TOMOGRAFIA EM 3D REVELA ‘CARONA PRÉ-HISTÓRICA’ EM INSETO FOSSILIZADO (comentado)

Artrópode foi encontrado perto da asa de seu ‘transportador’.
Estudo foi feito por pesquisadores da Universidade de Manchester.

Pesquisadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, encontraram preservado em âmbar o fóssil de um inseto do gênero Ephemeroptera que dava “carona” para outro animal, da ordem Collembola.

Trata-se de outro tipo de artrópode de seis patas, mas que não é considerado inseto. O bicho foi encontrado perto da base da asa de seu “transportador”.

Os cientistas investigaram o material, que tem mais de 16 milhões de anos, com a ajuda de um aparelho para tomografia em 3D, tecnologia que permite evitar a degradação das peças (veja vídeo acima).

Segundo o estudo, divulgado nesta quarta-feira (17) na publicação científica “PLoS ONE”, a descoberta é a primeira evidência de uma criatura que usa como transporte um exemplar adulto do gênero Ephemeroptera.

O âmbar, uma resina de árvore fossilizada capaz de manter bichos pré-históricos da mesma forma como eram em vida, foi achado em 2010. A perfeita condição do inseto mostra que ele morreu instantâneamente e não se moveu quando ficou preso à resina.

Fóssil do inseto ‘Ephemeroptera’ em âmbar (Foto; Dave Penney,Universidade de Manchester,PLoS ONE)

Fonte: G1

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Resenha do autor

As formas de dispersão são bastante variadas. Pulgões se dispersam por anemofilia. Devido seu baixo peso rajadas de vento podem levar esses animais a grandes distâncias. As aranhas desenvolveram um sistema de dispersão um pouco mais interessante. Elas praticam o balonismo. O balonismo ocorre quando uma aranha de pequeno porte libera um fio guia e esse fio guia é arrastado pelo vento a grandes altitudes. A aranha então pega uma carona como se fosse um balão.

Existem registros de aranhas voando a algumas dezenas de metros acima do solo. O parasita Ribeiroia ondatrae foi um causador de muitos danos a anfíbios nos EUA. Eles pulavam de lago em lago pegando carona em aves e infectavam jovens girinos. O problema é que esses parasitas se alojavam em pontos específicos dos juvenis e atuavam como agentes teratogênicos durante a metamorfose. O resultado era uma infinidade de sapos com má formação congênita e um ecossistema desequilibrado.

Outros animais se dispersão na natureza por um meio chamado de forésia. O mosquito da dengue carrega o vírus da dengue. Pseudoescorpiões pegam carona em mariposas, borboletas e besouros para se dispersar sem nem mesmo despertar a atenção de seus transportadores. Especialmente por serem muito pequenos.

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Scritto da Rossetti

Palavra chave: NetNature, Rossetti, Anemofilia, Forésia, Teratogenese, Zoologia, Ehemeroptera.

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