O NEO-DUALISMO CARTESIANO PSEUDOCIENTÍFICO.

A ciência carrega o fardo da verdade. Aparentemente isso é bom, mas grande parte desse discurso é resultado da incapacidade básica de compreender como a ciência funciona e principalmente seus limites epistêmicos. A ciência não é dona da verdade, ela é limitada e isso deve ser respeitado. (veja mais em AS LIMITAÇÕES DOS SISTEMAS DE CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTO). A ideia que discorro no presente texto tem como base um vídeo pouco comentado na internet que oferece uma reflexão básica a respeito do que é ciência e o limite entre o que é ciência e religião. O vídeo trata de uma palestra apresentada pelo professor Sérgio Felipe cujo tema é o estudo da glândula pineal. De fato, parte do seu estudo tem cunho científico, mas que se dissolve a medida que as interpretações de seus resultados e sua linha de raciocínio se segue embasada em conceitos místicos, pseudocientíficos, muitos mais teológicos que propriamente científico. Para compreender a argumentação do texto abaixo faz-se necessário assistir tal palestra.

Essa é uma tendência comum na ciência atual, um resquício da ciência feita no pré-iluminismo que atribui valores pessoais e teológicos a interpretações embasadas no materialismo metodológico da ciência. Isso foi extremamente comum na história recente da ciência. No século XVII William Paley expos a ideia de que criador universal por trás da complexidade dos fenômenos universais. Ele usou a analogia do relojoeiro que consiste na comparação da complexidade da natureza e das peculiaridades dos organismos vivos com o funcionamento de um relógio. Um relógio, que tem a capacidade de marcar exatamente o nosso tempo é uma estrutura muito complexa, envolvendo, molas, quartzo, baterias e uma série de engrenagens que promovem o movimento preciso dos ponteiros, marcando os segundos, minutos e horas. Portanto, para Paley a natureza por si só seria incapaz de criar algo tão sofisticado e preciso, atribuindo assim a sua criação a um projetista sobrenatural. Isso hoje deu origem a ideia de designer inteligente que não tem comprovação científica alguma, somente respaldo teológico. Pensamentos como este não servem a metodologia científica como veremos adiante.

Outra passagem recente na história da ciência esta relacionada ao presente texto. O contexto de que o espiritismo é uma ciência. O espiritismo como doutrina que visa estudar fenômenos como a reencarnação, possessão espiritual e mediunidade não tem qualquer relacionamento como a ciência tradicional envolvida no empirismo, experimentação e modelos paradigmáticos. O espiritismo é tratado como ciência entre os espíritas pelo fato de sua emergência como doutrina ter se embasada em fenômenos científicos que eram extremamente comuns na época de Allan Kardec. Este personagem, de fato viveu em um contexto histórico de emergência, foi um grande estudioso da ciência tradicional e da produção científica e adotou determinadas posturas para fundar uma concepção teológica distinta daquela tradicional. Essa é uma tendência que já era bastante comum mesmo antes do surgimento dessas duas linhas de pensamento místicas.

René Descartes e muitos cientistas de sua época não faziam distinção de certas linhas de pensamento que atualmente são vistas ou como ciência ou como pseudo-ciência. Personagens famosos da história da ciência como Sir Isaack Newton tinham uma linha de pesquisa parecida. Newton formulou o que hoje se considera as leis básicas da física e da mecânica, mas também fazia previsões escatológicas da bíblia a respeito da data exata do dia do juízo final.

René Descartes trouxe a ideia do dualismo cartesiano com sua célebre frase “Penso, logo existo”. Descartes afirmava que no cérebro se encontra a alma, a consciência superior do homem e que a matéria e espírito são duas essências da vida que o homem não poderia juntar. Mas o seu cérebro, sim.

Esse dualismo é uma concepção filosófica ou teológica do mundo baseada na presença de princípios  ou de duas realidades opostas e que de fato são inconciliáveis entre si. É dualista por excelência qualquer explicação metafísica do universo que suponha a existência de dois princípios ou realidades não subordináveis e irredutíveis entre si. Aqui entra a concepção básica do que é ciência.

O professor Sergio Felipe desafia cientistas a demonstrar porque a ciência é materialista e que seu materialismo é uma interpretação meramente pessoal. A ciência é materialista, não no sentido literal de sua área de trabalho, mas na maneira como ela conduz a produção de conhecimento. Mesmo as interpretações dadas a respeito da glândula pineal na palestra acima, ainda sim vemos somente interpretações, meramente pessoais.

Há uma diferença enorme entre materialismo enquanto pressuposição metodológica e materialismo enquanto pressuposição metafísica. Isso quer dizer que a ciência se limita a estudar o mundo material. Seu método de construção de conhecimento é baseado na observação empírica. A razão e a matemática são usadas para que tais observações façam sentido e isso não muda o fato de que a fundação de toda a ciência moderna é a observação e o materialismo. A ciência lida exclusivamente com o que pode ser experimentado ou medido. Por isso, o materialista acredita que existam objetos que ele não toca e não vê, mas ele diretamente consegue capturar informações deste objetivo e mensura-las. Mesmo que a matéria vista seja somente pelo reflexo da luz ou que o toque seja somente a replicação do nosso sistema sensorial, ainda sim é possível mensurar e obter qualquer definição pelo simples fato de que são visíveis aos olhos da ciência. Agora invertamos a lógica do raciocínio; é possível mensurar o espírito em uma metodologia científica?

A ciência é metodologicamente materialista, pois lida exclusivamente com o mundo material. Quando um fato ou evento material é observado, os cientistas tentam encontrar uma causa para ele. Por essa razão que a atuação de Sergio Felipe ou mesmo a “ciência criacionista” é algo que não faz sentido ao que se entende metodologicamente como fazer ciência. A ciência não tem como avaliar a afirmação de que algo na natureza, ou a natureza em si foi causada por algo externo quando o externo é sobrenatural, ou seja, externo, ou acima do natural. Nem mesmo o designer inteligente faz sentido. Se por um lado os criacionistas reclamam da atuação científica de biólogos evolucionistas, dizendo que seguem um posicionamento ligado ao naturalismo filosófico, por outro o próprio conceito de designer inteligente tem também implicações filosóficas como o conceito de complexidade irredutível de Michael Behe. Contudo, mesmo isso não é ciência, pois se trata de uma crítica filosófica ao método científico em si, assim como a alegação de Sergio Felipe.

Sob o ponto de vista evolutivo há certas coisas em nosso mundo que a seleção natural não é capaz de explicar. Entretanto, o conceito de designer inteligente não fornece um modelo alternativo testável, ou seja, científico. Apenas um modelo teológico que não é algo palpável. Isso não quer dizer que os espíritos ou entidades sobrenaturais não existam. Apenas significa que a ciência é cega para estas manifestações. Assim, individualmente as pessoas tem direito de acreditar ou não nessa visão teológica desde que saiba separar o posicionamento religioso do científico.

Assim, não há fé alguma no materialismo científico pelo fato dele estar diretamente relacionado a nossa capacidade de perceber o mundo. Portanto, todos artigos científicos são materialistas em sua metodologia. Os estudos de genes, de partículas subatômicas, na física clássica ou a química estão estudando a interação da matéria e/ou seus diversos estados.

Toda a palestra se discorre sob a concepção de que a glândula pineal armazena a energia básica e campos magnéticos que permite a mediunidade acontecer. Mas mesmo o professor Sergio que discursou tão bravamente em defesa da ciência não discorre quais experimentos científicos empiristas comprovam a realidade existencial do idealismo espírita ou como eles podem se desdobrar do corpo. O fato de escutar as vozes das pessoas durante a cirurgia ou de se sentir fora do corpo não prova que haja manifestações extra-corpóreas. De fato, estudos nesse sentido foram feitos e não demonstraram qualquer manifestação de desdobramento real até o presente momento. O estudo consistiu em colocar nomes ou imagens em prateleiras que ficavam acima da cabeça do paciente e das pessoas presentes no leito do hospital. Caso haja um desdobramento, o espírito da pessoa certamente poderia visualizar a imagem ou a palavra disposta nessas prateleiras que se encontram acima da cabeça das pessoas. Isso seria uma evidencia crucial da realidade do desdobramento e da consciência segundo a visão idealista. As pessoas que tiveram essas experiências de desdobramento nunca adivinharam o que havia nas prateleiras e os resultados demonstraram que a sensação de desdobramento era apenas um tipo de percepção natural do corpo e nada sobrenatural.

Experiências de possessão (veja aqui)e extra-corpórea (veja aqui) tem explicações neurológicas sem que seja necessário recorrer ao sobrenaturalismo.  Portanto grande parte dessas alegações espiritualistas de Sergio Felipe são respaldadas pelo posicionamento pessoal do autor e não por evidencias científicas. Isso fica evidente em sua pesquisa que embora tenha sido realizada em neurociência na Universidade de São Paulo, as interpretações espiritualistas foram feitas em seu consultório. Em momento algum vemos qualquer explicação que respalda cientificamente a questão espiritual, vemos unicamente estudos neuroanatômicos da glândula pineal. Novamente caímos na tentativa de respaldar cientificamente o que Descartes preconizava com o dualismo cartesiano. Se compararmos isso com a estrutura de construção de conhecimento da ciência tais propostas ficam a mercê do idealismo e não no materialismo metodológico. Na teoria do conhecimento ou epistemologia da ciência há duas posições básicas: a idealista e materialista.

De acordo como idealismo, a consciência ou o pensamento é uma entidade espiritual que se autocria e se desenvolve. Sendo assim, a com a realidade objetiva (ou matéria) é expressão desse desenvolvimento. Isso quer dizer que a matéria é resultado do desenvolvimento da consciência. O idealismo pode ser expresso também como uma força espiritual que dá vida a todos os objetos ou um complexo de sensações produzidas pelo mundo físico.

O materialismo, no entanto, argumenta que a consciência é apenas uma consequência do desenvolvimento da matéria que é expressa no pensamento humano cujo material de base é o cérebro. Nesse sentido, afirma-se, a partir da posição do materialismo dialético, que o pensamento é o reflexo da realidade objetiva.

Que evidencias temos de que a consciência surgiu primeiro e se manifestou em matéria posteriormente? É possível existir consciência sem a matéria? A consciência existe sem um complexo cerebral dotado de neurotransmissores?

Se por um lado o materialismo parece um pensamento primário porque reconhece que a origem do pensamento esta ligada as bases cerebrais dos seres vivos, por outra acreditar que o pensamento e a consciência são externos é de uma infantilidade absurda. Sem uma base física, ou seja, sem hardwares um computador que realiza cálculos e processa informações jamais existiria. Isso ocorre porque a lógica formal ou o raciocínio da informática é válido nos dois sentidos e desconcerta a analogia usada pelo palestrante. Dizer que somos incapazes de sustentar a auto-consciência segundo o teorema de Gödel não prova cientificamente tal afirmação. Mesmo porque a consciência surge da base física do sistema nervoso central já que o estado de consciência pode ser alterado diante de determinadas circunstâncias.

Este é um problema fundamental da filosofia, a resolução do que é primário e decisivo, se é a consciência ou a matéria. Essa resposta vai depender de qual caminho a seguir um filósofo. Cientificamente não se pode determinar o estado de consciência de uma pessoa que é anencéfala pelo simples fato de que não há consciência.

Ao contrário do que pensa Sergio Felipe, nossas funções motoras atuam como os botões de televisão sim. O fato de arrancarmos um botão da televisão não permite mais o acesso a determinados canais. A analogia é limitada pelo simples fato de que a televisão pode ser consertada ao inserir um novo botão. No caso de uma lesão cerebral, como uma hipocampectomia por exemplo, certamente veremos danos permanentes ao cérebro no que diz respeito a memória e certos funções corticais. Essa função cognitiva pode ser perdida definitivamente e respalda a ideia de que a base da consciência é material.

Outra questão que demonstra como o estado de consciência está ligado ao materialismo biológico do sistema nervoso é o fato de seu estado ser alterado com o uso de entorpecentes ou substâncias alucinógenas. Se o estado de consciência de uma pessoa pode ser alterado ao ingerir álcool é evidente que existe uma correlação direta entre determinadas substancias que afetam o pleno funcionamento do sistema nervoso central.

A consciência é alterada, e não vejo improbabilidade matemática alguma da consciência ser gerada como uma característica biológica da nossa espécie. Isso ocorre pelo simples fato de que a consciência é um estado biológico como qualquer outro de nossa espécie ou até mesmo diferentes graus de consciência que podem ser identificados dentro do grupo dos animais, em especial dos primatas.

A consciência como capacidade de se reconhecer como ser vivo e de julgar os próprios atos pode ser gerada como uma manifestação biológica assim como um comportamento ou uma estrutura anatômica. Ela esta relacionada ás funções neuro-anatômicas do sistema nervoso central (veja NEUROSCIENCE AND PHILOSOPHY MUST WORK TOGETHER e ASPECTOS RELIGIOSOS E NEUROBIOLÓGICOS DA CONSCIÊNCIA).

Sob essa concepção, podemos de fato comparar nossos sistema nervoso a um computador, mas a analogia ainda sim tem limites (veja SIMILARIDADES ENTRE O VIRTUAL E BIOLÓGICO). Mesmo o programador de computador que possui um alto grau de conhecimento deve ser adquirido essa competência de alguma forma, e certamente tem uma origem. Permanece a questão teológica a respeito da origem do programador, ou do designer inteligente.

A nossa capacidade de raciocinar ou de consciência pode ser resultado de um programador cego, ou de vários, chamados de mecanismos evolutivos. Será que toda essa linha de raciocínio que discorro aqui não foi computada pelo meu cérebro e sim por algo que veio de fora do meu ser? Ou será que todos esses questionamentos e pensamentos críticos discorridos aqui é resultado da integração cognitiva de diferentes partes do cérebro?

Note como o raciocínio deixou de ser científico e caiu na mera especulação filosófica teológica de que o pensamento e a consciência são resultados de algo externo. Diversos estudos de noética são feitos neste sentido e jamais foi demonstrado que a informação produzida no sistema nervoso de uma pessoa extravaza os limites geográficos da caixa craniana e são capturados pelo campo magnético da pineal de outras pessoas.

Outra questão bastante inconsequente é postular que problemas espirituais devam ser tratados de forma científica ou medicinal. Há uma grande irresponsabilidade nessa afirmação. Há registros no mundo todo de pessoas que tinham problemas psiquiátricos e que foram tratadas como caso de possessão e acabaram morrendo por falta de tratamento.

A igreja católica tem de se certificar de que determinados caso de possessão não passem de uma doença psiquiátrica como síndrome de Tourette ou epilepsia (do grego possessão), distúrbio bipolar (alteração repentina de humor), transtorno de múltiplas personalidade. Existem casos, como na Ucrânia onde um garoto foi morto durante um ritual de exorcismo. A psicologia como ciência não reconhece a possessão demoníaca como fato. Ela trata problemas tais problemas como distúrbios psiquiátricos e não reconhece como manifestação espiritual pelo simples fato de que toda sua linha de atuação é embasada na metodologia ciência tradicional e não no misticismo.

Aqui no Brasil deputados psicólogos pertencentes á bancada evangélica em Brasília manifestaram uma opinião bastante controvérsia. Eles afirmam que a homossexualidade seria um problema psicológico ou uma possessão de espírito. Em nota o Conselho Regional de Psicologia declarou que esse não era o posicionamento da academia e que essa interpretação era meramente de cunho pessoal do deputado João Campos (PSDB) e de Mariza Lobo que fez tais afirmações. Inclusive grande parte de pessoas que tomam partido religioso ao exercer a psicologia tem seu registro cassado.

Na medicina também não se reconhece problemas espirituais como causa científica. De acordo com o Código Internacional de Doenças (CID) número 10 na categoria F44.3 que supostamente reconhece os estados de transe e possessão não tem relacionamento algum com qualquer vertente religiosa. Basta ler o que se estabelece no código que fica evidente que problemas espirituais não são tratados como doenças pela medicina. Isso porque a CID 10 categoria F44.3 faz parte da sessão de doenças de transtornos mentais e comportamentais que vão do item F00 a F99. De acordo com essa classificação entende-se transe e estado de possessão como “Transtornos caracterizados por uma perda transitória da consciência de sua própria identidade, associada a uma conservação perfeita da consciência do meio ambiente. Devem aqui ser incluídos somente os estados de transe involuntários e não desejados, excluídos aqueles de situações admitidas no contexto cultural ou religioso do sujeito”.

Em conclusão, não há evidencia alguma que sustente a existência de espíritos sob a perspectiva da ciência. Isso ocorre por razões metodológicas e a aceitação desses fenômenos fica a critério pessoal. Fica evidente que a ciência é cega para esse tipo de interpretação e que faz-se necessário saber fazer o discernimento entre o que é ciência e seus limites e o que é religião. Assim, grande parte do que foi descrito pelo autor da palestra segue como mera especulação feita em um estudo sobre a glândula pineal que cientificamente se restringe a produção de hormônios e manutenção do estado fisiológico dos seres humanos e até mesmo de determinados grupos animais.

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Scritto da Rossetti

Palavra chave: NetNature, Rossetti, Ciência, Consciência, Materialismo, Idealismo, Espiritismo, Glândula Pineal, Medicina, Possessão.

13 thoughts on “O NEO-DUALISMO CARTESIANO PSEUDOCIENTÍFICO.

  1. Olá, Prof. Rossetti,
    Arrisco aqui um comentário ao texto, embora não tenha assistido ao tal video.
    Mas pensei em algo que talvez possa ser igualmente provocativo e estimulante quanto o texto, e aí me lembrei da teoria anarquista do conhecimento de PAUL FEYERABEND, em seu livro “Against method”.
    Na verdade me alio a esse pensador da ciência com o intuito de conduzir a questão da dualidade a que se refere o texto, bem como a questão da “consciência” – que o prof. enfatiza como processo cerebral (ao que entendi) – a um patamar diferente, aliado a um outro método, bastante distinto e preciso.
    Para tanto, não pretendo lançar mão de argumentos que se valham de um mesmo problema – pois para mim são falsos-problemas – como, por exemplo, o epifenomenismo (ou como o prof. preferir “materialismo”) em contraste com o … – o quê? produto do pensamento? ou algo parecido?…
    Para Feyerabend, as metodologias da ciência fracassaram em fornecer regras adequadas para orientar as atividades dos cientistas.
    Se não é possível prever o desenvolvimento da ciência, então, diante da complexidade com que se dá tal realidade dentro da ciência, seria por demais irrealista pressupor a adoção de um método em detrimento de outro, com base naquele em que se obtenha um maior valor indutivo, ainda que, na história da ciência, se verifique o contrário.
    Um outro aspecto importante é ressaltado por aquele pensador, o qual intitula como “incomensurabilidade” : Os sentidos e interpretação dos conceitos e as proposições de observação dependem do contexto teórico em que acontecem.
    Explico: É possível que duas teorias sejam de tal forma fundamentalmente distintas que não seja possível compartilhar suas bases conceituais quando tentamos formulá-las.
    Diante de tal situação, não se torna possível a utilização da Lógica para compará-las, de forma que se tornam incomensuráveis.
    Podemos exemplificar o conceito em destaque quando opomos a mecânica clássica e a relatividade. Ou a mecânica quântica e a mecânica clássica, ou a teoria do ímpeto e a mecânica newtoniana, ou o dualismo mente-corpo e o materialismo.
    Mas ainda não cheguei ao ponto.
    Ocorre que a teoria da incomensurabilidade de Feyerabend padece de sérias objeções, uma vez que de certa forma é possível comparar teorias rivais a partir de critérios, os quais expõe tais teorias a questionamentos racionais.
    De sorte que uma ou outra teoria poderia se mostrar inconsistente em relação a outra na medida em que não correspondesse ao grau de objetividade necessária a sua escolha, como no caso da substituição da teoria de Lorentz pela de Einstein.
    Diante disso, a questão parece inevitavelmente seguir a uma bifurcação:
    Ou estamos diante de um problema cujo questionamento racional é capaz de resolver, ou estamos, antes de tudo, diante de um falso-problema.

    • Bom, não sei muito sobre Feyerabend, mas não sei se as metodologias da ciência fracassaram em fornecer regras adequadas para orientar as atividades dos cientistas. Eu diria que ela é limitada para certas coisas… Como todo sistema de construção de conhecimento, em algum momento elas esbarram em um limite epistêmico. Mas pensando em ciência e anarquismo Bakunin em Deus e o Estado da uma caracterização clássica de como a ciência trouxe uma renovação na forma de visualizar o mundo ainda que a ciência seja limitada.
      desculpe escrever pouco, é que to com muito trabalho!!!
      Abraço!!!

  2. Caro Rossetti, onde falta pão, todos gritam e ninguém tem razão.

    a) Sobre a doutrina espírita, como você de fato parece que sequer a leu, muito menos a estudou, nem vou discutir mas apenas acrescentar alguns pontos.
    A DOUTRINA É DE FATO DOUTRINA MORAL E ÉTICA, E QUE USA O ESTUDO DOS FENÔMENOS DITOS “ESPIRITAS”, QUE NÃO SÃO ESPÍRITAS PORCARIA NENHUMA, PORQUE SEMPRE EXISTIRAM AO LONGO DA HISTÓRIA. Afima, contudo, que o ser-vivo é uma dualidade de ESPÍRITO E ORGANISMO FÍSICO, e com isso a ciência poderia sair de seu enigma de sequer conseguir definir o que seja a Vida, mas crenças são crença, NEM CIÊNCIA, NEM RELIGIÃO NEM ARTES TÊM CRENÇAS ALGUMA, quem tem são os homens, e pior aquele do alto do trono da sabedoria de que ciência, ou melhor, os cientistas, explicam tudo. Sequer explicam a Vida, que já existe funcionando na terra há mais de 4 bilhões de anos, pouco importam nossas “teorias e doutrinas”!!

    b) Quanto à questão da “observação” que é a base da ciência, DEPENDE DOS SENTIDOS E DOS RECURSOS PARA MELHORAR OS SENTIDOS. Aristótels “chutou” o geocentrismo, cuja “teoria” durou 2 mil anos para cair, Darwin a “seleção natural” que não resiste a contestação simples da origem num único ser como doutrina, e vai por aí afora. DEPENDE DA CRENÇA DE CADA UM PARA QUE AS TEORIAS SEJAM VEDADES, ENQUANTO NÃO SE PROVAM, E GERALMENTE QUANDO SE PROVAM, SE TRATA DE OUTRA COISA, como o tal geocentrismo.

    c) Quanto à questão do cérebro, como SEDE DA INTELIGÊNCIA, é como entender que o processador de uma máquina qualquer seja a inteligência do homem, mas crenças não se discutem
    .
    d) Quanto ao “materialismo” da ciência, ou o “misticismo”
    da religião, nem um nem outra são materialistas ou mística, é como entender que uma mera biblioteca possa ser a mesma coisa. SÓ AS PESSOAS PODEM SER ISSO OU AQUILO, e quando você fala, é como estivesse na conidição de falar pelos cientistas, como algum religioso que faça o mesmo por todos, APENAS PESSOAS DOGMÁTICAS QUE ACREDITAM QUE SUAS RESPECTIVAS CRENÇAS SEJAM VERDADES, e crenças principalmente fanatisadas não se discutem. E a crença é apenas evidência de inteligência, quando fanatisada, é a estagnação mental, que cada um tem o direito de exercer a sua.
    As artes (que surgiram primeiro), as religiões que vieram depois e a ciência por último, SÃO MEROS ACERVOS DE CONHECIMENTOS QUE A HUMANIDADE TEM ACUMULADO AO LONGO DO TEMPO. E cada uma tem seu paradigma, onde se entende que o paradigma da ciência é o Mundo Material, que tem suas leis que podem ser entendidas,compreedidas e usadas, e o Mundo Espiritual que também tem suas leis que podem ser entendidas, compreendidas e usadas, bem como as artes. A lei da entropia é uma lei da matéria, E DA MATÉRIA QUE PODEMOS PERCEBER, MENOS DE 5%, e nos achAmos donos da verdade por esses míseros 5% que sequer ainda estamos perto de conhecer de fato. E O MUNDO ESPIRITUAL DIZ UTILIZAR MUITO MAIS A MATÉIRA SUTIL, APENAS OS MAIS DE 95% QUE JUNTAS, FAZEM O UNIVERSO. Mas é evidente que se trata de “acfeditar”, porque sequer temos como “constatar”, a diferença exlusiva é de explicação, cada um no seu próprio dogma de fé. O “elefante branco do LHC” feito de material que percebemos, pretende “encontrar” matéria que não temos como perceber, O GRANDE MÉRITO É DOS EMPRESÁRIOS E EMPREENDEDORES QUE PAGAM PARA OS “DOUTRORE PARDAIS” DESCOBRIREM A RODA, que já funciona no mundo há bilhões e bilhões de anos, PORQUE Só ACREDITAM NAQUILO QUE SÃO CAPAZES DE VER COM SEUS SENTIDOS, sendo que a inteligência foi feita para o homem ter outro nível de visão. MAS CRENÇAS NÃO SE DISCUTEM.

    e) Por fim, a respeito do dualismo, gostaria que o amigo me explicassse, porque a ciência não explica, O QUE ACONTECE NA MORTE DE UM SER VIVO. O MESMO ORGANISMO MATERIAL É VIVO ANTES, E MORTO DEPOIS DE UM INSTANTE APENAS? Se tudo é “matéria” como diz o materialista fanático, COMO O MESMO ORGANISMO MATERIAL PODE SER UM COISA ANTES, E OUTRA COISA DEPOIS? E se o amigo tiver a explicação, SE CANDIDATE A UM PRÊMIO NOBEL, pois estará revelando o que a ciência sequer sabe até hoje.

    E, no entanto, tudo fica claro como água, quando se admite a dualidade, que apenas precisa de se abandonar dogmas de fé idiotas que se sustentam na base de torcidas organizadas, SÃO PORQUE SÃO.
    Ainda estou esperando algum evolucionista me mostrar um único exdemplo de “seleção natural”, hoje ou ontem, que apenas se sustenta como “dogma de fé dos evolucionistas”, como o “Deus Empreteiro” dos outros fanáticos criacionistas. Desafio os dois a mostrarem um único exemplo de suas respectivas crenças, que contudo, como crenças, não discuto, até Papai Noel existe para quem acredita!!
    Abs.
    arioba

    • a) o que foi destacado no texto é especialmente o modo na qual o espiritismo trabalha e se assume como ciência embora não seja uma ciência no modo tradicional de se fazer. Kardec adotou posturas cientificas e religiosas e criou uma nova doutrina que não é científica. Neste caso, pouco importa o conceito de vida, mas sim a incapacidade desse dualismo de organismo e espirito.

      b) O fato de terem inferido um conceito não significa que sejam idéias metafisicas. Tanto que sob o ponto de vista observacional a ciência confirmou as idéias de Aristóteles e a concepção de evolução não parte de Darwin, mas de muito antes dele.

      c) Exatamente, um processador funciona com transistores e com eletricidade, muito parecido com um sistema nervoso, mas no processador não há um centro espiritual, e ao que parece, nem no homem. Voce parte do pressuposto que o ser humano é uma maquina, ele é uma maquina?

      d) Exatamente, cada um tem seu paradigma, agora porque usar palavras como “espirito” “alma” e “crença” sendo que ciência é uma coisa e religião é outra. Cada uma que trabalhe em sua área de atuação e que as pessoas deixem de confundir ou aplicar fazer suas crenças religiosas pessoais em uma ciência. Para a ciência pouco importa Gêneses, afinal seu modo de atuação é distinto, para a religião pouco importa Big bang ou a evolução porque o que os faz crer na criação é a fé e não as evidências. Portanto, qual a funcionalidade do discurso apresentado no video acima? Nenhuma, afinal a parte anatômica foi realmente cientifica, mas a parte conclusiva foi meramente pessoal, espiritual desprovida de metodologia cientifica.

      e) Morte é o processo onde as funções metabólicas e fisiológicas cessam, o DNA é denaturado. Antes da vida simplesmente não eramos nada, passamos a ser quando ‘nossa primeira célula se forma e potencialmente um ser humano quando nossa massa celular fetal tem a capacidade de se diferenciar nos diferentes tecidos humanos. Antes não ha nada, nem espirito, nem alma, nem periespirito. Se há algo antes ou depois não é função da ciência descobrir, mesmo porque ela é cega ai metafisico. Passamos a existir a partir do momento que nossas funções orgânicas passam a ser formuladas na gestação. Qualquer atribuição de valor espiritual sai da ciência e cai na interpretação teológica. Não é preciso se candidatar a Nobel, é consenso científico que o que ha antes ou depois da vida, se é que há, não faz parte da ciência. Quem tem de explicar o que somos, se é que somos e como somos depois da morte é a religião, que trabalha exclusivamente com o metafisico. Alias, devem explicar o que somos antes da vida orgânica ser formada. Até agora jamais vi uma explicação teológica para o que eramos antes de nascer, sempre pensam no após a morte. E mesmo assim, isso sempre vai exigir um valor teleológico..

      • a) Espiritismo não “trabalha”, quem trabalha são as pessoas, e evidentemente através de suas igrejas, UM TERREIRO OU NUM CENTRO É UMA IGREJA. Confunde-se a ‘doutrina’ com rituais e fenomenologia. O fato é que listei várias revelações feitas há 160 anos na doutrina espírita, e que a ciência agora começa a “descobrir”, como por exemplo a matéria não perceptível que representa mais de 95%, E FICAMOS ABISMADOS COM FENÔMENOS QUE NÃO ENCONTRAMOS RESPOSTAS, um deles os tais OVNIS. A ciência é o que é, UM ACERVO DE CONHECIMENTOS AINDA NA INFÂNCIA, e critico os cientistas que se acham donos da verdade porque conhece um pequena parte da ciência, QUE NÃO SABE AINDA NADA DE NADA!! É como o roto falando do esfarrapado, na discussão inútil sobre evolucionismo e criacionismo, ou sobre Deus etc.
        O que estou dizendo é que muitas explicações, estão nas religiões, e não na ciência, PELO SIMPLES MOTIVO PORQUE DEPENDE DE SUA INSTRUMENTAÇÃO PARA OBSRVAR, AVERIGUAR, ETC., a burrice é só acreditar naquilo que é capaz de ver, seja com a vista ou com qualquer isntrumento. Entender não é saber e muito menos fazer, É COMO ENTENDER O MAGICO, SEM SER MÁGICO.

        b) Voltamos sempre ao ponto de partida, A EVOLUÇÃO EXISTE, O QUE NÃO EXISTE É A SELEÇÃO NATURAL, ISSO PARECE NÃO ESTAR CLARO NESSA DISCUSSÃO. A Árvore da Vida é igual à Tabela Periódica, É CIÊNCIA, a seleção é palpipte que não se constata em lugarou tempo algum, estamos falando como dois surdos.

        c) No processador não há um espírito? E O QUE VOCÊ ACHA QUE É O HOMEM, um robot? É nisso que um organismo qualquer difere de um “ser-vivo” que você até agora não explicou o que entende ser.

        d) Caro Rossetti, vamos alinhar nossas premissas. ARTES, RELIGIÃO E CIÊNCIA, admito como “bibliotecas” da humanidade, as pessoa as utilizam para fazer isso ou aquilo, e par isso usam suas instituições que chamo “temporais” e todas precisam de dinheiro. Não critico o dinheiro nas igrejas, critico o uso que se faz deles, como também nas empresas, nos governos etc. É essa mistura de “alhos com bugalhos” que tenho questionado o tempo todo. O home através de sua inteligência, necessita evoluir seu intelecto e isso se faz através dos conhecimentos da ciência, sua moral através dos conhecimentos das religiões e sua ética através das artes. NÃO SOMOS SÓ CIENTISTAS, OU SÓ RELIGIOSOS OU SÓ ARTISTAS, SOMOS TUDO AO MESMO TEMPO, em geral variando a intensidade numa outra coisa.
        Quando Einstein fala de religião sem ciência ou vice-versa, na realidade está falando do comportamento do homem, pois nem uma nem outra fala, faz, etc. etc. As pessoas sim. Paradigma que falo delas, se refere ao “jeitão” onde se instala seus conhecimentos, NO MUNDO MATERIAL PARA A CIÊNCIA E NO MUNDO ESPIRITUAL PARA A RELIGIÃO, as pessoas fazem tudo ao mesmo tempo.
        Você como ateu só precisa escrever ou fazer sua doutrina que sirva para mais alguém, como faz qualquer “religioso profissional”, disse isso num foro de ateus, e quiseram me linchar, MAS É A REALIDADE, É SUA CRENÇA RELIGIOSA POUCO IMPORTA SE GOSTA OU NÃO. Essa forma idiota de discussão é que contesto.

        e) Vamos ver as contradições de sua “definição”.
        – As células que “metabolizam o que você chama de vida” morrem a todo instante, inclusive com seus respectivos DNAs, mas o “organismo vivo”, não morre, certo? E nenhuma célula é viva, COMPORTA COMO SE FOSSE, e isso a diferencia de um virus ou bactérias.
        – “ANTES DA VIDA NÃO ÉRAMOS NADA”, quem éramos? Se você me explicar, posso compreender o que você pensa, e mesmo que a ciência ainda não saiba nem de leve quem “éramos” antes de ser.
        Vou te responder: Éramos apenas espiritos, que também não bate com as igrejas!!
        – “Antes não ha nada”, logo, A ENTROPIA VAI PARA O ESPAÇO, porque qualquer “arranjo material”, e o ser-vivo é um arranjo, precisa de alguma forma externa de energia. O que você está dizendo é que cada ser-vivo é uma milagre ou de Deus ou do “nada”, é exatamente isso que contesto.
        – Que não é função da ciência saber o que há “antes da vida”, também concordo, a questão é dizer que não há nada. COMO?
        – Quem tem que explicar é a religião? ENTÃO, VOCÊ CONCORDA COM ISSO? E se o cientista quer saber como “começa a vida”, tem que ser religioso? Estamos afinal, de acordo? RELIGIÃO NÃO É IGREJA, a discussão começa na confusão!!
        – Se nem a religião é clara “quando começa a vida”, e a ciência é absolutamente omissa, SABE POR QUE DISCUSSÕES BOBAS SOBRE ABORDO, EUTANÁSIA ETC.?
        Mas o fato é o seguinte, NUM DETERMINADO UM ORGANISMO “COMEÇA A SER-VIVO” E NOUTRO INSTANTES DEIXA DE SER-VIVO”.
        Esse “algo” o espiritismo chamou de “espirito”, que não temos recursos “científicos” para perceber, assim como mais de 95% da própria matéria. Difícil entender a “vida”? Outra coisa é como se “faz isso”, a ciência daqui um bilhão de anos vai poder saber, pois a vida já existe como é na Terra há mais de 4 bilhões de anos, É ESSE ORGULHO E PETULÂNCIA IDIOTA QUE CRITICO NOS CIENTISTAS.
        Sem juntar as artes que impelem a evolução pela procura do “melhor ou da excelência” na ética, da moral que significa a justiça pelo cumprimento das leis que é paradigma das religiões, e do intelecto que singifica o conhecimento das leis através da ciência, SOMOS ESPÍRITOS IGNORANTES, mesmo que cheios de diplomas,
        É só isso mesmo, e que bate com Einstein como “filósofo”. Entretanto, CRENÇA É CACHAÇA DE CADA UM, formiga e gato não precisam de crença alguma, exceto no homem!!

        arioba.

      • a) O fato de haver semelhanças entre idéias não implica que tenham sido descobertas antes. Já vi uma linha de pensamento criacionista que retrata como o Big Bang e até mesmo a evolução pode ser lidos nas entrelinhas de Gêneses. E que a ciência só esta desvendando o mecanismo divino da criação. Se por um lado mistérios desvendados sobre a matéria casam com a concepção espirita, casam também concepções a respeito do fim mundo, de que certamente ele vira dos céus. Teologicamente representada por uma manifestação divina e cientificamnete representada por um meteoro. Essa concepção é análoga a muitos casos a anos. A ideia de que a natureza seja uma criação não de Deus mas sim do demônio dado o grau de violência na qual atua pode ter um significado muito mais coerente. Portanto, pouco importa o conceito de vida, mas novamente, esse dualismo entre matéria e a presença do espirito na pituitária é meramente especulativo. Isso fica evidente na metodologia do Sergio Felipe durante o vídeo. A parte cientifica, analítica do sistema nervoso é feita em um centro acadêmico. As interpretações teológicas são feitas fora do ambiente acadêmico. Cientificamente voce nunca poderá defender um doutorado em neurociência dizendo que a pituitária tem estruturas de hidroxiapatita para auxiliar a sinalização espiritual. Isso é especulação e teologia e não ciência.

        b) Bom, seleção natural como mecanismos evolutivo há diversos exemplos que já citei e até mesmo o Lucas com suas evidencias moleculares. O livro a Origem das espécies é um tolete de 20 anos de coleta. Ai vai de cada optar por não acreditar.

        c) Um homem não é um robô nem mesmo uma máquina, sua expressão em vida, assim como de todos os seres vivo é basicamente o que se entende por organismo. A vida não se expressa sem sua parte orgânica dada a suas propriedades básicas, o metabolismo e a herança são aspectos materiais. Até mesmo a consciência. O cérebro e um computador atuam de forma relativamente semelhante, exceto pelo número de vias de transmissão de informação. Há algumas outras analogias entre maquina e um ser vivo, mas o ser vivo não é uma maquina em si, essa é uma expressão errada. Partir do princípio que o ser humano é uma maquina é inferir que ele é imutável, que ele é fixo. A grande diferença é que um processador executa tarefas como um sistema nervoso, ainda que não tão sofisticadamente em alguns pontos. Nem por isso exige uma alma para executar tais tarefas.

        D) é simples, ciência explica os fenômenos do céu a religião explica como se vai para o céu. Duas coisas distintas, como bananas e maças são duas meras frutas de uma salada de fruta. Não misturemos maças e bananas.

        e) O que há antes ou depois da vida não faz parte da ciência, não é ela quem responde. Alias, isso nem faz diferença cientificamente falando, porque a ciência é incapaz de enxergar além da vida. O que há antes ou depois é meramente dito pelos argumentos religiosos e encima deles os contrapontos filosóficos e psicológicos. É evidente que a existência de um Deus, uma inteligência suprema tem um peso psicológico distinto na formação moral de uma pessoa. Deus resolve qualquer questão do mundo, a origem do universo e a minha meia é branca porque Deus quis assim. Reduz a complexidade das coisas a um mero Deus.
        A célula é a unidade básica da vida. Uma bactéria, apesar de ser unicelular é um ser vivo. Em alguns casos a vida só se manifesta quando o ser entra em atividade metabólica e reprodutiva, como o vírus. Outros ainda ficam em um estado um pouco mais obscuro de classificação, como os príons que não tem DNA. Um príon é uma proteína que só é expressa quando invade um ser vivo, mas ele não é considerado um ser vivo.
        Não estou dizendo que um ser vivo é um milagre de deus, estou dizendo que um ser vivo é dotado por suas propriedades orgânicas, sem elas não ha expressão de vida, sem DNA, sem metabolismo e sem célula não ha ser vivo. A origem do ser vivo é um mistério com algumas poucas evidências que a ciência tem já que partes da química básica que faz parte da vida pode ser formada no espaço. Pequenos aminoácidos e pequenos pares de bases de DNA já foram descoberto em outros planetas. De fato, mais de 147 moléculas orgânicas, ligada a vida já foram identificadas no espaço. Não há razão alguma para suspender a ideia de que somos fruto de um processo puramente natural para adotar a postura comoda de que tudo foi criado inteligentemente em um piscar de olhos de seis dias. Se parece absurdamente ignorante postular que somos resultado da manifestação da química orgânica que começou a 4,5 bilhões de anos então é estupidamente impossível acreditar que o homem veio do barro e a mulher de uma costela ou que viemos das pulgas do deus chines P’an’ku ou do barro e da madeira dos orixás do umbanda.
        Se a ciência não consegue provar a origem da vida como um processo natural prefiro dizer que desconheço a origem da vida do que afirmar categoricamente que ela foi criada por um ser inteligente acima de nós. Alias, esse raciocínio é circular. Se há um ser inteligente criador de tudo deve haver um ser ainda mais inteligente para ter criado ele, e assim sucessivamente como em uma casa de boneca russa. Se Deus é eterno e criou a si mesmo porque o universo não poderia fazer o mesmo?
        Prefiro assumir a ignorância socrática, afinal não é feio dizer que não sabe uma coisa, e deixar aberto a concepções sobre a origem do universo do que cair na tolice teológica absolutista de que tudo foi criado por um ser inteligente que criou tudo cuida da gente mas não ajuda um miserável etíope com um prato de comida. Isso nào é um deus inteligente, é um maldito narcisista.

      • Tenho que reconhecer que estamos discutindo idéias, e por isso faço questão também de ir em frente.

        a) Amigo, não discuto afinal o que está registrado nos acervos das Artes, religião e ciência, ESTOU DISCUTINDO QUE PENSAMOS SOBRE ISSO. Você insiste em refutar idéias criacionistas que também contesto, mas não defende as idéias evolucionistas que de fato “acredita”, e sequer critico sua crença. Cientificamente um ‘doutorado científico” é um ritual acadêmico, como é o “doutorado teológico religioso”, meros ritualismos inaugurados pelas igrejas na pajelança de governos começados em Adão e Eva, NÃO CRITICO O RITUALISMO, CRITICO A DISCREPÂNCIA DE TRATAMENTOS NELES, ritualismo é ritualismo, pouco importa se científico ou religioso ou também artístico. A Vida é um fato, DESCRTIO DE CERTA FORMA PELOS CRIACIONISTAS E DE OUTRA FORMA PELOS EVOLUCIONISTAS, E QUE CRITICO NA SUPOSIÇÃO DE OUTRA HIÓTESE QUE ME PARECE MUITO MAIS RAZOÁVEL. ATÉ AGORA VOCÊ NÃO CONTESTOU QUE A VIDA SEJA A DUALIDADE DE UM ORGANISMO MATERIAL E UMA ENTIDADE ESPIRITUAL, exceto pela sua crença de que não é!!
        b) Não entendi o que quis dizer, MAS SE DISSER QUE ARISTÓTELES E DARWIN DERAM APENAS SEUS PALPITES ABALIZADOS SOBRE ALGO, ESTOU DE ACORDO COM VOCÊ, E JÁ DISSE ISSO VÁRIAS VEZES.
        c) Essa é crença que procuro entender. Numa máquina o homem ‘coloca’ sua inteligência através de seu projeto, e só funcniona quando o homem quer que funcione, por isso a liga e desliga. QUER DIZER, A MÁQUINA SE COMPORTA COMO SE FOSSE SER-VIVO PORQUE TEVE COMO ORIGEM A INTELIGÊNCIA DO HOMEM, E FUNCIONA SOB SEU COMANDO, E não é exatamente isso que podemos evidenciar em qualquer outro ‘ser-vivo’ que podemos evidenciar? Como diz o Guru Dawkins, são coisas diferentes porque um é feito de carne e osso, e o outro não, apenas? TEM ALGUM SENTIDO LÓGICO ESSE TIPO DE ABORDAGE?. De onde sai a eletricidade que funciona a máquina? DA SELEÇÃO NATURAL DA PRÓPRIA NATUREZA? A NATUREZA PRODUZ ELETRICIDADE PELA MERA QUEDA DÁQUA, OU DA QUEIMA DE COMBUSTÍVEL NUM MOTOR? É questão pura e simples de comparar conceitos.
        d) Por que usar conceitos de “espírito, alma etc.”? Pelo mesmo motivo que se usa “motorista, operador de máquinas, projetistas, etc.”, meras convenções linguísticas. se a ciência tiver outro termo para o “motorista” do ser-vivo, melhor e mais elucidativo do que espírito alma etc, qual o problema?
        A QUESTÃO É CONCEITUAL. A religião se concentra no Mundo Espiritual, que se manifesta em geral ao homem, através da matéria que não temos como constatar, a ciência se restringe ao Mundo Material, na matéria que podemos constatar, menos de 4,6%, é só isso, o resto é a discussão súperflua de evoluicionistas e criacionistas, que não explica e não resolve nada.
        Quanto ao vídeo, que sequer vi e sequer conheço seu produtor, RELIGIÃO E CIÊNCIA NÃO SÃO PESSOAS, SÃO ARQUIVOS, MAIS NADA, É SÓ COMPREENDER ISSO.
        e) Ciência é incapaz de enxergar além do “agora”, e se faz alguma “previsão” há que ter um suporte matemático ou estatístico, as pessos podem fazer previões inteligentes mais para a frente. A religião não fala do ontem exceto como ilustração, fala do amanhã, COMO CONCEITO MORAL DO INDIVÍDUO COMO INTELIGÊNCIA, são suas diferenças básicas que insisto em mostrar como meu entendimento. “Argumentos religiosos” são iguais argumentos científicos, PESSOAS PRESUMINDO VERDADES, que se acreditam ou não. A questão é o dogmatismo isolado de que os argumentos religiosos são verdades maiores ou menores do que os argumentos científicos, MERAS CRENÇAD E CADA UM. Deus resolve qualquer questão do mundo para o religioso, principalmente fanático, como o ‘nada” resolve as mesmas questões principalmente para o ‘cientista fanático”, em ambos os casos cada uma está imaginando o seu “deus” de sua forma. É isso mesmo que tenho dito.
        Célula, bactéria ou virus, prion etc.! Esse é o problema da ciência reducionista ou dogmática, confunde “explicar coisas’, com entender coisas”. TODOS SÃO BASICAMENTE ORGANISMOS IGUAIS, MAS UNS SÃO SERES-VIVOS OUTROS NÃO, por que, se os organismos são iguais? É só explicar isso. Metabolismo significa trabalho, me mostre um único trabalho que não tenha origem intelignete, UM ÚNICO APENAS, e não venha com automotaistmo, cuja origem é um projeto inteligente, e é isso mesmo que observamos no espaço, ASTROS AUTOMATICAMENTE DESCREVENDO SEUS MOVIMENTOS, ETC. ETC.
        Você não está dizendo que o ser-vivo é milagre de Deus, diz que É MILÁGRE DO ACASO NATURAL DA NATUREZA, e a pergunta é, QUAL A DIFERENÇA, A NÃO SER UMA MERA CRENÇA? Entender uma coisa, que considero mais perto da religião, não é a mesma coisa que “saber” sobre essa coisa, que está mais perto da ciência. Entender é inteligência, saber é conhecimento, então, poderíamos entender que a inteligência é paradigma da religião, como o conhecimento é paradigma da ciência, exatamente o que fala Einstein e que estou de acordo. Burrice é amarra o burro somente numa delas.
        Seu entendimento da “ignorância socrática” acho equivocada, mas nada pessoal. Sócrates se referiu que à medida que o homem adquire conhecimento, isto é, evolui com sua inteligência, descobre que está muito aquém de tudo (sei que nada sei). Conhecimento é ciência, inteligência é faculdade, todos seres-vivos inteligentes, poucos adquirem mais conhecimentos enquanto vivos, isso nos diferencia do resto. Quando amarramos nosso burro num determinado acervo de conhecimento, deixamos de evoluir, é isso que entendo na filosofica socrática, e que de fato significa o ‘dogma de fé’, que significa não haver infinito, O LIMITAMOS. Quando nos isolamos nas nossas próprias crenças ou de outrem, ELIMINAMOS O INFINITO, QUE É REAL E FORA DE NOSSO ALACANCE.
        Por isso insisto com Eintein, que ciência sem religião é manca, religião sem ciência é cega, e complemento que ambas sem as artes, ficam estagnadas e fossilisadas.
        De qualquer forma estamos discutindo idéias e pensamentos, e não crenças de cada um, que é um direito ‘natural’, que chamo de ‘inteligente’.

        arioba

      • a) Antes de ser um ritual, é uma definição clássica do que cada acervo é. Voce comete o mesmo erro dos criacionistas, tenta reduzir todos os acervos a forma de pensar religiosa. Quando ciência, arte ou filosofia afirma uma coisa reduz então a dogmas. Dogmas são leis ou doutrinas estabelecidas por uma tradição ou revelação divina. Ciência trabalha com modelos, paradigmas e fatos científicos, filosofia com linhas de pensamento sistematizado e artes com manifestações de intuição e emoção. Não ha dogmas nelas, exceto na religião onde as verdades são absolutistas por revelações divinas. Dai dogmas!!!

        c) Essa é a grande diferença, o homem projeta maquinas, elas são extensões da inteligencia humana, mas não é isso que esta em questão e sim o conceito do que é vida. A vida esta ligada a base orgânica de qualquer forma, não se é vivo sem a manifestação da matéria. Não há vida sem células sem DNA, sem metabolismo… a vida e os seres vivos não são maquinas apesar de certos análogos. A explicação do que é vida sob o ponto de vista orgânico é metafórica em relação a uma maquina. O fato de genes e células cooperarem entre si não faz do nosso corpo uma maquina, as maquinas são fixas e exercem uma função limitada, nós temos autonomia.

        d) É exatamente isso que estou dizendo, ciência trabalha com o materialismo metodológico e a religião com o mundo espiritual, agora não vamos confundir os dois. O espiritismo ou essas religiões pelo mundo e até mesmo o criacionismo pode se manifestar como ciência no sentido de conhecimento a ser adquirido ou construído, mas jamais do ponto de vista da ciência tradicional embasada na metodologia empírica e nos paradigmas. A idéia não é excluir a religião, mas exatamente não misturar os dois. São sistemas distintos, atribuir valor científico para demonstrar a existência de alma, espírito e Deus é impossível. Não se enfia Deus em um tubo de ensaio. Como fazer um experimento que demonstre a existência do espirito conforme dito no vídeo acima?
        Mera especulação sem possibilidade de provar, filosófica ou teológica. Isso não é ciência, é teologia e tentar dar valor material a algo que deve ser acreditado pela fé. Quando voce vem aqui e fala sobre espirito, inteligencia acima de nós é uma mera especulação, afinal, o fato de o universo parecer projetado para algo não prova a existência de uma inteligência. Modelos aleatórios (ausência de padrão e não espontaneidade) também explicam, as bolhas de sabão que são extremamente bem desenhadas, esféricas e são assim pela forma na qual as moléculas de água e de sabão se ajustam da forma mais eficiente, não porque foram modeladas desta forma, mas pelas propriedades físico-químicas da estrutura..
        O que voce parece afirmar é que os mistérios do mundo já foram resolvidos. Deus criou a vida, o universo a inteligencia e é a inteligência. E a questão da origem de Deus permanece aberta e na casa de boneca russa. Se tudo faz parte de um teatro superior, apenas dançamos conforme a música e a vida é simplesmente a vida. A complexidade do universo se resolve a simplicidade de existência de um ser imaterial que criou-se. E esses elementos imateriais, energéticos é o que oferecem a vida ao material orgânico?
        Não é vergonha dizer não saber se algo, pelo contrario, isso é um campo aberto a ser preenchido com conhecimento, isso Sócrates deixava claro em seus discursos. Ele voltava para casa com mais perguntas do que respostas.
        Não estou excluindo a Deus, só acho que processo naturais devem ser explicados por mecanismos naturais, se Deus existe ele e os que acreditam nele devem mostrar isso para o mundo através de suas obras divinas ou simplesmente explicam aquilo que os outros acervos não explicam. Quando enfiamos deus nas respostas tudo fica simples, afinal ele é ilimitado, ele pode tudo, desde fazer milagres, salvar vidas, arrumar empregos e vagas no centro de São paulo até andar sobre as águas, encher o planeta com água, abrir mares. Um Deus dos impossíveis cega qualquer ignorância a ser preenchida, ele preenche a ignorância com um cabresto.
        Se bem que eu gostaria de ver a supremacia desse ser inteligente curar alguém com síndrome de Down, com progeria, com alzheimer que são doenças irreversíveis. Seria um bom teste!

  3. CITAÇÃO) Vamos ver as contradições de sua “definição”.
    – As células que “metabolizam o que você chama de vida” morrem a todo instante, inclusive com seus respectivos DNAs, mas o “organismo vivo”, não morre, certo? E nenhuma célula é viva, COMPORTA COMO SE FOSSE, e isso a diferencia de um virus ou bactérias.
    Isso aqui é uma total demonstração de pouco conhecimento sobre os diferentes reinos da vida e principalmente de organismos unicelulares como bactérias, FUNGOS e protistas, que apesar de serem indivíduo/célula possuem tudo que um “SER-VIVO” possui. Sua capacidade de formar colônias é notável, sendo que em vários casos as colônias têm sua própria fisiologia análoga a tecidos mais “modernos”.

    CITAÇÃO) Ciência é incapaz de enxergar além do “agora”, e se faz alguma “previsão” há que ter um suporte matemático ou estatístico, as pessos podem fazer previões inteligentes mais para a frente.

    Conheço milhares de pesquisadores sérias que fazem previsões matemáticas/estatísticas sobre perguntas relacionadas a seres-vivos e tem grande sucesso(Eu mesmo trabalho com esse tipo de abordagem ) .
    Inclusive um dos modelos que trabalho para otimização de respostas são os ALGORÍTIMOS GENÉTICOS BASEADOS EM SELEÇÃO NATURAL.

    CITAÇÃO) Célula, bactéria ou virus, prion etc.! Esse é o problema da ciência reducionista ou dogmática, confunde “explicar coisas’, com entender coisas”. TODOS SÃO BASICAMENTE ORGANISMOS IGUAIS, MAS UNS SÃO SERES-VIVOS OUTROS NÃO, por que, se os organismos são iguais? É só explicar isso. Metabolismo significa trabalho, me mostre um único trabalho que não tenha origem inteligente, UM ÚNICO APENAS, e não venha com automotaistmo, cuja origem é um projeto inteligente, e é isso mesmo que observamos no espaço, ASTROS AUTOMATICAMENTE DESCREVENDO SEUS MOVIMENTOS, ETC. ETC.
    Entendi seu ponto de vista…só Metazoários são seres vivos!!!!
    O resto são apenas organismos! Acho que sua visão de unicelulares é muito restrita.
    O MELHOR jogador do mundo de resta – um é uma rede neural, a única coisa que lhe foi ensinada antes do treinamento(de jogar) foi que ela deveria diminuir sua taxa de fracassos. Não foi ensinado regras nem nada. O MESMO ACONTECE COM OS SERES VIVOS a otimização de sua capacidade de sobrevivência é um resultado da descendência mais apta…não é muito diferente. Claro que esse exemplo é um sand-box limitado, mas os seres vivos não são.

  4. Se não for atrapalhar Rossetti, esse é um pedaço de um outro tópico que as perguntas do arioba tem relação com os questionamentos:

    CITAÇÃO)Caro Rossetti, primeiro sobre “exemplos e provas”, não temos nem um nem outro, acho quem cala consente.
    Sobre a Vida ser “condição química” como entende, VOCÊ CONHECE ALGUMA REAÇÃO QUÍMICA QUE NÃO DEPENDA DE ALGUM TRABALHO FÍSICO PARA ACONTECER?
    Depender de trabalho Físico é uma mera condição das reações acontecerem no mundo físico.
    Já lhe citei exemplo em que ribozimas são geradas aleatoriamente e são capazes de catalisar reações complexas apenas na presença de alguns cofatores como Fe+2 e Mg+.
    Ressaltando fitas de RNA geradas aleatoriamente!!!!
    Lembrando que nunca encontraremos no mundo dos átomos, reações química sem trabalho físico, esse questionamento não faz sentido.
    LEMBRANDO(2), se sua definição de trabalho é gasto de energia, CENTENAS de enzimas do nosso metabolismo realizam reações SEM GASTO de energia. Inclusive o “racional” do metabolismo energético e se utilizar de reações exotérmicas para construir moléculas que exigem gasto de energia para serem formadas, em um processo chamado ACOPLAMENTO.

    CITAÇÃO) Mostre-me uma única apenas, se possível na própria célula! E você conhece um único exemplo de trabalho que não seja feito por algum “ser-vivo”? Mostre apenas um!
    Vários mecanismos de transferência de energia são encontrado na natureza, não temos que ir às células. Os mecanismos de troca de energia que regem o clima do planeta inteiro, que controla chuvas e ventos e etc, são todos criados por transferência de energia(que gera movimento/trabalho) por meio do sol. Lembrando que esse sistema é extremamente organizado ou não teríamos nenhum padrão ou lógica climática.

    CITAÇÃO)Você embaralha conceitos, NÃO É A VIDA QUE SE LIGA À MATÉRIA ELA É APENAS EVIDENCIADA. O que você que de fato está ligado à matéria para lhe dá Vida? É SÓ ISSO MESMO, caro amigo, tão óbvio como lógico, e SEQUISER ENCONTRAR RESPOSTAS, basta ler o que está de fato escrito nas religiões, que têm pouco a ver com igrejas!
    Leia a Doutrina Espírita como “biólogo” como eu li como “cético” despojado de dogmas de fé idiotas, tanto da religião como da ciência!
    Essa lógica é muito limitada. Uma vez que o “sopro de vida” citado por você , que faz os organismos se tornarem vivos só aparece em organismos vivos. Não faz muita lógica ressaltar seu papel, se ele não é observado em outro lugar. Diferentemente da luz elétrica que é observada fora de eletrodomésticos (complexos).
    O que você chama de espírito, eu chamo de metabolismo, que é um requisito para organismos viverem, uma vez que são dependentes e CO-evoluiram.

    • Olá Lucas, fique a vontade, por favor. Concordo com voce, o trabalho físico faz parte da condição material do universo e estou de acordo com a condição de que algumas enzimas do metabolismo realizam reações sem gasto de energia. Mas essa é uma condição que caracteriza apenas um aspecto daquilo que estar relacionado ao que pode vir a ser o conceito de vida. O fato de existir moléculas que metabolizam sem gasto energético de fato vai contra uma condição básica do conceito de vida que é a do metabolismo por gasto de energia. O trabalho e a questão energética sem duvida fazem parte dos processos do mundo físico.
      Mas convenhamos, há muito mais do que isso em uma forma de vida. A presença de uma molécula relacionada a hereditariedade, ou seja, a transferência de suas características as gerações seguintes são elementos que também estão ligados ao ato de estar vivo. A questão essencial é, o que um ser vivo tem de exclusividade que o torna um ser vivo? O metabolismo por si só não pode caracterizar a vida, bem como elementos que se replicam não podem ser chamados de seres vivos senão os memes de Dawkins seriam seres vivos. A questão não é QUAL elemento faz o um ser vivo estar vivo, mas QUAIS elementos faz um ser vivo estar vivo. A vida é algo exclusivo e deve abranger diversas características para ser conceituada.
      A questão não é uma confusão de conceitos, é que a vida se manifesta em um estado especifico da matéria, uma combinação especifica de elementos da química orgânica que inclusive já foram encontrados em outros cantos do universo. O que discutia com Ariovaldo é que ele tenta diferenciar organismo biológico da vida e que a vida é um processo além do que é meramente orgânico. Eu discordei pelo fato de que a vida expressar-se especificamente na matéria, assim como as emoções ou a consciência que não são elementos táteis, propriamente físicos, mas que são resultado da ação e interação entre neurônios através de neurotransmissores, que são elementos materiais. Isso quer dizer que mesmo o pensamento sendo algo imaterial sua base de cognitiva é resultado material. Sem neurotransmissores não há pensamento.
      Elementos materiais, metabolismo celular, elementos químicos. Sem esses elementos não haveria nem a vida nem qualquer estado físico, muito menos o universo.
      O espirito pouco tem a ver com o conceito de vida, se quer existe para a ciência dada sua metodologia. O espirito que fique a encargo dos espiritas. Concordo com voce no que se refere ao metabolismo e aos aspectos básicos da matéria, só não concordo que as pessoas digam que o espirito esta relacionado ao fato de estar vivo. Se querem chamar o metabolismo de espírito que fiquem a vontade, a diferença é que voce consegue experimentalmente interferir em processos metabólicos, o espirito não, ele apenas transcende e o metabolismo não transcende. Essas sim são incompatibilidades conceituais.

  5. Sim Sim….concordo com o que disse.
    As pessoas fazem muito essa pergunta.”o que faz um organismo ser vivo enquanto eles está vivo?” Atribuem isso a um espírito, mas a maioria não gosta de falar de espírito quando lembram que unicelulares são seres vivos! Particularmente enxergo a vida como um modelo autoestimulátorio e autoregulador . Nesse contexto o metabolismo é um facilitador!
    DÊ uma olhada nessa palestra : http://www.estacaodosaber.art.br/videos/palestra-com-romeu-guimaraes-%E2%80%93-%E2%80%9Cpor-que-seguimos-um-padrao%E2%80%9D/

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