CONTRADIÇÕES E CONTRAPONTOS AS IDEIAS DE WILLIAM L. CRAIG.

Criaçao

Ciência e religião não são aliadas, mas também não são inimigas. Eis aqui a essência de toda a argumentação do filosofo criacionista William Lane Craig na qual pretendo endossar com contrapontos e contradições de Craig. O texto a seguir é uma reflexão, um manifesto contra um texto escrito por Craig. Este texto, chamado “Que relação existe entre ciência e religião? apesar de ter caído sem querer em minhas mãos trás exatamente todos os argumentos que Craig usa em debates ao longo de sua vida. Cabe então aqui uma pequena reflexão e contrapontos a suas ideias. Para tal, sugiro ao visitante ler primeiramente o texto de Craig.

Ciência e religião apenas são formas distintas de construção de conhecimento. Existe talvez uma relação de correspondência entre esses setores, mas não tão intensa quanto há entre ciência e filosofia. Talvez a filosofia em si tenha uma relação mais próxima a religião, ou deveras crítica devido a plasticidade que a filosofia tem de refletir sobre diversos assuntos. De fato, cada especialização da filosofia a determinadas esferas deu origem a diversas ciências. Aquilo que ficou sem nome, ficou sendo chamado de filosofia mesmo.

Ao que se refere aos Magistérios-não-interferentes de Stephen Jay Gould, mesmo assim há pontos em comum em que ciência e religião são incompatíveis e o conflito é certo. Isso porque na visão de Gould, o magistério da ciência trata do campo empírico como bem ressaltou Alister Mcgrath e Joanna Mcgrath no livro “O delírio de Dawkins”. Sendo assim, o magistério da religião ficaria responsável por questões de sentido último e especialmente na questão moral já que ciência é amoral. Gould defende que os dois magistérios não se sobrepõem. Assim como os autores do livro acima, e o próprio Dawkins, também defendo que Gould pode estar errado em algum ponto.

Dawkins acha que Gould está errado por razões bastante diferentes; para ele existe somente um magistério, o empírico. Defendo que ciência, religião e filosofia são magistérios distintos, ou setores distintos que constroem conhecimento com metodologias distintas. A filosofia em um pensamento sistemático, metódico e pragmático; a ciência com o empirismo, os paradigmas e o falseamento; e a religião com revelações divinas dogmáticas absolutas. O que vejo é um grande conflito existente na tentativa de transformar a ciência em um ramo anti-cristão (e não neutra, já que não é papel da ciência provar ou não que um Deus existe) e a religião em ciência, como por exemplo a pseudociência criacionista. Esse conflito existe entre a religião e a ciência quando a religião tenta validar seus dogmas tentando invadir explicações naturalistas com re-interpretações como as que o próprio Craig defende nesse texto. Assim, surge o conflito. Conflito não deve ser confundido com o confronto.

Ambas as visões estão distorcidas, embora sejam complementares em certos pontos, como a discussão reflexiva muitas vezes mediada pela filosofia da ciência e da religião. Craig tenta tocar nesses pontos e faz afirmações pouco reflexivas, e por vezes tendenciosa e especialmente proselitistas. De fato, nem parece que Craig é doutor em filosofia.

O fato de haver cientistas cristãos é meramente relativo ao tempo histórico que viveram. Cientistas de 300 anos atrás eram muitas vezes escatologistas, filósofos, médicos botânicos, advogados e astrólogos. Hoje grande parte dessa formação é segmentada e as inovações tecnológicas e revoluções científicas nos permitem novos horizontes distintos aqueles de séculos atrás.

Não é questão de destruir o cristianismo, mas que as questões básicas da natureza podem ter explicações meramente naturais, como a ciência vem mostrando. Existe uma falha grande na interpretação de Craig quando diz que os cientistas acreditam que não há nada fora do natural. Ora, se há uma possibilidade de Deus existir in natura ele deve aparecer nas medições científicas e não seria essencialmente sobrenatural, passaria a ser natural. Desta forma ou o sobrenatural não existe ou existe o natural não descoberto.

Ao se mostrar como parte do universo físico e presente na Terra como supostamente acontecia as manifestações de Deus no Velho Testamento, então ele não seria algo sobrenatural ou atemporal e sim um ser natural, e portanto não dotado de poderes místicos. Tal posicionamento não ocorre, não é encontrado na natureza ou mesmo em livros sagrados. Deus sempre e algo maior, externo e sobrenatural, acima, separado em um todo, em um espaço especial que no hebraico chamaríamos de kadosh, no latim sanctum e para nós, um local e tempo santo. Que pode ser verdade absoluta para a teologia cristã, mas que experimentalmente como Craig supõem, não há qualquer resquício.

A ciência então não e a única maneira de ver o mundo e não se posiciona exatamente a favor (ou contra) da existência de Deus como alega Craig. De fato, elas são independentes e trocam ora ideias ora farpas. A inconsistência de relacionamento entre ciência e religião não é pelo fato de ciência trata de fatos. A ciência trabalha com modelos explicativos, empíricos, falseáveis. A religião tem sua forma de interpretar o mundo baseada nos dogmas e na autoridade de livros sagrados e sustentam verdades absolutas. Craig não enxerga esta distinção e os limites de cada uma delas. Ele aponta tendenciosamente os limites da ciência e diviniza a religião, em particular o cristianismo como a única maneira forma de absorver a verdade. Neste ponto Craig mostra a hipocrisia de seu criacionismo. Ele menciona que e a ciência e uma invenção humana, bem como a guerra existente entre ciência e religião, mas não menciona que o criacionismo é uma invenção humana, um engodo moderno criado a partir de uma teologia natural descrita a mais de 300 anos. Jesus nunca foi criacionista!!!

Craig afirma que sondar o universo fez a ciência encontrar problemas filosóficos que só a teologia pode responder. Mas porque a teologia necessariamente tem de responder? Até que ponto a teologia pode fornecer explicações a esses problemas filosóficos? É preferível ter explicações teológicas proselitistas de um fenômeno que a ciência não tem competência para explicar ou deixar em aberto como uma questão como insolúvel?

Craig ainda da um tiro no próprio pé ao afirmar que há tantas religiões no mundo com explicações variadas e não e possível que todas estejam certas. E porque o cristianismo e a religião correta? Porque o Deus de Craig é o salvador? Só Craig tem direito a vida eterna?

Aqui entra seu proselitismo escancarado e destrinchado filosoficamente. De fato, desse ponto em diante do texto, toda religião alheia, ciência se torna submissa ao cristianismo de Craig. Entretanto, ele não explica o que faz crer e porque o leitor deveria crer que o Deus verdadeiro e o do cristianismo. Ele parte da mesma suposição tipicamente agostiniana deixando a filosofia de lado, a filosofia das questões fundamentais a respeito da natureza de um Deus e parte para a aquisição de que “sim, Deus existe, e esse Deus e o do cristianismo”. Com que pretensão podemos afirmar isso? (Veja aqui e aqui)

Como estamos em momentos históricos distintos, Agostinho embasou filosoficamente o cristianismo, e Craig ressurge com ideias mortas da filosofia para sustentar seu proselitismo travestido de ciência experimental (que de ciência não tem nada, apenas uma filosofia barata)

Partindo deste pressuposto, Craig oferece 6 modos em que religião e ciência se complementam, embora faça de maneira forçada e absurda a sustentar sua cosmovisão. Vejamos suas contradições e contrapontos;

A religião fornece a estrutura conceitual em que a ciência pode florescer.

Craig alega que a ciência e uma instituição inventada, mas o criacionismo e/ou o conceito de designer inteligente também é, criado com base em filosofias tendenciosas e pseudo-ciência. A fé cristã de fato fez, e faz parte do mundo ocidental e sua principal contribuição foi no período escolástico, na criação das primeiras universidades nas quais a produção científica deveria ser essencialmente submissa a concepção cristã. A religião não fornece necessariamente a estrutura funcional da ciência. A religião pode ter desencadeado o pensamento filosófico a 2600 anos com Tales de Mileto mas a ciência em si é uma ovelha que se desgarrou do pensamento filosófico. Sob a perspectiva metodológica, em biologia por exemplo, o sistema de classificação das espécies é tipicamente aristotélico.

Quem deu estruturação experimental, empírica, falseável a ciência foram os filósofos e não a religião. Craig tenta por a ciência em posição de submissão a religião quando isso não e verdade. Assim, justifica que o que não é provado cientificamente, o cristianismo preenche com “naturalidade” mostrando que existe a suposta relação amistosa, mútua e permanente entre ciência e religião, e que ambas trabalham juntas, caminhando de mãos dadas felizes para todo o sempre no jardim do Éden. É uma falácia acreditar nisso. Para a ciência, se não e empírico, fica no mistério até que uma abordagem seja criada ou não.

A confiabilidade da lógica e faculdades intelectuais são atributos de nossa natureza e não tem relação alguma com o cristianismo e mesmo em uma abordagem teológica coerente e justa seria feita de modo comparativo e não depreciativo e deprimente como alegado no texto. De fato, a religião ofereceu a estrutura para a ciência se tornar o que vemos hoje em oura concepção, uma construção de conhecimento ateia (ou melhor, laica, indiferente a ideia de existência de um deus, seja qual for) e não anti-cristã (como prega Dawkins) dado as explicações naturais que vem substituindo as dogmáticas religiosas. Razão também pela qual Nietzsche disse que Deus estava morto (Got ist tot). Há ainda pessoas que tentam atribuir valores dogmáticos aos paradigmas científicos dizendo que é somente uma substituição de crença. Mas as respostas científicas não são crenças supersticiosas, são paradigmas, não dogmas imutáveis ou fixos. Não há qualquer penalidade divina ou moral em não acreditar nos modelos científicos.

A ciência e capaz tanto de contestar como confirmar as afirmações da religião.

Craig começa este tópico citando exemplos de como a ciência refutou diversas alegações religiosas dos gregos, povos orientais como o taoísmo, na Índia o hinduísmo e da igreja católica, pois Craig e protestante. Craig não cita o fundamentalismo protestante de grupos como o ETA, as mortes em nome da reforma cristã e escândalos da teologia da prosperidade e assim por diante.

Craig ainda cita com autoridade as contribuições de Hawking na conclusão da expansão do universo e fala ate do big bang, embora deixe de lado aquilo que não convém a sua cosmovisão; a ideia de que o universo pode ser resultado de algo sem causa, inteligência ou propósito e surgir por flutuações quânticas do vácuo. Se vamos falar de ciência que se fale de suas contribuições por completo e não somente o que lhe serve. Refute-as antes de usa-las em uma cosmovisão.

Craig cita que a ciência comprova Gênesis e que o universo surge do nada. Ora, a ciência não diz que o universo surge de um ordenamento divino e sim do vácuo quântico, que não tem relação alguma com o vácuo no sentido tradicional. E mais; Gênesis 1:1 faz menção a criação da Terra e dos céus mas não do universo. Se Craig concorda com John Barrow (matemático cosmólogo criacionista) de que nada existia antes de tal singularidade e que tudo surge do nada (ex nihilo) concorda com a concepção da física como ciência e não da religião uma vez que a essência do universo a partir de um ente divino deveria preceder a existência em si. O que garante que o universo foi planejado além da intuição pessoal e desejo cristão?

Craig cita o ajuste fino do universo como improvável a vida já que variações nas constantes de grandeza afetam as características físicas do universo. Mas do mesmo modo que essas variações poderiam não permitir que a vida existisse, poderiam favorecer a vida muito mais se as variações fossem opostas. Se podem prejudicar com alguns valores, também poderiam favorecer com outros. O universo não se comporta de forma acima do limiar da vida, talvez poderia ocorrer fenômenos análogos ou mais peculiares do que a vida. Qualquer universo que apresente estabilidade poderia ter dado origem a elementos complexos e improváveis. Tal ideia esta fora do campo da ciência uma que cai na especulação. São projeções. O universo é como é, tem de ser como é, como diz Lawrence Krauss.

Se a constante da estrutura fina fosse menor, a densidade da matéria atômica também seria menor e as ligações entre elas seriam mais frágeis diante de temperaturas menores. Se a estrutura fina fosse maior, os núcleos atômicos muito pequenos não existiriam devido a repulsão elétrica entre os prótons e nêutrons. Possivelmente em alguns outros lugares do Universo esta constante seja diferente e com certeza diferentes se há realmente esses multiversos. Entretanto o oposto também ocorre se determinados números fossem diferentes certamente a probabilidade de ocorrência de vida seria maior. Por exemplo, existe um problema estatístico que interfere na proposta do multiverso. (veja mais aqui) Refere-se a mensuração da energia contida em matéria escura. Quando maior a energia escura mais provável a ocorrência de vida. Isso remete um viés estatístico, pois se nosso universo é o único com vida não se pode calcular probabilidades usando um único número. Então, da mesma forma com que números podem apontar para um universo cujos números supostamente designam para o ajuste fino em direção a vida por outro lado ele também poderia ter constantes que poderiam tornar a vida banal e não exclusiva á Terra, se é que ela é realmente exclusiva da Terra, se é que a Terra é um planeta exclusivo e se é que o nosso universo é único, diante das novas evidencias que Hawking tem posto diante da visão teleológica.

Qualquer variação a mais na velocidade de expansão do big bang fomentaria energia suficiente para a produção de mais galáxias. Provavelmente haveria uma “banalização” da origem da vida. Existe um relativismo muito grande neste meio que não justifica a cosmovisão de Craig e nem mesmo especulações da ciência. O que Craig faz e ajustar as evidências a suas convicções pessoais. Re-interpretar dados científicos não é fazer ciência. A ideia de projeto inteligente de Craig é baseada na re-intepretação de dados que lhe convém e veremos a partir de agora porque isso não funciona.

A ciência encontra problemas metafisicos que a religião pode resolver.

Craig começa a discutir por quais razões ou motivações tudo existe, e se existe, parte de um propósito obsoluto. Então diz 1) tudo que existe tem uma explicação para sua existência (tanto pela necessidade da sua própria natureza quanto por causas externas). Não é preciso ciência para mostrar que a essência de algo nem sempre precede a existência. Isso não tem nada a ver com ciência, mas é filosofia pura. Como filósofo Craig deveria fazer suas reflexões confrontado com o existencialismo de Sartre, que mostrou que a vida do homem é caracterizada primeiro pela sua existência, e quem dá propósito a ela somos nós. A questão do propósito nas coisas é estudada por filósofos  séculos e já discuti isto em UMA PERSPECTIVA HISTÓRICA SOBRE A FINALIDADE, OU SUA FALTA NA COMPOSIÇÃO DO UNIVERSO. Nem tudo que existe contempla uma função. Será que a Elephant rock formation cumpre um propósito estético ou funcional? Será que os vulcões Merapi e Gunung Lawu foram colocados na Indonésia especialmente para o povo fazer sacrifícios para Kali? Será que o universo foi criado para suportar a vida? E se não houvesse vida inteligente haveria joelhos para se dobrar diante de um deus? Deus existiria se a humanidade não existisse?

Elephant rock formation in Nevada USA.

Elephant rock formation in Nevada USA.

Dizer que o universo existe por um propósito e atribuir a um ente externo ao universo e fugir da pergunta do porque algo existe já que um mistério não é solução de outro. Na sua segunda premissa, Craig pressupõem que já que o universo existe a explicação para isso e Deus. Para o budismo o universo sempre existiu e tudo passou a ser como é após o despertar de Buda.

A origem do universo não se restringe somente a explicação da ciência ou do cristianismo. Há outras interpretações a repeito da origem do universo e da vida. O que Craig faz e algo parecido com a aposta de Pascal, um monte de premissas especulativas com valores arbitrários. Um conjunto de premissas desenhadas para suportar uma visão pessoal fundamentalista que foca em seu Deus particular, mas que serve para qualquer outra entidade divina de outra religião, pois falha se comparada com outras religiões. A unicidade de Deus então não e unanime.

Sua linha e igual a aposta de Pascal, ideias arbitrárias que seguem umas as outras, mas que não são cientificas nem filosóficas, apenas pastoral.

A religião pode ajudar a decidir entre duas teorias cientificas.

Aqui Craig oferece uma interpretação tendenciosa na qual usa conceitos restritos a física para solucionar conflitos teológicos pessoais. Craig cita o caso da relatividade de Einstein e a contribuição do físico Lorentz. De fato, ambos são ícones da física moderna. Descrevem como a relatividade especial, as medidas de espaço e tempo de dois observadores se alteram em cada sistema de referência. Elas refletem o fato de que observadores se movendo com velocidades diferentes medem diferentes valores de distância, tempo e, em alguns casos, a ordenação de eventos.

A ideia de Lorentz surgiu como uma tentativa de explicar como determinadas propriedades observadas da luz propagam-se no éter luminífero. Essa ideia precede até mesmo Lorentz. Einstein reinterpretou a transformação de Lorentz como sendo uma consequência da natureza do espaço e tempo. A transformação de Lorentz substituiu importantes modelos da ciência, como as ideias de Galileu e de Newton que assumiam um espaço e tempo absoluto. De acordo com a relatividade especial, a transformação de Galileu é apenas uma boa aproximação para velocidades relativas muito menores que a velocidade da luz.

Entretanto, Craig usa conceitos de física nas suas premissas teológicas pessoais. E como usar física quântica (que e focada exclusivamente no estudo de partículas subatômicas) para justificar a existência de alma e consciência quântica. Utiliza-se fontes científicas verdadeiras para dar peso de veracidade em alegações pseudo-científicas. Vejamos como Craig usa uma proposta da física para justificar seu Deus atemporal e sem causa presente no tempo e sendo a causa de tudo:

1. Se Deus existe, então Deus está no tempo. Isso é verdadeiro porque Deus está realmente relacionado ao mundo como a causa para o efeito. Mas a causa de um efeito temporal deve existir antes ou ao mesmo tempo em que seu efeito. Portanto, Deus tem de estar no tempo.

2. Se Deus está no tempo, então existe um observador privilegiado. Uma vez que Deus transcende o mundo e é a causa da existência de tudo no mundo, a sua perspectiva acerca do mundo é a verdadeira.

3. Se existe um observador privilegiado, então existe um agora absoluto. Visto que Deus é um observador privilegiado, o seu “agora” é privilegiado. Assim, existe um agora absoluto, exatamente como alegava Lorentz. Essa é de fato uma conclusão espantosa. Mas estou firmemente convencido de que, se Deus existe, então a teoria da relatividade lorentziana está certa, e não a einsteiniana. É difícil de imaginar de que maneira a religião poderia ter alguma relevância maior do que essa para a ciência, para mostrar que uma teoria está errada e a outra, certa.

O que Craig faz, é usar conceitos da relatividade para sustentar uma cosmovisão distorcida. Muitos criacionistas usam essa abordagem. Pessoalmente já vi criacionistas usarem parábolas matemáticas que fazem parte da geometria analítica, sistema de coordenadas para justificar o amor eterno de Jesus. É tão absurdo quanto usar matemática financeira para calcular massa de corpos celestes, ou plano cartesiano de sistema de coordenadas para encontrar Deus em um plano atemporal fora dos limites naturais, são absolutamente incompatíveis, incoerêntes e não científicos. Craig nem é cientistas e tenta justificar um ser atemporal em nosso tempo usando Lorentz. Um Deus externo e interno ao universo que não faz parte da física. Em outras palavras: como usar a física de tempo e espaço de Lorentz para explicar um Deus atemporal? Em um plano indefinido pela humanidade pressuposto. Há uma pressuposição muito grande de Craig de que o sobrenatural tenha uma natureza física como as dimensões espaciais ou naturais. É um acoplamento pseudo-científico manco, infundado, forçado, meramente especulatório! Sugiro que ele volte a questões básicas dos gregos “Há um Deus?”

A religião pode ampliar a capacidade explanatória da ciência.

Craig afirma que o pilar da ciência moderna, a evolução biológica, esta sofrendo de deficiências e a seleção natural não explica a complexidade irredutível de sistemas biológicos. A complexidade irredutível foi descartada em uma revisão por pares no ano de 2005. De fato, até mesmo Michel Behe concorda com a ideia de Darwin e com a idade do universo em escala de bilhões de anos como pode ser visto na pagina 15 do livro citado por Craig “A caixa preta de Darwin“. (Veja mais em DESCARTANDO A COMPLEXIDADE IRREDUTÍVEL DO DESIGNER INTELIGENTE)
A evolução biológica goza de plena saúde desde a síntese neodarwiniana, o surgimento da genética, da biologia molecular e seus mecanismos básicos são usados em diferentes ramos da tecnologia. Desde a agropecuária até a medicina darwiniana (veja aqui). Há modelos explicativos a respeito de como se deu a relação simbiótica entre células e mitocôndrias bem como sobre a origem, plasticidade, evolução e criação de informação nova no código genético (veja PARADIGMAS SOBRE A ORIGEM DO CÓDIGO GENÉTICO E SUAS IMPLICAÇÕES NA ÁRVORE DA VIDA)

A ideia de que o gradualismo darwiniano e lento e incompatível com o tempo geológico e falsa, pois a seleção natural não é o único mecanismo evolutivo existente. Há exemplos de especiação que demonstram que o limite de espécie é transponível.
Desta forma a religião não pode ampliar a capacidade explanatória da ciência especialmente do que diz respeito á tamanha biodiversidade no mundo todo. Que é antes de tudo incompatível com as escrituras cristãs.

A ciência pode estabelecer uma premissa num argumento que tenho conclusão com importância religiosa.

Craig começa o tópico falando de Santo Agostinho e lança a causa primordial como explicação para como tudo surgiu. A causa primordial é um argumento morto na filosofia. De fato, no texto A FILOSOFIA BARATA POR DE TRÁS DO ARGUMENTO COSMOLÓGICO E OUTROS ARGUMENTOS CRIACIONISTAS descrevi sucintamente sobre o proselitismo embutido nele. A causa primordial não e um argumento mais válido e não é de autoria de Craig, nem mesmo é um argumento cristão. Originalmente ele foi descrito pelo teólogo islâmico Al-Ghazali (sua obra é caracterizadamente um neoplatonismo vulgar). Craig sempre foge quando e questionado sobre a origem do criador do universo. De fato, criacionistas e defensores do designer inteligente fogem da questão, ou acham de pouca relevância como disse o matemático John Lennox (veja aqui). Fogem porque sabem que nenhum ser poder ser o criador de si mesmo e portanto ser eterno e atemporal. Ninguém é razão de sua criação, pois nenhum ser da origem a si mesmo a partir do nada.  O ser é apenas a razão existencial de si mesmo, como o auto-reconhecimento humano, onde ele se caracteriza como ser e estabelece seus devidos propósitos. Deus, como ser vivente e onisciente não pode se criar e conflita sob sua própria jurisprudência divina.

Craig conclui que a ciência prova que Deus existe, mas metodologicamente não faz qualquer menção de como o externo atemporal ao universo pode se manifestar fisicamente nos resultados científicos. De fato, toda argumentação de Craig é meramente “filosófica” e nada científica.

Carece ainda filósofos ou teólogos que apresentem linhas de pensamento teológicas justas, que sejam unanimes na caracterização de que, ou o que é o suposto Deus. Ainda persiste a defesa de Deus segundo uma doutrina teológica específica e não geral. Até o momento nenhum desses argumentos de Craig, o argumento ontológico de Santo Anselmo, a aposta de Pascal provam que Deus (seja lá o que for ou quem for) realmente existe. Eles simplesmente são argumentos construídos para suportar um deus específico supondo que seja o único e correto. Não há nada que suporte isto, exceto a fé. Mas a fé esta presente em todas as religiões, não penas no cristianismo e nem todos as religiões estão certas. Talvez nenhuma e não haja nada além de um desejo infantil de um criador para nos amparar em momentos difíceis.

Craig não tem mais espaço para sua filosofia barata e sua pseudo-ciência manca e tendenciosa. Cabe a ele, apenas pregar aquilo que crê, nada diferentes do que faz um curandeiro da Malásia ou os seguidores de Shiva no pé dos vulcões sagrados da Indonésia.

Scritto da Rossetti

Palavra chave: NetNature, Rossetti, William Lane Craig, Criacionismo, Religião, Ciência, Big bang, Einstein. H. A Lorentz, Causa primeira, Evolução, Filosofia, Cristianismo, Magistérios não interferentes.

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Referências.

* Craig, william lane. Que relação existe entre ciência e religião?
* Craig, william lane (1999). A swift and simple refutation of the kalam cosmological argument?  religious studies 35 (1999): 57-72.
* Craig, william lane. The new atheism and five arguments for god (em inglês). reasonable faith. página visitada em 24 de abril de 2010.
* WALTER ISAACSON. EINSTEIN. SUA VIDA, SEU UNIVERSO. EDITORA COMPANHIA DAS LETRAS. 2007
* QUENTIN SMITH. ARGUMENTOS COSMOLÓGICOS KALAM A FAVOR DO ATEÍSMO.
* O livro da Filosofia. A existência precede a essência. Editora Globo livros. Página 268, 2011.
* O livro da Filosofia. A alma é distinta do corpo. Editora Globo livros. Página 78, 2011.
* O livro da Filosofia. O universo nem sempre existiu. Editora Globo livros. Página 88, 2011.
* Alister Mcgrath e Joanna Mcgrath. O delírio de Dawkins – Uma resposta ao fundamentalismo ateísta de Richard Dawkins.
* Stephen Jay Gould. Pilares do Tempo. Editora Rocco. Rio de Janeiro 2002.

3 thoughts on “CONTRADIÇÕES E CONTRAPONTOS AS IDEIAS DE WILLIAM L. CRAIG.

  1. Me desculpe caro Rosseti mas tenho que fazer comentário do tamanho do seu texo.

    Mais uma discussão entre “evolucionistas e criacionistas”, que chamo de “discussão de sexo de anjos”, conforme vou tentar também argumentar. Sempre aquela velha história de que em “casa que falta pão, todos gritam e ninguém tem razão”. Ao invés de contestar temas, vou tentar analisar os temas básicos da discussão.

    1) SOBRE CIÊNCIA E RELIGIÃO.
    Começa que nem Craig nem Rossetti e na realidade nenhum dos eminentes cienstistas relacionados nos textos definem o que entendem por ciência e por religião, mesmo que fossem seus respectivos paradigmas. Seriam como duas pessoas olhando para uma mesma nuvem de pontos diferentes, um vendo a figura de um elefante, o outro, a de uma bicicleta, e começar um discussão que a nuvem seja um coisa ou outra. Sem ter um mesmo referencial, SE DISCUTE SEXO DE ANJOS. Os nossos ancestrais pré-adâmicos ou agrícolas, ou os elefantes ou as formigas tinham ou têm religião, ou ciência, ou sequer precisavam ou precisam delas? Senão definirmos o que é uma ou outra, COMO SABER?
    Vamos analisar nossos ancestrais “homo-sapiens” pré-adâmicos ou agrícolas, que são a mesma coisa. A arqueologia encontra vestígios de um estado evolutivo da inteligência deles, pelos desenhos, artefatos, construções etc. ISTO É, desenhos é arte, e construções é “ciência”, e quando se aprimoram, é pelas artes. Mas também há vestígios de “governos, vida social etc. que é “religião”. Os governos se iniciaram na figura do “cacique e pajé”, este era o “religioso” do sistema de governo. Então, nossos ancestrais tinham noção e prática tanto da “arte, como da religião e da ciência” já na antiguidade, APENAS NÃO PERCEBIAM INTELECTUALMENTE O QUE PRATICAVAM.
    Vamos dizer que a espécie humana tem alguns pontos de inflexão na sua evolução na Terra. Surgiu como “espécie”, o “homo-sapiens” que viveu até o advento do “homem adâmico ou agrícola”. Então, são “duas espécies diferentes”, com a mesma carcaça orgânica, que evidentemente deve fazer Darwin se revirar no túmulo. Duas espécies com o mesmo organismo? É que Darwin confundiu “organismo” com ser-vivo, e são duas coisas diferentes, que se juntam circunstancialmente num mesmo indivíduo, que chamamos “vivo”. Para a ciência o ser-vivo ainda é um enigma, porque parte da premissa equivocada que ser-vivo e organismo material que o evidencia são a mesma coisa, E NÃO SÃO. Daí o grande enigma da morte para a ciência, O MESMO ORGANISMO MATERIAL É VIVO ANTES, E MORTO DEPOIS? Logo, deixando de lado os “dogmas de fé”, é fácil entender que o homem adâmico é uma espécie diferente do homo-sapiens, e a RELIGIÃO, A CIÊNCIA E AS ARTES começaram a fazer sentido para o “homem adâmico”, em particular DEPOIS DO ADVENTO DAS RELIGIÕES ESCRITAS.
    Então, religião e ciência é algo “inventado” pelo homem adâmico, em particular o “homem alfabetizado” depois do advento das religiões DOURINÁRIAS OU TEÓRICAS. É o grande mérito prático das religiões, que em geral não se considera. Dessa forma, a espécie humana tem três pontos de inflexão: O HOMO-SAPIENS, O HOMEM ADÂMICO OU AGRÍCOLA, E O HOMEM ALFABETIZADO, e todos usando a mesma carcaça orgânica, e é claro que isso manda para o espaço a tal ‘seleção natural”. Supõe-se que o “homem capitalista” seria outro ponto de inflexão, e talvez o próximo o “ homem da comunicação”, fosse a “onda” que começamos a “surfar”, mas nitidamente temos os três mencionados, o resto ainda é “visão ou ficção”.
    Então, o que é Artes, religião e ciência? Invenção humana à media que evolui com sua própria inteligência? CLARO COMO ÁGUA? Mas podemos aprofundar um pouco mais.
    Quando o homem se tornou alfabetizado, COMEÇOU ACUMULAR REGISTROS DE SEUS CONHECIMENTOS, que antes só existiam em algum tipo de arte, nas construções e nos artefatos, como armas, etc. e na “tradição oral” que variava de ponto a ponto. O registro começou a diferenciar formas de conhecimentos, COMO HISTÓRIAS, PRECEITOS, CONCEITOS, REGRAS ETC. ETC. Mas como a escrita estava confinada na prática dos “religiosos”, é evidente que os conhecimentos “acumulados” tinham a visão religiosa de quem escrevia. Os sábios gregos foram os primeiros que contestaram a forma equivocada dos religiosos descreverem as coisas materiais, e lançaram as raízes da ciência que entendemos hoje. Praticamente na mesma época, Cristo contestou a forma como os mesmos religiosos viam e descreviam AS COISAS ESPIRITUAIS, e ficaram claros um Universo Material e um Universo Espiritual.Os gregos não se meteram nos conceitos religiosos, como Cristo não se meteu nos conceitos “científicos”, ainda que na época e até bem pouco tempo atrás, tudo ainda estava no balaio de gatos dos mosteiros e conventos. Então, quando se fala de “universo”, de que universo estamos falando? Está claro que Craig embola tudo num único universo, e Rossetti fala “apenas do Universo Material” e aí um é “religião” e o outro é “ciência”?
    Fica ainda a questão das artes. Nas discussões nunca se falam delas, MAS O QUE SIGNIFICA A ARTE? Nada mais nada menos do que o “esforço de conseguir aprimorar as coisas”? Em termos filosóficos, admito que é a expressão da “ética”, isto é, PROCURA DA EXCELÊNCIA OU DO MELHOR, em outras palavras, É A ALVANCA DO PROGRESO OU DA EVOLUÇÃO EM TUDO. Assim fica mais fácil definir o que se entende ou que seria paradigma de cada uma.
    A ARTE TEM COMO PARADIGMA A PROCURA DO MELHOR, que entendo como sendo a ética cujo efeito é a evolução ou o progresso. A RELIGIÃO TEM COMO PARADIGMA A PROCURA DE CADA INDIVÍDUO SER MELHOR, que entendo como sendo a moral, cujo efeito é a justiça e uma “sociedade melhor”. A CIÊNCIA ENTENDO COMO O ESFORÇO DO HOMEM ENTENDER A NATUREZA MATERIAL QUE O CERCA, suas leis etc., como sendo o esforço de evolução do intelecto ou inteligência.
    E como UMA PODE SER CONTRA OU A FAVOR DE OUTRA? São “complementares” do próprio homem inteligente.
    Contudo, arte não é o artista ou a galeria, religião não é o religioso ou a igreja, e ciência não é o cientista ou o profissional, nem sequer as empresas e instituições que usam a ciência. CADA MACACO NO SEU GALHO torna as discussões não ser de “sexo de anjos”.

    2) DEUS
    O que cada um entende por Deus? É possível o artista, o religioso e o cientista entender da mesma forma o que seja Deus? Como profissão, é evidente que não. Cada um pode no máximo, fazer uma imagem pessoal do que lhe seja uma convicção pessoal, a tal crença. Afinal, Deus existe ou não? Alguém pode me responder se o “ponto” geométrico existe ou não? A questão é a “bobagem” da prova. Se o ateu perguntar para o religioso se Deus existe e ele disser que sim, então PROVE! Do outro lado, que diz não, então PROVE! Nenhum nem outro têm como provar porcaria alguma. Mas o “ponto” usamos no nosso dia, fazemos desenhos com os quais fazemos nossos artefatos, etc. ENTÃO, EXISTE OU NÃO? E sem provar? Percebe como a discussão sobre a existência de Deus na forma como se leva, é uma discussão também de sexo de anjos?
    Do ponto de vista da ciência, que focaliza o Universo da Matéria, pouco importa o conceito de Deus assim ou assado, porque a bem da verdade, a ciência não procura “saber” como uma coisa se originou, NO MÁXIMO, COMO ELA ACONTECEU. Se foi por obra de um Deus ou de um acaso, QUE DIFERENÇA FAZ? Então, admitir como dogma de fé que a origem de algo é Deus é tão idiota do ponto de vista de científico do que admitir que a origem é “ocasional” ou do nada pois nenhuma das duas hipóteses faz diferença para o paradigma da ciência que é a matéria existente. A que não existe ou vai um dia existir, não faz parte de seu paradigma, por isso um “ritual da ciência”, é pesquisar, analisar, concluir etc. Pode-se fazer sobre o que não existe para a ciência?
    Do ponto de vista da religião, que focaliza o “indivíduo homem” no seu próprio interrelacionamento pessoal ou social, que diferença também faria se algo teve como origem Deus ou também o “nada”? Uma formiga precisa de religião? Mas ela também não tem os próprios relacionamentos sociais? A diferença é unicamente de “capacidade de livre arbítrio”, isto é, CAPACIDADE EXERCER UM CONTROLE SOBRE A PRÓPRIA AÇÃO, que evidencia a capacidade de “evoluir com a inteligência”. Alguém já viu um pastor pregando numa igreja para as formigas? Então, alguém “ser melhor” o que significa? SER UM DEUS OU SEMELHANTE A ELE? E que tipo de “deus”? Na realidade, Deus também não é objeto nem da religião e nem da ciência.
    Por fim, temos as Artes, que significa a procura do “melhor” ou da Excelência. Onde está o “fim disso”? NO INFINITO? Então, o Deus Infinito que no fundo é o objeto da discussão (NINGUÉM ESTARIA AQUI DISCUTINDO O DEUS “RA” DOS EGÍPCIOS ou a vaca dos indus, ou a Deusa Minerva romana ETC,) se pudesse ser parte de paradigma, SÓ PODERIA TER SENTIDO NAS ARTES. Alguém discute isso?

    3) O UNIVERSO
    De que Universo Craig ou Rossetti falam? Se for apenas o Universo Material, DE QUE UNIVERSO MATERIAL SE ESTÁ FALANDO?
    Até as revelações espíritas há pouco mais de 160 anos atrás, O QUE OS SÁBIOS TANTO RELIGIOSOS COMO CIENTISTAS ENTENDIAM COMO UNIVERSO? Aquilo que podemos ver ou perceber? Então, o tal Big Bang seria o “começo” desse Universo que podemos perceber? E que em termos de matéria a ciência já sabe que é “menos de 5%” do todo? Então, de QUE UNIVERSO MATERIAL ESTAMOS FALANDO? E nem sequer entramos na questão do Universo Espiritual? Quer dizer, estamos vendo tudo, como um cidadão com um óculos vermelho enxergasse tudo vermelho?
    Willian L. Craig é um “filósofo teológico”, o que significa isso? É possível qualquer tese teológica, que não seja tipicamente filosófica? Então, esse cidadão cheio de grande currículo, afinal é o “quê”, quando expõe suas ideias e teses?
    Parece que seu argumento mais conhecido é o tal ARGUMENTO COSMOLÓGICO KALAM , que teria como fundamento os pontos abaixo:
    1) Tudo o que começa a existir tem uma causa.
    2) O Universo começou a existir.
    3) Logo, o Universo tem uma causa.
    De que Universo se está falando? DAQUELE QUE CONHECEMOS? E O QUE NÃO CONHECEMOS? E aí prosseguindo na sua “lógica”, arremata:
    1. Tudo que existe tem uma explicação para a sua existência (tanto pela necessidade da sua própria natureza quanto por causas externas).
    2. Se o universo tem uma explicação para a sua existência, essa explicação é Deus.
    3. O universo existe.
    4. Logo, a explicação para a existência do universo é Deus.
    Tudo o que existe é “apenas aquilo que conhecemos e percebemos”? E de onde se tira a conclusão que algo tem que ter uma “explicação”? De quem e para quem? E se algo existe e é explicável, significa que Deus é a explicação de tudo? FAZ ALGUM TIPO DE SENTIDO LÓGICO NESSA MONTANHA DE CONFUSÃO FILOSÓFICA?
    E outros religiosos saem então pela tangente dizendo que ISSO É ASSIM PORQUE FOI QUEM DISSE FOI DEUS? Como e para quem? De que “deus” estamos falando?
    Está claro que o Sr Craig está olhando para uma nuvem vendo a figura de um elefante, E ESTA “FILOSOFANDO” que a nuvem é de fato um elefante.
    Parece que a grande questão reside no entendimento de “INFINITO”. O Universo Material que podemos perceber é claramente “finito” em todos os aspectos, tanto no espaço como no tempo, e daí só nos faz sentido algo que “começa”, mesmo que não termine, mas o prático mesmo é que algo que “começa também termina”, nossa inteligência existe nessa limitação. Então podemos entender por exemplo, QUE AS ORDENADAS GRÁFICAS COMECEM NO PONTO ZERO, VAI ATÉ O INFINITO POSITIVO E ATÉ O INFINITO NEGATIVO, e a pergunta é, OS INFINITOS SÃO OS MESMOS? Não temos sequer como imaginar isso! Mas é porque desenvolvemos nossos conhecimentos enclausurados no UNVIERSO MATERIAL QUE NOS É PERCEPTÍVEL. A ciência que já começa “vislumbrar” a matéria que não nos é perceptível E SE ENTRA NA TAL “QUÂNTICA”, COMEÇA A ENTRAR EM ENIGMAS, UM DELES POR EXEMPLO É A VELOCIDADE DA LUZ, que parece que é “verdade” apenas para a matéria conhecida. Simples, as leis na matéria que não nos e perceptível são claramente diferentes da matéria que percebemos.
    Então, EM QUE UNIVERSO O SR. CRAIG DESENVOLVEU SUAS TESES?
    E aí do outro lado, a ciência através de construir artefatos com matéria que conhecemos, VAI DESCOBRIR MATÉRIA QUE NÃO CONHECEMOS, COMO TAL LHC? Ficção científica é ótimo assunto de filmes, mas é claro que estamos falando de “ficção científica”. Então, cientistas são também “sonhadores”? Mais inteligentes e perspicazes são os empresários que pagam para os “doutores pardais” desenvolverem essas ficções, ACONTECE QUE O EMPRESÁRIO SABE QUE MESMO QUE O DOUTOR PARDAL ERRE, DO COURO SAI A CORREIA, no meio do caminho surgem “invenções” que dão o retorno que interessa ao empresário.
    A coisa parece clara e simples, COMO PROFISSIONAIS, CADA HOMEM SE ESPECIALIZA NUM TIPO DE CONHECIMENTO, limitado tanto pela própria capacidade intelectual, como pela questão social de trabalho. Um biólogo se especializa num tipo de conhecimento que é diferente do mecânico ou do engenheiro de automóvel, A QUESTAO É QUANDO O PROFSSIONAL COMEÇA A “FILOSOFAR”, que significa expor pensamentos, ideias, etc. Não se está falando da “filosOfia acadêmica” como disciplina de uma escola, ONDE O PROFISSIONAL SE CHAMA “FILÓSOFO”, mas da faculdade que qualquer um tem de expor ideias e pensamentos. A “doutrina da evolução” é uma ideia ou palpite de Darwin, que o biólogo para explicar ou entender, TEM QUE DESCREVER AS EXPERIÊNCIAS E CONHECIMENTOS QUE ELE ADQUIRE COMO PROFISSIONAL. Lendo, por exemplo, livros de Dawkin, que parecem ser filosóficos, na realidade são uma lista interminável e até interessante de descrições específicas, mas o que expõe como filosofia, é um grande amontoado de asneiras. Vamos dizer que 90% é descrição “profissional”, e 10% de asneiras são “filosofia”.
    A química teve origem na “alquimia” tipicamente “religiosa”, quando os químicos inventaram a Tabela Periódica, NINGUÉM DEU PALPITE DE COMO O ELMENTO HELIO FEZ PARA SE TRANSFORMAR NO ELEMENTO CARBONO, os químicos já sabiam que entender uma coisa, não é a mesma coisa que “saber e fazer”. A “Árvore da Vida” de Darwin é exatamente uma tabela semelhante à Tabela Periódica, FEITA PARA AS ESPÉCIES, obra de um gênio. O “palpite” da “seleção natural” foi um palpite ou chute de observação, que os químicos cientificamente muito mais desenvolvidos, EVITARAM DAR. Como até hoje os biólogos ainda não “inventaram o átomo” para a Árvore da Vida, ainda ficamos na limitação da observação humana, que se aprimora a cada segundo. O DNA seria o “átomo” para a espécie, E ÁI É CLARO QUE A SELEÇÃO NATURAL NÃO TERÁ COMO EXPLICAR MUITAS COISAS, que se os químicos ficassem na limitação da observação, He pode ser mais “semelhante” vapor d’água do que ao ferro ou silício? Mas não é assim que está estruturada a Árvore da Vida no conceito darwiniano?
    E nos enfiamos em conceitos como o Big Bang. O QUE HAVIA ANTES DELE? Primeiro, que resultou de simples “leituras de instrumentos”, que se aprimoram a cada segundo. Segundo, que resultou da interpretação “matemática” de alguém que analisou os dados dos instrumentos, CONCLUIU POR EXEMPLO, QUE OS “ASTROS” ESTÃO SE AFASTANDO, colocado num determinado ponto de observação do Universo, a Terra, A PARTIR DO QUAL SE OBSERVA MOVIMENTO DE ALGUMA COISA. Depois, tem como referência o limitante da “velocidade da luz” e daí se conclui que o Universo “começou” a 13 bilhões de anos atrás! Se somos “matéria que conhecemos”, e tudo começou no “estouro”, e estamos sendo alcançados “hoje” pela “luz” da tal explosão, isto é, FOMOS ARREMESSADOS A VELOCIDADES ESTUPIDAMENTE ACIMA DA VELOCIDADE DA LUA, E AINDA COMEÇAMOS A “BRECAR” DEPOIS DE ALGUM INSTANTE, PARA QUE A “LUZ” NOS ALCANÇASSE? E tanto “criacionistas como evolucionistas” acham que isso faz algum sentido?
    O homem seria capaz de “fazer o Universo”? E sem inteligência alguma? A questão, novamente, é que se não se convergir com as premissas, FICAMOS DISCUTINDO ABOBRINHAS DE SEXO DE ANJOS.

    Como resumo da ópera, SEM DEFINIR O QUE SEJA CIÊNCIA, RELIGIÃO E ARTES, sem definir o que se entende por Deus, SEM DEFINIR O QUE SE ENTENDE POR UNIVERSO etc., ficamos como dois observadores colocados em pontos diferentes, observando uma mesma nuvem, E DISCUTINDO O QUE CADA ESTÁ VENDO!!
    Tudo o que o homem faz, e que imita a natureza, TEM ORIGEM A SUA INTELIGÊNCIA, e tudo que vemos na natureza, TERIA ORIGEM DIFERENTE? E não sendo o “homem inteligente fazendo a natureza”, teria que ser um Deus Infinito fazendo coisas que precisa corrigir, ou um “nada” tão infinito quanto capaz de fazer os milagres que se negam a esse Deus Infinito?
    Essa é a discussão de sexo de anjos entre evolucionistas e criacionistas, QUE SE PERDEM NO FANATISMO DE MERAS CRENÇAS DE TORCIDAS DE FUTEBOL.
    arioba

    • 1)A forma de ver o mundo do homem se aprimora quanto mais conhecimento adquire, não foi uma evolução de espécie em uma mesma carcaça orgânica que observamos e sim uma evolução mental, pois o que nos difere dos outros animais é a nossa capacidade de acumular conhecimento passando para as gerações seguintes. É natural que você perceba uma diferença muito grande entre o homem “recém-nascido” e o homem moderno, pois há uma mudança muito grande da forma de pensar entre eles, mas isso não significa que são espécies diferentes, pois esse é um processo de formação da cultura humana e não do cérebro humano. Sua ignorância não invalida a seleção natural.
      2) Concordo. A ciência só pode chegar até a explicação do “como funciona”. Deus realmente faz parte da alçada da arte, como fonte inspiração.
      3)O que foi isso? Não precisamos brecar nada, a luz nunca parou de chegar. O que acontece é que esse “filme”, essa luz ficou sendo armazenada no espaço que estava se “criando” com a expansão, e a aceleração causa o redshift.

  2. Ciência ou Religião?
    “A ciência tem provas sem certeza. Os teólogos têm certeza sem qualquer prova.”
    Ashley Montagu
    Mito:
    Ateus adoram a ciência. A tecnologia é a sua igreja, a evolução é o seu credo, Darwin é o seu profeta, e os cientistas são os seus sacerdotes.

    Resposta de Christopher Hitchens:

    “Nós não nos baseamos unicamente na ciência e na razão, porque esses são fatores mais necessários que suficientes, mas desconfiamos de tudo o que contradiga a ciência ou afronte a razão. Podemos diferir em muitas coisas, mas respeitamos a livre
    investigação, a mente aberta e a busca do valor das ideias”.

    A definição de ciência apresenta alguns problemas para as pessoas. Todo mundo parece ter uma ideia do que é ciência. A ignorância sobre a ciência não é uma opção viável, mas infelizmente não é muito difícil encontrar apologistas religiosos espalhando mal-entendidos. A ciência é melhor definida pela metodologia científica, uma compreensão exata da ciência também significa entender por que a ciência é superior à fé, intuição, ou qualquer outro método de aquisição de conhecimento.

    Mais respostas:
    Teístas religiosos que acreditam que todos adoram e tem algum tipo de religião e por vezes, concluem que a religião dos ateus deve ser a ciência. Ciência não é apenas humanismo secular e ceticismo, mas também foi responsável por derrubar muitos dos mitos, doutrinas e crenças que têm sido fundamentais para as religiões. Ciência tem conflitos com as religiões não porque é uma religião em si, mas porque as religiões conflitam geralmente com a realidade.
    A característica mais comum e fundamental da religião é a crença em seres sobrenaturais – geralmente, mas nem sempre em deuses. Poucas são as religiões que não têm essa característica, mas a maioria das religiões é fundada sobre crenças. A ciência envolve a crença em seres sobrenaturais como deuses? Não – muitos cientistas são teístas e ou religiosos de diversas maneiras, enquanto muitos outros não são. A própria ciência como disciplina e profissão é ateísta e secular, não promove nenhuma crença religiosa ou teísta. A diferença entre o Ateísmo e o Teísmo, tem grande significado, do ceticismo, razão, lógica, e ciência de um lado e fantasia, intuição, submissão e tradição na outro.

    Ciência é provavelmente a instituição mais importante e influente no mundo moderno, utilizando o método científico deu à humanidade mais conhecimento, mais benefícios e mais vantagens do que qualquer outra coisa no passado – incluindo a religião. Dado o grau em que as estruturas da ciência com a vida, o nosso futuro, e outras instituições sociais, não é surpreendente que alguns teístas religiosos viriam a ver paralelos entre as duas – mesmo para o ponto onde eles pensam que a ciência serve a totalidade ou parte das mesmas funções que a religião faz por eles e usado para fazer por toda a sociedade.
    Nenhuma das opções acima torna a ciência uma religião, no entanto. As definições da religião são geralmente divididas em duas categorias: materiais e funcionais. As definições de fundo procuram identificar uma “essência” básica que existe em todas as religiões, as escolhas mais comuns incluem a crença em deuses ou crença em algo “sagrado”. Embora essas definições sempre confiem em algo que não se aplica a algumas religiões, nenhuma delas descreve qualquer “essência” da religião que se aplica à ciência.
    Definições funcionais da religião buscam identificar as funções sociais, políticas ou psicológicas que as religiões possuem para os seres humanos. Escolhas comuns para isso incluem fornecimento de estrutura social, o ensino moral, criar comunidades. Muitas das instituições sociais que criam a estrutura social ou criam comunidades estão fortemente influenciados pela ciência. Isso não é porque a ciência é intrinsecamente religiosa, no entanto, mas porque a ciência no mundo moderno não pode ser ignorada.
    A ideia de que a teoria evolutiva é um “credo” para os ateus e Charles Darwin um “profeta” é baseada na crença popular entre os conservadores cristãos evangélicos que a evolução é anticristã e anti-Deus. Nada disso é verdade, no entanto.
    Os ateus não colocam nenhuma importância maior na evolução do que em outros aspectos da ciência. É improvável que os ateus creditariam qualquer atenção especial para a evolução/evolucionismo, se não fosse o fato dos cristãos de passar tanto tempo e esforço tentando prejudicá-la, a fim de promover a sua agenda teológico, política e social. Os sucessos científicos e técnicos, que melhoram a civilização e a qualidade de vida, se somam ao progresso científico e batem de frente com os dogmas religiosos em sua totalidade. As teorias da Física (principalmente a Teoria quântica) e da Biologia (com a Teoria da Evolução de Darwin), as descobertas da Psicologia (na qual o sentimento religioso é um fenômeno interno ou mesmo neurológico), superam as explicações místicas e espirituais.
    É justo dizer que os ateus têm muita confiança na ciência, mas isso não é “fé” no sentido religioso, como religiosos teístas, deístas, panteístas, normalmente usam o conceito. Ateus colocam sua confiança na ciência porque ela tem demonstrado quão confiável ela é. A fé, por séculos, foi mais forte e mais influente e mais poderosa que a ciência. O choque entre as duas tem raízes profundas na história da humanidade.
    O método científico tem provado ser um meio eficaz para separar a verdade da falsidade. Durante o período relativamente curto que a ciência tem existido, ela tem conseguido muito mais do que qualquer coisa inclusive mais do que as religiões.
    A ciência moderna é em grande parte uma consequência do Iluminismo, um período em que as instituições religiosas e as autoridades eclesiásticas começaram a realmente perder seu poder sobre a maioria dos aspectos da vida das pessoas. Os valores mais fundamentais da ciência atéia são, portanto, também os valores da modernidade: o empirismo, ceticismo e secularismo.
    Não é uma coincidência ciência e modernidade desenvolvidas lado a lado? a ciência sem Deus (es) reforçou a modernidade secular.
    A modernidade secular fornece a liberdade e espaço para as pessoas seguirem suas consciências e explorarem as suas crenças e descrenças religiosas. A ciência sem Deuses tem valor inestimável para a nossa sobrevivência como espécie.
    A ciência é muitas vezes criticada por ser ateísta, mas a impiedade é em grande parte porque a ciência é bem sucedida: ser ateu significa que a ciência não é devedora de qualquer ideologia religiosa ou perspectiva. Se fosse teísta, então não seria verdadeiramente livre para seguir a evidência donde ela leva. Ciência também é muitas vezes criticada por falta de valores, mas a ciência tem muitos valores – é que eles são valores fundamentais para a nossa modernidade secular humanista e ateísta. É isso que incomoda a maioria dos críticos, porque esses valores estão provando sua superioridade sobre os valores religiosos que teólogos anti-modernos preferem promover.
    Essas são todas as razões para pensar muito da ciência e tentar protegê-la contra possíveis ameaças. Nenhuma delas, porém, com razões para pensar que as pessoas em qualquer ciência necessitam de “adoração” forma ou de tratá-lo como uma religião. É até argumentável que a ciência é menos um sistema de crenças do que uma metodologia: um método e meio para a compreensão de que é a realidade em vez de um conjunto de doutrinas e dogmas de que somos moralmente obrigados a acreditar em ameaças de punição. O discurso científico se opõe à superstição e ao obscurantismo e a pseudociência.
    É comumente alegado pela crítica e adeptos que a ciência moderna é livre de valores. Isso é falso, embora seja verdade que a ciência não possui muitos dos valores tradicionalmente atribuídos à religião e não faz qualquer juízo de valor sobre o uso do conhecimento científico. Por outro lado, a capacidade da ciência para funcionar como ela faz, e com tanto sucesso, depende de um conjunto de valores muito importantes. Alguns desses valores são explicados aqui.
    Trabalho e Disciplina:

    A ciência é um campo difícil de ser bem sucedido. Nada é feito em ciência sem uma grande quantidade de trabalho duro, por longas horas, e muita disciplina é necessária para trabalhar essas horas de duração. Muito pouco em ciência pode ser descrito como “fascinante” – a maioria dos trabalhos científicos envolve se e debruça sobre grandes quantidades de dados e pequenos detalhes que fazem os olhos da maioria das pessoas simplesmente perderem o interesse. Esse trabalho é necessário, no entanto, porque constrói as bases para novas descobertas.

    Honestidade:

    Toda profissão depende de seus membros serem honestos para a profissão funcionar. Na ciência, essa exigência pode ser ainda mais importante. Muitos cientistas trabalham de forma independente e os resultados são então incorporados ao trabalho de outros cientistas. Dados defeituosos podem, portanto, assumir uma vida própria, infectando o trabalho honesto de pesquisadores ao redor do mundo Felizmente, existem sistemas adequados para capturar e eliminar a trapaça, mas nem sempre detectar os problemas imediatamente.

    Motivo:
    .
    Um dos valores mais importantes da ciência é o uso da razão. Os problemas não são considerados para ser resolvido por tradição, fé, ou simplesmente a palavra de alguém de confiança. O uso da razão ajuda a garantir que as explicações e as soluções sejam baseadas em realidade e não da preferência pessoal, o que é politicamente correto, ou o que é ideologicamente conveniente. A razão pode, naturalmente, ser abusiva, mas não mais do que qualquer outra coisa – e, até agora, a razão tem provado ser mais confiável do que qualquer outra coisa.

    Comunidade:
    Embora seja comum para os cientistas trabalhar sozinhos, a ciência não é realmente uma profissão solitária. Os cientistas fazem parte de uma comunidade científica mais ampla, uma que engloba tanto os do mesmo campo e aqueles envolvidos em outros aspectos da investigação científica. Todos estão interligados, de tal forma que os resultados alcançados por qualquer um podem ajudar o trabalho dos outros. É certo que esses se encontram dispersos através do mundo, mas nem por isso estão menos unidos por laços extremamente estreitos; leem os mesmos jornais, feitos para e por eles e que são praticamente os únicos a consultar; têm o mesmo vocabulário e os mesmos interesses científicos; a sua educação vai muni-los de modelos e de critérios metodológicos comuns que determinam os problemas a resolver e as soluções admitidas pelo grupo. A comunidade também ajuda a garantir a confiabilidade do trabalho de todos porque, para ser adequadamente a investigação científica, devem ser revistos por pares. Desenvolvido ao longo de muitas décadas, o método científico nos fornece a informação que é mais consistente, confiável e útil do que qualquer outro sistema que os seres humanos já tentaram desenvolver – incluindo especialmente a fé, religião e intuição.
    Questionar a autoridade e Pensamento Crítico:
    .
    Apesar de existirem figuras de autoridade em ciência, como há em toda profissão, essa autoridade não é absoluta. Os cientistas são encorajados a questionar e desafiar as reivindicações e os resultados. Afinal, o maior nome seguinte na ciência vai ser alguém que possa provar que uma teoria anterior estava errada, ou pelo menos incompleta, e, portanto, que as figuras de autoridade atual podem ter sido enganadas. Cada cientista tem interesse em questionar a autoridade.

    Imaginação:

    É comum pensar que os cientistas estejam focados na lógica, mas uma imaginação muito boa pode ser mais necessária para ser um bom cientista. A imaginação é importante porque permite que se pense em novas possibilidades que podem não ser evidentes a partir dos dados brutos. A imaginação também nos permite desenvolver novas explicações que também não são imediatamente apoiadas pelos dados, e isso dá um impulso de olhar para as descobertas.

    Progresso e Melhoria:

    Uma característica importante da ciência é que ela nunca é estática. Nenhuma explicação é definitiva ou completa e sempre há novos dados que tem de ser explicados, por isso não se pode dizer que o trabalho de um cientista esteja concluído. Isso significa que os cientistas estão procurando sempre a melhoria e progresso em todos os momentos. A ciência trabalha para o aperfeiçoamento da humanidade e da sociedade, ajudando a todos avançar ao invés de simplesmente estar satisfeito com que temos agora.

    Metodologia:
    .
    Um valor da ciência que não pode faltar é a ênfase no foco na metodologia adequada sobre as conclusões. Deve-se concentrar em seguir a metodologia científica adequada e raciocínio. Isso ajuda a garantir qual é a mais provável para se chegar a conclusões corretas e explicações corretas, independentemente do que elas podem ser. Imagine se em outras áreas, como política, trabalhassem dessa forma.

    Mais conclusões:

    A ciência procura a verdade. E não descrimina. Para o melhor e para o pior compreende as coisas. A ciência é humilde. Sabe o que sabe e o que não sabe. Baseia as suas conclusões e crenças na evidência dura – evidência que constantemente é atualizada e melhorada. Não se sente ofendida quando os fatos aparecem. E abraça o corpo de conhecimento. Não se segura em práticas medievais porque é tradição. Se [a ciência] acreditasse nessas coisas, não conseguiria descobrir a vacina de penicilina, colocava uma sanguessuga pelas calças adentro e começava a rezar. Independente do que se possa “acreditar”, isso não seria efetivo como medicina. Uma vez mais pode-se dizer que “para mim, funciona”, mas também funcionam os placebos.
    Através da aplicação do raciocínio, as ciências como um todo evoluiu para uma crescente capacidade do intelecto em alavancar o conhecimento. Esse é utilizado para isolar questões e desenvolver métodos e resoluções nas mais diversas questões relacionadas à existência e sobrevivência humana.
    O raciocínio, um mecanismo da inteligência, gerou a convicção nos humanos de que a razão unida à imaginação constitue os instrumentos fundamentais para a compreensão do universo, cuja ordem interna, aliás, tem um caráter racional, portanto, segundo alguns, esse processo é a base do racionalismo.
    O Humanismo está em sintonia com a ciência de hoje. Os humanistas reconhecem, portanto, que vivemos em um universo natural de grande tamanho e idade, que evoluímos neste planeta no decorrer de um longo período de tempo, que não existe uma evidência premente de “alma” dissociável, e que os seres humanos têm determinadas necessidades inatas que formam efetivamente a base de qualquer sistema de valores orientado para o homem. O último prego no caixão da autoridade da Igreja foi batido pela ciência há muitos séculos.
    O Humanismo está em sintonia com novos avanços tecnológicos. Os humanistas têm boa-vontade em participar de descobertas científicas e tecnológicas emergentes, de modo a exercerem sua influência moral sobre essas revoluções à medida que surgem especialmente no interesse de proteger o meio ambiente.

    “Eu sou a favor de um diálogo entre a ciência e a religião, mas não um produtivo. Estou incomodado com o fato … que muitas pessoas estão tendo a (falsa) impressão de uma feliz reconciliação entre a ciência e a religião … Religião … é um insulto à dignidade humana.”

    ( – Steven Weinberg, Físico ganhador do Prêmio Nobel, refutando o “design inteligente” e o suporte científico da teologia, na conferência “Programa de Diálogo Entre Cientistas e Religião”, Associação Americana para o Avanço da Ciência, Washinton DC, Abril de 1999. Artigo de Steven Kloehn, T).
    http://livrodeusexiste.blogspot.com.br/2011/11/deuses-existem-ainda-nao.html

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