sobre a linhagem das espécies é uma estratégia típica de criacionistas para atacar o ensino da evolução em si. Ele funciona essencialmente descontextualizando as descobertas científicas afim de desmoralizar o biólogo para simplesmente implantar conceitos deístas.

A Society for Textbook Revise é também um ramo que esta envolvido na pesquisa da criação descrita no livro do Gênesis uma vez que o cristianismo tem crescido muito no país.

No início de 2008 a sociedade fez uma exposição dedicada a cientistas que acreditavam na volta ciência da criação pré-iluminista e conta com uma associação de pesquisa da criação dirigida para professores e alunos.

Uma pesquisa de 2009 feita no país demonstrou que quase um terço dos entrevistados não acreditavam na evolução.

Destes, 41% disseram que não havia provas suficientes para sustentá-la científica e 39% disseram que contradizem suas crenças religiosas. Cerca de 17% dos entrevistados não entendiam a teoria.

As razões para esse ceticismo evolutivo da Coréia do Sul ainda não estão bem clara embora pareça estar ligado a concepção fundamentalista cristã.

Metade dos cidadãos da Coréia do Sul seguem o cristianismo e o budismo. Porque o cristianismo é o suspeito de estar relacionado a essa eliminação do evolucionismo?

Ora, alguns segmentos do budismo concordam plenamente com concepção de que o universo foi criado pelo Big Bang e que as espécies evoluem. Embora o caso da Coréia possa não ser esse caso é sabido que até mesmo aqui em São Paulo há linhagens tolerantes de budismo que fazem trabalhos sociais interessantíssimos e que adotam a concepção cientifica a respeito dos fenômenos naturais. Esse exemplo é dado pela comunidade internacional Soka Gakkai (sociedade para criação de valores) ou o Nitirem Daishonin que tem essa concepção revolucionária e tolerante.

Diferentemente do posicionamento protestante que é mais enfático em negar a evolução.

O mais interessante é que cerca de 40% dos professores de biologia declararam que concordariam com a evolução se a comunidade científica mostrasse mais evidencias que pudessem comprovar que evolução das espécies ocorre.

O problema da Coréia é que a comunidade científica não se pronuncia a respeito justamente pelo baixo número de cientistas evolucionistas no país que ensinam a teoria da evolução nas escolas de graduação e pós-graduação. Isso fica evidente até mesmo nas visitações do presente site que desde sua criação tem recebido poucas visitas da Coréia do Sul. Há países muçulmanos que tem maior número de visitantes no presente site do que a Coréia.

O problema é educacional embora ela conte com um Índice de Desenvolvimento Humano muito elevado (0,897) com o 15º maior do mundo e particularmente no setor educacional, onde é classificado como o primeiro do continente asiático e o sétimo do mundo. Segundo o Índice Global de Inovação, é considerado como o país mais inovador do mundo, mas tem sua base cientifica evolucionista afetada pela falta de profissionais.

Dayk Jang que é um os representantes do evolucionismo na Coréia está organizando um grupo de especialistas, cientistas e teólogos e evolucionistas para rebater as alegações da sociedade e melhorar o ensino da evolução em sala de aula e na vida pública.

Grande parte dessa discussão e deste marketing criacionista tem um grande valor científico, evolucionista positivo. Isso porque quando se chama atenção para esses assuntos existe uma mobilização muito grande em relação aos evolucionistas e suas idéias são propagadas. É o caso da fundação do museu americano criacionista Answers in Genesis já discutido em (MEU AGRADECIMENTO AOS CRIACIONISTAS)

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Scritto da Rossetti

Palavra chave: NetNature, Rossetti, Criacionismo, Coréia do Sul, Educação, Cristianismo, Budismo, Archaeopteryx, Evolução humana, Darwin.

One thought on “SOUTH KOREA SURRENDERS TO CREATIONIST DEMANDS (comentado)

  1. Continuo sem poder votar na enquete, porque não concordo com nenhuma das citações.

    A questão do ensinso a respeito do evolucionismo e criacionismo, AMBOS MERAS CRENÇAS COMO DOUTRINAS, a questão seria simplesmente definir o que se entende por “evolucionismo científico”,
    SE ISOLARIA NA ÁRVORE DA VIDA, EXATAMENTE COMO A TABELA PERIÓDICA, como “teoria científica”, e como “evolucionismo doutrinário”, que é a tal “seleção natural” que existe tanto quanto Deus estando aqui na Terra fazendo bonecos e soprando Vida. Pura imaginação que se tranforma em crença.

    Nas Universisdades seria “explicada” a evolução reral das espécies similar à “evolução geral dos elementos”, QUE NINGUÉM DISCORDA, NEM O BISPO INGLÊS QUE DISCUTIU COM O ATEU DAWKINS, e na questão estécíficas de “crenças”, cada um fica com a sua. Aliás, se se ensinasse nas escolas que CIÊNCIA, RELIGIÃO E ARTES SÃO CONHECIMENTOS EM CAMPOS DIFERENTES, e não como cânones ou estatutos de “partidos, igrejas, opiniões, palpites etc.”, não haveria essa discussão inútil e supérflua.

    A discussão surge quando se colocam interesses domgáticos de um lado, com interesses dogmáticos de outro, e DOIS BICUDOS NÃO SE BEIJAM.

    arioba.

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