UNE NOUVELLE MANDIBULE DÉCOUVERTE À TAUTAVEL (comentado)

Vendredi 20 juillet, les spécialistes du Centre européen de recherches préhistoriques de Tautavel ont annoncé avoir dégagé sur ce site une nouvelle mandibule d’Homo heidelbergensis datant d’environ 450 000 ans, repérée un peu plus tôt ce mois-ci.

La découverte

C’est le 6 juillet dernier, durant la campagne de fouilles estivales 2012 dans la grotte de La Caune de l’Arago, sur le célèbre site de Tautavel (Pyrénées-Orientales), qu’un étudiant archéologue rattaché au Centre européen de recherches préhistoriques de Tautavel (CERP) a découvert une dent dépassant de la roche, seule partie alors visible d’une nouvelle mandibule d’Homo Heidelbergensis (Homo erectus européen) – la 5ème depuis le début de l’exploration du site, en 1964. Les chercheurs ont mis ensuite deux semaines à extraire la pièce du gisement, avec toutes les précautions nécessaires, sous les yeux de nombreux curieux.  

 

Un spécimen qui en fera parler d’autres 

Baptisée Arago 131 – son ‘numéro de série’ parmi les autres fossiles trouvés antérieurement à cet endroit – et vieille, comme nombre de ces derniers, de 450 000 ans environ, la mandibule comporte deux dents et plusieurs alvéoles. Ayant appartenu à un adulte de 30 à 35 ans (probablement un homme, vu sa robustesse), cette demi-mâchoire devra être étudiée en détail une fois débarrassée de sa gangue de sédiments. Elle renseignera les chercheurs sur la variabilité des traits physiques au sein de cette population, dont on possède déjà plusieurs vestiges, tels ces autres mandibules découvertes respectivement en 1969, 1970, 2001 et 2008 – les restes d’individus des deux sexes et d’âges divers, dont une ‘vieillarde’ de 45 ans –, dont elle partage les caractéristiques : des dents robustes et une branche horizontale basse et très épaisse.

Un véritable site-archive

À la Caune de l’Arago, des millénaires de ruissellements et d’éboulements ont comblé la grotte avec des sédiments calcaires, sableux et silicieux, puis en ont obstrué l’entrée qui ne s’est rouverte – encore un évènement géologique – que vers -30 à -15 000 ans : de quoi ‘piéger’ un panorama de l’histoire climatique, zoologique et botanique d’une très longue période, mais aussi et surtout les ossements et les artéfacts des Homo heidelbergensis qui y ont vécu de -700 000 à -100 000 ans. « C’est un véritable livre qui nous raconte 600.000 années d’histoire du paysage et d’histoire de l’Homme en Languedoc-Roussillon (…) Les couches sédimentaires de la grotte fonctionnent comme un disque dur qui nous répercute les informations de la vie de l’époque », dit Henry de Lumley, directeur du CERP, qui, à 78 ans, n’est pas en panne d’images parlantes…

Un enthousiasme intact

Les scientifiques espèrent pouvoir comparer ces restes d’Homo heidelbergensis à ceux d’autres sites, comme la mandibule de Mauer, près d’Heidelberg (Allemagne), ou les ossements de la Sima de los Huesos, à Atapuerca (Espagne). « C’est très rare de découvrir des restes dans un tel état de conservation. C’est fabuleux de trouver une mandibule, parce qu’une mandibule,… ça parle ! », déclare le paléoanthropologue Tony Chevalier, du CERP. « Cette découverte est très importante. C’est le Catalan le plus ancien, découvert dans la couche des 450 000 ans ! », conclut pour sa part Henri de Lumley. Les chercheurs du CERP estiment avoir encore sur les lieux… un siècle de fouilles à mener.

Fonte: Hominidés – Les évolutions de l’homme.

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Resenha do autor

Em Arqueólogos acham uma mandíbula de Homo heidelbergensis no último dia 6 de julho na gruta francesa de Arago, no sítio Tautavel. Esse é o quinto H. heidelbergensis encontrado desde 1964.

Segundo sua datação ele tem aproximadamente 450 mil anos e pertencia a um homem adulto de 30 a 35 anos. Esse maxilar pode informar os especialistas se há variabilidade dos traços físicos nessa população de H. heidelbergensis jé que vários outros vestígios desses hominídeos foram encontrados em 1969, 1970, 2001 e 2008, embora hajam possíveis outros exemplares já descobertos.

A caverna Arago contém diversos fósseis já que durante milhares de anos enxurradas e deslizamentos de terra levaram esses ossos até a caverna que teve sua entrada obstruída em um evento geológico ocorrido entre 30 e 15 mil anos. Esse tipo de evento e bastante comum na vida dos paleontólogos, inclusive aqui no Brasil, alguns pesquisadores de preguiça gigantes só conseguem encontrar fósseis desses animais em fundos de caverna no interior de estados nordestinos.

Encontrar ossos, vestígios e artefatos do H. heidelbergensis que viveu entre 700 e 100 mil anos é encontrar os principais 600 mil anos que fazem o homem ser o que é e nos permite compreender o que nos faz diferente dos neanderthais.

Os paleoantropólogos acreditam que haja mais H. heidelbergensis no sitio de Heidelberg e em Atapuerca na Espanha embora se saiba que seu território tenha chegado até o Oriente médio. O H. heidelbergensis foi o primeiro hominídeo a construir moradias em cavernas, dominar o fogo e desenvolver as principais ferramentas líticas de pedra lascada.

A peça de H. heidelbergensis mais famosa é a mandíbula de Mauer datada em 500 mil anos e combina características primitivas como a robustez, com características modernas, como o tamanho do molar.

Em 1921, foi descoberto um crânio em Kabwe, na Zâmbia, ao qual se deu o nome de H. rhodesiensis.. Este fóssil teria cerca de 200 mil anos e foi posteriormente classificado como também pertencente à espécie H. heidelbergensis, mais ainda permanece a duvida a respeito de seu relacionamento evolutivo com esse grupo.

Em 1993 foram descobertos fósseis de H. heidelbergensis em Atapuerca e Boxgrove na Inglaterra, datados entre 300 e os 500 mil anos, e que foram atribuídos à mesma espécie. A análise destes fósseis, e de outros cuja classificação é ainda controversa.

O H. heidelbergensis apresenta características semelhantes a dos Homo erectus por ser descendente direto deles apesar de já apresentar características modernas.

Quando comparado com o H. erectus, o H. heidelbergensis apresenta diferenças notórias, tais como: aumento do volume craniano para 1100 a 1300cm³. que é de aproximadamente 900cm³  para o H. erectus; a zona mais larga do crânio deixa de ser a base do cérebro e passa a ser a região parietal; a parte de trás do crânio torna-se verticalizada; redução da robustez do crânio, tendência de mudança de indivíduos mais baixos e robustos para indivíduos mais altos e esguios; quando comparado ao homem moderno o H. heidelbergensis apresenta mandíbulas mais desenvolvidas; as proporções corporais de algumas populações (por exemplo, de Boxgrove) poderiam assemelham-se às do H.  neanderthalensis; os seus padrões de crescimento e desenvolvimento parecem semelhantes ao do homem atual, o que daria ao H. heidelbergensis uma longevidade semelhante a nossa; existência de uma dependência infantil e de um período de infância prolongado com a oportunidade de maior aprendizagem já que há evidencias de que os H. heidelbergensis teriam uma cultura bastante desenvolvida em relação as  espécies de hominídeos anteriores.

A importância desta espécie de hominídeo reside principalmente no fato de ter sido provavelmente a primeira a colonizar a Europa após o primeiro Out of Africa. Existe uma terminologia alternativa que trata o H. heidelbergensis como “Homo sapiens arcaico” justamente pelo fato de estabelecer quando a espécie deixa de ser uma e se torna-se outra ao longo do tempo.

 Scritto da Rossetti

Palavra chave: NetNature, Rossetti, H. Heidelbergensis, H. erectus, Neanderthal, Atapuerca, Heidelberg, Boxgrove, Evolução humana.

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Referências

Roger Lewin. Evolução Humana. Editora Atheneu. São Paulo 1999.
* Walter Alves Neves & Luis Beethoven Pilo. O povo de Luzia. Editora Globo. 2008.

2 thoughts on “UNE NOUVELLE MANDIBULE DÉCOUVERTE À TAUTAVEL (comentado)

  1. Si Homo erectus era probablemente cleptoparásito (robaba carroña que aportaban proteínas y grasas de buena calidad) y complementaba su dieta con alimentos vegetales, en Homo heidelbergensis se hace patente un predominio de la dieta carnívora con evidencias de caza . La presión evolutiva para que se desarrollara la caza se derivaría de las condiciones ecológicas del territorio que colonizaron: Europa era fría y durante seis meses existían muchos menos recursos alimenticios vegetales que en África, el carroñeo y el cleptoparasitismo (robar presas a los animales predadores) no aportaba suficientes nutrientes lo que habría inducido (por selección ) a la aparición de conductas sociales dedicadas a la caza: bandas de heidelbergensis se organizaban para perseguir a otros animales y ultimarlos en trampas naturales (precipicios, pantanos) o arrojándoles grandes hachas líticas bifaces e, incluso, rústicos venablos de madera aguzada.

    • Exactamente, este comportamiento es que nuestra especie y los neandertales ha emergido. Los neandertales sólo fueron superados por varios factores que creo no se limitaban a cuestiones cognitivas o sociales, pero una serie de factores que sumados llevó a la extinción de los neandertales.
      Gracias por tu comentario, puedo comentar cuando quieras!

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