MANIFESTO DA SBG SOBRE CIÊNCIA E CRIACIONISMO. (comentado)

Sociedade Brasileira de Genética (SBG) vem a público comunicar que não existe qualquer respaldo científico para ideias criacionistas que vêm sendo divulgadas em escolas, universidades e meios de comunicação. O objetivo deste comunicado é esclarecer a sociedade brasileira e evitar prejuízos no médio e longo prazo ao ensino científico e à formação dos jovens no país.

A Ciência contemporânea é a principal responsável por todo o desenvolvimento tecnológico e grande parte da revolução cultural que vive a sociedade mundial. A Biologia do século XXI começou a se fundamentar como uma Ciência experimental bem estabelecida com a publicação das primeiras ideias sobre Evolução Biológica por Charles Darwin e Alfred Wallace, em meados do século XIX. Esta Teoria científica unifica todo o conhecimento biológico atual em suas várias disciplinas das áreas da saúde, ambiente, biotecnologia, etc. Além disso, a Teoria Evolutiva explica, com muitas evidências e dados experimentais, a origem e riqueza da biodiversidade, incluindo as espécies existentes e extintas, de nosso planeta.

Como as Teorias de outras áreas da Ciência, como Física (Gravitação, Relatividade, etc) e Química (Modelo Atômico, Princípio da Incerteza, etc), a Evolução Biológica está fundamentada no método científico, investigando fenômenos que podem ser medidos e testados experimentalmente. O processo científico é contínuo, incorporando constantemente as novas descobertas e aprofundando o conhecimento humano sobre os seres vivos, a Terra e o Universo. É isso que temos visto acontecer com o estudo da Evolução Biológica nos últimos 150 anos, período no qual uma enorme quantidade de dados confirmou e aprimorou a proposta original de Darwin e Wallace.  No entanto, as perguntas e as causas sobrenaturais não fazem parte do questionamento hipotético e nem das explicações em todas as Ciências experimentais modernas. Por exemplo, a pergunta “Deus existe?” pode ser discutida por filósofos e cientistas (como pessoas com diferentes crenças, opiniões e ideologias), mas não pode ser abordada e respondida pela Ciência.

Frequentemente são divulgados fenômenos que não podem ser explicados por uma Ciência devido a limitações do conhecimento no século XXI, tal como a gravidade no nível atômico, algumas propriedades da molécula da água ou a evolução das primeiras formas de vida há mais de 3,5 bilhões de anos. Para temas como estes, algumas pessoas argumentam com variantes de uma clássica falácia: “se a Ciência não explica, é porque a causa é sobrenatural”. Este argumento é utilizado por inúmeros criacionistas, incluindo os adeptos da Terra Nova, da Terra Antiga e da crença do Design Inteligente. Curiosamente, algumas dessas versões criacionistas se apresentam ao grande público como produto de “estudos científicos avançados”, como se fossem parte da atividade discutida em congressos científicos em diversos países, no Brasil inclusive. Nessas versões, a Teoria Evolutiva é deturpada, como se pouco ou nenhum trabalho científico tivesse sido efetuado desde sua proposta há mais de 150 anos, demonstrando um total desconhecimento dos milhares de resultados e evidências que consolidam essa Teoria. Alguns raros criacionistas são cientistas produtivos em suas áreas específicas de atuação, que não envolvem pesquisas na área da Evolução Biológica. Mas quando abordam o criacionismo, falam de sua crença particular e não das pesquisas que estudam e publicam. Como perguntas e explicações criacionistas não podem ser testadas pelo método científico, estes pesquisadores estão apenas emitindo uma opinião pessoal e subjetiva, motivada geralmente por uma crença religiosa.

Com o objetivo de informar à sociedade, inúmeros cientistas, filósofos e educadores da área biológica têm apresentado várias críticas substantivas às diferentes versões criacionistas, demonstrando seus alicerces na crença e não no questionamento científico, erros elementares e significativas falhas conceituais em sua formulação, a falta de evidências, assim como deturpações dos fatos e métodos científicos. Essas críticas têm sido divulgadas no Brasil e em vários países, sendo que algumas podem ser lidas nos sites da internet indicados abaixo. Reconhecendo que a divulgação destas ideias criacionistas representa uma deterioração na qualidade do ensino de Ciências, a Sociedade Brasileira de Genética (SBG) vem aqui ratificar que a Evolução Biológica por Seleção Natural é imensamente respaldada pelas evidências e experimentações nas áreas de Genética, Biologia Celular, Bioquímica, Genômica, etc. Além disto, reiteramos que, como qualquer outra Teoria científica, a Evolução Biológica tem sido remodelada com a incorporação de várias novas evidências (incluindo da área de Genética), tornando suas hipóteses e explicações mais complexas e robustas a cada ano, desde a primeira publicação de Charles Darwin em 1859.

Esta manifestação da SBG visa comunicar de forma muito clara à Sociedade Brasileira que não existe qualquer respaldo científico para ideias criacionistas (incluindo o Design Inteligente) que têm sido divulgadas em algumas escolas, universidades e meios de comunicação. Entendemos que explicações baseadas na fé e crença religiosa, e no sobrenatural podem ser interessantes e reconfortantes para muitas pessoas, mas não fazem parte do conteúdo da pesquisa ou de disciplinas científicas nas áreas de Biologia, Química, Física etc. Ao lado do respeito à liberdade de crença religiosa, deve ser também observado o respeito à Ciência que tem enfrentado todo tipo de obscurantismo político e religioso, de modo similar às situações vividas por Galileu Galilei e o próprio Charles Darwin. Mesmo com toda a limitação do método científico e dos recursos tecnológicos em cada época, a Ciência alargou o conhecimento humano e o entendimento científico dos mais diversos fenômenos. A SBG reitera os princípios que vem defendendo ao longo de seus 58 anos de existência e reafirma que o ensino da Ciência, em todos os níveis, deve se dedicar à sua finalidade precípua, em respeito ao ditame constitucional da qualidade da educação, sem deixar-se perverter pela pseudociência e pelo obscurantismo político ou religioso.

Alguns criacionistas também utilizam o argumento de que a Ciência brasileira é retrógrada (ou “tupiniquim”, como a chamam), afirmando que o criacionismo é “aceito” no exterior, mas a Ciência é unânime em todos os países sobre este assunto, o que pode ser verificado no final deste documento em vários textos parecidos com este, sancionados por organizações científicas e educacionais de várias partes do mundo.
Concluímos que, embora o criacionismo possa ser abordado como explicações não científicas em disciplinas de religião e de teologia, estas versões criacionistas não podem fazer parte do conteúdo ministrado por disciplinas científicas. Entendemos que o ensino científico de boa qualidade no Brasil e em outros países depende da compreensão da metodologia científica, de suas potencialidades e de suas limitações, além da discussão de evidências e dados experimentais. No entanto, interpretações e ideias pseudocientíficas (criacionismo, astrologia etc) prejudicam seriamente o Ensino Científico de qualidade e o desenvolvimento do país.

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Documentos oficiais divulgados por organizações científicas e educativas.

Resolução da Associação Americana para o Avanço das Ciências (AAAS – EUA)
www.aaas.org/news/releases/2002/1106id2.shtml
Texto oficial da National Academies dos EUA que congrega a Academia Nacional de Ciências (NAS), Academia Nacional dos Engenheiros, Instituto de Medicina e Conselho Nacional de Pesquisas 
http://nationalacademies.org/evolution/IntelligentDesign.html
Centro Nacional para Educação Científica (NCSE – EUA)
http://ncse.com/creationism
Academia Australiana de Ciências (Austrália)
http://www.science.org.au/policy/creation.html
Conselho de Ciências do Reino Unido
http://www.sciencecouncil.org/content/scientific-opinion-creationism-and-intelligent-design
Centro Britânico para Educação Científica (Reino Unido) – destacando a estratégia criacionista na imprensa e escolas, tentando deturpar o ensino científico
http://www.bcseweb.org.uk
Sociedade Internacional sobre Ciência e Religião (Reino Unido) 
http://www.issr.org.uk/issr-statements/the-concept-of-intelligent-design
Ensinando Ciência – artigo da UNESCO sobre importância dos princípios e conceitos científicos na educação
http://www.ibe.unesco.org/fileadmin/user_upload/Publications/Educational_Practices/EdPractices_17po.pdf

Fonte: Sociedade Brasileira de Genética

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Resenha do autor

O criacionismo não de comporta como ciência pelo simples fato de que sua abordagem não permite usar a metodologia científica para provar que existe um Deus criador de tudo como é descrito em Gêneses. Argumentam que criacionismo e defensores do designer inteligente são teorias distintas mas que na pratica vemos que são a mesma proposta pseudo-científica.

O que se faz é uma reinterpretação forçada e individual das evidencias científicas para que elas de alguma forma sustentem como um fato o que esta descrito em Gêneses. Ora, distorceu-se as interpretações dos fosseis e até mesmo suas datações para que se encaixem nas interpretações bíblicas. Criou-se um discurso de direita usado como lobby para promoção de certas ideologias políticas nos EUA, e ainda sim insistem e dizer que criacionismo se comporta como ciência.

Essa alegação da Sociedade Brasileira de Genética deixa claro que não se aceita qualquer tipo de explicação mística para os fenômenos descritos e estudados na ciência denominada genética. Essa manifestação da SBG deixou o mundo dos criacionistas alvoroçado ao explicitar que abandona qualquer tipo de obscurantismo na produção de ciência.

Muitos criacionistas se queixaram dessa manifestação e usaram argumentos simplistas para se defender. Descreveram fenômenos já descritos pela genética e pela biologia como a constatação da macroevolução (veja aqui) ou até mesmo a argumentação de que o código genético necessita realmente de um codificador inteligente.

Diversas teorias em diferentes campos como as de Carl Woese e da bioinformática mostram como o código genético pode ter evoluído sem a necessidade de uma entidade sobrenatural.

O que os geneticistas expressam não é que não se deva abandonar o ceticismo em relação a evolução. Mas que ele seja feito no ambiente acadêmico; universidades, escolas e debates, e que dentro da genética, como ciência, não há espaço para explicações místicas. É necessário saber separar laranjas de maças ao contar os elementos que compõem uma salada de fruta.

Desta forma a genética tem progredido e auxiliado a própria biologia evolutiva. Ambast tem dado respaldo a diversas outras ciências, seja na medicina, na psicologia ou até mesmo nos estudos agrários (veja aqui).

Estudos sobre a origem do código genético e a origem da hereditariedade tem sido testados tanto na bioinformática quanto nos diversos estudos laboratoriais que buscam compreender quais as possíveis composições químicas da vida, como ela surgiu e evoluiu. Estudos como este tem respaldo muito grande na genética como ciência embora os passos da origem da vida e da hereditariedade ainda estejam muito longe de serem descobertos.

O fato de ainda não ser explicado cientificamente não significa necessariamente que não haja uma explicação natural para a origem da vida. O fato é que há diversas teorias que vem sendo estudadas da forma mais ampla a respeito da origem da vida e da hereditariedade.

É fundamental deixar claro que a biologia evolutiva é de fato comparável com o estudo científico da gravidade ou da água, pois em todos os casos são observáveis. Os geneticistas tem plena noção de como as variações genéticas se comportam na população de uma determinada espécie. Muitos deles estudam a frequência com que alelos se disseminam em populações usando o principio de Hardy e Weinberg por exemplo, bem como a deriva genética, exaptação e tantos outros mecanismos evolutivos. Isso não invalida a seleção natural. De fato, são mecanismos descobertos que sustentam a evolução da vida e estão de pleno acordo com Darwin.

A macromutação pode ser vista em espécies anéis que somente trocam genes entre si por híbridos. Isso evidencia claramente processos de especiação. O estudo da origem da vida replica em condições laboratoriais o ambiente da terra a bilhões de anos e verificou a formação de aminoácidos com 2 ou 3 carbonos em sua formação, além de bases nitrogenadas e a identificação de mais d 147 moléculas orgânicas espalhadas por diversos locais do universo. Esses estudos equivalem sim ao empirismo usado no estudo da gravidade ou da química da molécula de água.

Ao contrario do criacionismo e dos defensores do designer inteligente. Uma das alegações do químico brasileiro Marcos Eberlim é que proteínas e aminoácidos tem sua homoquiralidade criada por um designer. Ora, ele rejeitou todas as explicações parciais que tentam explicar tais propriedades químicas das moléculas trocando-as por uma interpretação puramente pessoal. Em um congresso na Universidade Mackenzie ele deixou claro que toda noite se ajoelha e conversa em oração como o designer criador de tudo. Se isto não é misticismo o que seria então?

É fundamental que a SBG tenha deixado claro sua posição em relação ao respeito por aqueles que seguem alguma doutrina religiosa. Não é uma questão de preconceito e sim saber separar sistemas de construção de conhecimento que tem focos distintos sobre uma questão em comum. A rejeição ao criacionismo não é uma rejeição a liberdade de religião das pessoas. A questão é simplesmente saber separar o que é ciência do que não é ciência, assim como filosofia e ciência são sistemas distintos, ou a arte e a religião.

Em uma verificação rápida a respeito de como este manifesto da SBG repercutiu no segmento criacionista verificamos muitas argumentações desesperadas e mal embasadas, como a do pastor adventista criacionista Michelson Borges que afirma “entre os adeptos do Designer Inteligente não há apenas criacionistas; há muitos agnósticos e ateus também”.

É evidente que cientistas que adotam um posicionamento ateísta jamais se comportariam atribuindo a causa de certos fenômenos a um designer inteligente, pois não seriam ateus e sim criacionistas.

Há algum tempo desafiei alguns criacionistas que visitam meu site a propor uma teoria que explique por que caminho e por quis razões o suposto designer inteligente criaria olhos infuncionais (cegos) em peixes e axolotls de ambiente cavernícolas.

Jamais recebi qualquer explicação científica ou artigo que explique porque seriam criados desta forma ou como isto provaria a existência do suposto designer. Isso mostra que por mais interesse que haja em derrubar as explicações evolutivas nenhum criacionista tem qualquer explicação que justifique sua crença como uma ciência verdadeira. Em outras palavras, o discurso se restringe a mera especulação sem verificabilidade alguma que suporte a existência de designer.

Por essas razões a sociedade brasileira de genética rejeita qualquer tipo de misticismo na produção de conhecimento científico e de fato o criacionismo é classificado como uma pseudo-ciência, assim como a numerologia, a astrologia e o espiritismo. Este último em especial por razões históricas.

Muito bem fez a SBG em citar o caso de Galileu que sofreu com o radicalismo religioso na Idade Média. Galileu deixou claro em uma de suas famosas citações que “A intenção do Espírito Santo é de nos ensinar como se vai para o céu e não como o céu vai”. Infelizmente para os criacionistas, por diversas razões eles teêm pouca moral para citar cientistas como Galileu ou mesmo Newton. Isso porque essa frase de Galileu deixou claro essa separação entre ciência e religião, razão pela qual ele foi quase morto e no caso de Newton porque este era membro da ordem maçonica, uma ordem secreta que é repudiada pelos criacionistas, em especial os evangélicos.

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Scritto da Rossetti

Palavra chave: NetNature, Rossetti, Sociedade Brasileira de Genética, Evolução, Criacionismo, Designer inteligente.

19 thoughts on “MANIFESTO DA SBG SOBRE CIÊNCIA E CRIACIONISMO. (comentado)

  1. 1) Que o criacionismo está equivocado, é correto, MAS ONDE SE EUQIVOCA, NA OPINIÃO DOS EVOLUCIONISTAS? Só usar o tal do misiticismo, é uma crença igual à outra.
    2) Onde se prova a “seleção natural”, há um único exemplo “comprovado disso? E é só criacionista que usa “misticismo”?
    3) Alguém já viu o “criacionismo” expresso em qualquer religião? CONFUNDE-SE IGREJA COM RELIGIÃO.
    4) Discussão idiota, burra, sem finalidade alguma. E se a “evolução pela seleção natural” é verdade, POR QUE TANTA PREOCUPAÇÃO NA SUA DEFESA?

    arioba

    • 1) Não é questão de se equivocar na forma com que se enxerga o mundo, mas sim como se enxerga essas coisas. Se as pessoas se sentem bem crendo que tudo foi criado segundo sua religião não há problema algum. O problema é quando tenta-se atribuir uma explicação religiosa de forma científica. Ciência é uma coisa, religião é outra, trabalham de formas distintas.

      2) Seleção natural se tem evidencias a mais de 150 anos desde Darwin até a adaptação dos animais a viverem em cidades, em superbactérias e exemplos de especiação que ocorrem neste momento documentadas pela ciência. Negar que as provas existem não significa que a seleção natural não exista, significa que sob o ponto de vista pessoal não se acredita que ela ocorra, assim como muitas pessoas não acreditavam que a Terra era somente mais um planeta em torno do sol.

      3) Criacionismo é uma expressão cristã e o termo designer inteligente não esta diretamente relacionado ao criacionismo embora todo criacionista esta relacionado a concepção de designer inteligente. Ele é defendido por diversos líderes de algumas vertentes religiosas como os Adventistas por exemplo, ou presbiterianos. Veja bem, misticismo é quando se busca um estado de comunhão com uma entidade divina através de alguns mecanismos, como a revelação. Existe uma diferença entre crença e acreditar em algo, todos nós acreditamos em determinadas coisas. A crença é alcançada sem que haja necessidade de verificabilidade, é completamente subjetiva,

      4) A evolução não me preocupa, o que preocupa é ver as pessoas não ter discernimento básico para diferencias ciência de religião, sistema distintos de construção de conhecimento. Pouco importa se as pessoas acreditam ou não na evolução. Elas não serão condenadas ao inferno por alguma vez na vida usarem sua criticidade para questionar a evolução. Agora eu pergunto, é possível usar essa criticidade, o questionamento a respeito da existência de um Deus sem temer o medo de ir para o inferno?
      Eu estou na boa, só estou divulgando algumas matérias de ciência e comentando-as sob alguns pontos de vista. Se as pessoas apostam suas fichas na evolução tudo bem, senão, tudo bem também. Agora é falta de criticidade não reconhecer a mínima possibilidade das pessoas de conhecer o que de fato a evolução explica. Se questionam a ciência porque não questionar a própria fé?
      Isso é tão oportunista quanto covarde!!!

      Abraço Ariovaldo!!!

      • 1) No meu caso, NEM ACREDITO NA DESCRIÇÃO DO MUNDO PELO RELIGIÃO, E MUITO MENOS PELA CIÊNCIA, COMO UM “MERO ACASO DA NATUREZA”, AMBAS CONTRADIZ AS PRÓPRIAS LEIS DA NATUREZA.
        2) Onde existe uma “unica” prova da Seleção Natural? ONDE CARO ROSSTTI? Num fóssil? MOSTRA APENAS QUE EXISTIU UM ANIMAL ASSIM OU ASSADO HÁ TEMPOS, mas o que mostra de “seleção natural”? O URÂNIO SURGIU DO HELIO POR SELEÇÃO NATURAL? Os químicos muito mais vançados na época, NÃO SE AVENTURARAM EM ‘DAR PALPITES’ ERRADOS. E Darwin não deu palpite errado, APENAS DEU SEU PALPITE, que os evolucionistas transformaram em DOGMA DE FÉ!
        3) Quanto ao “criacionismo” você confunde alhos com bugalhos. NÃO ESTÁ ESCRITO EM NENHUMA DOUTRINA RELIGIOSA, MUITO MENOS CRISTÃ, É “INVENÇÃO” DAS IGREJAS E VOCÊ MOSTRA ISSO, e igreja não é religião, tanto quanto o evolucionismo, ou GM, Fiat ou Shell não são ciência alguma,
        4) Também concordo com você, A CRENÇA É CACHAÇA DE CADA UM, quando critico um texto, principalmente de ‘terceiros”, não critico sequer a crença’, mas os besteirol que escreve. Já disse aqui mais de uma vez que a “evolução de Darwin” tem dois aspectos, UM UMA MERA TABELA SEMELHANTE À TABELA PERIÓDICA, É CONSTATÁVEL E CLARAMENTE SEGUE O “MODELO CIENTÍFICO”, MAS A “SELAÇÃO NATURAL” É PALPITE, como foi o geocentrismo de Aristóteles, que durou 2 mil anos para cair!
        Até agora não vi uma única contestação sobre esses dois aspectos da evolução darwiniana. Está aí para contestação inclusive sua!
        abs.
        arioba.

      • 1) Posicionamento pessoal seu, e por minha parte vai ser respeitado. Apesar de sermos bastante divergentes eu até que gosto de voce Ariovaldo rsrssrs
        2) Exemplos atuais de seleção natural, receptores que não reconhecem vírus do HIV em populações da Europa, portanto, essas pessoas não são infectadas. Povos que digerem lactose em contrapartida a povos orientais e Africa Subsahariana que não digerem; borboleta monarca tem uma pequena mutação no códon que codifica o aminoácido 122 da subunidade α da ATPase. Ele confere uma troca de uma asparagina por uma que diminui a capacidade das toxinas de plantas conferindo resistência as estes insetos. O clássico exemplo das mariposas brancas e negras em Londres após a revolução industrial. As evidencias estão ai, a descrença é um posicionamento pessoal.
        3) Exatamente, a igreja cristã. O cristianismo como sua teologia e história não diz nada a respeito da cientifica as passagens teológicas. É uma interpretação meramente da igreja, no caso, cristã.
        4) Não concordo que seja como o geocentrismo. Este foi derrubado e com exceção dos 1/3 dos russos que ainda acreditam nele não tem relaçao com o darwinismo pelo fato de que palpites são dados em ciência e são testados. O geocentrismo caiu diante dos testes, o darwinismo persiste com mais de 150 anos de evidencias. Tem suas falhas, como qualquer lei da natureza, pois as leis não significam universalidades. Assim, sendo ou não, Darwin deu um belo palpite!!!!

      • 1) Concordo com você, fica de ladon posições pessoais.
        2) Se você admite que “seleção natural” é adaptação do ser vivo ao ambiente, CONCORDO, mas como uma espécie surge de outra “por seleção natural”? ESSA É A QUESTÃO. Onde há um exemplo sequer disso? Se a questão é de crença, não se discute.
        3) Sem comentários, VOCÊ ESTÁ CONCORDANDO.
        4) A questão do geocentrismo é meramente comparativa, ARISTÓTELES DEU UM PALPITE QUE FOI TRANSFORMADO EM DOGMA DE FÉ, E ESTAVA ERRADO, É O MESMO DE DARWIN, e com relação à seleção natural, NÃO COM RELAÇÃO À ÁRVORE DA VIDA, que é um tabela semelhante à Tabela Periódica. Você ainda não contestou isso, que é fundamental na minha opinião.
        Todos os palpites são belos, por isso vêm de gênios, MAS NÃO DEIXAM DE SER PALPITES. Moisés deu o “palpite” da Gênese há 4 mil anos atrás, e até hoje estamos discutindo o seu palpite!!! O problema dos palpites é quando os transformamos em “dogmas de fé”!!
        abs.
        arioba

      • Espécies aneis mostram a especiação, uma espécies dando origem a outra, ja citei o caso dos skuas, do peixe trombeta, das gaivotas argenteas, nas salamandras e mais recentemente a 150 anos a origem de uma nova da planta, a andarilha Mimulus peregrines, surgiu por hibridização. Não ha motivo algum, evidencia científica alguma que as varia;coes ocorram somente no nível da espécies e que não possam ultrapassar tal ponto de tal forma a gerar uma nova espécie.

      • Caro Rossetti, quando você está divulgando coisas da ciência, NEM COMENTO, quando você divulga “filosofias próprias ou de outrem”, que evidentemente concorda, senão não divulgaria, É ISSO QUE CONTESTO, E PROCURO MOSTRAR ONDE ESTÃO A BASE DA CONTESTAÇÃO.
        Eu mesmo já mostrei aqui onde está a diferença entre religião e ciência, você nem contestou, e nem sequer deu sua versão sobre qual a diferença! QUE TAL AJUSTARMOS NOSSOS PONTOS DE PARTIDA?
        O que é para você CIÊNCIA, RELIIGIÃO E ARTES? Eu já coloquei isso em vários comentários, você diz que são diferentes, DIGA COMO?
        Comece por aí, e vamos nos entender OU NÃO!!
        arioba.

      • A diferença esta na forma com que constroem conhecimento. Ciência segue o materialismo metodológico, a filosofia um sistema ordenado de linhas de pensamento e questionamentos, a religião segue aquilo transmitido pela tradição e pela revelação divina, a arte pelas emoções, intuições, ideias e estéticas.

        De fato, já divulguei modelos evolutivos por exemplo que discordei (https://netnature.wordpress.com/2012/05/21/competicao-por-alimentos-com-resenha/)

      • Bem caro Rossetti, se você sequer está defendendo o evolucionismo, NÃO ENTENDI NADA DO QUE ESCREVEU ATÉ AQUI!
        arioba.

      • Voce me perguntou “O que é para você CIÊNCIA, RELIIGIÃO E ARTES?”
        São sistemas de construção de conhecimento, os acervos, cada um com sua forma de criar conhecimento. Citei a diferença entre eles!!!

    • Onde se prova a seleção natural? rs… Em todo lugar rs… Olhe um animal qualquer q está vivo enquanto outros morreram, isso é a seleção natural. Seleção natural é o fato óbvio de q há seres q sobrevivem enquanto outros morrem. Se te disseram q seleção natural é algo de misticismo não leve mais a sério o q essa pessoa disser sobre biologia, pois obviamente não entende nada do tema.

      “4) Discussão idiota, burra, sem finalidade alguma. E se a “evolução pela seleção natural” é verdade, POR QUE TANTA PREOCUPAÇÃO NA SUA DEFESA?”
      Pra educar o povo e não viver na ignorância e ser manipulado por ladroes.

  2. Olá, Prof. Rossetti!
    Gostaria de parabenizá-lo pelo elegante Blog. Achei muito interessante sua proposta.
    A propósito do texto, evolução, muito se tem dito sobre o antagonismo entre o criacionismo e o evolucionismo, embora os fundamentos dessas duas correntes não sejam os mesmos. Entretanto, longe de polemizar, gostaria de perguntar a você quanto sua posição em relação a uma outra forma conceber a manifestação do fenômeno da vida (conforme a entendemos hoje), qual seja, a do Vitalismo ou Teoria do Elã vital.
    Um grande abraço,
    Mario Luis

    • Obrigado Mario Luis pelas palavras.
      Pensando na definição da vida fica difícil responder essa questão porque o que é a vida? Difícil explicar o que é a vida sob o ponto de vista filosófico e até mesmo biológico. Muitos pesquisadores na área da biologia, inclusive no Brasil tentam oferecer um conceito do que é vida. Cientificamente não consigo ver como a teoria do vitalismo possa explicar o emergir da vida a partir de uma força vital uma vez que essa força não é de ordem física, material ou química. Se não é manifestada materialmente então a ciência é cega a ela porque necessariamente a ciência exige a constatação empírica e a replicação experimental desse fenômeno. Isso não quer dizer que outras coisas não sentidas pela ciência não existam. Pensando cientificamente não sei como o vitalismo explicaria essa força vital que caracteriza a vida, se é que ela existe, e porque não existe um conceito absoluto e consensual do que é a vida.
      Diria que essa é uma proposta que esta longe de ser científica na sua formação tradicional. Mesmo porque historicamente a ciência demonstrou que a idéia de que a vida emergiu ao receber ou desenvolver alguma força vital foi derrubada com a síntese em laboratório de algumas moléculas complexas ligadas as bases químicas da vida. Pensando nas bases químicas da vida, ou seja, na química orgânica e na bioquímica da origem da vida, especialmente no carbono diria que a possibilidade de vida surgiu pelo fato do átomo de carbono fornecer maios estabilidade e 4 ligações permitindo formar extensas moléculas que outras moléculas não faziam, ou faziam de forma bastante instável. Portanto, não vejo intencionalidade na criação da vida, nem consciência como sugerido no argumento de Kalam e outros por ai.
      Existem hoje diversos laboratórios que experimentalmente buscam entender como as bases químicas da vida surgiram. Eles tentam replicar as condições ambientais primordiais da Terra. Isso tem gerado bastante descobertas, códigos genéticos sintéticos, DNA sintético chamado de XNA e agora, nessas últimas semanas a idéia de que no futuro possamos ter consciência sintética. Inclusive estava resenhando este tema agora mesmo e soltarei ele aqui no site em algumas semanas.
      Esses pesquisadores vem estudando as formações de cadeias de moléculas orgânicas com base no carbono que foram iniciadas pelo Stanley Muller, pelos seus alunos, inclusive Antonio Lazcano no México que apresentou uns trabalhos bastante interessante no congresso sobre a origem da vida em 2006. Tive a oportunidade de entrar em contato com ele e essa questão da origem e definição da vida é bastante complexa.
      Eu diria, pessoalmente que a idéia do vitalismo, foi derrubada, especialmente pelos estudos da bioquímica. Mesmo porque ela foi descrita a um bom tempo atrás e muito se avançou em ciência.

      Grande abraço Mario e fique a vontade para comentar, questionar e compartilhar sua linha de pensamento.

    • Desculpe meter o bedelho, caro Luiz, mas como já falei aqui mesmo várias vezes sobre a questão da Vida, pense no seguinte.

      a) Entender uma coisa não significa saber como é muito menos como fazer. Entendemos que o mágico faz “um truque”, mas nem por isso, até mesmo sabendo qual é o truque, SOMOS MÁGICOS.
      b) A Vida para ciência é um “enigma” e para a religião um mistério, primeiro porque querem SABER COMO É, sem sequer procurar antes “ENTENDER”. Quando o motorista “assume” o comando de seu carro, O CONJUNTO ORGÂNICO SE TORNA ‘VIVO’, inclusive com a inteligência do motorista. Até Carl Seagan admitiu isso. Então, o “ser-vivo” é apenas uma “circunstância” num determinado organismo, que no carro, é o conjunto “carro+motorista”. O carro é um “organismo”, muito parecideo com qualquer organismo de ser-vivo, até mesmo uma “cópia”, e não é por “coincidência”, ambos para “funcionar”, seguem as mesmas leis. Então, a pergunta “racional” é QUEM SERIA O MOTORISTA DO CORPO ORGÂNICO?
      c) Um grande enigma para ciência, QUE JURA POR DEUS QUE A VIDA É UM ATRIBUTO DA PRÓPRIA MATÉRIA, e para AS IGREJAS, que juram por Deus é que uma dádiva do próprio! Qual das duas está falando “mais abobrinhas”? NO ENTANTO, EM QUALQUER RELIGIÃO ESTÁ ESCRITO QUE A VIDA É A COMPOSIÇÃO DE ÓRGÃO MATERIAL, MAIS UM ESPÍRITO, OU ALMA OU SEJA LÁ O QUE FOR. Bate com o automóvel, ou o computador, ou o avião etc. etc.? Então, por que não ser uma “hipótese mais provável”? Só porque está na “religião”? Que a ciência admita, E PROCURE AS PROVAS, essa é a função da ciência, ENCONTRAR PROVAS E LEIS QUE AS SUSTENTEM.

      A Vida é uma circunstância num organismo material, pela qual o “espírito” transfere “inteligência e capacidade de trabalho” a esse organismo, EXATAMENTE COMO O MOTORISTA TRANSFERE VIDA AO PRÓPRIO CARRO, que sem o motorista no seu comando, É UM DEFUNTO COMO OUTRO QUALQUER! Se não “juntar” conhecimentos da relgião, como conhecimentos da ciência, TUDO É ENIGMA OU MISTÉRIO, se juntar, tudo é MERA IGNORÂNCIA, não sabemos, pelo menos por enquanto, MAS PODEMOS ENTENDER PERFEITAMENTE.
      Isso é “entender”, agora saber como se faz, é fácil no automóvel, difícil no “ser-vivo”, a ciência está “abismada” em constatar o DNA, QUE JÁ FUNCIONA SÓ NA TERRA, HÁ MAIS DE 4 BILHÕES DE ANOS, e se “jura por Deus”, que caiu do céu por mero “acaso”! Seria como querer que um bebê de fraldas aprendesse andar de skate!! As tecnologias do “organismo vivo” são diferentes das tencologias do “artefato humano”, NADA MAIS. Tanto quanto fazer uma carroça não é a mesma coisa que fazer um Fórmula 1, ainda que ambos sejam meros “veículos” como espécies!

      arioba

  3. Obrigado, Prof. Rossetti, por interagir.
    O conteúdo de sua resposta ao meu comentário segue o mesmo padrão de elegância de seu Blog.
    Se me permitisse uma réplica, e desde já a faço, invocando a liberdade necessária à exposição de qualquer teoria, a qual, em síntese, adquire caráter científico se e somente se for refutável. Os paradigmas científicos renovam suas técnicas a partir de um princípio de falseabilidade, cujo escôpo é lançar-se à alhures, embora critérios muitas vezes resistam ao próprio avanço desse gênero de conhecimento. Entretanto, não tenho por objetivo questionar a metodologia, ou igualmente lançar um olhar crítico e lógico sobre o fenômeno da fé, embora devo dizer que a teoria do elã vital não é finalista, mas sobretudo, um pensar em termos de tendência – uma idéia de virtualidade que se encontra em vias de se atualizar – a criação então adquire novo status, diferenciado da concretização de um plano, mas um processo de individuação cuja diferenciação se vê concebida como verdadeira criação.
    Por outro lado, é um equívoco comum, tanto para alguns cientistas quanto para algumas cosmogonias religiosas, que é fazer do possível uma categoria do pensamento para a compreensão da evolução. Pensar o movimento evolutivo a partir de um possível é, antes de tudo, é preformatar a existência, associando-a a um princípio que lhe antecederia. A evoluçao condicionada é algo que deveríamos questionar quando posta em relação à evolução criadora.
    Bem, salvaguardar uma teoria do descarte empírico, no que efetivamente possa manifestar correspodência em campos distintos do conhecimento humano é que é a tônica.
    Um exemplo do que falo é aquele quando nos referimos à associação existente entre os hidrocarbonetos ou cadeias carbõnicas no que concerne ao abrigo do “orgânico”, bem como ao papel da consciência a partir de um processo cerebral, apenas.
    Decerto a concepção de um elã vital tenha “caído por terra” quando da reprodução sintética da amônia, na visão de muitos cientistas, mas por interpretarem de maneira equivocada o conceito de Duração.
    Por outro lado, à medida em que avançamos na elucidação da composiçao da matéria, mais adentramos nas concepções regidas pelas diferenças de natureza e graus, dentro das quais a matéria adquire maleável definição, onde encontramos diversos graus de materialidade, de contração e distensão da mesma, os quais não se confundem com a diferença de natureza, uma oposição ou dualidade, tal como “espírito x matéria”.
    De maneira análoga, seria muito prematuro afirmar a possibilidade de que a consciência se encerre no aparato cerebral, ou mesmo que cerébro seja capaz de armazenar lembranças, ao invés de ser o aparato no qual as mesmas se atualizam.
    Mas gostaria de um comentário seu a respeito da possibilidade do fenômeno da vida e da consciência, nas formas mais elementares, terem sido fenõmenos vitais ao invés de físicos-quimicos.
    Abraços,
    Mario Luis

    • Fique a vontade para comentar, e obrigado pelas belas palavras. Compartilhe conosco seus pensamentos, vejo que são preciosos.
      Na questão da vitalidade, ou na questão de uma energia desconhecida vital para dar vida aos fenômenos químicos-físicos ou da consciência, não tenho certeza. Mas a possibilidade deve ser deixada em aberto no campo da ciência. Muitos elementos que estão presentes no espaço foram descobertos ou classificados recentemente e talvez jamais foram pensados a 50 ou 100 anos atrás. É possível que um tipo de força ainda desconhecida pela neurociência ou pela bioquímica ou biologia ainda não tenha sido descobertas. A possibilidade existe embora eu acredite que seja bem difícil de acontecer.
      Acontece que as vezes pode-se resgatar certos conceitos esquecidos pela ciência, agora mesmo a comunidade cientifica esta revendo certos conceitos a respeito do lamarckismo. Ao que parece, em circunstâncias específicas ele pode ser um mecanismo evolutivo que oferece certa dirigibilidade a variações no genoma. A historia da ciência nos mostra também que certas linhas de pesquisa que eram motivos de chacota e classificadas como pseudo-ciências podem ser vistas como ciência no seu modo tradicional. é o caso da paleontologia. O primeiros fósseis descobertos levou muitas pessoas a tratar a paleontologia como uma pseudo-ciência, assim como ocorre hoje com a Ufologia.
      A questão é justamente a verificabilidade, é possível que se descubra a natureza da força vital que integra a consciência? É perfeitamente possível, embora eu ainda não veja algo nesse sentido e talvez o que chegue mais próximo a questão da consciência seja interpretar o estado de consciência como um fenômeno quântico dentro da biologia como já se vem discutindo a algum tempo.
      Pessoalmente, ainda opto por conceber o estado de consciência e vividez nas propriedades físico-químicas, especialmente porque o estado de consciência pode ser alterado parcial ou totalmente através de lesões ou desbalanço de neurotransmissor. Não vejo também a consciência sob a ótica idealista de que a consciência vem de fora como talvez veja meu amigo Ariovaldo que tanto comenta aqui no site.
      Sob o ponto de vista da célula como unidade básica e estrutural da vida enxergo da mesma forma.
      Pensando no ponto de vista do avanço da ciência seria legal encontrar tais evidencias dessa teoria do elã vital sob a ótica da ciência, mesmo porque seria visível aos olhos da metodologia científica e traria novos campos, e perguntas para a ciência. De fato, a biologia como ciência precisa desta revolução científica assim como a mecânica quântica revolucionou a física tradicional, newtonianiana, clássica.
      Abraço!!!

  4. Prof. Rossetti,
    Agradeço muitíssimo sua atenção em interagir, principalmente pela forma gentil com que conduz suas opiniões, em que pese eu levantar questões as quais, obviamente, não dizem respeito especificamente a assuntos de ordem científica, mas de ordem filosófica.
    Por outro lado, suponho que o espírito científico tenha por inspiração o anseio pelo conhecimento e a busca por respostas aos enigmas e mistérios do universo do qual também fazemos parte.
    Penso seja essa busca uma fonte única de onde se abstraem os modos de interação, os quais muitas vezes se afastam, assim como se aproximam entre si.
    Parodiando Deleuze, a Ciência tem por objetos os functivos, que são os elementos das funções as quais se apresentam como proposições nos sistemas discursivos. Os primeiros functivos são o limite e a variável e a referência a relação entre valores da variável. A ciência trabalha em um plano de referência em que busca, pela desaceleração, atualizar o virtual.
    A Filosofia, por outro lado, tem por objeto o concepto, que é o conceito, o qual busca , por variantes,a consistência no virtual.
    Enquanto a ciência se desenvolve num plano de referência sem consistência, a Filosofia se desenvolve num plano de consistência sem referência.
    Malgrado as tentativas de correlacionar relações com o inifinito as quais se diferenciam em natureza, penso que há de surgir uma lógica que subsumirá essa realidade e adicionará um novo sentido a partir de observadores ideais, em que o viajante cósmico da relatividade se encontrará pleno da consciência do ser que dura.
    Abraços,
    Mario Luis
    Ps. Posso recomendar seu Blog?

    • Fique a vontade para recomendar ou comentar. Se preferir, siga o site pela página do facebook, sempre que posto algo aqui o pessoal fica sabendo por ela!!!
      Um grande abraço!!!

  5. Prof. Rossetti,
    Se me permite, gostaria de fazer uma correção. Onde se lê no meu comentário “reprodução sintética da amõnia, leia-se “reprodução sintética da uréia”. Faço isso a despeito da forma talvez inoportuna e insignificante em relação ao contexto em que está inserida, salvo para indicar tratar-se de uma substância orgânica e não matéria viva.
    A irredutibilidade do fenômeno vital às forças fisico-químicas é uma teoria ainda não refutada. E longe de ser uma profecia, não inviabiliza, ao meu ver, a investigação científica, tanto no sentido acima, quanto no seu contrário.
    Abs
    Mario Luis

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