CÉREBROS DE AVES PRECEDEM AS AVES: SEGUNDO TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA, O CÉREBRO APTO AO VÔO JÁ ESTAVA PRESENTE EM ALGUNS DINOSSAUROS NÃO-AVIÁRIOS.

Nova pesquisa fornece a evidência de que os dinossauros tinham a capacidade intelectual necessária para o vôo bem antes deles realmente voarem. Estudo baseado em raios-X e tomografia computadorizada de alta resolução publicado na Nature, lança um olhar abrangente sobre o chamado cérebro dos pássaros.

ACIMA: Este tomografia computadorizada mostra o crânio transparente e opaco de um Zanabazar júnior, um dinossauro troodontídeo. O endomolde craniano é dividido nas seguintes regiões seguintes neuroanatomicas: tronco cerebral (amarelo), cerebelo (azul), lóbulos ópticos (vermelho), encéfalo (verde), e bulbos olfatórios (laranja).  ABAIXO: Esta tomografia computadorizada mostra um pica-pau moderno (Melanerpes aurifrons) com seu cérebro opaco e o crânio transparente. O endomolde é dividido nas seguintes regiões seguintes neuroanatomical: tronco cerebral (amarelo), cerebelo (azul), lóbulos ópticos (vermelho), encéfalo (verde), e bulbos olfatórios (laranja). (Crédito: © AMNH / A. Balanoff)

ACIMA: Este tomografia computadorizada mostra o crânio transparente e opaco de um Zanabazar júnior, um dinossauro troodontídeo. O endomolde craniano é dividido nas seguintes regiões seguintes neuroanatomicas: tronco cerebral (amarelo), cerebelo (azul), lóbulos ópticos (vermelho), encéfalo (verde), e bulbos olfatórios (laranja).
ABAIXO: Esta tomografia computadorizada mostra um pica-pau moderno (Melanerpes aurifrons) com seu cérebro opaco e o crânio transparente. O endomolde é dividido nas seguintes regiões seguintes neuroanatomical: tronco cerebral (amarelo), cerebelo (azul), lóbulos ópticos (vermelho), encéfalo (verde), e bulbos olfatórios (laranja). (Crédito: © AMNH / A. Balanoff)

Contrariamente ao que o cliché, o termo se descreve um cérebro relativamente alargado com a capacidade necessária para o voo e se apresenta numa das primeiras aves conhecidas, o Arqueopterix. No novo estudo, os cientistas revelam que pelo menos alguns dinossauros não-aviários tinham cérebros que eram tão grande ou maior do que o do Archaeopteryx. Isso indica que alguns dinossauros poderiam ter a capacidade de vôo sustentada por um cabeamento neurológico necessário para esse comportamento.

Archaeopteryx tem sido sempre configurado como uma espécie única de transição entre dinossauros com penas e pássaros modernos. As aves podem ser distinguidas de outros répteis vivos por seus cérebros, que são ampliados quando comparado ao tamanho do corpo. Este “hiperinflação”, mais evidente na parte frontal do cérebro, é importante para proporcionar a visão superior e coordenação necessária para voar. Mas os cientistas estão encontrando cada vez mais recursos considerados exclusivos das aves modernas, como penas e a presença da fúrcula, são agora conhecidos por terem apareceu pela primeira vez em dinossauros não-aviários. A fúrcula (ou forquilha) é um osso bifurcado encontrado em aves e dinossauros terópodes, formado pela fusão das duas clavículas. Nas aves tem como função reforçar o esqueleto torácico para que possa suportar o voo. Alguns terópodes tinham a fúrcula; DromaeosauridaeOviraptorTyrannosaurusTroodonCoelophysisAllosaurus.

O novo estudo fornece mais provas para adicionar à lista cérebro fez hiperinflado. Os pesquisadores usaram tomógrafo da Universidade do Texas, Ohio University, Stony Brook University, e do Museu para olhar dentro dos casos cerebrais de mais de duas dezenas de espécimes, incluindo aves modernas, o Archaeopteryx e os dinossauros não-aviários intimamente relacionados, como os tiranossauros (e citados acima). Ao costurar as tomografias computadorizadas, os cientistas criaram reconstruções 3-D de interiores dos crânios. Além de calcular o volume total de cérebro de cada animal, a equipe de pesquisa criou um modelo tridimensional extraindo o tamanho de grandes regiões anatômicas de cada cérebro, incluindo os bulbos olfatórios, encéfalo, lobos ópticos, cerebelo e tronco encefálico.

A história do tamanho do cérebro é mais do que a sua relação com o tamanho do corpo. Se é assim que consideramos como as diferentes regiões do cérebro mudaram em relação a outras, podemos obter insights sobre os fatores que levaram a evolução do cérebro, bem como o desenvolvimento de mecanismos que facilitaram essas mudanças. Os pesquisadores descobriram que em termos de medições volumétricas, o Archaeopteryx não está em uma posição única de transição entre dinossauros não-aviários e aves modernas. Vários outros dinossauros não-aviários amostrados, como os e troodontídeos, na verdade tinham cérebros maiores em relação ao tamanho do corpo do que o Archaeopteryx.

Os pesquisadores também analisaram outro fator importante para o vôo nas aves modernas: a estrutura neurológica chamada de pérola, que é usada no processamento de informações e controle motor. A equipe identificou um recuo no cérebro dos Archaeopteryx que pode ser homólogo ao talão visto em aves vivas. Mas esse recuo não é encontrado em dinossauros não-aviários que tinham cérebros maiores do que o do Archaeopteryx, apresentando a equipe de pesquisa com uma nova pergunta para explorar no futuro.

Leia mais em DINOSSAUROS EVOLUÍDOS e MODERN BIRDS ARE REALLY BABY DINOSAURS 

Journal Reference

* Amy M. Balanoff, Gabe S. Bever, Timothy B. Rowe & Mark A. Norell. Evolutionary origins of the avian brainNature, 2013; DOI: 10.1038/nature12424

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Fonte: Science Daily

6 thoughts on “CÉREBROS DE AVES PRECEDEM AS AVES: SEGUNDO TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA, O CÉREBRO APTO AO VÔO JÁ ESTAVA PRESENTE EM ALGUNS DINOSSAUROS NÃO-AVIÁRIOS.

  1. E como foi que as aves surgiram, visto que os dinossauros foram extintos devido  a queda de um asteroide? Tá entrando em contradição igual às “estórias” da bíblia?

    Cordialmente: Wallace Gonçalves de Souza

    ________________________________

  2. Texto interessante, que vai de encontro ao que já defendi neste site, de que o organismo vivo é um “projeto inteligente”, muito similar ao artefato humano, OU VICE-VERSA. Os órgãos não evoluem a reboque do organismo completo, MAS AMBOS EVOLUEM QUASE QUE INDEPENDENTEMENTE, e dei como exemplo, o automóvel (trabalhei três décadas na indústria automobilística, daí a tendência de usá-lo como ilustração”). Os sistemas de direção, transmissão, motorização etc. etc. evoluem à parte do próprio veículo, mesmo que havendo sinergismo entre ambos, porque afinal se trata de “veículo” para alguma finalidade humana. Quando se fala de organismos, falta definir qual é sua utilidade, e falar em utilidade nos leva à origem inteligente, que ainda não faz parte da “ideologia evolucionista”, mas é a realidade. O que o texto está fazendo é “cientificamente” reconhecer e constatar o que entendi apenas como “filosofia” ou ideia.
    Um mesmo órgão desenvolvido para um tipo de veículo (ou espécie), serve também para qualquer outra, por exemplo o caso do automóvel, do caminhão, do trator, do navio etc. etc. NÃO SOMOS DIFERENTES PORQUE TEMOS QUE ATENDER ÀS MESMAS LEIS QUE FAZEM FUNCIONAR TANTO UM ORGANISMO VIVO, COMO UM ARTEFATO HUMANO.
    Com relação ao tamanho relativo do cérebro também já argumentei aqui mesmo, QUE SEM OS MEMBROS BRAÇOS E PERNAS,E SEM SUA CONDIÇÃO ERECTA, pouco lhe valeria ter cérebro maior. Imagine como um cavalo poderia “aprender a escrever”, se lhe fosse dado um cérebro maior. O projeto de Vida é sinérgico no organismo como um todo. O, que adiantaria colocar num Ford T um processador eletrônico dos carros modernos? E se compararmos os dois, DO PONTO DE VISTA DE PROJETO NÃO SÃO EXATAMENTE IGUAIS, mas se diferenciam pelo “estágio artístico” de evolução como performance, luxo, conforto etc.? Isto é, tem UTILIDADE DO HOMEM QUE TAMBÉM EVOLUI COM SUA INTELIGÊNCIA!
    Nada a reparar no texto, exceto que mais uma vez se mostra o equívoco da “seleção natural”, e até pela própria ciência. O fato de não sabermos como se faz algo, NÃO NOS PROÍBE ENTENDER COMO SERIA, a velha história da mágica e do mágico. Entender a mágica não é saber como se faz.
    arioba

    • Primeira coisa, o sistema nervoso é um orgão formado por tecidos cuja matéria prima são os neuronios e ele esta sujeito a ser modificado pela seleção natural e processos evolutivos. Evidências moleculares mostram mudanças em genes a cerca de 11 mil anos e outra a 6 mil anos, padrões de atividade cerebral que se modificaram.
      Segundo, orgãos não evoluem independentemente, existem processos co-adaptativos. Acreditar que orgaos podem evoluir independentemente sem afetar outros orgãos que compõem o organismo cai por terra quando pegamos um exemplo simples como a girafa ou um guepardo. Corre não é só o necessario para o guepardo, a sua cauda é que lhe permite estabilidade, o sistema ventilatorio para dispersão de calor…um crocodilo não precisa ter somente 4 membros, ele precisa de uma cauda para impulsionar e conseguir andar ou atacar a presa. Foi assim que ele foram selecionados, órgaos e tecidos funcionando em conjunto, maximizando a sobrevivência.
      No caso da girafa, se o pescoço aumentou de tamanho, tecidos e orgãos do sistema circulatório tiveram que evoluir junto para suportar a pressão sanguínea em diferentes alturas. O coração deve ser capaz de enviar sangue a cabeça e a pressão do sangue deve ser estabilizada quando chegar ao cérebro senão ele é pressionado e o animal vai a óbito.
      Isso demonstra que o aumento do pescoço da girafa exigiu outras adaptações circulatórias que vão alem do simples aumento de tamanho de pescoço.
      Portanto, órgaos trabalham em uma função sistêmica, portanto o sistema evolui, os orgãos acompanham a trajetória evolutiva pois são forçados a isto..aqueles que não conseguem perecem, os que conseguem mantem integra a linhagem a que pertencem com suas características…Se sobrevivem somente os aptos, é de se esperar que nós enxerguemos somente os vivos, e os vemos como perfeições da natureza com modelação intencional quando não há intenção, apenas uma lei da natureza, a da sobrevivência.

      • Perfeitamente de acordo com suas observações, O QUE SE DISCUTE É QUE TUDO ISSO POSSA SER FEITO “POR SELEÇÃO NATURAL”, que é a tese evolucionista.
        homem já faz tudo isso inclusive nos próprios organismos vivos, E PRECISA DE SUA INTELIGÊNCIA. Na natureza qualquer “relojoeiro cego” pode fazer coisas muito mais complexas?:Não se trata de discutir “fatos”, mas de “intepretações desses fatos”.
        arioba

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