OSSOS ENCONTRADOS NA ITÁLIA PODEM SER DE MODELO DO QUADRO MONA LISA. (com resenha)

Quadro mais famoso do pintor Leonardo da Vinci foi feito entre 1503 e 1506.
Restos mortais foram achados por arqueólogos em convento de Florença.

Arqueólogos italianos estão convencidos que já descobriram o segredo por trás da pintura mais famosa do mundo, a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci.

Nesta terça-feira (17), historiadores anunciaram que encontraram uma ossada no convento de Santa Úrsula, em Florença, na Itália, que, supostamente, pode ser da modelo que posou para da Vinci durante a produção do quadro.

Esqueleto encontrado em convento de Florença, na Itália, que pode ser da suposta modelo que posou para Leonardo da Vinci durante a produção da Mona Lisa. (Foto; Claudio Giovanninni.AFP)

A pintura a óleo realizada sobre um painel de madeira, entre 1503 e 1506, representa, provavelmente, o busto, da florentina Lisa Gherardini (1479-1572), também conhecida como Lisa del Giocondo.

A identidade da modelo nunca foi estabelecida com segurança. Pesquisadores italianos especializados em esclarecer mistérios artísticos haviam afirmado em fevereiro de 2011 que Leonardo da Vinci havia usado uma garota como um modelo para a Mona Lisa.

Escavações no convento Santa Úrsula, na Itália, foram iniciadas no ano passado. (Foto; Claudio Giovanninni.AFP)

*Com informações da France Presse e do Daily Mail

Fonte: G1

Resenha do autor

A criação da Monalisa, La Gioconda, se tornou uma obsessão para os estudiosos da história da arte. Da Vinci foi o homem mais completo que já pisou na Terra. Como diria Victor Hugo “Nada é mais poderoso do que uma idéia que chegou no tempo certo”. Da Vinci teve uma representatividade muito grande nas artes, na engenharia e na própria estrutura da ciência. Seu estilo de vida desafiava todo o contexto histórico em que viveu. Ele tinha um posicionamento descrente diante da ideia de um Deus, era homossexual, o que era um crime gravíssimo para o período em que viveu, inclusive quase foi descoberto. Estudava anatomia durante a noite roubando cadáveres, o que era considerado feitiçaria, usava formas de escrita bastante exóticas, como os anagramas, além de ser ambidestro e escrever de trás para frente naturalmente, além de ter sido autodidata no estudo do latim. Também estruturou seus estudos seguindo metodologias muito tempo antes da ciência surgir como a conhecemos atualmente e possivelmente era membro da sociedade secreta Rosa Cruzes. Ente o grande legado que da Vinci deixou para a arte, destacaria o desenvolvimento da técnica chiaro scuro e o sfumato usados para dar a impressão de realidade ou de tridimensionalidade as obras e a falta de estética no cenário de Monalisa

Ao que parece o horizonte da Gioconda e desproporcional, embora o lado direito seja completamente compatível com o lado esquerdo. Como Da Vinci era mestre em perspectiva artística certamente não errou ao fazer isso no quadro de Monalisa, ele fez propositalmente para dar a sensação de que o quadro seja realista o máximo possível, pelo menos para sua época.

Cenário se combina na proporção correta (direita). O horizonte não se encaixa, com a finalidade de tecer uma perspectiva realista dimensional (esquerda)

A vida de da Vinci sempre foi um grande mistério, pelo fato de somente metade de seus códices terem sido encontrados, portanto, provavelmente conhecemos menos da metade de suas criações. O último códice encontrado de Da Vinci foi comprado e doado generosamente por Bill Gates a um museu de arte. O que sabemos dele é muito pouco, somente seu primeiro nome, pois Leonardo era da cidade de Vinci, era profundo admirador da natureza, que adora pintar quadros do cenário verde de Firenze (Florença). Desenvolveu projetos arquitetônicos claramente preocupados com a questão ambiental além de ser um excelente coreógrafo. Ele criou o mecanismo que abre até hoje as cortinas dos teatros.

A mãe de da Vinci provavelmente era uma escrava vinda do oriente médio que teve um filho com um homem da alta sociedade. Apesar de toda simbologia empregada em seus quadros sobre as Madonas e a santa ceia, a Monalisa é certamente a mais polêmica de todas. Alguns acreditam que Monalisa seja realmente uma mulher, entretanto, alguns estudos recentes, apresentados em 2011 mostram que a Monalisa guarda muito mais segredos do que a mera pintura de uma mulher.

O que parece ser ficção a respeito da Monalisa é a ideia de que em seus olhos Leonardo pintou a letra “L” no olho esquerdo e a letra “S” no olho direito e que embaixo da ponte representada ao lado direito do cenário de Monalisa há o número 72. Todas essas letras foram enxergadas por alguns pesquisadores de arte que tiraram fotos de áreas pequenas do quadro. Pessoalmente não acredito que Da Vinci tenha escrito isso em sua obra e que se essas letras e números existem, certamente são resultados da ação do tempo.

O problema é que existem algumas coincidências que dificultam separar os fatos dos boatos. O que sabemos é de fato é que Da Vinci demorou alguns anos, talvez décadas para pintar o quadro da Monalisa, e ele tinha vários motivos para isto. O principal motivo é que possivelmente Monalisa seja um retrato da Lisa Gherardini, mas também de seu pupilo Gian Giacomo Caprotti da cidade de Oreno, seu amante por alguns anos. Leonardo da Vinci apelidou Gian Giacomo de “Mon Salaí” que em italiano antigo significa “meu diabinho”. De fato, o retrato de Mon Salaí  e da Monalisa tem os mesmos traços na bochecha, nariz e boca, inclusive a posição em que estão na obra.

Gian Giacomo Caprotti ou “Mon salaí” e Mosalisa.

O fato da homossexualidade ser punida com a morte na Renascença fez com que Leonardo escondesse-se a imagem de Salaí no busto de Lisa Gherardini. O cenário em que a Monalisa foi pintado existe ate hoje, fica em uma cidade no norte da Itália chamada Bobbio. O fato mais intrigante e inteligente esta no próprio nome Monalisa que é um anagrama perfeito ao nome Mon Salaí, ou seja, com as mesmas letras de Monalisa é possível escrever Mon Salaí.

Aqui as coincidências se juntam com os fatos. Os olhos com a letra “L” e “S” poderia significar o relacionamento homossexual entre os dois, e o número 72 também pode ter um significado. Isso porque a ponte retratada na Monalisa foi parcialmente destruída e reconstruída em 1472 na cidade de Bobbio. Essa ponte, que existe até hoje carrega o mesmo nome que tinha na época de da Vinci, La ponte Del diavolo ou A ponte do diabo. O mesmo tratamento que Da Vinci dava a seu amante Mon Salaí.

Os fatos se confundem sabendo que o simbolismo dos números e imagem eram muito mais presentes nas obras na renascença do que é presente hoje.

Moisés

Michelangelo que se tornou um membro considerável na Reforma Protestante e que participou de tentativas de introduzir um protestante como papa na igreja católica evidencia isto. Michelangelo que esculpiu Moisés expressou um grande simbolismo nessa escultura. Moisés foi a única escultura que Michelangelo terminou, ele originalmente fez Moisés com a cabeça olhando diretamente para frente, onde se encontrava altares e reverências católicas. Ao se filiar ao protestantismo subversivo re-esculpiu a cabeça de Moisés novamente, olhando para o lado, em um significado clássico de rejeição ao poder do catolicismo. Bem como os objetos que Moisés segura em suas mãos, que certamente foram modificados quando descobriu-se a tentativa de colocar um papa protestante dentro do vaticano. Michelangelo modificou rapidamente a estatua para que ele não fosse assassinado junto com seus amigos subversivos. Embora parte de sua participação tenha sido descoberta Michelangelo não foi condenado.

No caso de da Vinci fica difícil separar o que é ficção do que foi propositalmente desenhado, portanto, as possibilidades ainda continuam abertas a respeito da real identidade da belíssima Monalisa.

A polêmica do Sudário e outras teorias sobre Monalisa

Outra polêmica que cerca Da Vinci é a ideia de que o Santo Sudário tenha sido criado por ele. Existiram muitos outros Santos Sudários oficiais que a igreja reconheceu e que eram falsificações baratas, mas que eram usadas para enganar o povo. Uma das hipóteses é que o Sudário pode ter sido encomendado por religiosos hereges. Em 1490 há registros históricos de Da Vinci estudando partes de corpos que foram pregados, ou seja, ele estudou o ritual da crucificação. O problema é que Da Vinci nunca escreveu nada sobre o Sudário, mas também nunca escreveu sobre a Monalisa, entretanto, ele a pintou. A mortalha onde se encontra o Santo Sudário tinha 60 anos quando Da Vinci nasceu, portanto, se Leonardo realmente a pintou certamente usou uma mortalha velha para que a sensação de originalidade fosse passada aos fiéis.

Sudário de Turim. Clique para ampliar

Os braços e pernas longas da imagem do Sudário são desproporcionais com a cabeça. Os braço e pernas estão muito esticados e grandes enquanto a cabeça segue proporções normais. Uma estampa tridimensional em uma mortalha bi-dimensional provocaria desproporções em todo o desenho estampado no pano. Portanto, os indícios mostram uma falsificação. A datação do tecido utilizou um pedaço de 15 centimentros que foi dividido em três pedaços e foi analisada em três laboratórios distintos do mundo sem que ninguém soubesse quais eram para evitar qualquer tipo de fraude. Hoje sabe-se que a análise foi feita nas universidades do Arizona, Zurique e Oxford e a datação foi unanime, entre 1260 a 1390. Se Da Vinci foi o criador de tal falsificação ele certamente usaria uma mortalha mais velha que ele para dar aspecto de originalidade.

Uma teoria é que o desenho do Sudário seja um registro fotográfico. Pode parecer contraditório, pois a maquina fotográfica sé foi criada por volta de 1825, mas a imagem do sudário pode ser um negativo criado com um uso de nitrato de prata a partir de uma câmara obscura que é muito mais antiga que o próprio Da Vinci. O próprio Roger Bacon estudava os efeitos da câmara obscura no ano de 1200. De fato, em seus códices Leonardo projeta uma câmara obscura, já que ele estudava além de proporções humanas e estudo da física por trás das lentes. Uma das linhas de pensamento é que o Sudário seja um negativo de uma câmara obscura chamuscada pelo nitrato de prata e posteriormente pintada com sangue. Infelizmente, jamais o vaticano deixaria os cientistas fazer uma análise de busca de nitrato de prata na imagem. Outra linha de pensamento segue dizendo que o rosto do Santo Sudário pode ser de um modelo anatômico de Da Vinci ou o próprio da Vinci. O rosto de Da Vinci é pouco provável, mas a primeira hipótese sustenta que o Sudário de Turim é uma criação a partir de um molde anatômico desenha por Da Vinci já que sua face se encaixa perfeitamente no modelo criado em seus estudos de simetria fácil, feitos durante a noite, escondido das autoridades sacerdotais da idade média.

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O Sudário ainda tem outras características que o tornam falsos. Além da datação que mostra que ele foi feito cerca de mil anos após a morte de Cristo, existe determinadas palavras escritas no rosto da imagem; Nazarenus (nazapennus), Tiberius e morte (invece). Sabe-se que não poderia haver sepulturas com letras latinas da época de cristo, e portanto foram escritas depois. Todas as palavras deveriam estar escritas em grego ou aramaico.

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Coincidência ou não as projeções se encaixam claramente. Aqui voltamos para a Monalisa. É possível que La Gioconda seja um retrato de Lisa Gherardini, ou mesmo do amante de Leonardo, o diabinho Mon Salai, mas é possível que o próprio Da Vinci utilizou a própria face como modelo para pinta-la.

Lillian Schwartz, cientista do Laboratório Bell, sugere que a Monalisa é na verdade um auto retrato de Leonardo, porém, vestido de mulher. Esta teoria baseia-se no estudo da análise digital das características faciais do rosto de Leonardo e os traços do modelo. Comparando um possível auto retrato de Leonardo com a mulher do quadro, verifica-se que as características dos rostos alinham perfeitamente. Os críticos desta teoria sugerem que as similaridades são devidas ao fato de ambos os retratos terem sido pintados pela mesma pessoa usando o mesmo estilo. Criticas a parte, existem muita coincidências na história de vida e nas obras de Da Vinci que tornam obscuro as suas verdadeiras intenções expressas em suas obras.

Muitos outros pesquisadores conseguiram criar condições muito parecidas com a do Sudário na tentativa de descobrir como fazer tal falsificação.

Da Vinci como modelo de Monalisa. Clique para ampliar

Scritto da Rossetti

Palavra chave: NetNature, Rossetti, Leonardo da Vinci, Monalisa, Gian Giacomo Caprotti, Lisa Gherardini, Michelangelo, Renascença, Artes, Sudário de Turim, Santo Sudário.

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