EUROPEAN JUNTER-GATHERERS OWNED PIGS AS EARLY AS 4.600BC. (Comentado)

European hunter-gatherers acquired domesticated pigs from nearby farmers as early as 4600 BC, according to new evidence.

porco

Ben Krause-Kyora pulls out a tooth from the lower jaw of a pig to extract ancient DNA from it. (Credit: Copyright: Graduate School Human Development in Landscapes (GSHDL))

The international team of scientists, including researchers at Durham and Aberdeen universities, showed there was interaction between the hunter-gatherer and farming communities and a ‘sharing’ of animals and knowledge. The interaction between the two groups eventually led to the hunter-gatherers incorporating farming and breeding of livestock into their culture, say the scientists.

The research, published in Nature Communications today (27 August), gives new insights into the movements of pre-historic humans and the transition of technologies and knowledge.

The spread of plants and animals throughout Europe between 6000 and 4000 BC involved a complex interplay between indigenous Mesolithic hunter-gatherers and incoming Neolithic farmers but the scale of the interaction and the extent to which hunter-gatherers took ideas from their neighbours remains hotly debated.

The researchers say previous evidence about the ownership of domestic animals by hunter-gatherers has so far been circumstantial.

Lead author, Dr Ben Krause-Kyora, from Christian-Albrechts University in Kiel, Germany, said: “Mesolithic hunter-gatherers definitely had dogs, but they did not practise agriculture and did not have pigs, sheep, goats, or cows, all of which were introduced to Europe with incoming farmers about 6000 BC. Having people who practised a very different survival strategy nearby must have been odd, and we know now that the hunter-gathers possessed some of the farmers’ domesticated pigs.”

It is not yet known whether the hunter-gatherers received the pigs via trade or exchange, or by hunting and capturing escaped animals. However, the domestic pigs had different coloured and spotted coats that would have seemed strange and exotic to the hunter-gatherers and may have attracted them to the pigs.

Co-author, Dr Greger Larson, from the Department of Archaeology at Durham University, added: “Humans love novelty, and though hunter-gatherers exploited wild boar, it would have been hard not to be fascinated by the strange-looking spotted pigs owned by farmers living nearby. It should come as no surprise that the hunter-gatherers acquired some eventually, but this study shows that they did very soon after the domestic pigs arrived in northern Europe.”

The team analysed the ancient DNA from the bones and teeth of 63 pigs from Northern Germany which showed that the hunter-gatherers acquired domestic pigs of varying size and coat colour that had both Near Eastern and European ancestry.

Fonte: Science daily

* Ben Krause-Kyora, Cheryl Makarewicz, Allowen Evin, Linus Girdland Flink, Keith Dobney, Greger Larson, Sönke Hartz, Stefan Schreiber, Claus von Carnap-Bornheim, Nicole von Wurmb-Schwark, Almut Nebel. Use of domesticated pigs by Mesolithic hunter-gatherers in northwestern Europe.Nature Communications, 2013; 4 DOI: 10.1038/ncomms3348

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Comentarios do autor

As primeiras domesticações animais apareceram no próximo oriente, com as ovelhas, cavalos e até camelos a pouco mais de 11 mil anos (veja aqui, aqui e aqui).

Os arqueólogos propuseram três modelos para explicar a consequente expansão à Europa: os primeiros criadores emigraram para Oeste, a prática pode ter se estendido por difusão cultural e assim os europeus puderam domesticar animais selvagens.

Uma equipe de arqueólogos extraiu 221amostras de DNA mitocondrial de amostras de porcos selvagens e domesticados. As amostras procederam de mais de 140 jazidas arqueológicas na Europa e Oriente Médio que tinham 13 mil anos. Estas sequências foram comparadas com as de 323 porcos modernos. Os primeiros porcos domesticados na Europa datam de aproximadamente 7.500 anos e possuíam marcadores genéticos de animais do Próximo Oriente. Isto significa que chegaram ao continente, provavelmente com os criadores que emigraram para oeste. Não muito depois, os europeus começaram a domesticar os seus próprios porcos selvagens, que substituíram rapidamente. Em apenas 500 anos, a proporção de marcadores genéticos locais nos porcos domesticados da Europa subiu de 5% a 95%.

Por tanto parece que os modelos propostos poderem ser reais, pelo menos para a domesticação do porco na Europa. Não se descarta totalmente a possibilidade que alguns europeus domesticaram porcos antes da chegada dos porcos orientais.

Os porcos (Sus domesticus) são descendentes do javali selvagem europeu (Sus crofa) hoje compõem espécies distintas graças a domesticação. Outros estudos de genética molecular apoiam a teoria de que os porcos foram domesticados independentemente a partir de subespécies de javalis selvagens na Europa e na Ásia. No inicio da domesticação, os porcos eram usados para alimento.

No geral, os porcos são animais sociais. Uma vara típica de javalis selvagens ou de feral pigs (populações de porcos domesticados que fugiram do cativeiro e se reproduziram livremente com pouca influencia humana), é constituída por fêmeas com alto grau de proximidade, da mesma família e pelos seus filhotes, enquanto que os machos sexualmente maduros são muitas vezes solitários, vivendo por vezes em grupos onde todos os elementos são machos. As varas das fêmeas têm cerca de 2 a 6 elementos.

Um grupo de porcos desenvolve uma hierarquia estável a qual é mantida a longo prazo por comportamentos de submissão frequentes pelos animais que estão numa ordem social mais baixa. Quando os porcos em condições de produção são misturados com estranhos, normalmente lutam intensamente por um período, até que a ordem de dominância se forme. Estas lutas são quase sempre ganhas pelos indivíduos maiores e, consequentemente, existe normalmente uma forte correlação entre o tamanho do animal e a sua posição social num grupo.

Os javalis selvagens e os feral pigs não são territoriais, não defendendo, por exemplo, uma área específica. Vivem em espaços restritos com um alto grau de fidelidade. A disponibilidade de comida é importante na determinação do tamanho dos espaços em que vivem e os machos têm muitas vezes áreas maiores que as fêmeas.

Scritto da Rossetti

Palavras chave: NetNature, Rossetti, Porcos, Javali, Domesticação.

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