EVOLUÇÃO DE ORCHIDACEAE; EXEMPLAR DE ORQUÍDEA NÃO EPÍFITA IRONICAMENTE É ENFEITE EM JARDIM DE TEMPLO ADVENTISTA.

Orquidea

Um estudo publicado na revista científica Nature mostra que a origem das orquídeas foi a muito mais tempo do que o inicialmente se pensava. Uma espécie extinta de abelha sem ferrão chamada Proplebeia dominicana foi encontrada presa em âmbar e datada do Mioceno, cerca de 15 a 20 milhões de anos atrás. A abelha carregava em suas asas um pólen de um táxon desconhecido de orquídea, classificado hoje como Meliorchis caribea. A extinta orquídea foi classificada dentro da tribo Cranichideae, subtribo Goodyerinae (Orchidoideae subfamília).

Isso indica orquídeas pode ter surgido entre 76 e 84 milhões anos, durante o Cretáceo Superior. Em outras palavras, elas coexistiram com os dinossauros. Ele também mostra que insetos polinizadores foram muito ativos na ecologia de orquídeas. Alguns estudos indicam que os padrões gerais da biogeografia e filogenética de Orchidaceae podem remontar sua origem em cerca de 100 milhões de anos e que sua evolução esta relacionada a dor insetos polinizadores.

Usando o método do relógio molecular, foi possível determinar a idade dos ramos principais da família Orchidaceae. Isto também confirma que a subfamília Vanilloideae é um ramo da dicotomia basal das orquídeas monandrous, e devem ter evoluído muito precocemente. Uma vez que este gênero ocorre em todo o mundo, em regiões tropicais e subtropicais da América tropical, na Ásia tropical, Nova Guiné e na África Ocidental, inclusive no momento em que os continentes começaram a se separar a cerca de 100 milhões de anos atrás. Um intercâmbio biótico significativo deve ter ocorrido após esta divisão, desde a idade de Vanilla que é estimada de 60 a 70 milhões de anos. As flores das orquídeas Vanilloideae são similares às de Epidendroideae. Na chave filogenética esta subfamília surpreendentemente situa-se entre Apostasioideae e Cypripedioideae, constituindo-se então em algumas das mais primitivas orquídeas existentes, cujos os três estames presentes do ancestral original fundiram-se em apenas um.

A dispersão tropical de certos gêneros primitivos como Corymborkis e Vanilla parece indicar que isto ocorreu antes que os continentes se separassem inteiramente. No entanto a evolução mais ativa das orquídeas ocorreu após esta separação e as diversas áreas tropicais já estavam bem estabelecidas há cerca de 55 milhões de anos. Aceita-se também que por esta data as cinco espécies de subfamílias já encontravam-se estabelecidas e seus mais primitivos ancestrais bem desenvolvidos.

O epifitismo de todas as orquídeas decorre de ajustamento às condições ambientais presentes ao longo de sua evolução não se constituindo em caracter ancestral. O desenvolvimento do velame, diminuição das sementes de maneira a poderem ser levadas pelo vento, e a associação com a micorrizas devem ter ocorrido ao mesmo tempo que ocorreu a migração do solo para as árvores. Características compartilhadas pelas orquídeas modernas indicam que o ancestral primitivo destas plantas deveria ser uma planta pequena de crescimento simpoidal, de rizoma delicado, raízes carnosas, folhas dobradas e inflorescências terminais.

As flores desenvolveram-se a partir de uma espécie de lírio, aos poucos adaptando-se a cada um dos polinizadores, eliminando estruturas desnecessárias e acrescentando elementos estruturais facilitadores da polinização por agentes específicos. A pétala inferior, por ser o local de pouso dos insetos adaptou-se e diferenciou-se cada vez mais das outras duas pétalas, tornando-se cada vez mais atrativa.

O resultado é a grande diversidade de ambientes e formas. Ironicamente uma das mais populares orquídeas, que não tem um comportamento epífito é encontrada em um templo Adventista criacionista.

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A orquídea-bambu (Arundina graminifolia) pertence a família Orchidaceae e bastante comum em jardins. É a única representante do gênero Arundina, e é proveniente da Ásia Tropical, região que abrange desde Índia, Nepal, Tailândia, Malásia, Cingapura, China Setentrional até Indonésia e ilhas do Pacífico. Sua peculiaridade esta relacionada principalmente, ao fato de ser uma orquídea terrestre. Graças ao volume de sua folhagem e à beleza de suas flores, é utilizada em acompanhamento de muros, muretas e paredes ou em grupos, compondo conjuntos isolados.

A orquídea Catlleya walkeriana e Miltonia regnellii evoluíram para habitats mais úmidos, onde a temperatura mais amena e o ar relativamente mais rico em água tem menor capacidade de retirar a água do seu corpo. Não é raro apresentar espessas camadas de musgos e de líquens crostosos ao redor dos troncos das árvores, que também servem para encobrirem e protegerem as raízes.

Cattleya nobilior evolutivamente estabeleceu-se em locais de maior recepção de luz , ou seja, em mata mais abertas ou mais no alto da árvore, e menos água, com muita reservas ao evitar substratos que acumulem muita água. O contrário ocorreu com membros do gênero Pleurothallis sp, ocorrendo como uma epífita próxima ao chão em uma mata que é mais fechada, sombreada e úmida o tempo todo.

Separando as orquídeas quanto aos seus habitats, se a orquídea for epífita sua ocorrência e necessariamente sua necessidade de cultivo vai depender de qual tipo de epífita é, se tem pseudobulbos avantajados e suculentos, e folhas pequenas e duras ela evoluiu para viver no alto de árvores em matas mais secas, para pegar mais luz e compensam não precisando de tanta água. Se ela tem folhas grandes e moles e pseudobulbos finos, fazendo com que não tolere microclimas muito dessecantes.

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Scritto da Rossetti

Palavras chave: NetNature, Rossetti, Orquidea, Evolução, Fósseis.

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Referências

* SILVA, C. I. & MILANEZE-GUTIERRE, M. A. Caracterização morfo-anatômica dos órgãos vegetativos de Cattleya walkeriana Gardner (Orchidaceae). Acta Scientiarum. Biological Sciences, 26:91-100, 2004
* Burns-Balogh, P., Borg-Karlson, A.K., and Kullenberg, B. (1985). Evolution of the monandraceous Orchidaceae VI. Evolution and pollination mechanisms in the subfamily Orchidoidea. Can. Orchid J. 3: 29-57.

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