ANCESTRAL HUMANO DEMOROU A VIVER NO CHÃO.

Criança de 3,3 milhões de anos mostra que espécie de Lucy vivia em árvores.

A capacidade de caminhar com o corpo ereto foi muito importante na evolução humana.

Selam, um espécime de Australopithecus afarensis de 3,3 milhões de anos do sítio de Dikika, na Etiópia.

Cientistas postularam que isso permitiu a nossos ancestrais enxergar acima da grama da savana (o que é melhor para ver predadores e presas), carregar ferramentas, comidas e bebês, viajar longas distâncias com mais eficiência, e exibir seus dotes para parceiros em potencial, além de outras possíveis vantagens.

De fato, o bipedismo é uma das características que definem nossa espécie. Então é compreensível que paleoantropólogos sejam meio obcecados em descobrir a maneira com que nossos predecessores quadrúpedes realizaram a mudança e passaram a caminhar com dois pés. Agora um estudo se soma ao corpo cada vez maior de evidências de que a transição não aconteceu da noite para o dia.

A descoberta de Lucy em 1974, esqueleto de 3,2 milhões de anos de uma espécie ancestral conhecida como Australopithecus afarensis, demonstrou que adaptações para o caminhar ereto surgiram em nossos ancestrais antes do tamanho cerebral se expandir (outro traço humano fundamental).

Especialistas, no entanto, discordam veementemente quanto vida da espécie de Lucy no chão. Alguns pensavam que  A. afarensis havia abandonado completamente as árvores, que sua anatomia exigia um estilo de vida terrestre e que quaisquer características sugestivas da vida em árvores eram apenas vestígios de um ancestral arbóreo. Outros sustentavam que o A. afarensis ainda passava um tempo considerável nas árvores, e que os traços arbóreos eram importantes para a sobrevivência da espécie.

Por fim a ideia de que o A. afarensis era um bípede completo pareceu eclipsar a teoria competidora. Então, em 2006, pesquisadores liderados por Zeresenay Alemseged, agora na Academia de Ciências da California, anunciaram sua descoberta de um esqueleto incrivelmente completo de uma jovem A. afarensis, batizada de Selam, que morreu aos três anos.

Eles desenterraram o espécime em um sítio de escavação da região Afar, na Etiópia, chamado Dikika, poucos quilômetros do local de Hadar, onde Lucy foi encontrada. É importante notar que o esqueleto de 3,3 milhões de anos preservava escápulas completas, que contêm pistas sobre sua locomoção.

Em seu relato inicial descrevendo Selam, Alemseged e seus colegas apontaram que a anatomia das escápulas do espécime se parecia com a de um gorila, sugerindo que os primeiros ancestrais humanos passavam mais tempo escalando árvores do que se supunha anteriormente. A análise mais detalhada de Alemseged e David Green, da Midwestern University, publicada na Science de 26 de outubro, confirma a avaliação preliminar.
Green e Alemseged compararam as escápulas de Selam às de grandes primatas adultos e juvenis, e também a outros fósseis humanos. Eles descobriram que hominoides (o grupo composto de macacos e humanos, vivos e extintos) têm dois tipos de escápula: um em que o soquete fica virado para cima, e outro, em que o soquete fica de lado.
Homo sapiens moderno e os membros fósseis de nosso gênero têm o segundo tipo de escápula.
Selam, porém, tem o tipo virado para cima. Ela também tem outra característica no ombro parecida com a de macacos: a borda de osso que cruza a escápula, conhecida como espinha escapular, é orientada de maneira oblíqua, e não horizontal, como acontece em humanos modernos. Essa orientação “para cima” do soquete do ombro e a orientação oblíqua da espinha escapular ajuda macacos viventes a escalar árvores.
Enquanto as escápulas de humanos modernos se transformam durante o desenvolvimento, de forma primata para uma forma mais humana, as escápulas de macacos permanecem estáveis – e provavelmente a escápula do Australopithecus também o fazia, de acordo com o novo estudo. Assim, a aparência de primata do ombro de Selam não deveria ser ignorada como um simples traço juvenil. Em vez disso, concluem Green e Alemseged, as descobertas apoiam a hipótese de que o A. afarensis “participava de uma estratégia comportamental que incorporava comportamentos arbóreos por tempo considerável, além da locomoção bípede”.

Em um comentário que acompanha o novo relatório, Susan Larson da Stony Brook University aponta que o famoso esqueleto de Homo erectus (às vezes chamado de H. ergaster) conhecido como Menino de Turkana, mostra que os ombros dos ancestrais humanos passaram por sua transformação há 1,8 milhão de anos. “Essa reconfiguração provavelmente foi parte do surgimento de nosso próprio gênero Homo”, observa ela, “e de uma dependência cada vez maior de ferramentas e cultura para sobreviver”.

Fonte: Scientific american

5 thoughts on “ANCESTRAL HUMANO DEMOROU A VIVER NO CHÃO.

  1. Os primeiros aviões “viviam no chão” e basta ver o esforço de S. Dumont para fazer a máquina voar alguns cm do chão. O QUE SE ESTÁ FALANDO É QUE OS ORGANISMOS SE FORMAM NA MEDIDA DA UTILIDADE QUE ELES DESPERTAM. O que se está chamando de “ancestral humano” é como um “ancestral do avião” ou até mesmo do automóvel, uma carroça desajeitada.
    Homem não é seu organismo, senão não “morreria”, quando no comando de um artefato, o transforma em “outro ser-vivo” como qualquer outro. Que tal os cientistas definirem de vez o que entendem por ser-vivo, em particular, o homem? E se de fato “acreditam” que o ser-vivo é apenas seu organismo, que tal explicar o que é a morte?
    Confunde-se um organismo com um ser-vivo, e ficamos discutindo abobrinhas? Que o homem “começou” como macaco? E o macaco, começou como homem?
    Rossetti, desculpe, mas é abobrinha demais!
    arioba

  2. O ser-vivo na Terra é um organismo material que circunstancialmente, se torna vivo. A circunstância define a Vida e a Morte, é como o motorista do carro, que o torna vivo no seu comando, e o torno morto, quando deixa o seu comando. A questão que te pergunto é QUEM É O MOTORISTA DO ORGANISMO NA CIRCUNSTÂNCIA DE ESTAR VIVO?
    Não procue em ciência alguma, mas está em qualquer religião desde 4 mila anos atrás, O MOTORISTA DO ORGANISMO QUE SE TORNA VIVO, É O ESPÍRITO! Ah, mas você não acredita em espírito? ENTÃO, ENCONTRE A DEFINIÇÃO!
    Uma célula não é ser-vivo apenas como célula, é um organismo, mas algumas células pode se tornar vivas, há virus assim, e você é um biólogo e deve saber que é assim mesmo. SER-VIVO NÃO É APENAS UM ORGANISMO, é um conjunto de organismo mais comando, O QUE GERA COMANDO? O ACASO DA NATUREZA? Um organismo unicelular é só um organismo, SENÃO FOR VIVO, e como ele se torna vivo, por acaso da natureza?
    Contudo, obrigado pela discussão, caro Lucas, aprendemos com quem nos contesta, com quem concorda, não aprendemos nada.

    arioba

    • O carro é o mecanismo físico e o motorista também. O organismo é um ser vivo, é físico e o motorista é uma entidade chamada de alma, que não é física…
      Interpretação meramente filosófica, cientificamente não é valido a existência de alma, talvez, de forma metafórica ou poética você se refira ao metabolismo que mantem as células vivas, mas filosoficamente ou teologicamente a alma é uma mera interpretação dogmática, religiosa e não física, mensurável, observável, portanto, cientifica.
      Por essa razão o espiritismo é uma pseudo-ciência tão quanto o criacionismo. Me recordo de voce dizer que o espiritismo tem uma abordagem nesse sentido, sobre a questão do que é a vida e da alma que dizem estar sendo revelada pela física quântico. Muitos charlatões estão usando conceitos quânticos para suportar suas crenças e essas re-interpretações pseudo-cientificas e falaciosas.
      Deixo aqui um artigo escrito por um físico brasileiro que trabalha nesta área e que fala sobre o abuso do termo nos dias de hoje e como as pessoas tentam validar suas convicções pessoais usando a ciência.

      http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=85213

      • Desculpe demorar um pouco. Caro Rossetti tenho evitado comentar “endereços de sábios” pelos motivos que exponho abaixo sobre a entrevista do PhD Marcelo Knobel, que comto todo PhD têm a mania de entender que mostrando curriculum quilométrico da “autoridade” nas bobagens que escreve. Seguem os comentário sobre o texto indicado.

        COMENTÁRIOS SOBRE O TEXTO

        O Dr. Marcelo Knober deve ter nascido na década de 60, QUANDO ME FORMEI ENGENHEIRO MECÂNICO, e também enfiei de corpo e alma em ser “rato de porão de fábrica”, como o Dr. na sua física acadêmica dentro de uma universidade, enchendo a parede de penduricalhos chamados “diplomas”, em área específica como o tapa que pomos no burro para pichar uma carroça.
        Quando deixei de ser “rato de porão”, passei a ser “pircareta de imóveis”, e comecei a pensar alto comigo mesmo. Eu tinha dois sofismas que me acompanharam por décadas, Por que Deus Infinito poderia fazer “merdas” como os homens(década de 50)? E por que a humanidade já tinha recursos para atender todas as necessidades da população da Terra, e a maioria vivia na miséria e uma grande parte, morrendo de fome (década d 70)?
        Nunca encontrei a resposta satisfatória e resolvi procurá-la. Na realidade os dois sofismas se cruzam, SERIA DEUS TÃO INJUSTO COMO OS HOMENS? E AFINAL, QUEM ERA FEITO À IMAGEM DE QUEM? E aí descobri também que ciência, religião e artes se complementam, A burrice humana à media que evolui com a inteligência, as separa!
        O texto na realidade é um “pseudo-ciência” de dois cientistas em áreas diferentes, falando do púlpito de suas respectivas autoridades, como se fossem “deuses sábios em seus tronos de autoridades”, na realidade um monte de bobagens. Vamos ver.

        O Dr. Ayres Brito, um expert em asuntos jurídicos, com certeza começou a pensar que afinal, SÓ A CIÊNCIA NÃO RESOLVE TUDO, e isso é claro na área jurídica, onde tanto pode ser criminoso um reles favelado analfabeto, como um ilustre doutor cheio de diplomas na parede. ONDE ESTÁ O ERRO? E lhe pareceu claro que ciência sozinha não resolve, como também religião sozinha também não, SENÃO NÃO ESTARÍAMOS AQUI DISCUTINDO ABOBRINHAS, DEPOIS DE 4 MIL ANOS DE RELIGIÃO E IGREJAS.
        Aí o “físico” que deve entender bastante de física praticamente pouco de fislosofia e nada de religião, tenta corrigir o juiz, que também entende bastante de leis dos “homens”, não tão grande coisa de leis da natureza, senão também teria argumentos melhores. Acho que isso é suficiente para comentar os “palpites” do Dr. Ayres Brito, vamos ao Dr. Knobel..

        O cientista físico vai mais além, e chama o espiritismo de “pseu-ciência”, evidentemente comentando sobre o que sequer conhece, exceto como coisas de igrejas, centro-espíritas etc. etc. É claro que a medicina é burra para esse cidadão quando já admite a reza como fator de cura, de prevenção e até de recuperação de tratamentos operatórios, e os antigos eram suficientemente burros por não ter a medicina que temos hoje, cheia de equipamentos, aparelhos, etc., e gente continua morrendo de simples dores de barriga ou qualquer outra doencinha típica de Adão e Eva etc. NÃO SE FALA DE CIÊNCIA MAS DE PSEU-CIÊNCIA, a mesma desculpa de peidoreriro, tossir.. Qualquer cachorro de vez em quando come capim, e nenhum PhD o ensinou para o quê e muito menos por quê!
        Mas agora, com a ciência que foi feita “pelo capitalismo” e vive dele, pergunde ao PhD quem lhe paga o salário, agora tem resposta para tudo, e quanto não tem, O ENIGMA RESOLVE TUDO, COMO O MISTÉRIO PARA O RELIGIOSOS TÃO FANÁTICO QUANTO!

        Einstein foi um físico, que como eu SIMPLES ENGENHEIRO MECÂNICO, “deixamos” de ser ratos de porão, e procuramos “entender” melhor as coisas cada um à sua maneira, até mesmo na sua ciência que ajudou a construir, e lascou que “ciência sem religião é aleijada, e religião sem ciência é cega”, evidentemente verificando o monte de asneiras que os religiosos e os cientistas fanáticos dizem por aí.

        A doutrina espírita, que de fato tem pouco a ver a “fenomenologia espírita”, está escrito na codificação para quem leu. Está escrito lá há mais de 160 anos atrás, que apenas percebemos uma parte ínfima da matéria e que alguns cientistas dando uma de “professores pardais” calculam ser da ordem de 4%, mas os sábios de hoje ainda não acreditam! Os cientistas não “acreditaram” na doutrina espírita, e 160 anos depois estão concluindo o que já dizia a doutrina espírita, COMO REVELAÇÃO. Religião não faz teorias nem pesquisas, emite “revelações”” nem religiosos nem cientistas fanáticos sequer se deram conta disso até hoje! N religião, no campo da moral e ética de cada indívíduo humano. Quando a Bíblia fala como o “homem foi feito”, não está emitindo teoria, muito menos relatório de experiências, está apenas “ilustrando” algum preceito moral e ético para o homem. Os fanáticos religiosos e cientistas tomam o escrito ao pé da letra e saem vomitando seus respectivos dogmas de fé sobre Deus, religião e ciência.
        Quando os cientistas se depararam com as partículas sub-atômicas e começaram e encontrar “enigmas ou mistérios”, não acreditaram até por ignorância no que já está escrito também na doutrina espírita, que as LEIS PARA A MATÉRIA QUE NÃO CONHECEMOS, NÃO SÃO AS MESMAS DA MATÉRIA QUE CONHECEMOS, daí que a velocidade da luz é “limitante para matéria que podemos manipular, estudar, teorizar, etc. etc. “, como fez Einstein. Daí que a quântica está apenas entrando no “limiar” de entrelaçamento entre matéria que conhecemos com matéria que não conhecemos, onde ocorrem os fenômenos que para religiosos fanáticos, são milagres, e para cientistas fanáticos são enigmas ou “psiquismos” de idiotas.
        E o espiritismo ESTAVA MESMO FALANDO DA QUÂNTICA, APENAS QUE NA LINGUAGEM HUMANA, AINDA NÃO EXISTIA O TERMO, APENAS SE UTILIZOU A LINGUAGEM QUE SE CONHECIAM HÁ 160 ANOS ATRÁS, a mesma que Darwin também não conhecia o DNA, e quando a Bíblia “chutou” Adão e Eva. Cada linguagem é para o instante intelectual do povo onde a revelação ocorre. Nenhuma fala sobre o passado, que é “pria da ciência”, mas apenas do futuro do homem “como espírito”, não como organismo material. Com que linguagem algum pode falar do futuro sem usar a linguagem do presente? A ciência só fala do passado, no futuro apenas dá chutes, se possíveis, estatísticos.
        Mas aí um sábio de araque que conhece física lasca que o espiritismo é “pseudo-ciência”, e o que ele define como ciência? E como religião e artes? O sujeito que como eu só entendia de fábrica de auto-peças, como poderia falar de espiritismo, ciência ou artes? E NO ENTANTO, EM CIMA DE SEUS PhDs DE FÍSICA, COMEÇA A CHUTAR COMO JOGADOR PERNA DE PAU, PARA QUALQUER LADO?

        E AÍ “ALGUÉM É IMPOSSÍVEL TOMAR DECISÃO SENÃO TEM UM MÍNIMO DE ENTENDIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO”? E ai como o Dr. explicaria as burrices que continuam campeando pelo mundo, CUJAS DECISÕES SÃO DE PhDs EM TODAS AS ÁREAS, INCLUSIVE A SUA DE FÍSICA? Quer dizer, o sujeito fica mais burro à medida que evolui “cientificaamente”?

        Como vê caro Rossetti, gosto de trocar idéias como quem dialogo, não gosto de analisar idéias de terceiros, a maioria, como o texto, um monte de bobagens que não têm nada a ver com o diálogo que começamos a começar de seu texto. Estou de fato esculhambando o texto, de propósito, não estou enviando ao autor, porque meu diálogo é com você, e coisa que não faço é apresentar textos de alguém para defender minhas idéias, que continuam aí para ser de fato questionadas.

        abs.
        arioba.

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