SUBSTÂNCIAS NO MEL AUMENTA A EXPRESSÃO DO GENE LIGADO A DETOXICAÇÃO EM ABELHAS.

Pesquisadores do Colony Collapse Disorder, uma doença que atinge principalmente as abelhas de valor comercial sugere que pragas, patógenos e pesticidas desempenham uma função. A nova pesquisa indica que a dieta de mel de abelha influencia sua capacidade d resistir a pelo menos alguns dessas doenças. Alguns componentes do néctar e grãos de pólen que as abelhas coletam para a colméia podem aumentar a expressão de genes de desintoxicação que ajudam a manter as abelhas saudáveis.

Um novo estudo conduzido pelo professor de entomologia Illinois May Berenbaum mostra que alguns componentes do néctar e pólen grãos abelhas coletam para a fabricação de aumento comida expressão de genes de desintoxicação que ajudam a manter as abelhas saudáveis. (Crédito: Foto por L. Brian Stauffer)

Um novo estudo conduzido pela professora de entomologia da Universidade de Illinois May Berenbaum mostra que alguns componentes do néctar e grãos de pólen que as abelhas coletam para a fabricação de mel aumentam a expressão de genes de desintoxicação que ajudam a manter as abelhas saudáveis. (Crédito: Foto por L. Brian Stauffer)

A professora de entomologia May Berenbaum da Universidade de Illinois liderou um estudo que mostrou que muitos organismos usam um grupo de enzimas chamadas citocromo P450 monooxigenases para quebrar substâncias estranhas, tais como pesticidas e compostos encontrados naturalmente em plantas, conhecidos como fitoquímicos. No entanto, as abelhas têm relativamente poucos genes dedicados a este processo de desintoxicação em comparação com outras espécies de insetos.

As abelhas se alimentam de diferentes tipos de néctar e pólen e estão potencialmente expostas a diferentes tipos de fitoquímicos, mas eles só têm um terço do estoque de enzimas que quebram essas toxinas em comparação com outras espécies.

Determinar qual dos 46 genes P450 no genoma da abelha do mel são utilizados para metabolizar os constituintes da sua dieta natural e que são utilizados para metabolizar pesticidas sintéticos foi o foco da pesquisa da professora Berenbaum.

Cada favo de mel na colméia tem um fitoquímico diferente do próximo porque diferentes néctares fazem parte do mel.

Pesquisas já haviam mostrado que a ingestão de mel ativa nos genes relacionados a desintoxicação que metabolizam os produtos químicos no mel, mas os pesquisadores queriam identificar os componentes específicos responsáveis ​​por esta atividade. Para fazer isso, eles alimentavam experimentalmente ás abelhas com uma mistura de sacarose, açúcar em pó e acrescentou diversos componentes químicos nos extratos de mel. Eles identificaram ácido p-cumárico como o indutor mais forte dos genes de desintoxicação.

Acido p-cumárico, está em tudo que as abelhas comem, é o monômero que vai para a macromolécula chamada esporopolenina, que compõe a parede externa de grãos de pólen É um grande sinalizador de que o alimento está chegando, e com esse alimento, assim são os potenciais toxinas.

A equipe mostrou que o ácido p-cumárico é ligado não só os genes P450, mas os representantes de cada tipo de gene de desintoxicação do genoma. Este sinal também podem ligar genes responsáveis pela imunidade das abelhas, aqueles que codificam proteínas antimicrobianas.

De acordo com a entomóloga, três outros componentes de mel são indutores eficazes dessas enzimas de desintoxicação. Estes componentes provavelmente se originam nas resinas de árvores que as abelhas usam para fazer a própolis. O própolis esta relacionado aos genes de imunidade, que não é apenas um antimicrobiano e pode ter um efeito medicinal. De fato, as pessoas o usam medicinalmente.

Muitos apicultores comerciais utilizam substitutos do mel, tais como xarope de milho de alta frutose ou água com açúcar para alimentar suas colônias. Berenbaum acredita que a nova pesquisa mostra que o mel é uma rica fonte de materiais biologicamente ativos de fundame3ntal importância para as abelhas.

Ela espera que os futuros testes de desenvolvimento produza substitutos de mel que contêm ácido p-cumárico para os apicultores aumentarem a capacidade de suas abelhas resistirem a patógenos e pesticidas.

Ela não recomenda que os apicultores saiam despejando ácido p-cumárico no xarope de milho rico em frutose porque espera que a pesquisa de sua equipe possa ser usada como base de trabalho futuro que visa melhorar a saúde das abelhas. Ela recomenda que se de pelo menos um pouco de mel durante todo o ano para as abelhas porque de acordo com a história evolutiva da Apis mellifera, a espécie não “evoluiu” com xarope de milho de alta frutose.

Journal Reference:

* W. Mao, M. A. Schuler, M. R. Berenbaum. Honey constituents up-regulate detoxification and immunity genes in the western honey bee Apis mellifera.Proceedings of the National Academy of Sciences, 2013; DOI: 10.1073/pnas.1303884110

Fonte: Science Daily

 .

Scritto da Rossetti

Palavra chave: NetNature, Rossetti, Abelha, Expressão gênica.

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