MÉDICOS RELATAM PRIMEIRO CASO DE CURA DA AIDS. (Comentado)

Partículas do HIV entram numa célula

Partículas do HIV entram numa célula

A doutora Deborah Persaud, do John Hopkins Hospital, anunciou o primeiro caso de cura da Aids. O paciente é um menino norte-americano nascido com o vírus contraído durante a gestação, segundo informações do site Science Daily.

Durante 18 meses o menino recebeu tratamento com antirretrovirais e foi colocado em observação, ficando 5 meses sem receber o medicamento. Não se trata de uma erradicação plena do vírus, mas é uma presença tão débil que o sistema imunológico do organismo do menino é capaz de dar conta da infecção sem os remédios.

O único caso reconhecido de cura total da Aids aconteceu com o norte-americano Timothy Brown, conhecido como “paciente de Berlim”. Ele ficou livre do HIV após realizar um transplante de medula óssea. O doador apresentava uma mutação genética que impedia o vírus de adentrar as células.

Para explicar a cura, os médicos atribuem o sucesso do tratamento ao seu início precoce. Com isso, não houve formação de reservas de vírus dificilmente tratáveis. O anúncio foi feito na 20ª Conferência Anual sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI), realizada neste final de semana em Atlanta, no estado americano da Geórgia.

Testes indicaram uma redução progressiva da presença do HIV no sangue dos recém-nascidos, até o vírus se fazer indetectável no 29º dia de tratamento. O desaparecimento do HIV sem tratamento permanente é raro, observado apenas em 0,5% dos adultos infectados.

Fonte: Yahoo

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Comentários do autor

O HIV atua diretamente sobre os linfócitos TCD4 TH1 responsável por desencadear toda a resposta imune celular impedindo a ativação de macrófagos e outros elementos que fazem parte do sistema imunológico dos seres humanos. Os linfócitos T são divididos em várias categorias; TCD4 e TCD8.

Os TCD4 são diferenciados em células de memória e TH1 e TH2. Os TH1 auxiliam diferenciando monócitos em macrófago. Se infectados, o macrófago ativa células NK ou neutrófilos que o destroem. É assim que o macrófago se livra de infecção viral, porém é desta forma que o vírus HIV também se reproduz. Isso quer dizer que o macrófago quando ataca o vírus faz exatamente seu papel imunológico, mas também faz exatamente o que o HIV precisa pra sobreviver e se reproduzir. Ele invade o nuclea da célula invade um trecho de DNA e começa a ser sintetizado de tal forma a preencher todo o macrófago levando o a morte. Quando esta célula morre libera diversos vírus HIV que voltam a infectar novos macrófagos provocando baixa imunidade, ou o que chamamos de imuno-supressão. Ninguém jamais morre de HIV, mas sim dos problemas imunológicos que o vírus causa tornando as pessoas susceptíveis a outras doenças. Por exemplo; a Mycobacterium ferramentans quando infecta pacientes com HIV positivo geralmente causa artrite reumatóide já que vive em sinergia com outros microorganismos.

Há ainda os TH2 que ativam linfócitos B. Os TCD8 são chamados de linfócitos T citotóxicos e são específicos para células tumorais ou infecção celular (intracelular). O metabolismo dessa célula infectada permite que resíduos fique na membrana, isso serve de estimulo para a interação Ag-Ac. Sua citotoxicidade é dada pelas enzimas perfurina e granzimas. As células TCD8 ainda se diferenciam em CLT que é responsável pela memória. O teste de Monteaux (PPD) consiste na inoculação de antígeno protéico que ativa TCD4 TH1 gerando uma papula endurecida formada por linfócitos e macrófagos. Mede-se a papula, se tiver dura, o individuo foi esta ou já teve a doença.

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Scritto da Rossetti

Palavra chave: NetNature, Rossetti, HIV, Sistema imunológicos. 

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